“#PARA SEMPRE 9 FENÔMENO”
(poesia visuAL / "A Tática: Futebol" / Série "Futebol em Movimento")
( poesia visual / "Copa do Mundo" / Série "Futebol em Movimento" )
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
O Fenômeno e o menino Ronaldinho
“#PARA SEMPRE 9 FENÔMENO”
quinta-feira, 9 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Quatro assuntos de ontem
1. A Decisão Carioca começou cheia de alternâncias. O Flamengo abriu o marcador e permitiu a virada do time do Botafogo. No final, empatou, de modo que ficou tudo indefinido para a segunda partida. Fica difícil apontar um favorito. Somente depois que o árbitro trilar o apito encerrando a partida, saberemos quem será o Campeão Carioca de 2009.
2. No Mineirão, tivemos a primeira partida da Decisão entre Cruzeiro e Atlético. O Cruzeiro depenou o Galo Mineiro: 5 a 0. Parece que o Cruzeiro ficou com inveja do Internacional, enquanto que o Atlético Mineiro deve ter ficado com inveja do Caxias. E o Cruzeiro ainda perdeu outros gols. Poderia ter sido de 7. Será que vai ter torcedor do Atlético Mineiro na segunda partida?
3. Aqui em Goiás, o Atlético Goianiense venceu o Meu Goiás por 2 a 1, invertendo a vantagem do empate que era do Goiás. Na segunda partida, o Goiás TEM QUE VENCER se quiser ser o Campeão. Foi uma partida em que ambos procuraram o gol, mas o ACG o encontrou por duas vezes, em momentos importantes da partida: no início do primeiro tempo e na metade do segundo. O Goiás bem que tentou, mas o time do Atlético conseguiu segurar o ímpeto dos esmeraldinos. O Goiás descontou com um gol de pênalti, um pênalti que gerou muita polêmica, porque o jogador do Goiás fez uma bela encenação e o árbitro mordeu a isca. Para a segunda partida, o Goiás deverá – primeiro – tomar mais cuidado para não sofrer gol. Depois, tentar um golzinho. Basta uma vitória simples. Não vai ser fácil. Apesar de que o Goiás “deu sorte” em fazer a primeira partida contra o Fluminense aqui no Serra Dourada (sem a necessidade de viajar, o que geraria maior cansaço ao time), este jogo foi marcado para quinta-feira. Ou seja, a equipe vai ter pouco tempo para se recuperar para a segunda partida contra o ACG, no Domingo. E ainda tem o fator psicológico: vai que o Goiás não faça uma boa partida contra o Fluminense...aí vai complicar. E, para vencer bem o Fluminense, a equipe do Goiás vai ter que “correr muito”, o que desgastará a equipe. Estou confiante num bom resultado contra o Fluminense, mas estou reticente quanto à segunda partida contra o ACG, que jogou muito bem na primeira partida. Muito bem e melhor que nós.
4. Deixei como o quarto assunto, para falar sobre a Final do Paulistão 2009. Vê-se claramente que a equipe do Corinthians está bem mais equilibrada que a do Santos. Isto não era novidade. Quem tá desequilibrando é o Fenômeno! Isto é novidade? Para mim, nunca foi. Gente, o Ronaldinho marcou dois golaços, na vitória do Corinthians por 3 a 1 frente ao Santos. O segundo: “DE PLACA”, com direito a elogios do Rei, que assistia à partida, mas que deixou a Vila Belmiro, logo em seguida ao terceiro gol do Corinthians (o segundo do Fenômeno). Ou seja, foi um GOL PARA TIRAR REI DO ASSENTO! Se você não viu, veja! Mas não se apresse: este gol vai ser passado incontáveis vezes pela televisão. Logo estará no YouTube e, se tá no YouTube, logo estará também aqui.
Sem dúvida, o MAIOR ACONTECIMENTO DO FUTEBOL BRASILEIRO EM 2009 foi a contratação do Fenômeno pelo Corinthians. Mas não é apenas pelo que o Ronaldinho representa. É pelo que ele tá jogando.
E, olha que ele ainda vai emagrecer mais um pouco.
E precisa?
Só um FENÔMENO marca os gols da maneira com que ele os marcou ontem contra o Santos.
Mas ele É O FENÔMENO!
AL-Braço
AL-©haer
segunda-feira, 20 de abril de 2009
ABC de um FENÔMENO

AL-©haer
domingo, 29 de março de 2009
Pouco a pouco, ele vai entrando em forma
É, caríssima Leitorcedora, caríssimo Leitorcedor. O Ronaldinho, pouco a pouco, vai entrando em forma.
É lógico que um atacante nem sempre vai marcar gols em todas as partidas. E não seria diferente com relação ao Ronaldinho. Por exemplo, na partida que terminou 0 a 0 contra o Guarani, ninguém marcou gol. Acontece. Mas, o Ronaldinho esteve entre os melhores da partida.
Neste retorno (o terceiro!) do Ronaldinho, o que pudemos ver até o momento é que ele – craque! – joga bem com a bola nos pés e, também, joga bem sem a bola. Mesmo não tendo recuperado sua forma física, o Ronaldinho é sempre uma preocupação para a defesa adversária. Sabe ocupar os espaços no campo e, atraindo os marcadores, abre espaços para os companheiros.
No meio de semana, o Ronaldinho deu um show no empate contra a Ponte Preta em 2 a 2. Ronaldinho simplesmente marcou os dois gols do Corinthians. E que golaços!
O primeiro, recebendo uma bola dentro da área e, numa bela jogada, com pouco espaço, foi mais rápido que o zagueiro. Agiu como o Reinaldo do Atlético-MG: pensou 3 segundos antes do adversário (esta frase é do saudoso Roberto Drummond). Nestes 3 segundos, já sabia o que iria fazer: com a perna direita, deu um corte seco e, meio de carrinho, bateu com a perna esquerda – no cantinho – sem chances de defesa para o goleiro, que se esticou todo, sem conseguir defender.
O segundo gol foi de pênalti. E, desta vez, Ronaldinho foi frio. Bateu o pênalti no estilo “irresponsável” de um Djalminha, de um Marcelinho Carioca. Um chute fraco, colocado. A bola vai entrando de mansinho, quase no meio do gol, enquanto o goleiro salta arriscando um canto. Coisa de “moleque”, concordo! Mas coisa que só craque (e com coragem, muita coragem) tem peito para fazer.
Eu continuo ALpostando que o Ronaldinho será titular da seleção em 2010, ao lado de Nilmar. Seria uma dupla de ataque que não costuma marcar gols de cabeça, é verdade. Mas, entrosados, um colocaria o outro cara-a-cara com o gol, sem falar nos demais companheiros de equipe.
Notei que a imprensa tem diminuído a ênfase e o foco no Ronaldinho. Mas, Ronaldinho, O Fenômeno, sempre é notícia.
E que notícia boa esta volta do Ronaldinho. E o que é melhor: nos campos do Brasil!
Só faltam uns quilinhos, Ronaldinho.
AL-Braço
AL-©haer
quinta-feira, 12 de março de 2009
Mais alguns fenômenos
ALdianto à caríssima Leitorcedora e ao caríssimo Leitorcedor que a lista de fenômenos pode ser acrescentada ao gosto de cada um. Cada um que faça a sua. Na minha lista de fenômenos vou colocar apenas os que mais me chamaram atenção:
Fenômeno Cansaço.
O Meu Goiás perdeu a invencibilidade no Goianão, para o Mineiros, jogando fora de casa. Perdeu pela contagem mínima (adoro essas frases) e, coincidentemente dois fatos ocorreram, o que podem ser a justificativa da derrota. O primeiro fato é que o técnico Hélio dos Anjos começou a cumprir a suspensão de 30 dias que lhe foi imposta pelo tribunal. Talvez a equipe sentiu falta de seu “comandante” à beira da linha do gramado. O segundo fato é que depois da viagem para Roraima (para a primeira partida da Copa do Brasil), a equipe demonstrou claros sinais de cansaço e desgaste fisco já na partida de Domingo passado (em que nós vencemos eles por 1 a 0). Pode ser que o cansaço influenciou – também – na derrota para o Mineiros. Pode ser que a equipe ainda não teve tempo de se recuperar. O que se conclui que o Goiás precisará de mais jogadores como opção para a sequencia na Copa do Brasil e – principalmente – para o Brasilerão.
Fenômeno ÔBA.
A Jataiense veio a Goiânia e não tomou conhecimento que estava jogando fora de casa, no campo do Vila Nova, o Onésio Brasileiro Alvarenga, conhecido como OBA. A Jataiense meteu 3 a 0, fora o ÔBA-ÔBA (ÔBA! Mais um trocadilhozinho simples, básico, mas necessário).
Fenômeno Inglês.
Lá na Liga dos Campeões da Europa, que é uma espécie de “Libertadores Rica”, definiram-se os 8 que vão para as quartas de final. Nenhum time italiano segue na competição. Dentre os 8 classificados, 4 são times ingleses. Torci muito para que a Juventus eliminasse o Chlesea. Mais ainda para a Internazionale do excepcional Ibrahimovic despachasse o Manchester United do não menos brilhante – apesar de chatinho - Ronaldo (o Cristiano). Fiquei com a sensação de que, nestas duas partidas, “torci para jacaré em filme de Tarzan”. Os números apontam para que os times ingleses só perderão para outros times ingleses. Ou seja, daqui a alguns meses, a probabilidade é grande de vermos uma equipe da terra dos inventores do Football conquistar a Liga dos Campeões.
Fenômeno Nacional.
Ronaldinho entrou de titular. Jogou 78 minutos. Mais de 30 mil torcedores no estádio, em dia de semana, à noite, com muita chuva. O Corinthians perdia por 1 a 0 até o final do primeiro tempo. Voltou para o segundo tempo com o empate e virou para 2 a 1, e manteve o resultado.
Detalhe: o gol da vitória foi dele.
É...ALguns fenômenos não se explicam. Se os aceitarmos como obra da natureza e vontade dos Deuses do Futebol, fica mais fácil entender.
E gosto não se discute. Como não se discute que “a bola gosta dele” (obrigado, ó saudoso Ênio Andrade!)
AL-Braço
AL-©haer
segunda-feira, 9 de março de 2009
F E N Ô M E N O S
Se a partida entre Palmeiras e Corinthians tivesse terminada em 1 a 0 para o Palmeiras, a imagem mais divulgada, mais repetida e mais comentada seria aquela bomba que o Ronaldinho chutou “lá do meio da rua” (ah...esses chavões maravilhosos!) e que explodiu no travessão.
Se o Ronaldinho não tivesse chutado esta bola no travessão, a imagem mais comentada seria aquela jogada pela esquerda, em que ele passou o pé rolando a bola, driblando o marcador, na direção oposta a que se esperava, foi à linha de fundo e cruzou – de canhota! – na cabeça do companheiro, que obrigou o goleiro do Palmeiras a se esticar todo e tirar a bola para escanteio.
Se o Ronaldinho não tivesse feito este cruzamento, a imagem mais comentada seria aquela falta que ele sofreu (mas o árbitro não assinalou), quando o marcador o impediu de chutar para o gol, de fora da área.
Se o Ronaldinho não tivesse sofrido esta falta, a imagem mais comentada seria aquele drible “de letra” (adoro estes termos do Futebol) que ele deu na intermediária.
Se o Ronaldinho não tivesse dado este drible, as imagens mais vistas e repetidas seriam os “closes” em câmera lenta de suas arrancadas, quando ele se deslocava buscando a melhor posição para receber a bola, com o detalhe das gotas de suor saltando de seu rosto.
Mas o Ronaldinho deixou para o minuto final a melhor imagem do ano.
Escanteio pela direita para o Corinthians. A bola cruzada com o pé trocado, passando pela pequena área e, no segundo pau, o zagueiro do Palmeiras salta, mas o Ronaldinho, logo atrás, salta mais que ele e, de cabeça (que não é a sua especialidade) manda para o fundo das redes, entre a trave e outro zagueiro, empatando a partida.
O que seria um gol simples, na desatenção de uma defesa, que permitiu que um atacante adversário cabeceasse uma bola cruzada de escanteio, o que seria um gol doído para a torcida que quase comemorava uma vitória no principal clássico de sua equipe, o que seria um gol de empate, com gosto de vitória (ah...essas frases...), no apagar das luzes (olha mais uma frase aí!), passou a ser o maior acontecimento do Futebol Mundial neste dia 8 de março de 2009.
Ronaldinho, O Fenômeno, voltou a marcar gol em partidas oficiais. E voltou pela terceira vez, quando muitos achavam que ele deveria pendurar as chuteiras.
Que pendurar chuteira que nada! Na comemoração do gol, o Ronaldinho correu para se pendurar no alambrado.
O alambrado não resistiu e cedeu.
Duas coisas foram confirmadas hoje:
o peso d’O Fenômeno e o Futebol leve do Ronaldinho.
E ele ainda vai entrar em forma.
Preparem-se, ó administradores dos estádios deste Brasilzão, pois todos os alambrados vão se curvar para o Futebol do Fenômeno.
Que golaço!
AL-BraçoAssisti o segundo tempo na casa da Minha Mãe; quando Meu Pai era vivo, era ele o meu companheiro de Futebol...agora, é ela quem faz “as vezes”; ela ficou comigo o tempo todo e, claro, perguntava por que o técnico do Corinthians não colocava logo o Ronaldinho em campo (ela também se refere a ele como Ronaldinho); quando o Ronaldinho entrou e pegou a primeira bola (aquela do drible “de letra”) ela me perguntou: “-Filho, por quê o Ronaldinho não pega a bola e corre com ela em direção ao gol?”...é, pensei, até a D. Antônia está na expectativa daquelas arrancadas do Ronaldinho...esse cara é mesmo um Fenômeno... já nos últimos minutos, falei: “-Mãe, o Ronaldinho ainda vai empatar esta partida.”...naquela hora tinha até desligado o rádio (de onde eu acompanhava o jogo do Goiás); e o gol saiu!!! e eu vibrei demais e ela achou bom o Ronaldinho ter marcado o gol, mas ficou preocupada com o lance do alambrado (Mãe sabe tudo!!!)...aí eu abracei a Minha Mãe e dei um beijo nela...
(esse foi pro Meu Pai)
“- Pai, você precisava ter visto o gol que o Ronaldinho fez hoje...a propósito, e sei que você vai concordar comigo: FENÔMENO é a D. ANTÔNIA, a sua Toninha...”
AL-©haer
quinta-feira, 5 de março de 2009
Muitos assuntos nesta quarta-feira
Começou a Copa do Brasil. Este torneio que é o mais democrático e ecumênico campeonato nacional e que garante uma vaguinha na Libertadores do próximo ano. Uma competição que apresenta times que foram campeões e vice-campeões em seus estados juntamente com muitos convidados compondo 64 equipes que vão se emparelhando duas a duas e, na sequencia, 32, 16, 8, 4 até chegar aos 2 que disputam o título. Um torneio rápido. É o caminho mais curto para a Libertadores. Curiosamente, é um torneio que apresenta algumas surpresas (zebrinhas), principalmente quando se inicia o Brasileirão, onde as equipes que seguem na Copa do Brasil (especialmente as da Série A do Brasileirão) têm que se desdobrar para disputar as duas competições. E é aí que “mora o perigo” (ah! esses chavões que não me abandonam...), pois algumas equipes priorizam a Copa do Brasil em detrimento ao início do Brasileirão, deixando para se recuperarem no segundo turno e, já vimos equipes sofrerem para fugir do rebaixamento, por terem priorizado a Copa do Brasil.
Por falar em Copa do Brasil, vamos comentar as partidas dos representantes goianos. O Itumbiara foi eliminado pelo Corinthians, enquanto que o Goiás eliminou o Atlético Roraima, já na partida de ida.
Acompanhei a partida do Goiás pelo rádio. Com facilidade o Goiás abriu boa vantagem de 3 gols, onde a surpresa foi que os gols foram marcados pelos volantes, Amaral (2 gols) e Ramalho (1 gol). No segundo tempo, o técnico Hélio dos Anjos poupou o atacante Felipe e o Goiás se retraiu, jogando para manter a vantagem, o que fez o adversário crescer, chegando a diminuir o marcador para 3 a 1, no final do segundo tempo, sem – contudo – conseguir o segundo gol, o que confirmaria a partida de volta. Este resultado ficou dentro da lógica. Não que a lógica seria o Goiás seguir na competição apenas com o resultado da primeira partida. A lógica seria mesmo o Goiás passar para a próxima fase, mesmo precisando da partida de volta, se compararmos as duas equipes. O Goiás vem embalado com seus resultados no Goianão, tem um elenco e um técnico superior, enquanto que o Atlético de Roraima é uma equipe ainda com características amadoras.
Vi, com muita atenção, pela Tv, a partida entre Itumbiara e Corinthians. Pela partida em si e, pela expectativa de acompanhar a volta do Ronaldo – O Fenômeno - a jogar no Brasil, vestindo a camisa de um time brasileiro, após 15 anos fora do país. Sobre o Ronaldo, falarei mais no final.
Vamos à partida. Apesar de que a Cidade de Itumbiara remontou a sua equipe com vários jogadores experientes (como foi no ano passado), o Itumbiara ainda não se mostrou uma equipe que brigará pelo título do Campeonato Goiano deste ano. Ainda não. Mesmo que, no papel, a equipe deste ano tem mais atrações que a de ano passado (vide Denílson e Túlio Maravilha). Do outro lado, o time do Corinthians que, depois da brilhante e incontestável conquista da Série B de 2008, vem bem no Paulistão. O Corinthians era favorito, mesmo sendo a partida lá em Itumbiara. E venceu. Mas, infelizmente, o árbitro “colaborou” com a marcação de um pênalti em favor do Corinthians, no finalzinho do primeiro tempo e as equipes foram para o intervalo com a vitória parcial do Corinthians por 1 a 0.
De volta para o segundo tempo, o técnico(?!) Artur Neto resolve colocar o Landu, um atacante rápido (que foi um dos destaques do Itumbiara na conquista do Goianão de 2008, mas que, neste ano, está na reserva) com o intuito de empatar a partida. Até aí, tudo bem. Mas, no meu entendimento, o técnico do Itumbiara substituiu mal, ao tirar o Túlio de campo. Qual foi o erro? Com o Túlio em campo, sempre tínhamos 2 jogadores do Corinthians marcando o Túlio. Com o Túlio em campo, as melhores jogadas (aquelas em que quase o Itumbiara marcou) saíam dos pés de Túlio. Sei que muita gente critica o Túlio, mas eu sou partidário de que um jogador como o Túlio, com sua experiência, com sua capacidade de se colocar dentro da área e de se deslocar para atrair os marcadores, um jogador como este só deve sair se estiver sem condições físicas, ou se estiver lesionado. Apesar de que o Landu correu muito, seu posicionamento em campo facilitou o trabalho do miolo de defesa do Corinthians. Sem um jogador enfiado entre os três zagueiros, a tarefa de parar o Landu ficava por conta dos alas e dos volantes e, quando o Landu conseguia se desvencilhar (adoro estes termos!) dos primeiros marcadores, logo vinha outro na cobertura para desarmar a jogada. Resumindo, com o Túlio em campo, mesmo se movimentando bem menos que o Landu, o Itumbiara foi melhor. Sobre o Denílson, esta partida foi – certamente – a melhor que ele fez com a camisa do Itumbiara. ALiás, esta partida foi a melhor partida que o Itumbiara jogou neste ano. Contudo, Denílson foi muito bem anulado pelo esquema que o Mano Menezes montou. E, repito, sem o Túlio em campo, o Itumbiara ficou sem uma referência no ataque. O resultado é que o Itumbiara não conseguiu marcar nenhum gol, enquanto que o Corinthians ampliava para 2a0, num gol de oportunismo e precisão do André Santos, que – numa bola sobrada dentro da grande área – bateu “de chapa”, com efeito, tirando a bola do alcance do Max, com a bola entrando no cantinho.
Foi uma noite importante para o Futebol. Qualquer jogador que tivesse passado por três cirurgias delicadas já teria abandonado a carreira. Qualquer jogador que já tivesse conquistado metade do que o Ronaldo conquistou não precisaria mais jogar Futebol. Já teria cumprido sua missão. Qualquer jogador que já tivesse alcançado a décima parte dos rendimentos que o Ronaldo já conquistou, já poderia “colocar o burro na sombra” (ah! essas expressões...). Mas não. O Ronaldo voltou a jogar Futebol. Não é à toa que ele é O Fenômeno.
E, que me desculpem os torcedores palmeirenses: tô torcendo para o Ronaldinho (pra mim ele sempre será o Ronaldinho) marcar um gol no próximo Domingo. E, vou mais ALém. Se o Ronaldinho melhorar a sua forma física e se não ocorrerem novas lesões (especialmente as musculares), não há como não convocá-lo para a Copa de 2010. De Titular.
Para finalizar, dois fatos interessantes vindos da Copa Libertadores. O Sport venceu a Campeã LDU, em Recife, por 2a0, com gol de pênalti marcado pelo Paulo Baier. Sport, 100%, dois jogos, duas vitórias. Líder de seu grupo. Já o Cléber, ex-Palmeiras, hoje no Cruzeiro, foi expulso mais uma vez. Esse rapaz é um ótimo jogador, mas parece que tem algum problema de comportamento. Será que esse Cléber tem carteira de motorista? Pois parece que ele não passa em teste psicotécnico...
AL-Braço
AL-©haer
sábado, 13 de dezembro de 2008
Ronaldo, o Fenômeno
Mas, Ronaldo, o Ronaldinho Nazário, foi “Fenômeno” antes disto, quando de sua passagem meteórica pelo Cruzeiro. Muita gente foi descobrir o Ronaldo, que já foi Ronaldinho, depois que ele foi para fora, já no PSV.
Nunca vou me esquecer da frase do Técnico Ênio Andrade, quando lhe perguntaram sobre o Ronaldinho, na época.
A célebre frase de Ênio Andrade:
“- A bola gosta dele.”
Nas suas primeiras 60 partidas, Ronaldinho marcou 58 gols. Comparando com o Rei, este marcou 49 gols nas primeiras 60 partidas.
O mundo deu muitas voltas e muitas voltas foram dadas na cabeça do Ronaldinho. Insisto chamá-lo de Ronaldinho, pois ele sempre vai ser – pra mim – o Ronaldinho do Cruzeiro.
Depois que o Ronaldinho foi para a Europa, a primeira coisa que me chamou atenção foi a rápida evolução de seu físico. Em pouco tempo, sua compleição física foi drasticamente alterada. O menino franzino do subúrbio carioca rapidamente virou um trator. Um monstro. Com sua habilidade, aliada à força física, suas arrancadas rumo ao gol adversário eram dignas de espanto. E os gols eram um atrás do outro. Com a sua contratação pelo Barcelona, veio o definitivo reconhecimeto mundial, com duas Bolas de Ouro consecutivas como O Melhor do Mundo em 1996 e 1997.
Apesar de que Pelé é incomparável, Ronaldinho foi muitas vezes comparado ao Rei, mesmo sendo o Ronaldinho ruim de cabeça nas bolas altas. Na História do Futebol, poucos foram comparados a Pelé. Só por isto, realmente cabia a alcunha de “Fenôneno”, que lhe foi atribuída pelos “tifosi”, quando o Ronaldinho se transferiu do Barcelona para a Inter de Milão.
Lembro-me de quantos Domingos quando eu ia para a casa de Meus Pais, mas o motivo não era a comida da Minha Mãe; o motivo era assistir com Meu Pai, na hora do almoço, ao Ronaldinho jogar. E Minha Mãe nos chamava para a mesa e, depois de muita insistência, no intervalo, nos servíamos e levávamos os pratos para a sala de TV, com a ajuda de uma almofada, comendo sem piscar, frente às jogadas de Ronaldinho. O assunto era só o Ronaldinho. As iguarias árabes que Minha Mãe as faz com perfeição, ficavam em segundo plano. O plano de Domingo era ver o Ronaldinho com Meu Pai.
A Nike. A Nike foi a grande beneficiada com a parceria (vitalícia) com o Ronaldinho. No final das contas, a exigência para que o Ronaldinho jogasse a Final da Copa da França e a determinação de que o Ronaldinho estivesse no Grupo da última Copa, a da Alemanha, custou muito caro para a imagem de Ronaldinho.
A gente não imagina o quanto tem custado caro a carreira do Ronaldinho. Para ele. E nada me tira da cabeça que o Ronaldinho não teria tido as três gravíssimas contusões nos joelhos, se caso não tivesse seu biotipo (ou biótipo, vide Houaiss) sido tão radicalmente transformado em tão pouco tempo.
Todo ser humano tem suas fraquezas. Ronaldinho também é um ser humano, antes de mais nada. Mas as fraquezas de um Ronaldinho são muito diferentes das minhas, por exemplo. As dele saem nos jornais do Mundo inteiro. Sempre tem um “paparazzi” mirando seu canhão de alcance quilométrico para os passos de Ronaldinho. E, principalmente, para os tombos. O único “paparazzi” que fica tirando minhas fotos sou eu mesmo, para publicá-las no meu Orkut.
Definitivamente, não é simples e fácil ser um Ronaldinho, FENÔNENO!
E não serão dois joelhos parcialmente (e milagrosamente) recuperados, 14 quilos acima do peso, o cigarro e três travestis que vão fazer a gente esquecer o que é um Ronaldinho, Fenômeno. Não.
O que o Corinthians fez, ao contratar o Ronaldinho, foi – antes de tudo – de uma coragem inédita e surpreendente. Claro que tudo é negócio e, em termos de “marketing”, o retorno já está sendo fenomenal (não encontro outra palavra). E, o mais importante. O mais significativo. O Ronaldinho volta a jogar nos gramados de seu país. Do nosso país. Graças ao TIMÃO.
O Flamengo está se colocando como um marido traído: o último a saber. Mas, cá pra nós, o Flamengo teve todo o tempo do Mundo para viabilizar a contratação do Ronaldinho. E Ronaldinho deu todas as pistas. E esperou.
Mas, faz tempo que o time do Flamengo não tem nem cacife para contratar um treinador “campeão”. Um treinador “de ponta”. Jogador, então, nem pensar. O que tem salvado o Flamengo são suas revelações das categorias de base. Se este país fosse sério, o Flamengo - um dos times que mais devem aos cofres públicos – não teria o milionário patrocínio de uma empresa estatal, a Petrobrás. E, nem assim, o Flamengo chamou o Ronaldinho – sequer – para uma conversa sobre como fazer para ele jogar no time da Gávea, seu time de coração.
Mas, fora das quatro linhas e dentro delas, o Futebol não tem nada a ver com coração. Quem tem coração é o torceedor. No coração, no coração do torcedor, há outra coisa que também se chama Futebol, mas é diferente. E a Nike não recomendaria a ida de Ronaldinho para uma equipe que não utilizasse sua marca.
Torço para o Ronaldinho. Na Copa do Mundo de 2002, de madrugada, eu parava para ver o Ronaldinho, o Fenômeno. E, quando a bola chegava a seus pés, era o único momento que eu tirava as costas da poltrona.
A oportunidade que o Corinthians está proporcionando a nós, brasileiros, é o maior acontecimento do Futebol, do Nosso Futebol, nestes últimos anos.
Convidei o Ronaldinho para passar no meu teclado, antes da apresentação lá no TIMÃO.
.
Coincidentemente (ma non troppo) Ronaldinho se deixou fotografar sobre as teclas "Back Space" e "Home"
O Futebol merece este Fenômeno. Aqui nos campos do Brasil.
Que Nossa Senhora (lá atrás, no cantinho) proteja o seu caminho!
AL-Braço
AL-©haer
