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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

E o São Paulo é TRI

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É o TRIcolor do Morumbi, TRI-CAMPEÃO nos campos deste Brasil, HEXA (agora, ÚNICO, sem discussão) da História dos Brasileirões.

Apesar de que, nesta edição de 2008, tivemos emoção até a última rodada, para a definição do Campeão, em campeonato por pontos corridos todos jogos valem: desde o primeiro até o último.

E se formos ALém e tomarmos os três últimos anos da história do Brasileirão, o São Paulo é uma equipe que tem ensinado como vencer esta competição. Tudo lá no São Paulo é muito bom: o centro de treinamento, o planejamento, a preparação, a organização, o estádio, um grande elenco (nos dois sentidos, na quantidade e na qualidade) e um ótimo técnico. Sem falar no poder econômico. É de impressionar para qualquer adversário entrar em campo e jogar contra um São Paulo que tem um jogador que traz nas costas o número 44, de titular. Ou seja, o São Paulo tem quase cinqüenta jogadores inscritos em condição de jogar. E bem.

ALchei que o São Paulo não venceria o Goiás. E não era opinião apaixonada de torcedor, não. ALchei que os jogadores do Goiás entrariam em campo com toda a determinação, pela “vitrine” que foi “o Jogo da TV” para milhões de brasileiros e – também – para o exterior, enquanto que o São Paulo, precisando do empate, jogaria mais cauteloso.

Mas não. O que eu vi foi um São Paulo extremamente aplicado e eficiente, que não deixou o Goiás jogar Futebol.

A equipe do São Paulo iniciou a partida pressionando a saída de bola da equipe do Goiás. O Goiás chegou a ter a oportunidade de marcar um gol, nas poucas vezes que Richarlyson se distraiu na quase perfeita marcação ao Paulo Baier: Vitor fez boa jogada pela direita, cruzou rasteiro para a pequena área, Paulo Baier passou da bola e ainda tentou marcar “de letra”; a bola apenas sofreu um pequeno desvio na sua trajetória e Fausto, de carrinho, chegou atrasado, sem conseguir empurrar a bola para o gol, já com Rogério Ceni batido no lance. Que eu me lembre, em toda a partida, foi a única investida do Goiás realmente com “perigo de gol”.

E veio o gol do São Paulo. Não podemos ficar lamentando o impedimento não assinalado. O gol foi irregular. Sim. Mas, o que se viu, depois, foi o São Paulo anular completamente a equipe do Goiás. Mas não foi somente isto. O São Harlei fez uns três milagres. A história da partida mostra que, se o gol do São Paulo fosse anulado, pelo impedimento, a partida terminaria 0 a 0, pois – no segundo tempo – o Goiás praticamente não passou da intermediária e, o único time que buscava o gol era o São Paulo, parando nas defesas do Harlei.

Fiquei irritado, principalmente, no segundo tempo. O Muricy Ramalho montou um esquema que destruía todas as jogadas do Goiás. Cheguei a contar: os jogadores do Goiás não conseguiam trocar mais de quatro passes; a bola era recuperada e o São Paulo saía em contra-ataques rápidos e, se não fosse mais uma extraordinária atuação do Harlei, o Goiás teria sido goleado no Bezerrão.

Falar que o Grêmio “fez a sua parte” (vencendo o Atlético-MG), mas o Goiás não fez a parte dele (que seria vencer o São Paulo), isto não faz justiça aos acontecimentos. Pois o que realmente aconteceu foi que o Grêmio estava a 11 pontos de diferença com relação ao São Paulo e tínhamos outros três à frente do São Paulo (Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro). Estes quatro times foram tropeçando nas suas próprias pernas pelo caminho da reta final, enquanto que o São Paulo “atropelava por fora”. E, depois que o São Paulo atingiu a primeira colocação, não saiu mais de lá. Resultado: São Paulo Campeão! Foi a equipe que mais venceu (21, junto com o Grêmio); foi a equipe que menos perdeu (5); terminou com a segunda marca de Gols Pró (66, um gol a menos que o Flamengo); terminou com a segunda marca em Gols contra (36, um gol a mais que o Grêmio); e teve o maior Saldo de Gols (30, com o Grêmio em segundo, com 24).

Indiscutível!

TRI-Campeão (consecutivo) e ÚNICO.

HEXA ÚNICO.

Time ÚNICO.

AL-Braço
AL-©haer
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pós pôsti:
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no mês de outubro, escrevi dois comentários, em que sinALizava a conquista do campeonato pelo São Paulo; para reler, nos endereços:
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(texto do dia 13 de outubro)
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(texto do dia 28 de outubro)
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é a minha porção "Mãe DinALh" que não me deixa mentir...muito!
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domingo, 7 de dezembro de 2008

no finAL do arco-íris...


...tem um tesouro...

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...com cédulas e alguns ingressos para o Show da Madona, endereçado ao árbitro Wagner Tardelli, até então escalado para apitar Goiás x São Paulo.

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Nestas condições, o árbitro entrou em impedimento (trocadilho irresistível!) .

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Será que foi alguém do São Paulo, que enviou tal tesouro?

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Ou foi alguém do Grêmio?

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Rivalidade é tudo, né? Então, será que foi um do Palmeiras ou do Inter, só para "melar" a decisão?

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O Presidente da CBF diz que sabe quem foi, mas só revelará na segunda-feira, quando se iniciará a apuração da responsabilidade do fato.

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Será que o Futuro Campeão vai poder comemorar?

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Ou, a partir de segunda-feira, teremos um Campeão sub judice?

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Ou, a partir de segunda-feira, teremos um Campeão que poderá perder todos os pontos e ocupar uma das vagas do rebaixamento?

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Como diria a manicure de Minha Mãe:

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"- Tem base?"

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AL-Braço
AL-©haer
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pós pôsti:
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já se sabe que esse imbróglio desse embrulho (tente falar rapidamente essas quatro últimas palavras...) foi uma armação de um membro da FPF, que tem diferenças para com a equipe do São Paulo...COISA FEIA, HEIN?! Esse "elemento" deveria ser banido do Futebol.

sábado, 6 de dezembro de 2008

PrevisAL do Tempo

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Para a última rodada do Brasileirão, eu estava pensando em fazer a leitura da “bôrra de cALfé”...
...ganhei – recentemente – um conjunto de xícaras especiais... foi presente da minha irmã, Dulce, e de meu sobrinho, Caio, que ALpóiam este Blog.



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Mas a Gláucia fez um café tão gostoso, que não sobrava nada no fundo da xícara para contar a história futura.


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Então, resolvi, de outra forma, fazer a previsão do tempo:



- Goiás x São Paulo: apesar de o São Paulo estar navegando em céu de brigadeiro este segundo turno, o tempo se apresenta instável, para esta última partida; nuvens rondam as cabeças dos jogadores do São Paulo; o Goiás não tá nem aí se vai chover ou não; mas pode chover cédulas e mais cédulas nos bolsos dos jogadores do Goiás. Nestas condições, o São Paulo não vence o Goiás.

- Grêmio x Atlético-MG: o Presidente do CAM (Clube Atlético Mineiro, ou como dizem os cruzeirenses: “Cansei de Apanhar no Mineirão”; mas os atleticanos retrucam na mesma medida:"Cruzeiro Apanhou Mais”) disse que esse negócio de “mala branca” é coisa para time pequeno, que time como o do Atlético-MG não precisa de “ajuda”, que o Atlético-MG é grande e sempre entra para vencer; os jogadores do Galo não se pronunciaram sobre este assunto; o tempo está favorável à uma vitória do Grêmio.


Já na parte de baixo da tabela, os ventos sopram com irregularidade. Ora vem o Vento BÊÁ; ora vem o Vento ABÊ. Náutico, Atlético-PR, Figueirense e Vasco vivem aquela ansiedade, sem saber se os ventos soprarão a favor, ou contra.

Na primeira leitura eólica, vê-se que os piores ventos são aqueles que sopram contra o Vasco. Mas o tempo está maluco e vejo um redemoinho que pode livrar o Vasco do rebaixamento.

O Vasco vencerá o Vitória, com gol de ODVAN (de bicuda).

O Flamengo não vence o Atlético-PR...nem empata; estamos falando de previsão do tempo, né? É difícil enfrentar um Furacão. O Atlético Paranaense vence (rimou!).

O Kléber Pereira vai chover bola pra cima do goleiro do Náutico. O Kléber Pereira merece ser o artilheiro deste Brasileirão. Não fosse ele, o Santos já estaria classificado para a Série B de 2009. O Kléber Pereira, praticamente, jogou “sozinho” nesta temporada. Mesmo com seus companheiros não ajudando (a equipe do Santos foi sofrível neste Brasileirão), o Kléber Pereira ainda conseguiu marcar esta quantidade de gols.

E o Figueirense...as chuvas lá em Santa Catarina não estão muito suaves, não. Mesmo com o Inter comemorando o título da “Série B do Futebol da América do Sul” (ouvi isto de um jornalista torcedor do Grêmio na excelente rádio CBN), ALcho que as chuvas vão atrapalhar o Figueirense e a partida terminará empatada.

Assim, Náutico e Figueirense se exflodem. Coincidentemente, as equipes que se apresentaram com os piores gramados deste Brasileirão.

Previsões...nada mais que previsões.

Mas de uma coisa, temos certeza: o tempo vai esquentar nos 90 minutos finais deste Brasileirão.

AL-Braço
AL-©haer

domingo, 30 de novembro de 2008

Goiás: só joga quando quer

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É engraçado...nos últimos cinco jogos do Goiás, o Goiás se mostrou como aquele time da década de 70: só jogava contra “time grande”.

Era assim: quando jogava contra Santos e Flamengo, por exemplo, o time do Goiás virava um Leão em campo, ALém de ter no seu ataque o Lincoln, o “Leão da Serra” (
trocadilho histórico só para não perder o costume); mas quando o Goiás jogava contra Nacional de Manaus e Operário de Campo Grande, parecia que o time não queria saber de jogar bola.
Também foi assim, neste Brasileirão, nestas últimas cinco partidas: o Goiás jogou muito bem contra Cruzeiro, Botafogo e Flamengo; contudo, não jogou nada contra Sport e Portuguesa.

Entra ano, sai ano. Entra jogador, sai jogador. Entra técnico, sai técnico. Entra diretoria, sai diretoria. E o time do Goiás sempre cresce contra os chamados “times grandes” e tropeça contra os chamados “times pequenos”.

Deve ser “complexo de artista”: se tem holofote, se tem câmera, ele aparece; do contrário, some.

Contra o Cruzeiro, o Goiás destruiu a boa e forte equipe do Cruzeiro em apenas 17 minutos de jogo, metendo logo três gols. Contra o Botafogo, só não impôs uma goleada, porque tirou um pouco o pé, quando vencia por 2 a 1. Mesmo assim, marcou o terceiro. E hoje, contra o Flamengo, após estar perdendo por 3 a 0, chegou ao empate e por pouco não vence a partida em pleno Maracanã, numa belíssima reação.

Reação que se deu por alguns motivos:

- a equipe do Flamengo é muito boa no ataque, mas tem uma defesa muito aberta; sofre nos contra-ataques;

- o Hélio dos Anjos deu uma bela bronca em seu time, no intervalo, chamando-os de tudo quanto é nome: o mais brando (que podemos escrever aqui) foi “bonequinhas”;

- a equipe do Flamengo, após abrir 3 a 0, subestimou a equipe do Goiás e se descuidou; é imperdoável sair vencendo por tamanha diferença de gols e deixar o adversário crescer;

- o Hélio dos Anjos deu um nó tático e técnico no Caio Júnior; já tínhamos visto o Caio Júnior aqui no Goiás...ele não evoluiu...continua o mesmo...mas a coleção de óculos é de extremo bom gosto;

- levar dois gols do Obina é de ferir qualquer um nos seus brios...o Hélio dos Anjos não acreditava no que estava acontecendo...nem eu! Ainda bem que o Hélio dos Anjos fez chegar aos jogadores o “recado” que eu dava em frente a TV;

- foi só o Hélio dos Anjos organizar o Goiás na marcação, que o Goiás mandou no jogo em todo o segundo tempo.

E agora só falta a última rodada.

O título, ainda indefinido, entre São Paulo e Grêmio.

Para o São Paulo, basta um empate na última partida.

O Grêmio tem que vencer a sua última partida e torcer para uma derrota do São Paulo.

O Grêmio joga em casa contra o Atlético-MG.

O São Paulo joga “fora de casa” (mais ou menos) contra o Goiás, no estádio do Gama.

Vai ser O JOGO DA TV.

Vai ter câmera. Vai ter holofote. Vai ser difícil os “artistas do Goiás” perderem este jogo.

Acho melhor os sãopaulinos pensarem em “mala branca” para o Atlético-MG complicar a vida do Grêmio...

...porque conhecendo o Meu Goiás como conheço desde 1973, o Goiás VAI QUERER JOGAR TUDO e MAIS UM POUCO nesta última partida.

E vai ter “mala branca” para o time do Goiás.

Recheada.

De cédulas sem seqüência numerada.


AL-Braço
AL-©haer

Seleções do Brasileirão - 2008

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INDICADOS (esquema 4-4-2)

Goleiro: Marcos (Palmeiras), Rogério Ceni (São Paulo), Victor (Grêmio)

Lateral-direito: Élder Granja (Palmeiras), Léo Moura (Flamengo), Vítor (Goiás)

Lateral-esquerdo: Juan (Flamengo), Leandro (Palmeiras), Kléber (Santos)

Zagueiro pela direita: André Dias (São Paulo), Fabio Luciano (Flamengo), Thiago Silva (Fluminense)

Zagueiro pela esquerda: Miranda (São Paulo), Réver (Grêmio), Ronaldo Angelim (Flamengo)

Volante pela direita: Hernanes (São Paulo), Pierre (Palmeiras), Rafael Carioca (Grêmio)

Volante pela esquerda: Diguinho (Botafogo), Guiñazu (Internacional), Ramires (Cruzeiro)

Meia-direita: Diego Souza (Palmeiras), Ibson (Flamengo), Tcheco (Grêmio)

Meia-esquerda: Alex (Inter), Lucio Flávio (Botafogo), Wagner (Cruzeiro)

Atacante 1: Guilherme (Cruzeiro), Keirrison (Coritiba), Kléber Pereira (Santos)

Atacante 2: Alex Mineiro (Palmeiras), Kléber (Palmeiras), Nilmar (Inter)

Técnico: Celso Roth (Grêmio), Muricy Ramalho (São Paulo), Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS), Leandro Vuaden (RS), Leonardo Gaciba (RS)

Revelação: Jean (São Paulo), Keirrison (Coritiba), Marquinhos (Vitória)
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Dentre os indicados, eu votaria ALssim:

Goleiro: Victor (Grêmio)

Lateral Direito: Leonardo Moura (Flamengo)
Zagueiro pela Direita: André Dias (São Paulo)
Zagueiro pela Esquerda: Réver (Grêmio)
Lateral Esquerdo: Juan (Flamengo)

Volante pela Direita: Hernanes (São Paulo)
Volante pela Esquerda: Ramires (Cruzeiro)
Meia-direita: Tcheco (Grêmio)
Meia-esquerda: Alex (Internacional)

Atacante 1: Kléber Pereira (Coritiba)
Atacante 2: Nilmar (Internacional)

Técnico: Muricy Ramalho (São Paulo)

Árbitro: Leonardo Gaciba (RS)
Revelação: Keirrison (Coritiba)
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Mas a minha Seleção SentimentAL (3-5-2) seria ALssim:
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Goleiro: Victor (Grêmio)

Zagueiro 1: André Dias (São Paulo)
Zagueiro 2: Miranda (São Paulo)
Zagueiro 3: Réver (Grêmio)

Ala-direita: Leonardo Moura (Flamengo)
Volante pela Direita: Hernanes (São Paulo)
Volante pela Esquerda: Ramires (Cruzeiro)
Meia: Alex (Internacional)
Ala-esquerda: Juan (Flamengo)

Atacante 1: Kléber Pereira (Santos)
Atacante 2: Nilmar (Internacional)

Técnico: Muricy Ramalho (São Paulo)

Árbitro: SEM VOTO

Revelação: Keirrison (Coritiba)
Craque do Campeonato: Hernanes (São Paulo)
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AL-Braço
AL-©haer

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Carta do Presidente do Cruzeiro

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Recebi e estou repassando...

“Foi com enorme satisfação que acompanhamos domingo a brilhante vitória do Cruzeiro sobre o Flamengo no Mineirão. Nossa fanática torcida mais uma vez esteve presente e apoiou o time durante toda a partida. As manifestações que vieram das cadeiras contagiaram nossos jogadores que, outra vez, foram autênticos guerreiros. Quero agradecer aos 40 mil cruzeirenses que atenderam aos nossos apelos e compareceram ao estádio. Mas infelizmente, a partida que no domingo era apontada por vários críticos e torcedores com a maisespetacular do ano, acabou tendo uma repercussão distorcida nos últimos dias. Os belos lances de ataque, as grandes defesas dos goleiros e os cinco gols ficaram em segundo plano diante de uma jogada polêmica. Grande parte da crônica nacional se uniu ao choro dos flamenguistas e ainda hoje só comentam um dos pênaltis não marcado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon. A dividida do zagueiro Leo Fortunato com o atacante Diego Tardelli deixou muitas dúvidas. 48 horas depois do jogo analistas de arbitragem, jornalistas e comentaristas continuam discutindo se foi falta ou não. Chegamos ao absurdo de ouvir que o Carlos Eugênio Simon deve ser impedido de ir à Copa porque teria prejudicado o Flamengo. Mas por que a mesma veemência dos comentários não é usada para analisar outros lances em que o time carioca pode ter sido favorecido? A falta desleal de Toró em Ramires merecia apenas o cartão amarelo ou aquela entrada covarde deveria ter sido punida como cartão vermelho? E a falta dentro da área do mesmo Toró no Thiago Ribeiro não foi pênalti? O que muito nos estranhou foi ver em vários programas de televisão esse lance ser mostrado por apenas um ângulo, sem as imagens de detalhe que são gravadas na beira do campo e por câmeras posicionadas atrás das traves. Erros de arbitragem acontecem em todos os jogos do Campeonato Brasileiro e vão continuar existindo, infelizmente. Em algumas partidas os erros são grosseiros e acabam influindo diretamente no resultado. No primeiro turno, no encontro entre Portuguesa e Flamengo, no Canindé, o árbitro Evandro Rogério Roman validou dois gols rubro-negro ilegais, em jogadas que tiveram toque de mão de atletas cariocas. Mas a repercussão daquele jogo não foi nem de longe do tamanho que estamos vendo agora. Por que? Os times de Minas Gerais já foram prejudicados em inúmeras competições contra equipes do Rio. Podemos lembrar facilmente de vários exemplos: a perda do Brasileiro de 74 pelo Cruzeiro contra o Vasco e até mesmo as arbitragens favoráveis ao Flamengo contra o Atlético-MG na final de 80 e na Libertadores de 81, mas parece que esses são jogos “esquecidos” no Rio de Janeiro. Se o Cruzeiro conseguir a classificação para a Libertadores de 2009 vai ser única e exclusivamente por mérito do nosso time. Até aqui, é a equipe que mais venceu no Brasileiro ao lado São Paulo (20) e tem duas vitórias a mais do que o Flamengo. Aliás, justamente as duas contra eles nesse Campeonato.
Um abraço Alvimar de Oliveira Costa”

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

As chances do Vasco

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Já disse aqui que estou rodeado de amigos vascaínos. Mas não me queixo. Fazer o quê? A Amizade não vê defeitos...

ALiás, a situação é muito mais séria: sou casado com uma vascaína e eu me casei sabendo que ela era (e é) vascaína.

Ela é Linda! O Amor é Lindo! Só o Amor Constrói!

O Carlão (aquele para quem dedico as minhas crônicas sobre o Atlético Goianiense), um Grande Amigo, também é vascaíno.

Mas tem também o Francisco José, outro amigo vascaíno, cuja paixão pelo seu time beira à insanidade, beira à doença, mas eu entendo, pois sou assim com o Meu Goiás.

Foi o Francisco José que – tenho certeza – o primeiro a fazer as contas e as combinações que podem livrar o Vasco do rebaixamento. Na madrugada de domingo para segunda, o Francisco José enviou um e-mail com as combinações e, hoje, outro, com todas as combinações possíveis.

Sinto-me na obrigação de colocar a análise do Francisco José, o que faço a seguir, colocando na íntegra as duas mensagens:

---------- Forwarded message ----------
From: Francisco José
Date: 2008/11/25
Subject: Re: Para VP 3 toques - OPERAÇÃO LAVOISIER.

Caso o Vasco vença o Coritiba (se empatar, já era), vejamos as outras possibilidades necesárias na próxima rodada (penúltima):
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*Náutico e Atlético/PR se matam em confronto direto na próxima rodada: para o Vasco a derrota do Náutico seria boa, porém um empate não é de se descartar.
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*O Figueirense pega o Bostafogo na próxima rodada. O problema é que esse Bostafogo tá foda, mas mesmo assim acho que o figueira não ganha.
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*O Fluminense vai perder para o SP.
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*O Flamengo tem que ganhar do Goiás, para que na última rodada precise vencer o Atlético/PR para ir à LIbertadores (no caso do Vasco precisar de um resultado negativo do Atlético)
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*O Atlético/MG vai ganhar do Santos*A Portuguesa vai ganhar
do Sport (não é bom para o Vasco, mas fazer o quê)terminando assim, a classificação vai ficar a seguinte para a decisão na última rodada:
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13º Fluminense: 43 pts, 11V
14º Atlético/PR: 43 pts, 11 v
15º Santos 43 pts, 11 v
16º Náutico 41 pts, 10 v
17º Vasco 40 pts, 11v
18º Portuguesa 40 pts, 10v
19º Figueira 39 pts 9v
20° Ipatinga, já rebaixado.
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Daí na última rodada o Vasco dependerá de sí mesmo, pois no
confronto direto entre SANTOS X NAÚTICO, um dos dois irá se fuder qualquer seja o resultado.Ou seja, o Vasco precisa da soma de 3 resultados na penúltima rodada(além de ganhar do coritiba):
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1 - Que o Náutico não vença o Atlético/PR
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2 - Que o Figueira não vença o Bostafogo
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3 - Que o Atlético vença o Santos.*Não estou contando ainda
com a zebra Ipatinga contra o Fluminense.
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*Há a possibilidade ainda de termos que torcer pro Inter contra o Figueira (no Orlando Scarpelli). O Inter já terá jogado suas duas partidas da final da sul-americana, e provavelmente jogará com time titular. Caso contráio o Figueira ganha.
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PS. Por incrível que pareça há a possibilidade do Vasco mesmo perdendo para o Coritiba, ainda tenha chances de não cair na última rodada: desde que Náutico perca e Figueirense não ganhe.

---------- Forwarded message ----------
From: Francisco José
Date: 2008/11/25
Subject: AS 7 CHANCES DO VASCO NÃO CAIR.

O Vasco precisará de variáveis de combinações nas duas ultimas rodadas para não rebaixar, dentre as seguintes opções:
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1 - se ganhar as duas, o náutico perder uma e o figueirense não ganhar as duas: NÃO CAI;
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2 - se o vasco ganhar as duas, o atlético/pr soh pode conquistar 1pt, e o figueira não ganhar as duas: NÃO CAI;
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3 - se o vasco ganhar as duas e o florminense e o santos perderem as duas: NÃO CAI;
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4 - se o vasco empatar uma e ganhar outra, o náutico poderá ganhar somente um ponto, a portuguesa 4 pts., e o figueira 3 pts;
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5 - se o vasco empatar uma e ganhar outra, o atlético/pr poderá ganhar somente um pt,, a portuguesa 4 pts. e o figueira 3 pts;
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6 - se o vasco ganhar só uma, o nautico não poderá marcar pontos, o figueira no máximo dois e a portuguesa no máximo 3;
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7 - se o vasco ganhar as duas, o flor ou o lambari tem que perder as duas, o figueira NÃO ganhar as duas e o atlético/pr marcar somente um pt.
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Existem outras possibilidades, porém mais remotas ainda.PS.
EU AINDA ACREDITO NA VAGA PARA A SUL-AMERICANA!


vALeu, Francisco!!!
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(impressionante!!!)

AL-Braço
AL-©haer

domingo, 23 de novembro de 2008

Brasileirão 2008: reta final

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A partir do momento em que restaram cinco equipes disputando o título (São Paulo, Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo), o que se viu foi apenas um time bem equilibrado, o São Paulo. Os demais, mostraram-se muito instáveis.

O Grêmio, apesar de ter um sistema defensivo forte, não conseguiu deter os adversários, exatamente na fase decisiva. Infelizmente, no Futebol atual, não basta jogar bem na defesa. E, quando a defesa falha (e nossos zagueiros brasileiros falham muito) aí fica fácil para os adversários.

O Palmeiras se mostrou ineficiente. Parece que os demais técnicos já aprenderam os segredos do Luxemburgo, que já não consegue mais improvisar durante as partidas e apresentar surpresas para os adversários. E, desde a época da Parmalat, que não vemos um Palmeiras absoluto em campo. Infelizmente, no Futebol atual, não basta apenas ter um técnico experiente no banco.

Cruzeiro e Flamengo são equipes muito parecidas. São muito bons quando atacam, mas têm uma defesa não confiável. O Cruzeiro perdeu muitas partidas fora de casa. Já o Flamengo, repito, apesar de que hoje o Obina marcou um gol num acesso, num lampejo de habilidade, convenhamos, time que quer ser Campeão Brasileiro não pode ter um Obina de titular. Cruzeiro e Flamengo praticaram um Futebol muito bonito, pra frente, sempre buscando o gol. Mas, infelizmente, no Futebol atual, não se pode jogar apenas no ataque.

O que Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo têm de bom, o São Paulo também tem. O que Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo têm de ruim, o São Paulo não tem. E, no caso do São Paulo, esta equipe não marca muitos gols, mas também não sofre muitos gols. Mas o saldo, por partida, é na maioria das vezes positivo, o que interessa, ao final das contas.

E, ao final das contas, o São Paulo só não se sagra Campeão (Tri-Campeão) se acontecer desses desastres que só acontecem no Futebol.

E, se não bastasse, até os árbitros ficam com medo de errar contra o São Paulo. Mas errar é humano e todos erram. Mesmo em partidas paralelas, os árbitros ficam com medo de errar e que seu erro possa prejudicar o São Paulo. Neste medo generalizado de se errar contra o São Paulo, os árbitros acabam cometendo erros a favor do Tricolor do Morumbi.

O São Paulo é melhor em tudo. Tem o melhor técnico e o melhor jogador do campeonato (Hernanes). E os árbitros ainda “erram a favor”.

Aí fica difícil superar a equipe do São Paulo.

E, definitivamente, ficará sepultada a discussão sobre os “PENTAS”. Se o São Paulo é ou não é o “PENTA ÚNICO”, vai ser o “HEXA ÚNICO”.
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Sobre o rebaixamento NUM TÔ NEM AÍ !!! Já faz tempo que o Meu Goiás ultrapassou a marca de 45PG.

Aliás, a minha torcida era para que algum time carioca fosse rebaixado. Por quê? Porque o Futebol Carioca, regra geral, é muito “mentiroso”. E no “oba-oba” da “tradição que representam”, a rigor os seus elencos não têm poder de fogo para jogar um Brasileirão anual como este, em ida e volta, por pontos corridos. Depois que o Brasileirão passou a ser por pontos corridos, por favor, refresquem a minha memória, qual foi o time carioca que conquistou o Título da Série A? E, para piorar, assistindo aos jogos pela TV, eu já estou “enojado” com os narradores e comentaristas torcedores dos times cariocas.

Confesso que as performances de Flamengo e Botafogo foram uma surpresa para mim. Chegaram longe demais.

Mas, pelo Dinamite, eu ainda estou torcendo para o Vasco não ser rebaixado. Só pelo Dinamite e pelo que sua eleição representou para a História do Futebol Brasileiro. O legado deixado pelo ex-ditador do Vasco não podia ser o que estamos vendo aí. A História do Vasco não merecia este time. Se o Vasco se rebaixar para a Série B, esse time que estamos vendo não aponta para um retorno em 2009. Vão ter que mudar muita coisa lá em São Januário. E precisa de dinheiro, que o Vasco que o Dinamite recebeu não tinha e que dificilmente vai ter para 2009.

Também estou torcendo para o Atlético-PR não se rebaixar: só por causa do Geninho. Mas vai depender da partida contra o Náutico, lá em Recife. Se perder, mesmo que venha vencer o Flamengo na última rodada (o que não será nada fácil se o Flamengo precisar vencer para se classificar para a Libertadores), talvez não consiga se livrar do rebaixamento.

Para Fluminense e Santos se livrarem do rebaixamento, basta um empate nas duas partidas restantes. O Fluminese recebe o Ipatinga no Maracanã, na última rodada. Nesta rodada, o Santos recebe o Náutico na Vila Belmiro. Talvez tanto Santos e Náutico precisarão apenas de um empate, nessa partida. Sendo assim, o jogo deve terminar 0 a 0.

O Figueirense joga contra Botafogo (de férias) e Internacional (que só quer saber de Sulamericana). O time é fraco, mas as chances são grandes de se manter na Série A para 2009.

A Portuguesa recebe o Sport (de férias) em casa e sai para jogar no Mineirão, contra o Cruzeiro (que briga pela vaga para a Libertadores). Mas o Cruzeiro joga contra o Inter, na penúlima rodada e, talvez, volte a vencer fora de casa. Se o Cruzeiro já estiver garantido a vaga na libertadores, até pode ser que a Portuguesa vença o Cruzeiro. Contudo, os possíveis 43PG podem não livrar a Portuguesa do rebaixamento. A Portuguesa não depende somente de suas próprias forças.

Tudo aponta para três já classificados para a Série B de 2009: Ipatinga, Vasco e Portuguesa. A outra vaga sendo disputada por Figueirense, Náutico e Atlético-PR.

AL-Braço
AL-©haer

sábado, 1 de novembro de 2008

Biorritmos

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De vem em quando, temos umas ondas.

Há muito tempo tivemos a onda do cooper. Isto foi na década de 70. O médico americano Kenneth Cooper defendeu a prática de trotar ou correr moderadamente, para melhorar o condicionamento físico. Hoje, chamamos puramente de caminhada, sendo a atividade física que não custa nada e que qualquer um pode fazê-la. Na verdade, não foi apenas uma onda. A caminhada veio para ficar. Hoje, aperfeiçoada, com direito até a personal trainer.

Houve também a “febre” do confrei, uma planta originária da Ásia, cujas propriedades medicinais e cosméticas iam da tonificação da pele até a regeneração dos ossos e das células, quando ainda não nos preocupávamos muito com osteoporose, nem envelhecimento celular. Curava até câncer. Hoje, na onda do chá verde, o confrei caiu no esquecimento.

As ondas são como as misses. A cada ano, temos uma. E esquecemos a anterior. Só não nos esquecemos das “quase” misses. O maior exemplo ainda é o da Marta Rocha, com suas polegadinhas a mais. Aquela nossa derrota só perde para o Maracanazo em 1950. Recentemente, outra bela brasileira perdeu para uma japonesa – fraquinha - mas já não nos surpreendemos tanto com resultado de concurso de miss.

Tivemos – também – a fase dos filmes de Bergman. E, paralelamente, os de Fellini. Os de Fellini, eu adorei. Todos. Em especial, Amarcord. Mas, alguns de Bergman eram muito chatos. Infelizmente, a gente assistia para não ficar “boiando” (teve a fase da gíria “boiando”, também) nas conversas de boteco. E, claro, para lembrar que a Ingrid (permitam-me a intimidade) não tinha nada a ver com ele, que foi casada com Roberto Rossellini. Desta união nasceu a Isabella. Até no nome.

Cara Leitorcedora. Caro Leitorcedor. Certamente vocês completariam as listas das “ondas” pelas quais vocês passaram. Cada um tem a sua. Muitos itens comuns, mas há particularidades, de acordo com a preferência ou rejeição de cada um. Complete, pois, a sua mentalmente.

São interessantes os casos do bambolê e do elástico (aquela brincadeira de três, onde duas meninas passam o elástico por trás das pernas e uma terceira realiza saltos previamente coreografados; a cada passagem de fase, o elástico sobe para uma altura maior, aumentando o grau de dificuldade). Quando as meninas começam a brincar de bambolê, ou elástico, parece que elas não fazem outra coisa. Os pátios dos colégios e as calçadas ficam repletos de meninas brindando de bambolê e elástico. Passa um tempo, a gente não vê mais os bambolês e os elásticos. Depois eles voltam. Parecem com jabuticabas. Na época das jabuticabas, a gente as vê em todos os carrinhos dos ambulantes, nas esquinas; e em latinhas, nas beiradas de estrada. Depois, somem.

Neste Brasileirão, o Meu Goiás está parecendo com o bambolê. Numa época, fica sem querer jogar. Noutra, só quer saber de jogar. Depois se cansa e abandona o brinquedo.

Por causa da Laura, acredito em Papai Noel. ALiás, foi por causa da Laura que já me vesti de Papai Noel. Com a barba, foi fácil: joguei talco (daqui a Alguns – poucos – anos, o talco não será mais necessário). Mas a roupa não era de cetim vermelho. Não! Era de cetim verde. Claro. Rivalidade é tudo e eu não visto a cor vermelha do Vila Nova. A Gláucia diz que meu carro é vermelho. Calúnia! Meu carro é grená. Lá no sul, os gremistas se vestem de Papai Noel com a cor azul. Certinho.

Por causa da Laura, acredito em Coelhinho da Páscoa, mas não chego a tanto, tenho meus limites. Saltitar na versão árabe do coelhinho da páscoa, jamais!

Por causa do Folclore, acredito – principalmente – na Mula-sem-cabeça. Que potranca! Perfeita! Por causa do Curupira, acredito que toque de calcanhar bem dado – na hora certa – é infalível.
Lembram a onda dos biorritmos? Pois é, acredito neles. Mais do que em horóscopo. Mais do que em numerologia.

E, neste Brasileirão, o biorritmo do Meu Goiás não mente. E, biorritmo que se preza é uma função matemática do terceiro grau, com mais ou menos acentuação na amplitude. O biorritmo do Goiás começou na descendente; atingiu o ponto de mínimo; depois, recuperou-se numa ascendente, chegando ao máximo; agora, retoma a descendente. A nossa sorte é que o campeonato já está acabando e não há mais tempo para a função atingir o ponto de mínimo novamente.

Lá no Parque Antarctica, contra o Palmeiras, até que a nossa defesa se comportou melhor do que contra o Vasco. Do outro lado, o Palmeiras jogou um futebol que não me convenceu que é futebol de campeão. O que me irritou foram as bolas que o Goiás perdeu no meio-de-campo. O Palmeiras soube como neutralizar os contra-ataques do Goiás e, mesmo quando o Goiás chegava na grande área deles, nossos atacantes eram facilmente desarmados pela zaga do São Marcos.

Praticamente, tivemos apenas duas chances de marcar. Ambas defendidas pelo São Marcos, uma delas, mais um milagre. O nosso São Harlei fez apenas um milagrinho, numa falta bem batida pelo Evandro.

E ficou nisto: o gol de pênalti (bem marcado e bem cobrado) de Alex Mineiro definiu o placar.

O biorritmo do Goiás ainda está na descendente. Quem está com um biorritmo na ascendência é o São Paulo e o Cruzeiro.

Amanhã, o Goiás recebe o Cruzeiro no Serra Dourada. Será que o biorritmo do Goiás tem forças para perturbar o biorritmo do Cruzeiro?

Sei não...biorritmo por biorritmo, as tendências biorrítmicas não apontam para uma vitória do Goiás.

Mas, antes de tudo é Futebol. Fazer o quê, né? Vou lá conferir...

AL-Braço
AL-©haer

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Perguntinhas que não querem cALar

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1. Será que os jogadores do Meu Goiás continuarão a “tirar o pé” na partida contra o Palmeiras, lá em São Paulo?

2. Será que os jogadores do Meu Goiás seguirão “tirando o pé” contra o Cruzeiro, aqui no Serra Dourada?

3. Será que o Vasco conseguirá “manter o ritmo” da boa partida realizada contra o Meu Goiás, nas partidas seguintes contra Atlético-PR, Fluminense, Santos e Atlético-MG?

4. Será que o Vanderlei Luxemburgo não é mais “aquele”?

5. Será que o Flamengo está mesmo no páreo para ser Campeão?

As minhas respostas: SIM; TALVEZ; IMPOSSÍVEL; NÃO É MAIS; NÃO ACREDITO.


AL-Braço
AL-©haer

Deixaram o São Paulo encostar

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E o São Paulo já está em segundo lugar a uma vitória do Grêmio...

Há 15 dias (veja aí abaixo no pôsti do dia 13 de outubro) escrevi que o São Paulo de Muricy Ramalho tinha cara de campeão.

E tem mesmo.

E, repito, parece que a “decisão” do Brasileirão caminha para ser aqui no Serra Dourada, na última rodada.

O São Paulo não depende somente dele mesmo. Precisa fazer a sua parte, mas o Grêmio tem que continuar tropeçando, tropeço que se iniciou na derrota lá no Olímpico para o Goiás, seguiu com a goleada sofrida para o Inter, o que expôs a desconfiança de que o Grêmio conseguirá o título. Desconfiança que interferiu negativamente no equilíbrio emocional da equipe.

Ao São Paulo não basta igualar em Pontos Ganhos com o Grêmio. O Grêmio tem duas vitórias a mais. Uma derrota do Grêmio para o Cruzeiro no Mineirão e uma vitória do São Paulo contra o Botafogo lá no Engenhão deixam ambos, Grêmio e São Paulo com 59PG, mas – nos critérios de desempate – o Grêmio ainda levaria a vantagem de uma vitória a mais.

Vamos ver se o restante da turma vai contribuir para a chegada do São Paulo.

Tô ALchando que vai.

AL-Braço
AL-©haer

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ALcertei um pALpite !!!

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Depois de dois pALpites errados, a tendência era eu ALcertar o próximo.

Depois de duas partidas que o Vasco jogou melhor, mas não venceu (contra Sport e Flamengo), a tendência era o Vasco vencer a próxima partida.

Depois de 5 Vitórias e 3 empates na seqüência, a tendência era o Goiás perder uma. A última derrota do Goiás no Serra Dourada tinha sido para o Sport na Rodada 15.

Ou seja, uma hora o Goiás iria perder. E iria perder no Serra Dourada. E, para não perder o costume, o Goiás apronta algumas que o faz conhecido como o VIAGRA VERDE. Foi assim contra o Ipatinga. E, agora, foi a vez do Vasco.

Foi por esses motivos acima que eu disse no pôsti abaixo, que o Vasco venceria a partida.

Não dá para saber se a equipe do Goiás achava que iria ser fácil vencer o lanterna, há oito rodadas sem vencer. Não dá para saber se os jogadores entraram achando que a partida já estava ganha.

O que se viu foi que o time do Vasco disputou as bolas com mais garra, ganhou mais as bolas divididas, correu mais e aproveitou melhor as chances de gol.

Resumindo, o Vasco jogou melhor, marcou 4, levou 2 e mereceu a vitória.

Tá explicado.


AL-Braço
AL-©haer

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Não tenho ALcertado os pALpites

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Futebol é...Futebol. E tá explicado.

Vejam só, caríssmas Leitorcedoras Esmeraldinas, caríssimos Leitorcedores Esmeraldinos, eu não ALcertei meus pALpites nas duas últimas partidas do Nosso Goiás.

Contra o desfalcado Internacional aqui no Serra Dourada, mesmo sabendo que eles vinham com o excelente Nilmar lá na frente, eu ALchava que o Goiás venceria fácil. Eles marcaram primeiro. Empatamos. Depois que perdemos (perdemos não!!! o Iarley que não conseguiu colocar a bola no rumo do gol!!!), corrigindo, depois que o Iarley perdeu o pênalti, veio o segundo tempo e o Goiás não conseguiu vencer, ficando no empate, com gosto de derrota.

Lá no Couto Pereira, contra a equipe toda certinha do Coritiba, ALchei que perderíamos a partida. Jogamos melhor que eles todo o primeiro tempo. No segundo tempo, eles empataram e até botaram uma pressão, mas o Hélio dos Anjos resolveu colocar o Anderson Gomes e o Goiás voltou a mandar no jogo, empurrou o Coritiba na sua defesa e parecia que era o Goiás que jogava em casa. Quase vencemos. Foi um empate com sabor de quase vitória.

Hoje, o Goiás recebe o Vasco, no Serra Dourada. Tá chovendo. A vantagem é que – se faltar energia – o jogo continua com a iluminação natural da gigante lanterna que a equipe carioca carrega.
Gláucia, se você leu até aqui, sei que você tem o direito de não continuar a ler mais...mas lembre-se, eu me casei com você mesmo sabendo que você é Vascaína...uma Linda Vascaína Branca do Cabelo Amarelo...continue a ler...O AMOR É LINDO! Que tAL irmos para Pirenópolis no feriadão? Tá chovendo...prometo que não levo o noutebuqui! pALavra!

O Goiás é favorito? Sim. Por todos os motivos. Escolha um aí: o Goiás é melhor.

Mas o meu pALpite é que o Goiás não vencerá o Vasco. ALcho que esta partida está com cara de que o Vasco virá aqui e conquistará três pontinhos. Campo molhado...campo pesado...

Será que errarei – também – mais este pALpite?

Mas, o Goiás é favorito.

E Futebol é Futebol. Depois eu explico mais.

Será que lá em Pirenópolis tem lanrausi?

AL-Braço
AL-©haer


pêésse: ALgora já posso comemorar os sonhados e esperados 45PG, que – matematicamente – garantem o MEU GOIÁS na Série A de 2009.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quem vai ser Campeão?

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Caríssima Leitorcedora. Caríssimo Leitorcedor. Completado ¾ do Brasileirão, faltam apenas 9 rodadas para o término deste extenso campeonato de três estações: outono, inverno e primavera.

No Brasileirão, não basta ser bom o outono. Tem que ser também ótimo no inverno e excelente na primavera.

Nesta edição de 2008, o Flamengo até que foi bom em boa parte do outono, mas não conseguiu manter o mesmo ritmo no inverno e, agora vê-se não será na primavera que retornará à primeira posição.

O Goiás é a melhor equipe a partir da metade do inverno e na primavera, mas a pífia performance no outono revela que não basta ser bom em parte do campeonato. Há de se ter regularidade em todo o campeonato e, principalmente, nas rodadas finais, o primeiro colocado deve abrir uns 6 pontos de vantagem com relação ao segundo, rumo ao título.

Este campeonato está com uma novidade. Ainda não sabemos quem será o Campeão. O Grêmio ainda não me convenceu. Especialmente nas últimas três partidas do Grêmio que assisti (contra Goiás, Internacional e Santos), não vi nada que me impressionasse, nessa equipe do Grêmio. O Grêmio se descontrolou após o segundo gol do Goiás e não apresentou criatividade nem variações de jogadas, na tentativa – desesperada – de empatar. Contra o Inter, então, foi um vexame. E contra o Santos, venceu com a ajudinha do bandeirinha. O Santos chegou a dominar a partida e o Grêmio deu sorte, pois a equipe do Santos se complicou na finalização das jogadas. Então, esse Grêmio ainda não tem a cara de Campeão.

Quê dizer do Palmeiras e do Cruzeiro? A equipe do Palmeiras vem com mais regularidade, mas o Cruzeiro está bem próximo. Parece que o Palmeiras é melhor. E é. Mas eu gosto muito da maneira com que o Cruzeiro ataca, com rapidez e passes longos. O time do Cruzeiro tem um bom preparo físico.

Mas o problema tanto para Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro chama-se São Paulo.

E até que os números me provem o contrário, eu ainda acho que o São Paulo é o time que está com mais cara de Campeão.

ALiás, o São Paulo de Muricy Ramalho tem cara de Campeão.

Só prá não falar que não falei das flores, até porque estamos na primavera, ALgo me diz que a decisão do Brasileirão será aqui no Serra Dourada, na última rodada, na partida Goiás x São Paulo.


AL-Braço
AL-©haer

Falta um pontinho só

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Caríssimos esmeraldinos, só falta um pontinho, unzinho só, para – matematicamente – garantirmos presença na Série A de 2009.

Não. Não estou brincando.

Falo sério. Fiquei traumatizado com o que aconteceu no ano passado. Ficar fazendo contas até a última rodada para se livrar do rebaixamento é de arrebentar neurônios e descarregar as baterias das calculadoras.

Depois do desastroso início neste Brasileirão, o que eu queria era – apenas - que o Goiás se livrasse do rebaixamento. Então, como ainda não chegamos aos 45PG (estamos com 44!!!), a comemoração ficou para as rodadas seguintes.

Digo “as” rodadas seguintes, pois a próxima partida, lá em Curitiba (com u) contra o Coritiba (com ó) vai ser muito difícil. A equipe do Coritiba é muito boa e a torcida deles vai encher o Couto Pereira. Se o Goiás retornar de lá com um empate, será um excelente resultado. Depois, tem o Vasco, aqui no Serra Dourada. Se estão pensando que o Vasco está morto, enganam. Uma hora o Vasco iria reagir. E, eu acho que esta reação do Vasco começou lá em Recife, no empate (que era para ser uma vitória) contra o Sport. Logo em seguida, temos o Palmeiras, lá no Parque Antárctica. E, voltamos ao Serra, para receber o Cruzeiro...

Vou parar por aqui. Confesso que – também - cheguei a fazer as contas para a classificação para a Libertadores. Mas, depois dos empates contra o Fluminense e Internacional, o Goiás só alcança a ZL (Zona da Libertadores) se o pessoal de cima empatar vários jogos e o Goiás vencer tudo que vem pela frente.

Acho que, se a Comissão Técnica e os jogadores do Goiás tinham mesmo o objetivo de classificação para a Libertadores, agora – convenhamos – ficou praticamente impossível. Basta ver os números. E, imagino que os próprios jogadores vão “desanimar” um pouquinho e, a partir de agora, vão tirar o pé do acelerador, até porque, não adianta mais correr.

Foi uma pena o pênalti desperdiçado pelo Iarley, no final do primeiro tempo, contra o Inter, o que seria o 2 a 1, que poderia levar o Goiás a mais uma vitória. Engraçado...contra o Santos, o Iarley marcou o terceiro gol, de pênalti, mas chutou forte e alto e, quase que a bola vai para fora. Contra o Inter, Iarley não mudou a forma de bater o pênalti, mas – desta vez – conseguiu mandar a bola por cima do travessão. Paciência.

Depois de um período fora da equipe, por contusão, Romerito ficou à disposição para jogar. O que era para ser um “bom problema” para o técnico Hélio dos Anjos, que passaria a ter mais uma ótima opção, passou a ser um “mau problema”, pois Romerito entrou totalmente fora de ritmo contra o Internacional e, infelizmente, atrapalhou o esquema tático. A equipe do Goiás, no segundo tempo, com o Romerito em campo, não conseguiu trocar as bolas rápidas, nem pela esquerda, nem pela direita, pois quando a bola chegava nos pés de Romerito, ele se enrolava com ela, dando condições para a defesa adversária se reorganizar ou, perdendo a posse da bola, oferecendo os contra-ataques. Às vezes, o Romerito não sabia se passava a bola, ou se limpava a jogada para tentar o chute a gol. E, quando tinha opção de chutar a gol, via-se claramente sua falta de ritmo, com chutes fracos, de fácil defesa. Sua colocação na área, também, estava sempre fora do tempo da bola. Foi um tiro n’água a entrada do Romerito nesta partida contra o Inter. O Romerito seria jogador para entrar contra o Coritiba e contra o Palmeiras, nas partidas fora de casa, para cadenciar as jogadas, pela sua experiência.

Contra o desfalcado Internacional (sem Gustavo Nery, Guiñazu, D’Alessandro e Alex), era para a gente ter jogado com Anderson Gomes e Iarley lá na frente, tal qual jogamos contra o Santos. Desta vez, o Hélio dos Anjos errou e desperdiçamos a chance de vencer mais uma, que seria a oitava vitória seguida nos jogos no Serra Dourada.

Já não vou mais trocar meus dólares por yenes.

Só quero esse tal pontinho que está faltando.

AL-Braço
AL-©haer

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Goiás segue pontuando

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O Meu Goiás tá assim: eu dou uma piscadinha e, quando olho na tabela já são mais 4 pontinhos. Eu nem escrevi sobre a vitória contra o Vitória (pode considerar um trocadilho?) aqui no Serra e já tem assunto sobre o empate contra o Fluminense lá no Maracanã.

Não foi fácil vencer o Vitória. Já comentei aqui que assisti à partida do Vitória contra o Inter, lá em Porto Alegre e a derrota sofrida pelo Vitória (atenção, isto não é um trocadilho!) por 1 a 0 foi injusta, pelo que o Vitória jogou. Contra o Goiás, o Vitória veio mais fechado, com o experiente Ramon na reserva. Mesmo assim, com a bola dominada, o time do Vitória ataca com vários jogadores, o que fez com que o Goiás não se descuidasse do sistema defensivo. Apesar da excelente drenagem do gramado do Serra Dourada, o campo pesado exigia muito das duas equipes e, assim que o tempo passava, o cansaço fazia com que os espaços ficassem mais abertos, de modo que ambas as equipes chegavam com perigo na área do adversário. A diferença era que o Vitória errava mais passes e o Goiás passou a ter mais opção de contra-ataques. E os dois primeiros gols do Goiás saíram em dois momentos decisivos: o primeiro gol, aos 38 do primeiro tempo, levando a vitória parcial para o intervalo; o segundo, logo ao início do segundo tempo, abrindo boa vantagem. Esses dois gols foram marcados pelo lateral Júlio César, que vem subindo muito de produção. Júlio César realiza bem sua função defensiva, é habilidoso com a bola nos pés, sabe prender a bola, ajuda o meio-de-campo e está em boa forma física para as subidas ao ataque. O primeiro gol foi um golaço: um chute de fora da área, forte, de primeira, no ângulo. O segundo, num contra-ataque, colocando-se bem para receber o passe, na entrada da área e – rápido – chutar no canto, sem defesa para o goleiro. Depois, foi só administrar o tempo, com direito a gol de Paulo Baier, numa cabeçada certeira, fechando a contagem.

Veio a partida contra o desesperado Vice-Campeão da Libertadores, o Fluminense, o tradicional Tricolor das Laranjeiras, em pleno Maracanã. Importante salientar que escrevo depois de encerrada a partida, com um empate em 1 a 1. Mas, cá entre nós, o Goiás era favorito para vencer. E não o digo pela posição na tabela, nem por comparação entre as equipes. Sigo aquele adágio popular: “o jogo é jogado e o lambari é pescado”, cuja variação sobre o mesmo tema aparece também na célebre frase “a partida só acaba quando termina”. O Goiás era favorito pela análise do momento emocional das duas equipes. O Goiás vem conseguindo equilibrar esquema tático, preparação física e aplicação, o que dá confiança à equipe, com as seqüência de vitórias. Já o Fluminense tem sido uma equipe atabalhoada, com jogadores tentando decidir sozinhos os lances de ataque. E, a posição na Zona de Rebaixamento, que se pensava ser temporária, está cada vez mais definitiva. O Futebol brasileiro é um celeiro de bons jogadores, de jogadores habilidosos, isto não é novidade. Ocorre que, com a saída dos craques para o exterior, ficam jogadores mais novos, lançados ao time principal de forma prematura, sem a devida preparação psicológica para enfrentar as pressões. Mesclar um ou outro jogador experiente não resolve, pois é maior a probabilidade de a bola sobrar para os pés de um jogador muito novo, que ainda não está devidamente preparado. Isto está claro na equipe do Fluminense. Também, a reação do Fluminense TINHA que começar contra o Goiás. E eles contavam com a vitória. E tiveram todas as condições para obtê-la, pois o árbitro foi minando a defesa do Goiás com cartões amarelos e as expulsões eram questão de tempo. O que estava fora do script foi a expulsão do atacante do Fluminense, que levou a bola com a mão. Mas as duas expulsões que deixaram o Goiás com 8 jogadores na linha desmontou o eficiente esquema tático montado pelo Hélio dos Anjos. E, o que se viu em grande parte do segundo tempo foi um bombardeio do Fluminense, mais na afobação do que na técnica. O Goiás dava chutão para frente, onde não havia atacante, o Fluminense recuperava a bola e dava chutão fora do gol. O São Harlei só fez uma defesa milagrosa. As outras bolas passaram longe. E, ao final, foi o Goiás que teve a melhor chance, num contra-ataque, primeiro 3 contra 2, depois 2 contra 1, a bola chegou aos pés de Lima, dentro da área, que chutou forte, cruzado, com Fernando Henrique defendendo com os pés, com a bola passando rente a trave, saindo em escanteio, salvando o Fluminense de uma nova derrota. Eu estava contando com a vitória do Goiás contra o Fluminense. Mas, dadas as circunstâncias do jogo, o empate foi ruim, mas foi bom.

Resumindo, depois do desastroso início de campeonato, quando muitos apontaram o Goiás como um dos candidatos ao rebaixamento, o que eu queria era – apenas – que o Goiás não passasse pelo sufoco que foi o ano passado, quando se livrou da Série B na última rodada. O meu sonho deste ano está quase se realizando: matematicamente, só faltam 2 pontinhos para não corrermos o risco de rebaixamento.

Em breve, quando ALcançarmos os sonhados 45 PG, eu vou comemorar. Depois, sim, utilizarei a calculadora para fazer as continhas para chegar à classificação para a Libertadores.

Se chegarmos à Libertadores, aí as contas serão outras: serão contas de cédulas de Yenes, pois eu já tô pensando em conhecer Tokyo.

Será que alguém tem aí o e-mail do Renato Gaúcho? Gostaria de perguntar a ele quantos quilômetros são daqui a Tokyo...


AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mais três pontinhos para o Goiás

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Os 15 primeiros minutos da partida do Meu Goiás contra o Santos do Torero foram tudo o que um torcedor (no caso, eu) espera de seu time. Todos os fundamentos do Futebol foram bem aplicados pelos jogadores do Goiás, no começo da partida.


E que começo!!!

A equipe do Goiás disputava e ganhava todas as bolas. Com a posse de bola, não errava passes e sempre tinha mais de uma opção. Com rapidez e objetividade, envolvia o adversário.
Jogada pela linha de fundo, com cruzamento para trás, pegando a defesa no contra-pé: Paulo Baier de cabeça: 1 a 0. Roubada de bola no meio de campo, lançamento para Anderson Gomes, que colocou a bola na frente, rápido, sem chance nem do zagueiro cometer falta, esperou a saída do goleiro e tocou no cantinho: 2 a 0. E não tinha nem 4 minutos de partida. Aos 14min, bobeada da defesa do Santos, Júlio César antecipa ao zagueiro, entra na área, derrubado: pênalti, que Iarley bateu com força, no alto, para fazer 3 a 0.

Despreocupado, então, passei a observar melhor o time do Santos. A equipe tem bons valores, como os dois Klébers, o Kléber e o Kléber Pereira. Mas notei que os jogadores do Santos estavam muito distantes uns dos outros, o que facilitava para o Goiás. Campo molhado, achei – antes da partida – que o Goiás teria problemas, pois há 108 dias não chovia aqui em Goiânia. Ocorria o contrário. Eram os jogadores do Santos que sentiam o gramado pesado. Era o “peixe” que – estranhamente - estranhava a água (bi-trocadilho fraquinho para não perder a oportunidade). Nas poucas vezes que o time do Santos organizava jogadas, estas eram anuladas pela defesa do Goiás que marcava – especialmente – o bom atacante Kléber Pereira, que não conseguia dar seqüência.

Três fatores apontavam para a superioridade do Goiás: melhor preparo físico, melhor esquema tático e, principalmente, as dimensões do gramado do Serra Dourada. A Vila Belmiro tem um gramado de dimensões menores, daí o fato dos jogadores do Santos estarem distantes uns dos outros e se perderem no posicionamento dentro de campo.

Era de se esperar que, depois dos 3 a 0, o Goiás relaxasse um pouco, o que o competente Hélio dos Anjos fez de tudo – a beira do gramado – para evitar, chamando a atenção de seus comandados, como se a partida estivesse empatada e o adversário estivesse jogando melhor. Mas foi a entrada do Pará que organizou melhor o time do Santos, apesar de que, naquele momento, o estrago já estava feito.

Veio o segundo tempo e a situação do Santos estava mais que complicada. Se partisse para cima, poderia levar mais gols. Do contrário, também. E o quarto gol do Goiás saiu logo no início do segundo tempo.

O que se viu depois, foi parecido com um treino de titulares contra reservas: sem muitas faltas, jogadas lá e cá, qualquer hora poderia sair um gol, de qualquer lado. Os reservas descontaram, com um gol de Pará, premiando a luta deste atleta e a boa partida que realizou. No final, os titulares venceram por 4 a 1.

Gostei muito da formação do Goiás com o Anderson Gomes. Sei da importância do Romerito para o time, de suas qualidades na manutenção da posse de bola e da sua experiência para orientar e dar tranqüilidade para a equipe. Mas, a velocidade do Anderson Gomes – nesta partida – foi fundamental para que o Iarley pudesse ter um verdadeiro companheiro de ataque e o meio de campo não perdesse em combatividade.

Eu já me queixei aqui da pouca qualidade do banco de reservas do Goiás (com exceção do Calaça). De agora em diante, rendo-me: com Romerito ou Anderson Gomes, o banco do Goiás vai melhorar muito.

Assisti à partida do Internacional contra o Vitória, para analisar este, que será o nosso próximo adversário. Estava torcendo para o Vitória perder, mas achei injusta a derrota do Vitória por 1 a 0. O gol do Inter foi de pênalti, que – sinceramente – só o árbitro viu. E, apesar do ridículo bairrismo do narrador e do comentarista, o ex-volante Batista, eu vi o Vitória muito bem na partida, um time que ataca sem medo, em bloco, mesmo jogando fora de casa. O Vitória foi superior, mas o gol não saiu. Acontece.

Comparei o Vitória desta partida contra o Inter com aquele Vitória que venceu o Goiás – no primeiro turno – lá no Barradão. A equipe do Vitória melhorou muito.

Não vai ser fácil vencer o Vitória no próximo final de semana. O Hélio dos Anjos chegou a xingar (com razão!) alguns de seus jogadores, quando começaram a dar toquinho de calcanhar e passe de três dedos, mesmo quando estava 4 a 0. O Hélio dos Anjos está certinho. Mesmo sendo a melhor equipe em aproveitamento do Segundo Turno, mesmo depois destas cinco vitórias seguidas, se o Goiás não encarar o Vitória com seriedade, se os jogadores entrarem em campo com o “já ganhou”, podemos perder a oportunidade de – no Serra Dourada, junto à nossa torcida - acumular mais três preciosos pontinhos.

Para vencer o Vitória, o Goiás terá que jogar mais e melhor do que jogou contra o Santos.

Confesso que estou reticente.

...

AL-Braço
AL-©haer

domingo, 14 de setembro de 2008

No Olímpico, com gol homônimo

Só no Futebol! Só no Futebol!

Nem precisei fazer a leitura da Bôrra de Café. Algo já me dizia que o Goiás iria aprontar uma para o Tricolor dos Pampas. Eu estou rindo às pampas (permitam-me o trocadilho incidentAL...).

Nos bancos de reserva, dois técnicos que sabem jogar na defesa, com seus comandados programados para chegar junto e matar a jogada. Foi um jogo truncado. Muitas faltas. Goiás e Grêmio são os times que mais cometem faltas na competição. Apesar da vantagem de jogar junto à sua torcida, o Grêmio não teve muitos espaços. E, nesta situação, a possibilidade de gols seria somente em falhas da defesa. Foi assim que o Grêmio abriu o marcador (adoro estas frases!) em cruzamento para a área. A bola não foi interceptada pela defesa do Goiás, houve o desvio, sem chances para o Harlei. Assim também foi o empate do Goiás. No início do segundo tempo, Paulo Baier bate um escanteio na Praça 11 (esta é clássica!), sem muita força, no primeiro pau (olha aí mais um jargão do Futebol). O bom goleiro do Grêmio – Victor (alguns dizem ser o melhor do campeonato) – assusta-se e deixa a bola passar, acompanhando a falha da defesa.

Um capítulo à parte foram duas defesas MILAGROSAS do São Harlei, num mesmo lance. Uma cabeçada e, ato contínuo, um chute de voleio. Coisa de cinema. Já disse e repito (quantas vezes for preciso) que até quando o Goiás perde, o Harlei salva o Meu Time de uma goleada. E, para não esquecermos, vale a pena salientar que, se não fosse o Harlei, este ano estaríamos amargando a Série B.

E a partida caminhou para várias tentativas do Grêmio, mas a nossa defesa estava atenta, tirando a bola para onde apontava o bico da chuteira (essas frases não me abandonam...).

Iarley fez uma excelente partida, correndo muito e dando sua contribuição nos primeiros combates. E, num avanço pela direita, com troca rápida de passes curtos, Fahel deu um drible já dentro da área, Vitor vinha passando, deu um toque na bola, ficando de frente para o crime (outra clássica!) e chutou forte por debaixo do goleiro, para fazer 2 a 1, de virada, selando ali a vitória do Goiás.

Reeditamos aquela saída para jogar contra o Cruzeiro, lá no Mineirão, quando – desacreditado – o Goiás foi lá e venceu. Agora só falta vencer o Palmeiras lá em São Paulo.

Não fALei que o Goiás iria aprontar uma para o Grêmio?

Só no Futebol! Só no Futebol!

Até o Vitor marcou gol!!!

Coisas do Sobrenatural de Almeida...


AL-Braços
AL-©haer

sábado, 13 de setembro de 2008

Muita coisa acontecendo

Caríssima Leitorcedora. Caríssimo Leitorcedor. Fiquei um tempo sem escrever ALqui. O motivo foi nobre: na semana de 3 a 7 de setembro estive participando da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília.

Enquanto o Meu Goiás fazia o dever de casa (estas frases feitas não me abandonam!) vencendo no Serra Dourada adversários tecnicamente inferiores (Figueirense e Atlético-PR), eu estava lá em Brasília lançando meu livro de poemas – “partitura” -, fazendo leitura de poemas no Simpósio de Crítica de Poesia na UnB, participando dos eventos chamados POEMAÇÃO (apresentação de poemas em bares da capital federal) e participando da Mostra de Poesia Visual (OBRANOME II) com minha série sobre Futebol, com cinco poemas visuais selecionados. Se você está em Brasília lendo este “post”, convido-o a visitar o Museu Nacional da República (obra arquitetônica de Oscar Niemeyer), onde a Mostra de Poesia Visual fica em exposição até o dia 28 de setembro. Para quem quiser ter noção da grandiosidade do que foi a I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, o endereço é http://www.bienaldepoesia.unb.br/ .


Neste mesmo período, o Vila Nova seguia vencendo bem seus jogos em casa, chegando à segunda posição na Série B. Já o Atlético Goianiense perdeu a invencibilidade para o Mixto, mas aplicou uma goleada de 7 a 1 para cima do Itumbiara. Agora temos apenas o ACG, como representante goiano na Série C.

Iniciada a penúltima fase da Série C, o ACG abriu o marcador contra o Duque de Caxias, lá na Baixada Fluminense, mas permitiu a virada, perdendo por 3 a 1. Assim como foi a derrota para o Mixto, entendo esta derrota como normal. Ainda faltam 5 jogos (quatro em Goiânia), de modo que não vejo problemas para a classificação do ACG para a fase final.

Já o Vila Nova viu ser interrompido seu ritmo de vitórias. Foi a Natal e perdeu para o América. A derrota em si não foi preocupante. Jogando fora de casa, a derrota é um resultado normal. Anormal foi ter levado uma goleada de 5 a 1 para uma equipe que está fugindo do rebaixamento. Em termos de posição na tabela, não houve alteração. Contudo, o pessoal de trás se aproxima, de modo que há que se redobrar o cuidado para as próximas partidas. Uma nova derrota pode fazer o Vila Nova cair duas posições, dependendo das combinações dos demais resultados. Voltar à quarta colocação pode desestabilizar a equipe.

Hoje o Goiás tem uma partida difícil. Fora de casa, contra o líder Grêmio, que vai tentar (com o apoio de sua torcida) vencer para seguir firme rumo ao título.

Sei que o Grêmio é favorito. Mas eu gostaria de estar com tempo para fazer a leitura da “bôrra de café”, antes deste confronto...ALgo me diz que o Meu Goiás vai aprontar uma para cima do Tricolor Gaúcho...

Depois a gente escreve mais.

AL-Braços
AL-©haer

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Melhor que a encomenda

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Apesar de que o Atlético-MG está entre as piores equipes do Brasileirão (pra mim, merece o rebaixamento, e sua posição fora da GR está com os dias contados), imaginava que, empurrado pela sua fanática torcida, o Galo Mineiro iria sufocar o Meu Goiás.

Não esperava que o Goiás saísse do Mineirão nem com um empate. O Goiás jogaria no esquema 9-1-0. Uma hora o Atlético Mineiro abriria a contagem. E foi isto que aconteceu, mas o Goiás empatou logo em seguida. E o Atlético-MG se assustou, com a rápida reação do Goiás.

O time do Atlético Mineiro é realmente muito fraco. E só não terminou o primeiro tempo derrotado, porque perdemos um pênalti. Perder pênalti é chato. Mas, o mais chato foi que, depois disto, o Goiás resolveu segurar o empate.

A partir daí e em todo o segundo tempo, a partida foi de uma baixíssima qualidade técnica. O Goiás recuou mais ainda, abrindo mão de jogar. E o Atlético-MG nem sabia como. Que time ruim!!!

Não vou ficar lamentando o pênalti perdido. Eu, que ALchava que o Goiás perderia o jogo, vi no empate um excelente resultado, porque, ALém do pontinho precioso, mantivemos o Galo Mineiro lá atrás e aumentou-se mais a crise instalada por lá. Crise que somente será minimizada, quando eles afastarem o Pet. Mas eu num to nem aí. Problema deles.

Faz cinco rodadas que estamos fora da GR!!! Serão seis, independente do resultado da partida contra o Ipatinga.

Também não estou esperando muita coisa do Goiás contra o Ipatinga. Se empatarmos, já tá bão dimais.

Tanto tempo fora da GR tá me saindo melhor que a encomenda.


AL-Braços
AL-©haer