(poesia visuAL / "A Tática: Futebol" / Série "Futebol em Movimento")

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ALgo de Poder no Reino da Serrinha

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Caríssima Esmeraldina. Caríssimo Esmeraldino. Vocês devem estar imaginando que eu errei no título. Não errei, não. Há “algo de poder no reino da Serrinha”. No reino da Dinamarca é que havia algo de podre. Lá no Meu Goiás, o problema é de “poder”.

Nem bem começa o Goianão-2010 e o Goiás consegue perder as duas primeiras partidas.

A estréia, lá em Catalão, contra o CRAC. Derrota por 1 a 0. Normal? Primeira partida... retorno às competições oficiais... fora de casa... gol contra, que azar! O time foi para cima, tentar o empate e – quem sabe – virar o jogo... o CRAC vinha nos contra-ataques, seus atacantes se assustavam com a facilidade de entrar na defesa do Goiás e demos sorte de não termos saído de Catalão com uma derrota por goleada. Deixa passar.

A segunda partida, em casa, no “alçapão” da Serrinha, na “Bombonera” do Verdão, contra a Anapolina. A “Xata”. Resultado: Goiás 2 x 5 Anapolina. Com todo respeito que tenho pela Cidade de Anápolis, pela torcida da “Xata” e pelos jogadores da Anapolina, no futebol que é jogado atualmente, levar 5 gols não tem explicação. ALiás, explicação tem: a Anapolina deitou e rolou na defesa do Goiás. O que não tem cabimento é levar 5 gols em uma única partida.

A questão não é vir agora dizer que o campeonato está apenas no início, que há turno e returno, que – ao final da fase classificatória – os quatro primeiros passam para os “mata-mata”, que ainda dá tempo para o Goiás se recuperar.

A questão não é essa.

Pelo que vi, depois desta partida contra a Anapolina, a torcida “poupando” os jogadores e “malhando” o Hélio dos Anjos, ficou claro que o problema do Goiás é de “poder”.

Quem pode mais? O grupo que apóia o Hélio dos Anjos, ou o grupo que está contra a sua permanência?

Se refrescarmos nossa memória recente, parece coincidência, mas foi só a Diretoria do Goiás antecipar a renovação do contrato do Hélio dos Anjos (quando o Goiás ainda estava entre os quatro primeiros colocados no Brasileirão de 2009), que o time do Goiás começou a vertiginosa (e surpreendente) queda na tabela de classificação. Desde aquela renovação antecipada (teria sido precipitada?) que não está muito claro “quem pode mais” lá dentro do Goiás.

Estranho, né? O Hélio dos Anjos “não tem mais poder” (especialmente aquele poder de convicção, aquele poder de liderança) frente aos seus comandados. E já se perdeu nas equivocadas respostas nas entrevistas coletivas. Vai “sobrar” para o “Professor”...

Eu começo a desconfiar que o grupo que é contra a permanência do Hélio dos Anjos está vencendo este “cabo de guerra” interno. E que o grupo que apóia (e que antecipou a renovação do contrato do Hélio dos Anjos) vai ter que “pagar o mico”. E o Goiás vai ter que pagar a multinha rescisória, que – falam – não é pequena.

No Brasileirão de 2009, o time do Goiás foi uma das piores defesas do campeonato. Se não me falha a memória, apenas Náutico e Sport (os últimos) sofreram mais gols que o Goiás. Ou seja, o Goiás teve uma defesa de time rebaixado.

Deu saudade da defesa do Geninho.

E, por falar em Geninho...


AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ALpuração dos Desejos de 2009

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No primeiro “pôsti” de 2010, quero voltar ao primeiro “pôsti” de 2009, quando eu escrevi os meus desejos.

Vamos ver se os reALizei:

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Os “Desejos Possíveis” foram:

Que o Goiás se mantenha na Série A para 2010, mas jogando com mais regularidade. Tudo bem que tenha o mesmo aproveitamento, que fique próximo da oitava posição. Mas que não nos faça passar a vergonha de ver o time sem querer jogar e a aflição de permanecer várias rodadas na zona de rebaixamento (sendo considerado pelos “experts” um candidato forte à Série B), para depois, os mesmos jogadores resolverem jogar e a gente ficar se lamentando que dava para chegar à Classificação para a Libertadores. Não. Em 2009 eu gostaria de ver o Goiás o ano inteiro na décima posição. O time é mediano, portanto, uma posição matematicamente mediana, exata, média aritmética ((1+20)/2=10,5; arredondando para o inteiro inferior: 10), sem sobressaltos.

ALpuração: O Meu Goiás terminou em nono lugar. Não passamos a “vergonha” de lutar contra o rebaixamento, mas passamos outra “vergonha”: a de chagar ao segundo lugar, com chances de liderar o campeonato (e com chances até ao título), mas “forças ocultas” entraram em campo (e fora dele) para trazerem o Meu Goiás para o seu devido lugar. Desejo reALizado !!!

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Os “Desejos Ardentes” foram:

Que o Goiás vença o Vila Nova no Campeonato Goiano. Meu Campeonato Estadual particuLAr se resume no confronto Goiás x Vila Nova. Se o Goiás será Campeão, Vice ou qualquer outra posição final, não me interessa. O que me interessa é ganhar do Vila Nova. De preferência com lances polêmicos em que a arbitragem erre a favor do Goiás. Com choradeira do outro lado é muito mais gostoso.

ALpuração: Goiás 6x1 (REPETINDO: SEIS a um!!!); Goiás 1x0. Desejo reALizado !!!

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Os “Desejos Urgentes” foram:

Estou iniciando a campanha “FICA, VITOR!

“FICA, VITOR! FICA LONGE DO GOIÁS!”

Que o Goiás venda o Vitor. E a hora é essa, agora. ALiás, tá passando da hora.

ALpuração: O Vitor continua no Goiás. Desejo não reALizado.

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Os “Desejos que se misturam com sonhos”

Que o Goiás pegue uma sequencia “baba” na Copa do Brasil e, quando os jogos forem pra valer, jogar feio, fechadinho, vencer em casa por 1 a 0 e empatar fora. Já pensou, o Meu Goiás Campeão da Copa do Brasil, com vaguinha na Libertadores?

ALpuração: Misturou tanto que continuou nos sonhos...

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Os “Desejos Sulamericanos” foram:

Que a Copa SulaMiranda não atrapalhe o Meu Projeto “Décima Posição”.

ALpuração: Nem fedeu nem cherou. Desejo reALizado !!!

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Os “Desejos Selecionáveis” foram:

Apesar de que o Zico falou, numa entrevista à Economista Lúcia Hipólito da Rede CBN, que “Seleção Brasileira é muito complicado”, gostaria de ver o Meu Ídolo como Técnico da Seleção. Aí eu teria, novamente (depois de 1986), um motivo para voltar a torcer para a Seleção Canarinho, que passaria a ser carinhosamente chamada de Seleção do Galinho. Com o Zico de técnico, eu vou até ALchar que o temperamental Luís Fabiano é craque.

ALpuração: Desejo não reALizado.

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Os “Desejos pagodeiros: só pra contrariar” foram:

Que o Ronaldinho Fenômeno emagreça. Mas não precisa ser uns 20 quilos, não. Apenas 7 quilinhos. E, mesmo com uma barriguinha “a La Feijoada Brasileira”, que o Ronaldinho marque muitos gols no Campeonato Paulista e no Brasileirão. Aí, não terá como não convocar o Fenômeno para a Seleção. E, se o Ronaldinho voltar para a Seleção, não sai mais e será titular em 2010. Confesso: é um desejo fenomenal.

ALpuração: Desejo não reALizado.

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Os “Desejos para rir muito deles” foram:

Que o “eles” (=Vila Nova) termine melhor, na série B de 2009. Que salte da sexta para a quinta posição.

ALpuração: eles quase rebaixaram para a Série C...ri muito. Desejo reALizadíssimo !!!

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Os “Desejos e nada mais” foram:

Que o nadador Ronaldinho Gaúcho continue fazendo o que tem feito na Seleção: nada! Sendo assim, nada mais de convocação.

ALpuração: Até agora, Desejo reALizado !!! (mas tenho minhas dúvidas se ele vai ficar de fora...já tão fazendo “lobby” para ele ser convocado...)

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Os “Desejos surpreendentes, mas não tanto” foram

A proposta da Diretoria do Atlético Goianiense é realizar um bom campeonato e o objetivo é manter o ACG na Série B de 2010.

Desejo que o Atlético Goianiense seja a surpresa da Série B em 2009. Sabemos que a Série B de 2009 será muito mais equilibrada. Não teremos um Corinthians “sobrando”. E, dos quatro times que subiram neste ano, três são paulistas. Com uma quantidade menor de paulistas na Série B, teremos mais emoção. Comparando o time do ACG com os demais da Série B de 2009, digo que o ACG fica – no mínimo – entre os 10 primeiros. ALcho que o ACG vai brigar por uma das quatro vagas.

ALpuração: O ACG foi mais que uma surpresa. Foi uma das sensações da Série B. Brigou por uma das quatro vagas e ganhou uma. Desejo reALizadíssimo !!!

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Os “Desejos espúrios” foram:

Que “aquela porção” da crônica esportiva carioca continue lutando nos bastidores e insistindo para que a CBF mude a fórmula do Brasileirão e retorne com o “mata-mata” na fase final.

Só assim para uma equipe do Futebol Carioca voltar a ter condições de se sagrar Campeã no Brasileirão – Série A.

Para um time carioca ser Campeão em um campeonato longo e anual por pontos corridos (como é o Brasileirão), não basta torcida. Há de se ter bons técnicos, bons jogadores e um elenco com opções. Para isto precisa de dinheiro. E haja dinheiro! Dinheiro que eles não têm. Ou se têm, ninguém vê. Nem os jogadores, nem os credores. Só os dirigentes.

ALpuração: O Flamengo “calou” a minha boca. Mas ainda tem muita gente “querendo” os mata-mata. Desejo não reALizado.

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Os “Desejos para sair da rotina” foram:

Que alguma equipe impeça o tetra(hepta)-campeonato do São Paulo em 2009.

ALpuração: Desejo reALizado !!!

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Os “Desejos impossíveis” foram

Que o Rogério Ceni fosse o titular absoluto no gol da Seleção Brasileira.

ALpuração: Desejo não reALizado.

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O “Desejo finAL” foi FELI2009

ALpuração: Desejo reALizado !!!

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Placar finAL dos Desejos de 2009:

reALizados 7 x 6 não reALizados

Vitória ALpertada!!!


AL-Braço
AL-©haer

domingo, 27 de dezembro de 2009

O Grande Lance do Ano

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E, para a nossa surpresa (BELA SURPRESA!!!) O Grande Lance do Ano veio numa partida beneficente, tradicionalmente organizada pelo ZICO no final do ano, que nesta edição foi o jogo Flamengo 5x5 Amigos do ZICO, num Maracanã com mais de 70 mil torcedores, na tarde de hoje, 27 de Dezembro de 2009.

O Grande Lance não foi o desfile/presença de craques do passado como Nunes, Andrade, Júnior, Tita, Cláudio Adão, Renato Gaúcho entre outros, nem o motivo da festa, cuja renda será distribuída em três partes para uma instituição de caridade, para a família do goleiro Zé Carlos (falecido recentemente), para o atacante Washington (do Fluminense, que eternizou a dupla "casal 20" juntamente com o Assis), que está passando por dificuldades para custear seu tratamento.

O Grande Lance do Ano não foi dentro de campo. O Grande Lance do Ano foi dentro do coração: A RECONCILIAÇÃO DE ZICO E ROMÁRIO !!!

Com exceção de Pelé - O REI - e Garrincha (que é de outro mundo), a "tabelinha" entre ZICO e ROMÁRIO sempre será uma cena necessária para os sonhos daqueles que são apaixonados pelo Futebol.

Hoje, reALizei mais um, ao ver Zico e Romário em campo, "tabelando" novamente.

Li-te-ral-men-te: SHOW DE BOLA !!!


AL-Braço
AL-©haer

domingo, 20 de dezembro de 2009

Matada de Peito !!!

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Foi o que o Messi fez:


MATOU DE PEITO O ESTUDIANTES.

E que Golaço !!!


AL-Braços
AL-Chaer

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

E no final das contas

do Brasileirão, que é um campeonato por pontos corridos, quem chegou na frente foi o Flamengo. Campeão.

Várias equipes ocuparam a primeira colocação. Algumas delas por várias rodadas. Mas o que interessa é ocupar a primeira colocação na última rodada. O Flamengo assumiu o primeiro lugar na 37ª Rodada e ficou por lá até (inclusive) na rodada seguinte, que foi a última, para não sair mais de lá. Básico.

Às vezes a gente esquece que a primeira das 38 partidas vale o mesmo que a última. Sempre são três pontos em jogo. E o Flamengo não foi Campeão apenas por ter vencido o Grêmio (que foi ao Maracanã sem oito titulares) na última partida. O Flamengo foi o Campeão, porque – no final das contas – contou mais pontos que as outras 19 equipes. Simples.

Tivemos, ao longo deste longo campeonato, várias “sensações”, mas – ao final das contas – a MAIOR SENSAÇÃO foi o FLAMENGO, que ficou com a SENSAÇÃO DEFINITIVA: A DE CAMPEÃO. A que interessa.

Para ficar apenas com as “sensações de memória” (se nos recorrermos aos arquivos, podemos encontrar outras), eu ficaria com os seguintes destaques, neste Brasileirão:

- a excelente campanha do Avaí e a ótima campanha do Grêmio Barueri, que vieram da Série B;

- o Grêmio de Porto Alegre, o verdadeiro “Dono de Casa”, que não perdeu nenhuma partida jogando no Olímpico, junto a sua torcida; também, o Grêmio foi a equipe que mais marcou gols (67) na competição, dividiu com o arqui-rival Inter o melhor saldo de gols (21) e, por pouco não foi a defesa menos vazada;

- o MEU GOIÁS pareceu que brigaria pelo título (esse assunto será discutido em “pôsti” específico, se eu tiver paciência), mas os números finais mostram uma irregularidade, uma instabilidade, pois o time marcou 64 gols, quase o mesmo tanto de gols do Grêmio, ao mesmo tempo que sofreu 65, quase o mesmo tanto de gols que os rebaixados Náutico e Sport, que tiveram a defesa mais vazada com 71 gols;

- outro “destaque” (que na verdade foi mais uma surpresa) foi a saída de Muricy do São Paulo para o Palmeiras; ficou a expectativa de como se comportariam o São Paulo sem o Muricy e como se comportaria o Palmeiras com o Muricy. Apesar de que Ricardo Gomes fez um bom trabalho (também, com aquele elenco, até o Joel-prancheta-Santana treina...peraí!!! ALcho que exagerei um pouquinho...nem tanto!), o São Paulo não conseguiu mais um título. Do outro lado, Muricy não conseguiu fazer do Palmeiras do Jorginho um São Paulo;

- falando em técnicos, os Grandes Vitoriosos foram, pela ordem: Andrade, o Campeão; Cuca, que comandou a improvável (que, ao final das contas, não foi impossível) reação do Fluminense na fuga do rebaixamento; e Silas, que não somente ordenou, mas – verdadeiramente – “ordenhou” o Avaí, pois “tirou leite de pedra”;

- caímos na tentação de ficar com “a última impressão” e, neste sentido, a impressão que fica é de que – na reta final do campeonato – os melhores times foram Flamengo, Fluminense e Cruzeiro;

- a torcida do Atlético-MG, uma verdadeira Galoucura por um time;
(pós-pôsti: na última rodada do Brasileirão, a torcida do Flamengo superou a do Atlético-MG.)

- foi um ano de artilheiros: os goleadores Diego Tardelli (o solitário), Adriano (o ressuscitado) e Val Baiano (o inesperado); mas não podemos deixar de citar o Washington, o Alecsandro e o Roger; e os matadores do Grêmio: Jonas, Souza e Max Lopes; Fred foi decisivo para a arrancada do Fluminense; Wellington Paulista, Marcelinho Paraíba e Felipe sabem chutar (forte!) de fora e de dentro da área; e Jobson, que salvou o Botafogo;

- mas o gol mais bonito foi o do Nilmar, ainda no Inter, no primeiro turno, contra o Corinthians, lá em São Paulo; o vídeo deste gol pode ser visto aqui:

http://futeb-al-chaer.blogspot.com/2009/05/ao-ao-ao-nilmar-e-selecao.html

- falando em “craques”, eu ficaria com dois, pelo que fizeram pelas suas equipes: Petkovic e Conca; dois estrangeiros, o que não é de se estranhar, pois nossos “craques brazucas” há tempo não jogam nos campos tupiniquim (o plural é assim mesmo, sem “s”)...peralá! já ia me esquecendo do Fenômeno, esse é “craque”, independente do peso e das medidas.

Ano que vem tem mais. Muito mais.


AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Hoje tem assunto novo

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O Goiás venceu.
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Eram 8 rodadas sem vencer.
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Venceu aqui no Serra Dourada ao fraco Santo André, que marcou primeiro, teve umas duas oportunidades de ampliar e foi para o intervalo com a vitória parcial por 1 a 0. A sorte do Goiás é que a equipe do Santo André estava com o controle emocional abalado, pelo risco do rebaixamento, e seus atacantes - afobados - só converteram uma das chances do primeiro tempo. No primeiro tempo, o Goiás não jogou nada.
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O que era inesperado, aconteceu.
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O Goiás resolveu "correr" um pouquinho mais no segundo tempo, o suficiente para que o "cabeça-boa" Fernandão virasse o jogo para 2 a 1, dois gols de cabeça. Logo depois, o Santo André teve um jogador expulso, contudo - mesmo com um jogador a menos - criou duas chances de gol, mas estava lá o São Harlei, que fez mais dois "milagrinhos-básicos" no seu curriculum. E, ao final, em ótima jogada de Douglas, Iarley pegou o rebote do goleiro e empurrou, quase sem ângulo, para fazer 3 a 1 e decretar números finais à partida (fazia tempo que eu não usava um chavãozinho...tava até com sALdade).
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Gente, o Ramalhão é uma equipe muito ruim. O time "prega" no segundo tempo. Marcelinho Carioca continua com aquele passe "redondinho" e seus lançamentos ainda estão perfeitos. Mas ele é um dos primeiros que se cansam. Esse time do Santo André só tem validade para 45 minutos.
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O que está sendo louvável, nesta etapa da competição, é que Hélio dos Anjos está colocando alguns jogadores da "base" para jogar. O garoto Rithelly - volante - tem dado conta do recado.
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Outra coisa boa é que o Rafael Tolói parou de cometer faltas desnecessárias. Douglas joga bem na lateral direita e na lateral esquerda e, se precisar, pode colocar o Douglas de volante, que ele vai render muito.
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Matematicamente, agora o Goiás - definitivamente - não corre risco de rebaixamento.
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Missão Cumprida.
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Que bosta, hein?!
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AL-Braço
AL-©haer

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

VERDÃO x verdinho

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Apesar de que nenhuma das equipes jogou de verde (o Palmeiras, de azul; o Goiás de branco), o resultado de 4 a 0 foi normal, pois do lado dos vitoriosos estava um time grande - Palmeiras, VERDÃO -, enquanto que, do lado dos derrotados, um time pequeno, sem comando - Goiás, verdinho.

Tivemos dois tempos distintos. O primeiro, que terminou 0 a 0, mostrou um equilíbrio entre as equipes. Chances de gol para ambos os times, com destaque para Léo Lima, pelo Goiás e Diego Sousa, pelo Palmeiras. O segundo tempo foi um tempo de um time só. Só o Palmeiras jogou. O Goiás teve um lampejo de reação, quando estava 1 a 0 para o Palmeiras, com a entrada do Douglas (que, na minha opinião, deveria ter entrado de titular). Algumas jogadas eram construídas pelo setor direito do ataque do Goiás, mas não houve tempo para o Goiás igualar o marcador, pois, logo em seguida, o Palmeiras ampliava para 2 a 0.

A diferença estava no intervalo.

De um lado, Muricy Ramalho. Para o segundo tempo, Muricy adiantou seu sistema defensivo e corrigiu uma falha do primeiro tempo, quando o Palmeiras, mais recuado e cuidadoso, deixava o meio de campo do Goiás livre para conduzir a bola. Desta forma, o Palmeiras passou a pressionar mais no meio campo, ganhando as divididas, empurrando o Goiás para seu campo. O Goiás, sem alternativas (Valmir Lucas pela ala direita, sentiu a pressão, enquanto que Júlio César, pela ala esquerda, tem rendido muito aquém de suas possibilidades) passou a rifar a bola para o miolo de ataque, na tentativa de alguma jogada individual de Iarley e Fernandão, mas a bola chegava “na fogueira” e era facilmente recuperada pela equipe do Palmeiras.

Do outro lado, Hélio dos Anjos, que nada fez para modificar a maneira como o Goiás jogava, mostrou que estava satisfeito com o que estava acontecendo, ou que a melhor opção de escalação era aquela que iniciou a partida. Ou melhor, revelou que perdeu totalmente o comando da equipe, pois o time não consegue mais manter um padrão de jogo durante os 90 minutos.

Hélio dos Anjos entrou com um esquema 4-4-2. Um esquema em que o Goiás não está treinado. O esquema 4-4-2 funciona com dois volantes de ofício e dois meias. Hélio dos anjos entrou com Amaral, Fernando, Léo Lima, Romerito. No papel, Amaral e Fernando deveriam proteger a zaga (e a subida – alternada – dos laterais), enquanto que Léo Lima e Romerito ficariam com a função de executar a ligação com os atacantes. Mas, em campo, nada disto aconteceu. Amaral e Romerito não conseguiam realizar a função, por pura falta de treinamento. Não guardavam posição. Isto sobrecarregou Fernando e Léo Lima. No primeiro tempo, este fator não trouxe piores consequências, porque o Palmeiras estava com um esquema 3-5-2, mais atento com a marcação de Fernandão e Iarley. Mas, no segundo tempo, bastou o Muricy Ramalho avançar um pouco a sua zaga para – numericamente e com mais qualidade técnica - superar o meio de campo do Goiás e construir a excelente vitória que traz o Palmeiras de volta à liderança, dependendo apenas de si mesmo para conquistar o título.

Bem, caríssima Esmeraldina, caríssimo Esmeraldino, o pior de tudo não é sofrer uma goleada (quando o time adversário teve todos os méritos para obtê-la). O pior de tudo não é ver o nosso time jogar de igual para igual no primeiro tempo e voltar para o segundo tempo totalmente apático e sem poder de reação. O pior de tudo não é ver o nosso treinador sem o mínimo controle da equipe.

O pior de tudo é ver um jogador marcar 3 gols no nosso time e dar um passe de calcanhar para o quarto gol deles.

O pior de tudo é saber que esse jogador estava havia 68 dias sem marcar gol.

O pior de tudo é que esse jogador é o Obina.

Ressuscitar Botafogo e Fluminense...vá lá!

Mas renascer o Obina...

...aí você “pulou o córguinho”, meu verdinho!


AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mais uma derrota...

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Eu desconfiava – em “pôsti” anterior - que o Meu Goiás não venceria o Fluminense, aqui no Serra Dourada.

Para minha surpresa, com apenas 5 minutos o Goiás já fazia o primeiro e, aos 16, ampliava para 2 a 0, com Romerito de titular (Fernandão começou no banco) movimentando-se bastante e Vitor correndo muito, ao contrário das últimas partidas. Vitor chegou a reeditar seus ótimos momentos em jogadas de linha de fundo com cruzamentos certeiros, como foi no segundo gol, que Romerito fez de cabeça.

Horário de Verão, com calor das 15 horas...pensei, esse time do Fluminense vai tentar sair para o jogo, mas não vai aguentar, nem o calor, nem os contra-ataques do Goiás.

Achei que a vitória viria fácil e que o Goiás daria uma contribuição ao Futebol Brasileiro, que seria “despachar de vez” o Fluminense para a Série B, pois, “matematicamente” um resultado que não fosse uma derrota do Fluminense aqui no Serra Dourada, ainda mantinha as chances deste sofrível time das Laranjeiras de se safar do rebaixamento.

Digo que seria uma contribuição ao Futebol Brasileiro, pois o Futebol Carioca, com exceção do Flamengo, há anos não tem montado equipes competitivas nacionalmente, não justificando em campo a tradição, a história e a força da imensa torcida destes times espalhada por este Brasilzão imenso. O Vasco está voltando para a Série A, mas – convenhamos – não cabem mais de duas equipes do Futebol Carioca na Série A do Brasileirão.

Queria muito que o Goiás tivesse vencido o Botafogo e o Fluminense aqui no Serra Dourada, de forma convincente, principalmente depois de termos goleado estes times lá no campo deles, no primeiro turno. Queria que o Goiás “empurrasse” mais ainda estes times para a Série B. O Goiás perdeu do Botafogo e empatou com o Fluminense. Fiquei com vergonha.

A “derrota” de que falo é uma “derrota” que – ironicamente – começou quando o Goiás era a “sensação” do campeonato, com reais chances de lutar pelo título, demonstradas até então pela performance em campo de um time sólido e obediente no seu esquema tático eficiente. Com a chegada do Fernandão, o que era para ser uma demonstração de força e poderio de um time que chegava para disputar o título (com chances reais, repito, naquela época), passou a ser um pesadelo em todos os sentidos: ninguém estava preparado para a chegada do Fernandão, nem a Comissão Técnica, nem os demais jogadores.

Se fosse um Hospital, todos os profissionais ganhariam com a chegada de um Médico com um curriculum extenso de uma vasta experiência profissional.

Se fosse uma empresa de Engenharia, todos os profissionais ganhariam com a chegada de um Engenheiro com seu conhecimento técnico e sua competência adquirida no exercício da profissão.
Deixo para os Leitorcedores estabelecerem outros exemplos...

Mas a “empresa” que estamos falando é a do Futebol. E, no caso específico do Meu Goiás, a falha foi administrativa: falhou-se em administrar a possibilidade de se lutar por um título, falhou-se em administrar variações táticas necessárias num campeonato longo, falhou-se em administrar os holofotes da mídia, falhou-se em administrar a capacidade dos jogadores de serem vencedores.

Devemos eximir a Diretoria e Comissão Técnica de parte das falhas, pois eles – efetivamente – não entram em campo.

Alguns jogadores “entram em campo”, mas a gente não sabe se estão com a mesma vontade da Diretoria, do Técnico e da Torcida.

Às vezes fico pensando que alguns jogadores do Meu Goiás estão com aquela vontade de perdedores. Mas eles se disfarçam tão bem, que parece que eles se revezam, só de sacanagem. Para a gente ficar sem entender e “debitar a conta” naquela máxima de que Futebol é Futebol é Futebol é Futebol.

E que no Futebol “tudo pode acontecer” (olha as frases aí de novo!).

Eles (os jogadores) venceram.

Há três “futebóis” (acabei de inventar o plural, anotai ô Houaiss!!!): um na cabeça do Torcedor, outro na cabeça do Treinador e mais um – o verdadeiro, o real – na cabeça dos jogadores.

Na minha cabeça, vejo o meu time com um Futebol de perdedor. Foi esse empate com o Fluminense.

Que vergonha!


AL-Braço
AL-©haer

domingo, 25 de outubro de 2009

Será que os jogadores do ACG querem a Série A?

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Andei um tempo sem escrever sobre o Atlético Clube Goianiense. Cheguei a fazer uma análise do elenco do ACG, na época em que o time estava muito bem (final do primeiro turno), tentando explicar o êxito daquela equipe, que eu tinha como certo o acesso à Série A. Pensava que seria uma questão de tempo e que, a cada partida do segundo turno, tanto o Atlético, quanto o Vasco caminhariam com folga e, restava saber quem seria o Campeão.

Mas, eis que a “Locomotiva” começou a diminuir suas forças e, bastou meio segundo turno para o ACG sair do G4. Foi aí que eu, indignado (pois torço para o ACG conseguir o acesso), parei de “perder meu tempo” com um time, que eu pensei que reeditaria a “palhaçada” e o “papelão” protagonizado naquela Série C de 2007, quando o ACG não subiu para a Série B, perdendo aquela partida para o Barras do Piauí.

Mas Futebol é engraçado. Ficou parecendo que “alguns” jogadores (quantos? não sei...) provaram em campo que poderiam levar o ACG à Série A, mas que não queriam mais seguir neste caminho. Preguiça? Incompetência? Cansaço? Falta de estímulo? Falta de Futebol na hora de decidir? Falta de “dinheiro”? Falta de VERGONHA? Ou, será que foram os outros times que se acertaram ao longo do campeonato e igualaram, até ultrapassar o ACG?

O que eu sei é que, depois de os jogadores “jogarem fora” a possibilidade de acesso à Série A, os Deuses do Futebol resolveram devolver à Torcida do ACG uma grande chance de triunfo nesta reta final.

Todos os demais resultados nestas duas últimas rodadas “caíram do céu” e o ACG está de volta à quarta colocação com 5 pontos de vantagem sobre o quinto colocado, que é o Figueirense, que vem de duas derrotas seguidas. A Portuguesa perdeu para o América de Natal. Lá. De goleada (0 a 4). Nem se os “manda-chuva” entrarem no vestiário, novamente, de revólver na mão, acho que – depois desta – acabou a festa para eles.

A vitória do ACG – com sobra! – sobre o Brasiliense (5 a 1) aqui no Serra Dourada foi importante, porque traz de volta ao Torcedor do ACG a esperança de que a “Locomotiva” retome o embalo.

Eu gostaria de afirmar que o ACG está na Série A. Mas, ainda tenho minhas dúvidas. Apesar de que parece que os Deuses do Futebol querem o ACG na Série A, temo que “forças ocultas” ainda conspirarão para que mais um time paulista consiga o acesso, além do Guarani. Achava que seria a Portuguesa a “escolhida”. Mas, mesmo que a Ponte Preta esteja atrás de Figueirense e Portuguesa, fico pensando se não seria a Ponte Preta a última tentativa. Já pensou o que seria para a Cidade de Campinas ter duas equipes na Série A de 2010?

Mas o mais importante é saber se os jogadores do ACG estão querendo a Série A. Até o final do primeiro turno, eu confiava nisto. Contudo, mesmo depois desta vitória contra o Brasiliense, continuo desconfiando.

De tudo. É Futebol, né?


AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fazendo contas...

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Será que, com os atuais 46PG, faltando 8 rodadas (24 pontos possíveis), ainda há probabilidade de rebaixamento para o Goiás?
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Não. Eu não tô brincando não, Caríssima Leitorcedora, Caríssimo Leitorcedor.
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Se tem alguém que "tá brincando" é o Meu Goiás.
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Minhas queridas Esmeraldinas, meus companheiros Esmeraldinos, a continuar assim, ESSE TIME VAI GANHAR DE QUEM?
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Do Fluminense?!
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Sei não.
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AL-Braço
AL-©haer
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Na hora de decidir

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Se analisarmos cada tempo do jogo separadamente, o empate entre Goiás e Sport, aqui no Serra Dourada, foi justo, porque o Sport foi melhor no primeiro tempo, enquanto que no segundo tempo, o Goiás foi melhor.

Contudo, a tônica desta partida foi a ansiedade das duas equipes. O Goiás lutando por uma vaga no G4 e o Sport lutando para sair da lanterna do campeonato. Apesar de que – incomparavelmente – a situação do Goiás é mais confortável, vê-se que, apesar de que o campeonato seja por pontos corridos, poucas equipes se mostram com capacidade “de decisão”, quando são exigidas.

O Sport teve chances de abrir – no mínimo – dois gols de vantagem no primeiro tempo. O Goiás teve chances de fazer o mesmo em grande parte do segundo tempo. Mas, a falta de equilíbrio emocional (aliado ao campeonato longo e desgastante) faz com que poucas equipes consigam manter uma regularidade positiva.

E não se pode comparar as equipes apenas pela posição da tabela. Vejam só, o Náutico enfiou três no líder Palmeiras. E o Goiás, que há poucos dias fez uma partida sem defeitos contra o Corinthians (vencendo por goleada lá em São Paulo), não conseguiu vencer o Sport, aqui no Serra Dourada. É engraçado o Futebol. Se o Goiás tivesse empatado lá contra o Corinthians e vencido o Sport aqui no Serra Dourada, teríamos os mesmos 4 pontos conquistados e não estaríamos nos queixando deste empate contra o Sport.

Contudo, não se pode analisar este empate entre Goiás e Sport apenas pelo que produziram as duas equipes nesta partida. Em campeonato por “pontos corridos”, todas as equipes trazem consigo toda uma trajetória de partidas anteriores. Tanto o Goiás, quanto o Sport, chegaram para esta partida com duas dificuldades parecidas em posições distintas: o Goiás com dificuldade em se manter nas primeiras posições e o Sport com dificuldade em sair das últimas posições.

Na hora de decidir (se o Goiás tem forças para disputar uma vaga para a Libertadores; se o Sport tem forças para sair da zona de rebaixamento), o que se viu foram duas equipes que nos levam a concluir que não conseguirão avançar muito nesta reta final.

Já falamos que, em campeonato por pontos corridos, toda partida é uma decisão. É verdade. Nesta “decisão contínua”, parece que nem o Goiás vai se manter no G4, e nem o Sport vai se livrar do rebaixamento.

O resumo da ópera é que a chegada do Fernandão trouxe mais problemas do que solução. Particularmente, gosto muito do Futebol do Fernandão e o fato de ele ser “de casa”, “prata-da-casa” traz mais satisfação, por vermos um campeão do mundo voltar a jogar na equipe que o formou. A sua contratação foi merecedora de toda a repercussão que teve na imprensa nacional. O Goiás se mostrou “forte” ao conseguir trazê-lo, quando várias equipes (de maior tradição) concorriam na tentativa de contratá-lo. A torcida se animou e passou a acreditar “na estrela dourada”. Tudo muito justo, afinal, o Goiás era a sensação do Brasileirão e a vinda do Fernandão pontencializava mais ainda o Goiás como um dos favoritos até ao Título.

Contudo, o que vimos até agora é que o Goiás não estava preparado para ter um “Fernandão” na equipe, o Fernandão não estava preparado para jogar no esquema do Goiás, o Hélio dos Anjos não estava preparado para conseguir aproveitar o potencial do Fernandão, ajustando taticamente a equipe e, os demais jogadores do Goiás não estavam preparados para jogar com o Fernandão.

Resumindo: o Goiás não estava preparado para disputar o Título e, talvez, não esteja preparado nem para buscar uma vaga para a Libertadores.

E, há de se estar preparado para decidir em todas as partidas de um campeonato por “pontos corridos”.

Na hora de decidir, o Meu Verdão amarelou.


AL-Braço
AL-©haer
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(este "pôsti" é dedicado ao Leitorcedor Fábio Almeida)
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cadê o Futebol do Goiás ?

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Nova derrota, agora para o Cruzeiro, de goleada lá no Mineirão. Até aí, tudo bem, porque não é um resultado anormal perder para o Cruzeiro lá. O problema é que o Goiás foi irreconhecível, nesta partida.

A proposta era começar o jogo fechadinho lá atrás, no esquema 3-6-1. Correto. Assim como no Serra Dourada, o Mineirão tem um campo com as dimensões máximas, o que permite jogadas de contra-ataque. Era de se esperar que o Goiás produzisse algumas boas jogadas de contra-ataque, mas o que se viu foi um excesso de passes errados, principalmente no primeiro tempo, com o Cruzeiro massacrando o Goiás, o São Harlei fazendo uns três milagres, Vitor e Júlio César não subiam ao ataque e, as estatísticas do primeiro tempo mostravam uns 10 chutes a gol para o Cruzeiro e nenhum (EU DISSE NENHUM!) chute a gol pelo Goiás.

O primeiro tempo terminou 0 a 0, o que foi um lucro enorme para o Goiás.

Veio o segundo tempo e, aos 4 minutos já estava 2 a 0 para o Cruzeiro. Convenhamos, com o volume de jogo que o Cruzeiro apresentou no primeiro tempo e com a apatia do Goiás, estes dois gols fizeram justiça à superioridade do Cruzeiro. Mas, dói ver o nosso time levar dois gols em um período de 2 minutos.

Logo em seguida, Leandro Euzébio foi expulso. Fez uma falta feia: merecidamente expulso. Apesar de que nas últimas 15 partidas, o Goiás teve 11 jogadores expulsos, nesta partida contra o Cruzeiro, a expulsão de um jogador não teve influência no resultado, pois foi com o onze em campo que o Goiás perdeu esta partida.

O terceiro gol do Cruzeiro foi conseqüência de uma falha grotesca do Amaral, que estava improvisado na zaga, no lugar do João Paulo.

Parece que o Hélio dos Anjos andou lendo este Blog, porque, assim que Leandro Euzébio foi expulso, o nosso técnico colocou o Henrique, para recompor a zaga de três. O erro, na minha opinião foi a retirada do Léo Lima. Quem tinha que sair era o Fernandão, que não “entrou em campo” nesta partida.

Já com 3 a 0, o Cruzeiro notadamente diminuiu o ritmo e a partida, que era praticamente de um único time jogando, passou a dar sono. A defesa do Goiás até que conseguia neutralizar os poucos ataques do Cruzeiro, depois da vantagem estabelecida, mas rifava a bola para o Iarley, que foi muito bem marcado pelos zagueiros adversários.

Finalmente, faltando uns 15 minutos para terminar a partida, Fernandão foi substituído pelo Romerito, que fez sua parte, combatendo na defesa e conduzindo melhor a bola, que estava sendo muito maltratada pela equipe do Goiás. Aos 35 min, entra o Felipe no lugar do Iarley. Em pouco tempo, Felipe conseguiu se movimentar bem no ataque, livrando-se da marcação, criando opções para as jogadas de Romerito. Numa delas, uma falta, que Felipe bateu com força e precisão. Fábio fez uma difícil defesa e, no rebote, quase que Romerito diminui.

Foi o único lance de chute a gol do Goiás em toda a partida. O que é muito pouco para uma equipe que está disputando uma vaga para a Libertadores.

Nesta partida contra o Cruzeiro, vimos que o Futebol do Goiás estava no gol (se não fosse o São Harlei, a derrota seria humilhante), estava no banco (Felipe e Romerito, que jogaram pouco tempo) e está lá no Mundial SUB-20, pois Rafael Tolói e Douglas estão jogando muito lá na Seleção. Até o Léo Lima, que tem mantido uma regularidade de boas atuações, jogou muito abaixo do que pode render.

Futebol é engraçado. Dias atrás eu acreditava no título. Com o Futebol que o Goiás apresentou contra o Cruzeiro, começo a duvidar de uma classificação para a Libertadores.

Paciência.

Muita!


AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Uma derrota anunciada

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A derrota de ontem do Goiás para o Botafogo não deve apenas ser analisada pelo jogo em si. Não. A derrota para o Botafogo começou no jogo de ida das oitavas da Sulamericana, lá no Paraguai, contra o Cerro Portenho.

A estratégia de poupar jogadores na partida de ida contra o Cerro foi acertada. Mas a equipe jogou muito mal. Perdeu de 2 a 0 (no segundo gol, o atacante cabeceou sem marcação). Viagem. Jogo na quinta-feira. Volta nas vésperas do confronto contra o Grêmio.

Veio a partida contra o Grêmio, aqui no Serra Dourada. O Goiás, mesmo não jogando um futebol brilhante, venceu. De virada. Apesar de que se a partida terminasse empatada, não teria sido um resultado injusto, pelo que Grêmio e Goiás produziram, debaixo de um calorão de 35 graus às 16 horas.

Na quinta-feira passada, o Goiás fez a partida de volta contra o Cerro Portenho, aqui no Serra Dourada. A Diretoria baixou o preço dos ingressos pela metade. A torcida compareceu. Hélio dos Anjos resolve – então – colocar em campo o “quadrado mágico”: Léo Lima, Fernandão, Iarley e Felipe. Estava clara a intenção de reverter a vantagem do Cerro Portenho.

O primeiro gol do Goiás demorou a sair: Felipe, no final do primeiro tempo. Eis que Éverton é expulso. O que fez o Hélio dos Anjos? Liberou as subidas do zagueiro João Paulo e a defesa passou a jogar com dois, apenas. João Paulo passou a fazer a função de Éverton, como volante, mas com características mais ofensivas, ocupando a região direita do ataque do Goiás. Surtiu efeito, pois era mais um fazendo pressão sobre a equipe Paraguaia. Mas, a zaga estava apenas com dois. E, com apenas dois, a zaga do Goiás fica perdida. Aos 23 min do segundo tempo, o Goiás, mesmo com um jogador a menos, já tinha perdido algumas chances de gol. Numa boa jogada pela direita, o jogador do Cerro cruza para o meio da área, onde nossa defesa estava mal colocada. Resultado: o atacante do Cerro entra livre na área e bate de primeira para empatar. Quase tinha empatado em jogada anterior.

A partir daí, nós vimos a fragilidade do time do Cerro Portenho que, mesmo com um jogador a mais, recuou, permitindo a pressão do Goiás. Foi bonito. Foi. A torcida foi junto com o time. O time foi junto com a torcida. Todo mundo esqueceu que o campo estava pesado e o Goiás marcou mais dois gols, tendo tempo de marcar o quarto, que daria a classificação ao Goiás. A nossa defesa ainda passaria mais um susto na gente. Num dos poucos ataques do Cerro, no segundo tempo, o jogador entrou sozinho, frente a frente do Harlei, teve tempo de escolher como bater, bateu por cima, com a bola carimbando o travessão.

Faltou um golziho. O time lutou. A torcida aplaudiu. E o saldo foi a frustrante desclassificação com uma bela vitória, o cansaço e uma contusão do Fernandão.

Chegamos, então, para enfrentar o Botafogo, aqui no Serra. Olhando apenas a posição de cada time na tabela de classificação, parecia que a vitória do Goiás seria uma questão de tempo. Passamos o primeiro tempo, sem conseguir marcar um golzinho sequer. E, para complicar, João Paulo foi expulso (justamente), ao final do primeiro tempo.

Mas o detalhe desta partida foi o seguinte: do lado de lá não estava o Cerro Portenho. Era o Botafogo, que precisava ganhar para melhorar sua posição, mesmo que ainda ficasse na zona do rebaixamento. Do nosso lado, Hélio dos Anjos achou que daria para virar a partida, mantendo apenas dois zagueiros.

Então, o Botafogo venceu a partida por três motivos:

1. Estevam Soares colocou fôlego novo com um atacante no buraco deixado pelo João Paulo;
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2. Hélio dos Anjos ainda não se deu conta da “maldição dos dois zagueiros”;
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3. O time do Goiás – cansado – não conseguiu reproduzir contra o Botafogo a pressão que tinha feito sobre o Cerro Portenho, no segundo tempo.

Não estou me agarrando no “SE”. Mas, vamos lá”: “SE” o Hélio dos Anjos tivesse recomposto a nossa zaga com um terceiro zagueiro, tirando um atacante, não teríamos levado três gols, da maneira como foram estes gols.

Sem dúvida, nesta partida, o técnico do Botafogo – Estevam Soares – viu o que o Hélio dos Anjos não viu. Que o Goiás não “sabe” jogar com dois zagueiros. E o Botafogo só não marcou o quarto gol, porque o São Harlei defendeu um pênalti.

A derrota para o Botafogo estava anunciada, pelo desgaste físico do Goiás. Isto todos nós já sabíamos, que o Goiás sentiria o cansaço.

Mas, durante a partida, na modificação que o Estevam Soares fez, colocando o atacante Jobson (no lugar do apagado Reinaldo) para jogar nos espaços vazios deixados pela expulsão do João Paulo e, com o Júlio César tendo que pegar o ônibus para voltar das subidas ao ataque, o técnico do Botafogo anunciou que venceria a partida por ali.

Estevam Soares anunciou. Mas o Hélio dos Anjos, preocupado com a arbitragem, não leu estes “classificados” que estavam estampados ali na sua frente.

Não há o que inventar: o esquema vitorioso do Goiás começa com 3. Três zagueiros. Com dois zagueiros é derrota anunciada.

AL-Braço
AL-©haer

pêésse: para não bastar, o meu amigo Prof. Gerson Arantes, esmeraldino, na quinta-feira passada já anunciava a síndrome “pfizeriana”. O Goiás é o “Viagra Verde”: useiro e vezeiro em ressuscitar o morto lá em baixo. O Botafogo foi o defunto da vez.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Coerência

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Quinta-feira próxima está marcada a partida de volta contra o Cerro Portenho, pelas oitavas da Sulamericana. A partida será às 19h15. A previsão do tempo (para os próximos quatro dias aqui em Goiânia) é uma máxima de 35 graus, com pancadas de chuva à noite.
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Ou seja, mesmo que o sol já tenha ido embora, vai ser mais uma noite de calor e a chuva pode deixar o campo pesado.
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Se o Hélio dos Anjos for coerente (com a mesma estratégia da partida de ida), ele vai poupar alguns jogadores. E, assim espero, pois só de pensar de que o Goiás não vença o Botafogo, no próximo Domingo e, se isto acontecer por desgaste da equipe, eu já começo a não gostar muito de tudo isto.
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Mas, pelas entrevistas do Hélio dos Anjos, imagino que ele está priorizando o Brasileirão.
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Então, imagino também que o Goiás vai entrar com apenas um ala titular. Como o Vitor foi expulso, o ala que "vai para o sacrifício" será o Júlio César. E, para o lugar de Vitor, o time deve entrar com o "curinga" (uma piada!) Zé Carlos.
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Por coerência, novamente Iarley e Fernandão devem ser poupados. E, por merecimento, devem voltar Felipe, Ramalho e Amaral, que têm ficado no banco de reservas, nas partidas recentes do Brasileirão.
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Léo Lima tem que começar jogando. E, do lado dele, ALcho que o Hélio dos Anjos vai colocar o Romerito de titular. Romerito, que é canhoto, normalmente cai pela esquerda (até já atuou muito bem de ala esquerdo) e pode organizar boas jogadas com Júlio César. Também, aproximando-se de Felipe, pode dar certo nas jogadas de ataque. Apesar de que Leandro Euzébio se desorientou com a catimba paraguaia, ele deve retornar à defesa. Basta tem um pouco mais de calma e não entrar na onda guarany.
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Por coerência, Júlio César deverá ser substituído no decorrer da partida. Uma opção seria recuar o Romerito para a ala e colocar Fernandão. Iarley deve ser poupado. Definitivamente. E Felipe deve atuar os dois tempos. Também, Romerito não conseguirá render muito nos dois tempos e deverá dar lugar a outro jogador.
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Mas, tudo vai depender do desenrolar da partida. O problema é se o Goiás vai querer "correr muito" em busca da classificação para as quartas-de-final da Sulamericana.
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E, sinceramente, o fôlego do Goiás não anda muito bem das pernas. Desde a partida contra o Flamengo, no primeiro turno.
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Vamos aguardar para saber qual time o Hélio dos Anjos vai colocar em campo, na próxima quinta-feira.
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Só para não esquecer: menos de 72 horas depois desta partida, temos o Botafogo, aqui no Serra Dourada, pelo Brasileirão, às 16 horas.
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AL-Braço
AL-©haer

Sem inventar

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O time do Goiás nem teve tempo para sequer descansar, depois da viagem ao Paraguai, para a partida de ida contra o Cerro Portenho. O jogo contra o Grêmio foi às 16h, numa tarde de Domingo com muito calor ALqui pelas bandas do Cerrado Goiano.

Era de se esperar que ambas as equipes sentiriam o calor intenso. Era de se esperar que o Grêmio ficaria esperando o Goiás. Era de se esperar que o Goiás não correria tanto. Era de se esperar que a partida seria morna. Quente pelo calor e morna dentro de campo.

Não dava para inventar. E Hélio dos Anjos não inventou. Iniciou com Felipe no banco. Manteve Fernando e Éverton como volantes, deixando os ótimos Ramalho e Amaral na reserva. Leandro Euzébio suspenso: entrou Valmir Lucas. A novidade foi Romerito no banco de reservas, depois de vários meses se recuperando de uma cirurgia. Realmente, o Goiás tem um “banco de luxo”: Felipe, Ramalho, Amaral, Romerito...e Rodrigo Calaça (goleiro que poucos viram jogar), eterno reserva do São Harlei, mas que é um ótimo goleiro e jogaria de titular em metade das equipes da Série A.

A rigor, no primeiro tempo, os destaques, pelo lado do Goiás, foram as atuações de Léo Lima, Fernandão e Júlio César. Léo Lima e Fernandão se entendendo bem no meio de campo e buscando bastante a opção de jogada do Júlio César, pela ala esquerda. Do lado do Grêmio, o destaque para o goleiro Vitor (que está sempre bem colocado, sai bem em bolas altas e é extremamente calmo; a cada jogo confirma seu lugarzinho na Seleção), destaque também para a movimentação de Souza, Jonas e Máxi López, que é um centro-avante difícil de marcar. Foi o que o calorão permitiu.

O Grêmio marcou logo no início: Jonas lançou Souza num buraco que se abriu na zaga do Goiás, Souza teve a tranquilidade para avançar, driblar o Harlei e tocar para o gol vazio.

A cada partida que passa, a ausência do Rafael Tolói (servindo à Seleção no Mundial Sub-20, no Egito) cada vez é mais sentida. Hoje, para agravar a situação, Leandro Euzébio ficou de fora (suspenso). Apesar de que – taticamente - nossos três zagueiros estão bem treinados, vê-se que a melhor formação é com Tolói, Leandro Euzébio e mais um. Antes eu achava que era o Tolói mais dois.

Depois do gol do Grêmio, o Goiás não partiu para cima. Não. A “ressaca” da viagem ao Paraguai e o calor não permitia muitos excessos. O que se viu foi a insistência pela jogada com Júlio César pela esquerda. Numa delas, deu certo, com Léo Lima vindo de trás e cabeceando pelo meio da defesa, de cima pra baixo (como recomendam os manuais de fundamentos básicos), com a bola tocando o gramado e indo para o fundo das redes, sem chances para o ótimo goleiro Vitor, do Grêmio e da Seleção.

Jogo empatado, os próprios jogadores – conscientes do calor e sabendo que teriam mais um tempo pela frente – se acomodaram. Até o árbitro concordou, pois terminou o primeiro tempo sem conceder acréscimos.

Veio o segundo tempo e, após 15 minutos, parecia que a partida terminaria empatada, com a vitória para o calor e para o desgaste das equipes. O Goiás, pelo fato de estar jogando em casa, teve mais posse de bola, mas pouco chutava a gol. Já dizia Meu Pai que posse de bola não “resolve”. O que “resolve” é chutar em gol. Dentro do gol. Meu Pai foi um sábio.

Então o Goiás passou a acionar mais o Vitor, pela direita. Mas o Vitor errava muito, especialmente os cruzamentos: a maioria descalibrados e, quando acertava, ficava fácil para o goleiro homônimo. Aconteceu uma situação curiosa, que merece o registro: parte da torcida começou a vaiar o Vitor, quando a bola ia para ele; imediatamente, parte da torcida o ovacionava, gritando seu nome. Eu fiquei do lado da torcida que vaiava, pois faz tempo que o Vitor não tem rendido o que rendeu nos anos anteriores.

Mas, infelizmente, o jogador que deveria estar no lugar do Vitor também está na Seleção Sub-20. É o Douglas. Titular da Seleção, juntamente com o Rafael Tolói. Ou seja, parte da torcida (incluindo a mim) temos que ter um pouco mais de paciência, pois ou é o Vitor, ou é o Vitor na ala direita. Já pensou se o Hélio dos Anjos coloca o Zé Carlos? Nem tanto, né?

Eis que o Hélio dos Anjos resolve fazer uma substituição. Mais uma vez, Hélio dos Anjos não inventou. Se era para colocar o Felipe, então quem tinha que sair era o Fernandão. BINGO! Felipe entrou movimentando bastante e, na primeira bola que sobrou para ele, na entrada da área, um chute forte e rasteiro, sem chances de defesa para o ótimo goleiro Vitor.

Depois, Hélio dos Anjos tirou o incansável (que o calor cansou um pouco) Léo Lima e promoveu o retorno do Romerito. Mesmo fora de ritmo, a experiência de Romerito contribuiu para que o Goiás cadenciasse as jogadas, esperando o tempo passar. E a terceira substituição tinha que ser mesmo a saída de Vitor, para a entrada de Amaral.

Se não foi uma partida brilhante, o importante é que foi mais uma vitória. E, para as pretensões do Goiás, há que se vencer os jogos dentro do Serra Dourada.

Domingo que vem tem o Botafogo, aqui no Serra Dourada. Não é possível que o Goiás vai inventar em não vencer o Botafogo.

AL-Braço
AL-©haer

sábado, 26 de setembro de 2009

Sábado de Clássicos na Série B

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Neste primeiro sábado da Primavera de 2009, a tabela da Série B concentra alguns clássicos (Guarani x Ponte, Atlético-GO x eles, ABC x América-RN) e alguns não tão clássicos assim (Duque de Caxias x Vasco, Paraná x Figueirense), mas são confrontos regionais importantes para o momento da competição.
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Aqui em Goiânia, uma partida bastante esperada (e com muita promoção pelos organizadores e imprensa), Atlético-GO e eles se enfrentam e têm o mesmo objetivo comum: vencer as partidas no Serra Dourada. Tanto para o ACG, quanto para eles, no Serra Dourada não há resultado que interesse que não seja a vitória. O ACG precisa da vitória, pois nas suas contas, se vencer todas as partidas que restam aqui no Serra, o ACG garante a classificação para a Série A, sem precisar de contar com pontuação fora de casa. Já para eles, cada vitória deixa cada vez mais longe o fantasma do rebaixamento.
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Contudo, considerando os demais resultados das partidas já realizadas nesta rodada, uma derrota do ACG não interfere na sua atual colocação. O ACG, mesmo perdendo para eles, continua na 3a. colocação. Para eles, uma derrota hoje só será preocupante se o Duque de Caxias vencer o Vasco (a partida é no Maracanã). É Futebol - eu sei - mas são pequenas as chances do Duque de Caxias vencer o Vasco. É Futebol, eu sei que pode acontecer uma vitória do Duque de Caxias, mas pela sequência de resultados ruins, ALcho que o Duque de Caxias estará mais próximo do rebaixamento, após esta partida contra o Vasco.
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Assim, tanto o ACG, quanto eles, entrarão menos pressionados "a não perder". Assim, a partida pode ser um confronto com muitos gols, com ambas as equipes se soltando e partindo para cima do adversário.
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Mas, por outro lado (e sempre há vários lados na "caixinha de surpresas" deste Futebol de Meu Deus), um empate não seria um mal resultado nem para o ACG, nem para eles.
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Sabemos que há muita rivalidade nos Clássicos. Lembremos também de que "Clássico é Clássico e vice-versa" (não estou me lembrando agora quem falou esta "pérola", mas imagino que deve ter sido o Waldomiro do Inter, peraí que vou consultar lá no gúgol)
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(...)
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Foi o Jardel do Grêmio! (a minha memória "clássica" quase acertou, mas ambos foram atores do GRE-NAL, ou seja, tá valendo!).
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Então, apesar de que ontem escutei que se eles jogarem muito bem e o Atlético-GO jogar muito mal, a partida vai ser uns 3 a 0 para o ACG, tudo está ALpontando para um empate neste clássico de hoje no Serra Dourada.
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Vamos ver o que acontece.
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Estou ALpostando na vitória da Ponte, na vitória do ABC, na vitória do Vasco e na vitória do Figueirense.
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ALqui eu sempre ALposto contra eles.
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Futebol é Rivalidade. Rivalidade é tudo.
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Tudo é Futebol. Futebol é Futebol.
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É Futebol é Futebol.
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AL-Braço
AL-©haer

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Made in Paraguai

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Foi correta a idéia do Hélio dos Anjos em poupar alguns jogadores, na partida de ida pelas oitavas de final da Copa Sulamiranda (ôôôps! Sulamericana) contra o Cerro Portenho lá no Paraguai. Como também Hélio dos Anjos acertou em colocar de titular o Ramalho e o Felipe, dois jogadores que já contribuíram muito para a equipe, mas que perderam a condição de titular para o Brasileirão.
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Mas, era de se esperar que, sem Iarley e sem Júlio César, o time perderia muito, pois ambos são - atualmente - os jogadores mais eficientes do Goiás. Os melhores.
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No entanto, acho que o Hélio dos Anjos exgerou ao deixar o Felipe sozinho lá na frente. Quem consegue "jogar sozinho" lá na frente é o Iarley. Então, para não perder a característica do sistema 3-6-1 (com variação para 3-5-2) que tem dado certo, o ideal seria jogar um tempo com o Fernandão se aproximando do Felipe e, no outro, com Iarley no lugar de Fernandão.
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Outra "novidade" nesta partida foi a falta de controle emocional do Leandro Eusébio, que tem jogado bem na terra do guaraná, mas não estava preparado para a "catimba" guarany. A consequência disto foi uma desorganização total do posicionamento dos três zagueiros. Aliado a esta fato, sem a presença do Júlio César (o que diminuiu a posse de bola da equipe) e com uma atuação apagada do Vitor, foi muita bola para a nossa área, o que complicou bastante a vida do Harlei, que não teve culpa nos dois gols de cabeça do Cerro Portenho. O São Harlei até defendeu um pênalti.
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Acho que tanto o Hélio dos Anjos, quanto os jogadores, subestimaram a capacidade da equipe do Cerro Portenho. O time paraguaio partiu pra cima o tempo todo e, ao final, a derrota do Goiás por 2 a 0 "ficou barato".
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Felipe tentou, mesmo sozinho lá na frente. Zé Carlos também tentou, dentro de suas limitações. Léo Lima foi o único que manteve a boa performance que tem apresentado no Brasileirão. Estava 1 a 0 quando Fernandão entrou no lugar de Ramalho. Logo em seguida a equipe do Cerro ampliou para 2 a 0. Apesar de que Fernandão, em poucas jogadas, mostrou sua qualidade e habilidade e, junto com Léo Lima melhorou a posse de bola do Goiás, Vitor foi expulso, prejudicando uma possivel reação do Goiás e a equipe do Cerro Portenho soube segurar a vantagem de 2 a 0 até o final da partida.
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Os jogadores do Goiás têm direito de comprar uns "brinquedinhos" lá no Free Shop. Mas a maneira com que esta equipe Made in Paraguai jogou, deve ficar por lá.
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AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

3-6-1 com Fernandão, Iarley, Léo Lima e suco de uva itália

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Nem o retorno do Fenômeno. Nem a força dos Biorritmos (Físico e Emocional) em queda para o Meu Goiás. Nem a fanática torcida do Corinthians. No futebol que se joga no Brasil, quando um esquema 3-6-1 funciona bem, especialmente na casa do adversário, “é ruim” vencer o Meu Goiás.

Faz mais de um mês que eu tô pedindo a manutenção do esquema 3-6-1. E insistia que Fernandão só poderia entrar no lugar do Felipe. E que Léo Lima não poderia sair do time.

Os Deuses dos Cartões Amarelos quiseram assim. Felipe, suspenso, contribuiu para que o Hélio dos Anjos tivesse a coragem de fazer a substituição anunciada, desde a contratação do Fernandão.

Sai Felipe. Entra Fernandão. Mantém-se o esquema 3-6-1, em que Léo Lima é um dos mais eficientes. E estamos combinados.

Uma equipe tem que ter elenco. Tem que ter “banco de reservas”. A gente sempre pedia isto, né? Então, aceitemos que - no Goiás - sobrou para o artilheiro Felipe ser um reserva de luxo.

A Vida é assim. O Mundo é assim.

Tem dia que é dia de “um bando de loucos”.

Tem dia que é dia de “um bando de verde”.

Parece que a “onda verde” tá querendo voltar...depois deste 4 x 1 contra o Corinthians, lá.

Um calorão aqui em Goiânia (38 graus). Gláucia, a minha “italiana”, acabou de fazer um suco de uva (verde!) para refrescar.

Ela é a mais bonita fazendo suco.

O Amor é Lindo!


AL-Braço
AL-©haer

domingo, 13 de setembro de 2009

Biorritmos - parte III

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(mais abaixo, as partes I e II, caso lhes interessem, cara Leitorcedora, caro Leitorcedor)
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E os Biorritmos do Goiás (Físico e Emocional) confirmaram sua força: não conseguimos nem segurar o empate lá contra o Barueri, que marcou 2 gols após os 34 do segundo tempo, selando mais uma derrota do Goiás, por 1 a 3.
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Méritos do adversário, que aproveitou, com eficiência.
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Contudo, todos os 3 gols do Barueri mostraram falhas no esquema defensivo, que foi a nossa grande arma no primeiro turno, mas que não tem tido o mesmo desempenho.
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Por falar em esquema defensivo, não entendi a ausência do Rafael Tolói, que nem sequer ficou no banco de reservas, nesta partida contra o Grêmio Barueri.
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Está claro que a equipe não funciona com Fernandão, Felipe e Iarley.
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Só há lugar para dois deles: problema do Hélio dos Anjos !
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Que ele tem que resolver logo. Porque, no momento, estamos fora do G4.
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AL-Braço
AL-©haer

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pós-pôsti:
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.O Rafael Tolói e o Douglas estão servindo à Seleção Sub-20...ou seja, vai demorar mais tempo ainda para a nossa zaga voltar ao normal...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ironia do Futebol

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Robinho jogou 40 partidas seguidas pela Seleção Brasileira.
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Eis que uma contusão o tira da partida contra o Chile, pelas Eliminatórias.
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Dunga escala Nilmar de titular.
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Aí o Nilmar teve tempo para jogar.
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E para correr muito. E para voltar ajudando o meio de campo. E para fazer o que sabe, que é estar sempre atento para onde a bola vai.
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Deu tempo para Nilmar marcar 3 gols e ainda tomar uma bola da defesa, mostrar visão de jogo ao dar um belo passe para Júlio Baptista, que entrava desmarcado, para fazer o que seria o 2 a 0, naquele momento.
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Deu tempo também para a gente até comparar e ficar com a sensação de que, proporcionalmente ao tempo que Nilmar já atuou na Seleção, o aproveitamento/eficiência de Nilmar é superior ao desempenho do Robinho.
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E, já que o assunto é Robinho, alguém aí está sentindo falta do Ronaldinho, o Gaúcho?
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AL-Braço
AL-©haer