(poesia visuAL / "A Tática: Futebol" / Série "Futebol em Movimento")

( poesia visual / "Copa do Mundo" / Série "Futebol em Movimento" )

terça-feira, 30 de novembro de 2010

BARCELONA e a DANÇA DE SALÃO !!!


Caríssima Leitorcedora. Caríssimo Leitorcedor.

Anota a data aí: 29/11/2010.

Era aniversário do Barcelona. Era dia de Barcelona x Real Madrid, pelo Campeonato Espanhol. O Camp Nou todo de Bordeaux, Azul e Amarelo. Cem mil no estádio. Quatrocentos milhões assistindo pela TV. O “Jogo de Futebol” do “Futebol”. Foi 5 a 0 para o “Barça”, fora o chocolate de cobertura, para o merengue ficar mais gostoso. Com exceção dos torcedores do Real Madrid, quem viu quer rever o jogo em video-tape

Meses atrás (era abril) escrevi aqui no “Futeb-AL-Chaer” um texto que tinha o seguinte título:

José Mourinho e um “esquema pebolim” inédito

Naquele dia, José Mourinho era técnico da Inter de Milão e estávamos na partida de volta das semi-finais da Champions League, quando o Barcelona tinha a árdua tarefa de reverter o placar da partida de ida, que foi 3 a 1 para o time de Mourinho, lá em Milão.

Resumindo o que eu escrevi a respeito daquela partida, a Inter – com um jogador a menos – segurou o empate e seguiu à Final.

Vou colocar aqui (para aqueles que estiverem com preguiça de ler aquele “pôsti”) apenas os parágrafos finais:

No final, o jeito foi reconhecer os méritos do esquema tático do técnico José Mourinho.
Alguns técnicos ensinam seus esquemas táticos com o auxílio de jogo de botão. Tem um aí que trabalha com prancheta. Outros descrevem o posicionamento e a movimentação no quadro.
José Mourinho deve ter se utilizado de uma mesa de “pebolim” para organizar a Inter nesta partida contra o Barcelona. Arrisco a dizer que ele mandou fabricar uma mesa de “pebolim” especial para a ocasião: o goleiro e duas linhas de defensores à frente. Nenhum jogador no ataque. E nem tinha gol do outro lado. Não precisava. A Inter não iria arriscar.
Estão, aos poucos, acabando com o Verdadeiro Futebol. O técnico José Mourinho é um dos responsáveis.  

Pois então, quase 7 meses depois, tivemos o encontro novamente entre Barecelona e José Mourinho, agora técnico do Real Madrid. Só que, desta vez, triunfou o Verdadeiro Futebol.

Até que a proposta de José Mourinho era coerente. Colocou o Real Madrid para jogar da mesma forma que colocara a Inter, naquele mês de abril (deu certo, né?). Duas linhas de 4 defensores e 4 meias, com Cristiano Ronaldo e Di Maria lá na frente. A idéia era tomar a posse de bola do ataque do Barcelona e puxar os contra-ataques fazendo a ligação rápida com Cristiano Ronaldo e/ou Di Maria.

Contudo, o Barcelona de hoje era um Barcelona diferente daquele do mês de abril. E o Real Madri de hoje era a “mesma” Inter daquele mês de Abril.

Em quê o Barcelona foi diferente? É que, de abril para novembro, mais de meio time do Barcelona foi lá na África do Sul ganhar uma Copa do Mundo, fantasiado com o uniforme da Seleção da Espanha.

E, como foi que a Espanha venceu a Copa do Mundo? Foi com um esquema simples, que se baseou na primeira lição, no primeiro fundamento do Futebol, que é a “posse de bola”.

Só que a “posse de bola” vitoriosa da Seleção Espanhola foi aprimorada pelo time do Barcelona, comandado por Guardiola, Messi, Xavi & Cia.

O que era “posse de bola”, agora é um sofisticadíssimo esquema de Futebol de Salão.

É isto! O time do Barcelona joga Futebol de Campo controlando a posse de bola como se fosse um time de Futebol de Salão.

O resultado disto tudo é que o “esquema pebolim” de José Mourinho era muito “rígido” (apesar de disciplinado) e não conseguia a tão sonhada “roubada de bola”, para partir para os contra-ataques.

Ou seja, o esquema “Futebol de Salão” do Barcelona “escondia” a bola, que passava rapidamente de pé em pé, bem ali na frente dos jogadores de José Mourinho, que – paradoxalmente – “viam” a bola, mas não chegavam a tempo de interceptá-la.

O Barcelona só perdia a “posse de bola” quando errava um passe e não por mérito da defesa do Real Madri.

Impressionante.

Você vê o time do Barcelona tocar a bola e não acredita no que está vendo. Sempre eles têm mais de uma opção para fazer o passe e quase não erram. E, “de lambuja”, tem Messi e Xavi, que colocam a bola onde querem.

Lionel Messi. A bola não tem vida própria nos pés de Messi. Dos pés de Messi, a bola tem o exato movimento que ele quer dar à ela. E é assim que ela se move, a partir dos pés de Messi.

O time do Barcelona joga no esquema “Futebol de Salão” e fica parecendo que estão “dando olé” o tempo todo. 

Depois do “Carrossel Holandês” de Cruyff & Cia em 1974, 37 anos depois eu me impressiono novamente com a “Dança de Salão” do Barcelona de Messi, Xavi & Cia.

E quem dança é o adversário.

E quem aceitou o prazer desta contra-dança foi José Mourinho.

Para repensar este "esquema pebolim".


Cinco Vivas para o Verdadeiro Futebol !

Cinco Vivas para o Barcelona !


AL-Braço
AL-©haer 


pêésse: para rever os gols lá do YouTube:


http://www.youtube.com/watch?v=-yPNPJmjEuc&feature=player_embedded

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Meu Goiás, com time reserva.

Já "classificado" com duas rodadas de antecedência para a Série B de 2011, o Meu Goiás "poupou" a equipe titular (que joga a partida de ida pela Final da Sulamericana já na próxima quarta-feira) e foi lá em Sete Lagoas enfrentar o Atlético-MG com os "reservas".

Na verdade, nem toda a equipe era de reservas. Harlei no gol. Valmir Lucas na zaga. Jonílson no meio. E os "Santos" Wendel e Éverton, que entraram algumas vezes de titular ao longo deste Brasileirão. 

Leyrielton e Wendel Lira jogaram e são promessas (boas) para as próximas temporadas. 

Confesso a vocês, caríssimas Leitorcedoras Esmeraldinas e caríssimos Leitorcedores Esmeraldinos, que não assisti a esta partida. Foi a terceira partida do Goiás que não assisti, neste ano de 2010. As outras duas, eu estava lá no Caribe, em julho.

Esta partida de hoje, eu poderia ter visto. Estava em casa, mas nem liguei o PFC. Preferi guardar as minhas forças de torcedor para a Final da Sulamericana. 

Se a equipe "titular" do Meu Goiás fez o que fez neste Brasileirão de 2010, resolvi me colocar como um legítimo torcedor de Série B e só pensar em Série A, para quando o Goiás voltar. Se o Goiás tem que cumprir tabela, problema dele. Eu - torcedor - já fui dispensado de torcer - momentaneamente - pelo Goiás na Série A. 

Também, precisava poupar minha "garganta titular", que ficou três dias "contundida" após as comemorações do triunfo sobre o Palmeiras, o que deu ao Meu Goiás a classificação para a Final da Sulamericana. Esta garganta (que já está 77%) vai ser muito útil na próxima quarta-feira. Por falar nisto, meu ingresso já está garantido. Comprei no sábado, no primeiro dia em que os ingressos foram postos à venda.

Soy loco por ti America
Soy loco por ti Goiás

Fiquei sabendo que o Goiás perdeu de 3 a 1 para o Atlético-MG. Fiquei sabendo que o Obina não marcou gol no time reserva do Goiás. Este, definitivamente, foi um "resultado bom". 

AL-Braços
AL-Chaer





quinta-feira, 25 de novembro de 2010

“P-A-C-A-E-M-B-U-A-Z-O” !!! (Porque é Futebol)

Porque é Futebol, nem sempre o melhor vence.

Porque é Futebol, não se vence antes da partida.

Porque é Futebol, chamadas de TV não ganham jogo.

Porque é Futebol, “replay” não altera resultado.

De um lado, Meu Goiás, após o vexame (anunciado) do rebaixamento para a Série B, jogando lá no Pacaembu, na partida de volta da semi-final da Sulamericana, com o placar em desvantagem: um jogo que começava 0 a 0, mas que já estava 1 a 0 para o Palmeiras (resultado do jogo de ida, no Serra Dourada).

De outro lado, o Palmeiras, que “priorizou” a Copa Sulamericana, junto a 40 mil torcedores. Do “vitorioso” Felipão. FA-VO-RI-TO. Um simples empate lhe daria a classificação à Final.

Favorito até nas chamadas da TV Globo. Só faltou a TV Globo decretar W.O. favorável ao Palmeiras. Nas chamadas, parecia que somente o Palmeiras jogaria, parecia que somente o time do Palmeiras estaria em campo, parecia que não haveria um adversário em campo, para enfrentar o Palmeiras.

Uma boa comparação do que foi a partida de volta da semi-final da Sulamericana pode ser feita com uma luta de boxe. De um lado, o “Campeão”, de outro, um mero “sparring”.

O “Campeão” começou batendo, mostrando sua força. E não diminuía o ritmo. Acuava o “sparring” junto às cordas e este se defendia. Só defendia. Tudo caminhava para a felicidade do narrador: o nocaute do “sparring” estava próximo.

Quando o Palmeiras abriu o marcador, o que seria 2 a 0 no placar agregado, aí que tudo ficou “do jeito que eles queriam”, com a possibilidade de o Palmeiras “favorito” enfiar uma goleada sobre um Goiás “fraco e sem chances”.

Mas, sabem aquela do “queixo-de-vidro”? Pois é, tem isto em luta de boxe.

No primeiro tempo, o Goiás - que só tinha dado um chute a gol (Rafael Moura chutou de fora da área, no travessão) -, empatou após cobrança de falta de Marcelo Costa, que também bateu no travessão, com Rafael Tolói recolocando a bola na área, desvio de cabeça de Rafael Moura, que Carlos Alberto concluiu para dentro. Era o final do primeiro tempo, que terminava empatado (aliás, 2 a 1 para o Palmeiras, no placar agregado).

Veio o segundo tempo. Arthur Neto “leu o jogo”: colocou o atacante Felipe no lugar do lateral Douglas. Básico. Mas inteligente: o lateral Douglas era a única peça da defesa do Goiás que não correspondia; até o tal do Wellington Saci jogava melhor que o Douglas! Carlos Alberto foi deslocado para a lateral direita e o Goiás partiu para cima, com um atacante a mais.

O que se viu foi o “Campeão” tonto, após o soco no queixo (de vidro!) e o “sparring” tomando controle da “luta”, gostando de bater e se defendendo com eficiência.

Só deu GOIÁS no segundo tempo. E era uma questão de tempo o segundo gol do Goiás. Ernando fez de cabeça aos 37 minutos do segundo tempo. E o “campeão” (do “queixo-de-vidro”) dobrou os joelhos.


E um Pacaembu ficou mudo.

Depois da partida, mudei de canal para o SPORTV. Lá eles estavam tentando “marcar impedimento” no gol do Ernando. Repetiram o lance umas dez vezes. Mas não deu: nos replays, nem o árbitro, nem o bandeira assinalavam o impedimento e precisou do Arnaldo César Coelho entrar por telefone, para explicar que a jogada foi legal.

Rafael Moura (que eu já critiquei tanto, especialmente nas partidas do Brasileirão) é – indiscutivelmente – o principal jogador do Goiás nesta Copa Sulamericana. Marcão é outro que está se saindo – surpreendentemente – bem. É o Marcão comandando lá atrás e o Rafael Moura brigando lá na frente. E a disposição do Carlos Alberto contagia os companheiros.

Antes da partida, quase deram W.O. favorável ao Palmeiras.

No final, deu G.O. (Game Over para as chamadas da TV Globo).

Porque é Futebol.

E no Futebol, depois do jogo, o favorito é o placar.

Caríssima Leitorcedora Esmeraldina. Caríssimo Leitorcedor Esmeraldino. Que Vitória, hein?!

Que orgulho !!!

PUTAQUIUPARIU !!!


AL-Braço
AL-©haer 

pêésse: fiquei sabendo que na transmissão da BAND, o Edmundo e o Neto viram um jogo que “só eles viram”...parece que o Palmeiras se classificou para a Final, lá na BAND...

domingo, 21 de novembro de 2010

Hora de descansar a calculadora

Minha calculadora é um colosso!

Fui longe na expressão, até porque sou de um tempo em que jogador de futebol tinha paixão pelo clube, jogava para a torcida e não jogava segundo as orientações dos empresários.

Sou de um tempo em que as cifras que envolviam o futebol não eram estratosféricas como hoje em que um “perna-de-pau” ganha mais que um desembargador, para citar apenas um exemplo.

Sou de um tempo em que um jogador de 15 anos sonhava com o dia em que jogaria no time principal. Hoje o sonho é jogar no exterior.

Precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Equipe com menores recursos não pode se dar ao luxo de administrar mal o pouco que tem, com relação aos demais.

O Goiás passa por uma crise de todo tamanho: financeira, administrativa, de vaidade, sem falar o péssimo elenco desta temporada, onde poucos se salvaram, sem conseguir superar a deficiência técnica da maioria.

Esta partida em que o Goiás foi goleado pelo Santos por 4 a 1, no Serra Dourada, mostrou – definitivamente – o que foi o Goiás neste Brasileirão. Especialmente no segundo tempo, o time do Goiás não conseguia trocar três passes. Parava no segundo. Parecia que o Goiás estava treinando dois-toques, mas a deficiência técnica é tão grande, que o desarme vinha no terceiro jogador.

A equipe do Santos fez um verdadeiro treino. No segundo tempo, com o Goiás – também – ressentindo de um mau condicionamento físico, nem falta o Goiás conseguia fazer na tentativa de parar o ataque do Santos. E, para parar o Neymar, só mesmo com faltas. Neymar marcou três gols, mas os caprichos do Futebol não permitiram que ele marcasse cinco ou seis, isto sem falar nas demais chances de seus companheiros, quando Neymar os coloca – com extrema facilidade - cara a cara para marcar.

Caríssima Leitorcedora Esmeraldina. Caríssimo Leitorcedor Esmeraldino. Resignemo-nos. Poderíamos ter levado uns 6 ou 7 gols nesta partida e os 4 gols até que ficaram de “bom tamanho”. Este time do Santos, se tivesse com o Paulo Henrique Ganso, certamente estaria disputando o Título.

Enfim, chegou a hora de desligar a minha calculadora. Dar a ela um descanso. Merecido. Trabalhou muito neste ano, tadinha...  

Agora não há mais contas a fazer.

Budeu Beral !!!

“ÃO” “ÃO” “ÃO”...

(é esse o corinho do sono de hoje)

Obrigado, Calculadora. Amanhã vou comprar pilhas alcalinas novas. Você merece!


AL-Braço
AL-©haer 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Brasil 0 x 1 Messi

Enquanto nós viemos com o experiente Ronaldinho Gaúcho e o ainda iniciante Neymar, ambos se adaptando com a "amarelinha" (o primeiro, depois de muito tempo longe, reencontrando a camisa; o segundo, ainda perplexo com a cor e o peso da mesma), eles vieram com Messi. 

Messi faz a diferença.

E fez.


AL-Braço
AL-©haer 

Próximo do Final

Estamos caminhando para o final do ano, do Brasileirão e da Copa Sulamericana.

Apesar de que - nesta reta final - o Meu Goiás tem mostrado empenho e dedicação, depois de uma sucessão de erros administrativos ao longo de todo esta ano de 2010, infelizmente, são claros os limites da equipe.

Na última partida pelo Brasileirão, contra o Fluminense lá no Rio de Janeiro, o Goiás surpreendeu a todos, arrancando um empate (melhor dizendo, "cedendo" o empate ao final do segundo tempo) e, por falta de sorte (melhor dizendo, falta de capricho), Felipe perdeu um gol (que "aquele Felipe artilheiro dos bons tempos em que ele estava satisfeito no Goiás" não costumava perder), já nos acréscimos, isolando uma bola cara a cara com o goleiro, quando o chute deveria ter sido rasteiro. Resumindo, até que foi um empate heróico, apesar de que a "quase vitória" é que era necessária.

Na primeira partida pela semi-final da Copa Sulamericana, contra o Palmeiras, aqui no Serra Dourada, o Goiás - novamente - esbarrou nos seus próprios limites, enfrentando uma equipe bem posicionada na defesa e perigosa nos contra-ataques. No final das contas, a diferença veio nos chutes de Marcos Assunção, um deles de fora da área, forte, que entrou no ângulo. O "São" Harlei até que foi na bola, mas não deu.

Uma vitória sobre o Palmeiras seria ótimo para as pretensões do Goiás em seguir à inédita final da Sulamericana, bem como traria auto-estima aos jogadores e confiança para tentar vencer as três partidas que ainda restam pelo Brasileirão. Contudo, perdemos por contagem mínima para o Palmeiras e agora só uma vitória interessa ao Goiás na partida de volta, lá em São Paulo. De preferência por mais de um gol de diferença, para evitar uma decisão nos pênaltis. Convenhamos, uma tarefa nada fácil.

Mas é Futebol. Então, enquanto os próximos jogos não venham, resta esperar por vários milagres.

Esperar. De preferência, sentado, para cansar menos.

Esperar pelo final desta história do Goiás no Brasileirão e na Sulamericana em 2010. História que, por sinal (mau sinal), está muito sem graça pro meu gosto.


AL-Braço
AL-©haer 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Goiás segue na Sulamericana

Impressionante esse tal de Futebol.

Enquanto o Meu Goiás agoniza no Brasileirão, na Sulamericana, os mesmos jogadores sob o comando de novo técnico (mais um!) - Arthur Neto - vão lá em Santa Catarina e vencem o Avaí com um gol do Rafael Moura. 

O resumo desta partida é que tudo ia bem para o time do Avaí até o finalzinho do primeiro tempo quando o Goiás marcou seu gol, numa joagda de escanteio, bem executada, com o "manjado" desvio no "primeiro pau", a bola sobrou para Felipe, no "segundo pau", que "errou"o chute e - por sorte - a bola foi encontrar Rafael Moura, dentro da pequena área, que só teve o trabalho de desviar para dentro do gol. Daí, no segundo tempo, o time do Avaí se desesperou, indo ao ataque atabalhoadamente, sem sucesso, dando vários contra-ataques para o Goiás, que só não ampliava o marcador, porque as chances apareciam para o Rafael Moura, que é um atacante muito irregular.

Não tem jeito. Sai técnico, entra técnico e o tal de Wellington Saci continua de titular na lateral esquerda. O único alento é que ele não joga mais com a "10" e sim com a "6". 

Claro que eu gostei da vitória e da classificação para a Semi-final da Sulamericana. E há como encontrar pontos positivos nesta vitória. O primeiro deles foi ver Felipe e Rafael Moura se abraçando na comemoração do gol, o que sugere que já foram aparadas as arestas depois da infeliz declaração de Rafael Moura, quando ele comentou que alguns jogadores não estavam com vontade de jogar mais no Goiás, o que foi identificado ser um recado para o Felipe, apesar de que Rafael Moura não contou o nome do Santo, só o milagre. 

Outro ponto positivo foi ver a defesa atenta, sem falhas grotescas. 

E, é claro, a vitória e a classificação aumenta a auto-estima da equipe, o que pode trazer para o Brasileirão um "fôlego novo" e - quem sabe? - o Goiás evoca o "Sobrenatural de Almeida" e apronte para cima do Fluminense (favorito para vencer e um dos favoritos ao título) lá no Rio de Janeiro, iniciando uma "arrancada" para a fuga do rebaixamento, torcendo para uma série de combinações de outros resultados. 

É Futebol, gente! Se fosse outro esporte, eu diria que é impossível o Goiás se livrar do rebaixamento, mas é Futebol e como gosto de profetizar: "Futebol é Futebol é Futebol é Futebol". 

Confesso que fiquei surpreso com esta vitória - inesperada - sobre o Avaí. Como me surpreenderei mais ainda se o Goiás superar o time do Palmeiras na semi-final, o que o conduziria a uma final inédita pela Sulamericana. 

Que coisa, hein?!

Futebol, né? 

AL-Braço
AL-©haer 




domingo, 7 de novembro de 2010

contas e mais contas

Nas contas, ainda dá para o Goiás se livrar do rebaixamento.

No pôsti anterior, as contas apontavam que podíamos perder uma das últimas 5 partidas, tendo que vencer 3 e empatar uma, para somar 10 pontos.

Vejam só, caríssima Esmeraldina Leitorcedora, caríssimo Esmeraldino Leitorcedor, o Nosso Goiás conseguiu o primeiro objetivo, que era perder uma partida: perdeu para o Grêmio Barueri Prudente; e, para que não pairessem dúvidas, perdeu de goleada (para garantir!).

Agora, na sequência, resta vencer três e empatar uma.

Fluminense (F), Santos (C), Atlético-MG (F) e Corinthians (C).

Não podemos perder nenhuma e, se empatarmos duas, estaremos clsssificados para a Série B de 2011.

Fluminense e Corinthians disputando o título. Atlético-MG é um concorrente direto na luta contra o rebaixamento. Somente o Santos não tem pretensões, pois não alcança mais o título e já está classificado para a Libertadores. É o que enfrentaremos pela frente.

Ainda não jogo a toalha.

Ainda.


AL-Braço
AL-©haer 

pêésse: 

97% afirmam que o Goiás será rebaixado para a Série B;
2% concordam;
1% escreve no Blog "Futeb-AL-Chaer".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

contas



Calmaí, gente Esmeraldina !!!


Nosso Goiás tem 31 PG.

Ainda restam 5 partidas.

Se a conta de 44 PG livra a equipe, sem depender de demais resultados, então estariam faltando apenas 13 pontinhos, o que seriam 4 Vitórias e 1 Empate, ou seja: PERDER, nem "fudendo".

Mas, sejamos otimistas (e esqueçamos o futebol - ?! - que o Goiás vem jogando)...quem sabe, com mais 10 pontinhos, alcançando 41 PG, o Goiás se livra "raspando" do rebaixamento (com uma série de combinação de outros resultados) ? Seriam 3 Vitórias, 1 Empate e 1 Derrota.


As perguntas são:

Grêmio Prudente(F), Fluminense(F), Santos(C), Atlético-MG(F) e Corinthians(C), quais três dentre vocês cinco conseguirão perder para este time do Goiás?


Qual se habilita a empatar?


Qual que não abre mão de vencer? 


Por enquanto é isto, caríssima Esmeraldina Leitorcedora, caríssimo Esmeraldino Leitorcedor.

Contas da Calculadora.

Contas do Terço.



AL-Braço
AL-©haer 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Chamem a calculadora !!!

Apesar de jogar sem apresentar novidades (elenco limitado, técnico sem opções, jogadores ansiosos, mau posicionamento do sistema defensivo, poucos chutes ao gol adversário), o Meu Goiás “quase não perdeu” para o Palmeiras, lá na Arena Barueri. O Goiás precisava vencer, o empate até que somaria um pontinho, mas, nem ao menos isto conseguimos.  

O Goiás está numa fase tão ruim, que os nossos “pratas-da-casa” (Douglas, Ernando, Valmir Lucas, Rafael Tolói e Amaral) parece que estão “desaprendendo” jogar futebol. Deve ser a presença de um Wellington Saci...nem escanteio ele consegue cobrar com o mínimo de direção e força.

Felipe, nosso artilheiro, não está conseguindo reeditar seus melhores momentos. A situação está tão crítica que “sobra” espaço para o Rafael Moura aparecer com destaque.

Matematicamente, ainda há possibilidade de livrarmos do rebaixamento.

Então, chamem a calculadora!

Se calculadora entrasse em campo, certamente, seria com a “6” no lugar do Wellington Saci. Garanto que a minha calculadora científica HP – desligada! – jogaria melhor que o Wellington Saci.

Por enquanto, chamemos a calculadora.

A toalha, ainda não.

AL-Braço
AL-©haer 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Goiás I contra Avaí I e II

Em apenas quatro dias, o Goiás enfrentou a equipe do Avaí por duas vezes, aqui no Serra Dourada: uma partida pelo Brasileirão e outra pela Sul-Americana.

Podemos dizer que o Goiás entrou com “força máxima” nestes dois jogos (se pode se chamar de “força”, é discutível, mas tem sido o máximo que o Goiás tem conseguido colocar em campo), a única diferença é que, na partida pelo Brasileirão, Rafael Moura estava suspenso e, sendo o seu substituto imediato o Everton Santos, pode-se dizer que o Goiás jogou com 10 naquele confronto.

Tenho que dar a mão à palmatória, por ter criticado tanto o Rafael Moura. Tenho que admitir: para o esquema tático do Goiás, o Rafael Moura é importante porque prende dois zagueiros e porque joga lá na frente, na área do adversário. Mas vou dar apenas uma das mãos (a esquerda; sou destro!). Sabemos que o Rafael Moura não é lá este atacante todo.

O time do Avaí, por sua vez, esteve completo na partida pelo Brasileirão e, pela Sul-Americana, foi um “mistão” e ainda entrou com apenas um goleiro e quatro jogadores no banco de reservas.

O resumo. Enfrentando o Avaí I, pelo Brasileirão, o Goiás somente conseguiu marcar um gol (de pênalti) e o melhor jogador em campo foi o “São” Harlei, que fez os seus milagres, garantindo a vitória (que foi um resultado excelente e urgente, para o Goiás seguir “vivo” na luta contra o rebaixamento). Já enfrentando o Avaí II (misto), pela Sul-Americana, mesmo marcando primeiro, o Goiás permitiu a virada e, num lance de oportunismo do Rafael Moura, aos 48 minutos do segundo tempo, veio o empate, para diminuir o tamanho do desastre.

Voltando ao Rafael Moura, realmente ele tem marcado gols importantes. Se o Goiás conseguir vencer o Avaí (na partida de volta, pela Sul-Americana), devemos creditar ao Rafael Moura, pelos dois gols que marcou nesta partida de ida, todos os méritos da classificação para as semi-finais (se isto acontecer, que fique bem claro).

Wellington Saci continua na sua vidinha de toquinho para trás e toquinho de trivela. Que lástima! Pelo menos ele não jogou com a “10”. E, para minha surpresa, o prata-da-casa Douglas está péssimo no fundamento passe. Está errando demais. Jovem, não está conseguindo controlar o equilíbrio emocional neste momento difícil por que passa o time do Goiás.

E, para finalizar, nesta partida da Sul-Americana, os árbitros ajudaram demais o Goiás em três momentos: no lance do pênalti (o empate do Avaí), o zagueiro Marcão deveria ter levado o cartão amarelo, que seria o segundo na partida, o que resultaria em sua expulsão; a partida já estava 2 a 1 para o Avaí e o bandeira marcou um impedimento do ataque do time catarinense, em um lance que a bola foi tocada pelo jogador do Goiás (o Avaí chegou a marcar o gol, invalidado erroneamente); e, no gol de empate do Rafael Moura, a polêmica se a bola bateu na mão, ou na barriga, ou em ambas, quando o atacante do Goiás dominou a bola e chutou para dentro do gol adversário (até pelo “replay” fica difícil ver onde a bola realmente tocou, porque na imagem o corpo de Rafael Moura cobre a visão da bola; mas pela maneira com que a bola foi amortecida, parece que teve mesmo a “ajudinha” de um braço ou de uma mão...).

A realidade é esta, caríssima Leitorcedora esmeraldina, caríssimo Leitorcedor esmeraldino: a equipe do Avaí vem ao Serra Dourada por duas vezes seguidas, com a equipe I e a equipe II (mista) e, nas duas partidas, joga melhor que o Nosso Goiás.


AL-Braço
AL-©haer 

sábado, 23 de outubro de 2010

PELÉ, 70 anos !!!

Para homenagear os 70 anos do REI, trago lá do visu-AL-Chaer um poema visuAL em duas versões.



versão originAL, 2006


instalação, I BIP de Brasília, 2008


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quando a derrota é vitória

Apesar de que esta Copa Sul-Americana de 2010 veio em uma péssima hora para o Meu Goiás, a classificação para as quartas de final, superando o tradicional Peñarol do Uruguai, pode trazer mais confiança para os jogadores.

Se está difícil melhorar o desempenho técnico (pela deficiência e limitação da maioria do elenco), se não há como aprimorar a disposição tática (por que não há tempo hábil), se o cansaço começa a pesar (pela maratona anual), então resta a esperança de que os jogadores não deixem a baixa auto-estima derrotá-los antes da hora. Para isto, recuperar a confiança é essencial e acredito que o Meu Goiás retorna do Uruguai com mais chances de conseguir melhores resultados na reta final do Brasileirão.

Na partida de ida contra o Peñarol, aqui no Serra Dourada, viu-se claramente que o time uruguaio veio para tentar um empate e, talvez, surpreender. O Goiás, por sua vez, imprimiu um ritmo forte no primeiro tempo, com mais posse de bola, pressionando o adversário, criando várias chances de gol, convertendo apenas uma delas. Já no segundo tempo, o Goiás sentiu o ritmo e desacelerou. Como o Peñarol não arriscava, a partida acabou com a vitória do Goiás por 1 a 0.

Na partida de volta, mais de 40 mil torcedores lá no Centenário. A responsabilidade de marcar era do Peñarol. A “surpresa” foi ver o Goiás correndo muito e atacando já no início da partida. Isto assustou o time do Uruguai, que sequer conseguia chutar em gol. O Goiás foi premiado por sua audácia, abrindo o marcador com um lance inesperado de Rafael Moura, que conseguiu fazer em uma só jogada tudo que se espera de um atacante forte: de costas para o zagueiro, matou no peito, protegeu a bola, girou e driblou o zagueiro e bateu no ângulo, tirando do alcance do goleiro. Um golaço!!! Então, o Peñarol, que ainda não tinha chutado a gol, teria que marcar 3 para se classificar.

Estava tudo indo bem para o Goiás, mas em duas falhas da defesa (que rebateu a bola para o meio, uma de cabeça e outra com os pés) o time do Peñarol as aproveitou e virou para 2 a 1. Estes dois gols aconteceram nos minutos finais do primeiro tempo. Um verdadeiro “castigo” para o Goiás, que não merecia ir para o intervalo em desvantagem no marcador.

Veio o segundo tempo. Era esperada uma pressão dos uruguaios, mas a superioridade em posse de bola não resultava em arremates para o gol do Harlei, o que dava uma certa tranquilidade ao time. Contudo, o árbitro “resolve aparecer” e, extremamente rigoroso, expulsa Éverton Santos aos 11 minutos. O resultado classificava o Goiás, mas – com um a menos – a pressão seria maior ainda. Como foi.

Eis que entrou em campo a “estrela” do Jorginho, que colocou o “esforçado” Carlos Alberto no lugar do nosso melhor jogador – Felipe -, na clara intenção de fortalecer o esquema defensivo, o que era correto naquela situação.

O Peñarol pressionava e pressionava, mas o nosso sistema defensivo – mais atento – não cometia as falhas do primeiro tempo. E o tempo passava. Numa das bolas recuperadas pelo meio de campo do Goiás, Carlos Alberto recebe pela intermediária no campo de ataque e o glorioso “Sobrenatural de Almeida” baixa no corpo do rapaz, que “engatou uma quinta”, passando (voando baixo) pela defesa adversária, entrando na grande área pela esquerda e batendo cruzado, de canhota, tirando do goleiro, com a bola – caprichosa – batendo na trave, antes de entrar. Não acreditei, quando vi ao vivo pela TV. No “replay”, vi que o “Sobrenatural de Almeida” tinha marcado mais um golaço.

Então, o Peñarol precisava de mais dois gols e continuou buscando. Aos 39 minutos, deu um “branco” na defesa do Goiás e o jogador do Peñarol conseguiu bater de fora da área, no canto. Era o 3 a 2. Faltava um golzinho para o Peñarol, mas o que faltava, mesmo, era tempo.

E o Goiás, derrotado no Uruguai, volta para Goiânia, vitorioso!

A situação de Jorginho é delicada, sabemos. Mas foi importante ver os jogadores se abraçando junto ao banco de reservas, com o “Professor”, na comemoração dos gols. Isto revela que os jogadores estão “tentando fazer” o que Jorginho está “tentando ensinar”. Quando dá certo, significa que está “começando” a se estabelecer uma comunicação entre banco de reservas e campo de jogo.

E, nestas tentativas e tentativas, com um pouquinho a mais de confiança e mais atenção, os jogadores, até os mais “sem-noção” como um Wellington Saci, podem surpreender e – quem sabe? – estenderem o bom momento da Sul-Americana para uma caminhada exitosa rumo à fuga do rebaixamento para a Série B do Brasileirão de 2011.

Mas, lembremos: no Brasileirão, derrota é derrota.

E, falando nisto, no próximo Domingo, um “empate” contra o Avaí, no Serra Dourada, é o mesmo que perder. É mais: perderemos até o rumo, se não vencermos o Avaí.

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AL-Braço
AL-©haer 

domingo, 17 de outubro de 2010

Uma derrota anunciada (mais uma!)

O Atlético Paranaense era o favorito, sim, por todos os motivos que a gente viesse a enumerar. Eu estava com a esperança de que o Goiás pudesse arrancar um empatezinho lá na Arena da Baixada.

Mas quando eu vi a escalação, com Júnior (cuja particularidade é que sua idade é o tempo que ele consegue jogar em campo) e o Wellington Saci com a “10” (isso dói!), desanimei.

E à medida que a partida se desenrolava, o desânimo só aumentava, por ver que a equipe do Atlético Paranaense não era aquele “furacão” todo e que, mesmo equilibrando a partida (após sofrer o primeiro gol no início do jogo), o Goiás não chutava em gol. Aliás, chutou uma vez, no primeiro tempo, com Douglas que, em jogada individual, driblou o zagueiro e, dentro da área, “atrasou” a bola para o goleiro.

No segundo tempo, mesmo com as substituições feitas pelos dois treinadores, não se alterou o panorama do primeiro tempo. O Atlético Paranaense não conseguia ampliar e, como o Goiás não levava perigo ao gol deles, parecia que o time paranaense jogava para garantir a vitória parcial de 1 a 0, depois de três partidas seguidas sem marcar gols.

Inesperadamente, numa jogada despretensiosa, um cruzamento da direita (quase um balão) para a área do Goiás. A bola desceu na outra ponta da pequena área. A bola parecia fácil para o nosso lateral Douglas, mas Iván Gonzáles subiu mais, ganhou de cabeça e a bola encobriu Harlei.

Daí para o final da partida, o óbvio: o técnico Sérgio Soares recuou o Atlético Paranaense e o técnico Jorginho quase entrava em campo, tentando motivar o Goiás para o tudo-ou-nada.

Notei o Jorginho muito nervoso. Diferente de seu habitual. Talvez, arrependido (muito!), por não ter optado pela formação com três volantes, que teve êxito – recentemente – contra o São Paulo, lá no Morumbi.

O curioso é que o Goiás até que pressionou bastante no final da partida, chegando a dar um susto no time paranaense: diminuiu com Rafael Moura aos 37 minutos e quase empatou nos acréscimos, com Felipe batendo uma falta que passou rente à trave.

Mas a “reação” veio tarde demais e a derrota, anunciada lá na escalação, confirmou-se.

Resultado normal. E esperado.

Até quando o Jorginho vai insistir com o esse Wellington Saci? Com a “10”?!!! Isto chega a ser uma afronta!!!

AL-Braço
AL-©haer 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Campanha de Última Hora

Caríssimas Esmeraldinas, Caríssimos Esmeraldinos, "doentes" como eu.

Lançada a Campanha "SAI DO BURACO, MEU GOIÁS"


"VAMOS ALUGAR A CÁPSULA CHILENA !!!"


Como eu já gasto com os ingressos no Serra Dourada e com a assinatura do PPV, a minha contribuição será de 2 latas de azeite vindas lá do Líbano (excelentes!!!), para garantir a lubrificação das roldanas. 



AL-Braço
AL-©haer

pêésse: 

as condições são as seguintes: entrego a primeira lata de azeite, que tem autonomia para 5 rodadas; para as 4 rodadas restantes, só entrego a segunda lata, se me prometerem que o Wellington Saci não vai ficar nem no banco de reservas.

tava demorando...

"A cápsula chilena tira qualquer mineiro do buraco, 
menos o Atlético."



(de um torcedor do Cruzeiro, amigo meu lá de BH)

O peso de uma Sul-Americana e os demais “pesos”

O curioso desta Sul-Americana de 2010 é que, dos quatro times brasileiros que disputam as oitavas de final, três deles (Avaí, Atlético-MG e Goiás) correm sério risco de rebaixamento no Brasileirão; a outra equipe é o Palmeiras.

Hoje tivemos as partidas de ida para Avaí, Atlético-MG e Goiás. Enquanto Atlético-MG e Goiás receberam em casa os adversários Independiente Santa Fé (Colômbia) e Peñarol (Uruguai) respectivamente, o Avaí viajou para o Equador para enfrentar o Emelec. Na semana que vem, é a vez de Atlético-MG e Goiás viajarem. Ou seja, além destes três times brasileiros não estarem literalmente “bem das pernas” (nem na tabela do Brasileirão, nem no preparo físico), o “prêmio” adquirido para participar desta Sul-Americana acaba tendo um peso muito grande, pelo momento em que passam estas três equipes.

Coincidentemente, na próxima rodada do Brasileirão, Atlético-MG e Avaí se enfrentam lá em Minas. Já o Goiás viaja para enfrentar o Atlético-PR lá em Curitiba. Na rodada subsequente, o Goiás recebe o Avaí no Serra Dourada, depois de enfrentar o Peñarol lá no Uruguai. Já o Atlético-MG voltará da Colômbia para jogar o clássico contra o arqui-rival Cruzeiro.

Convenhamos, é uma “jornada turística” incompatível para com o futebol, o preparo físico e o momento psicológico destas três equipes, Avaí, Atlético-MG e Goiás.

Sinceramente, não há como fazer apostas de como estarão estas equipes daqui a duas semanas. Nem em qual a situação estarão tanto no Brasileirão, quanto na Sul-Americana.

Pelos resultados de “ida” das oitavas da Sul-Americana, o Atlético-MG sai em vantagem, por ter vencido em casa por 2 a 0. O Goiás também venceu, mas foi por 1 a 0, apenas. Somente o Avaí perdeu, mas foi por 2 a 1 e o gol marcado fora de casa faz com que uma vitória por placar mínimo no jogo de volta classifique o time de Santa Catarina para as quartas de final.

Já no Brasileirão, os confrontos Atlético-MG x Avaí e Goiás x Avaí são “jogos-chave” para as pretensões destas equipes na sequência do campeonato.

Friamente falando, estes jogos da Sul-Americana em paralelo com os confrontos diretos do Brasileirão, podem resultar num “desastre” definitivo para estas três equipes.

A gente fica pensando que – no Brasileirão - está mais difícil para o Avaí, que enfrenta Atlético-MG e Goiás fora de casa. Mas, pode acontecer o contrário. O Avaí se fecha e Atlético-MG e Goiás ansiosos, com o tempo passando se o gol não sai, podem ser surpreendidos pelo Avaí, nos contra-ataques. Jogando junto de sua torcida, a pressão para cima de Atlético-MG e Goiás é muito maior.

Pesará o preparo físico e o controle emocional. Qualidades que, neste 2010, “passam longe” de Avaí, Atlético-MG e Goiás.

Outro peso importante nesta fase, será o “peso” dos técnicos. O Avaí acaba de estrear mais um técnico, Vagner Benazzi, tradicional em equipes de Série B. Jorginho, pelo Goiás, já treinou o América-RJ e, recentemente, foi “conselheiro” do Dunga, que – se enriqueceu o bolso – não enriqueceu currículo. No Atlético-MG, o Dorival Júnior é aquele que tem mais resultados importantes, que foram suas recentes passagens vitoriosas por Vasco da Gama e Santos.

É difícil distribuir todos estes “pesos” na balança. O certo é que esta Sul-Americana vai “pesar” muito para Avaí, Atlético-MG e Goiás.

O resultado disto tudo, só daqui a 11 dias, para conferir.

AL-Braço
AL-©haer 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Adiamento...milagre?

Ainda não foi nesta rodada que o Meu Goiás carimbou o passaporte com seu visto B1. Visto de turista, pois neste Brasileirão de 2010, o Goiás parece que veio a passeio. Um verdadeiro passeio para os adversários.

É Futebol. E Futebol tem lógica, mas às vezes é inacreditável.

Pela lógica, o time do Goiás deve ir mesmo para a Série B. Mas, o inacreditável aconteceu hoje no Serra Dourada: veio jogar aqui o time do Vitória-BA, que mostrou um futebol inacreditavelmente inferior ao do Goiás, que não jogou absolutamente nada. De todas as partidas que vi neste ano, sem dúvida, esta partida entre Goiás e Vitória-BA foi a pior de todas. Nenhuma das equipes merecia vencer. A equipe visitante, porque veio a campo para não perder. E o Goiás, “mandante” (com menos de duas mil testemunhas), sem Tolói e sem Felipe – contundidos – sequer chutava em gol. Mais uma vez, “São” Harlei fez um milagrinho dos seus e salvou o que seria o gol do Vitória, na única vez que o time baiano chutou a gol com chances de marcar.

Já eram 30 minutos do segundo tempo, quando eu já contabilizava apenas um pontinho para o Goiás, pois tudo indicava que a partida terminaria 0 a 0, o que seria mais justo. Bernardo, que entrara no lugar de Jadílson, em jogada individual, avançou pelo meio e, ao invés de penetrar na grande área, resolve “plantar” e o zagueiro que o acompanhava “caiu na armadilha”: foi só encostar no Bernardo e este se jogou no solo; o árbitro marcou falta, que o mesmo Bernardo cobrou com perfeição, no ângulo, sem defesa, o que seria o gol da vitória do Goiás.

Os demais resultados contribuíram para que o Goiás ainda possa fazer contas. Além de deixar o time do Vitória a perigo, o Atlético-MG perdeu para o Inter, o Grêmio Prudente perdeu para o São Paulo, o Avaí empatou com o Flamengo e a vitória do Ceará sobre o Guarani manteve o time de Campinas mais vulnerável. Até a vitória (brilhante e inesperada) do Atlético Goianiense sobre o Corinthians – em pleno Pacaembu com mais de 20 mil “loucos” – com direito a pedido de demissão do técnico Adilson Batista foi boa para as pretensões do Goiás, porque o afastamento do Corinthians da primeira colocação e a turbulência que se instala no Timão, pode conduzir a uma situação em que, na última rodada, o Corinthians venha jogar contra o Goiás, sem chances de conquistar o título. Quem sabe, das 5 vitórias que o Goiás tem que conquistar, uma delas seja exatamente contra um Corinthians desmotivado. Ou seja, o torcedor mais otimista diria que faltam apenas 4 vitórias e dois empates em 8 partidas (desconsiderando a partida contra o Corinthians, que já seriam “favas contadas”).

E, de preferência, quais seriam estas 4 vitórias? Deveriam ser contra o Avaí e Grêmio (em casa) e contra Grêmio Barueri Prudente e Atlético-MG (fora). Convenhamos, não vai ser fácil vencer o Grêmio aqui no Serra Dourada (esse Jonas desembestou a marcar gols e a chorar), como não será nada fácil vencer o Atlético-MG lá, a não ser que o Galo Mineiro já esteja matematicamente clssificado para a Série B, pois o enfrentaremos na penúltima rodada.

E quais seriam os dois empates? Contra o Santos, aqui no Serra Dourada? Pouco provável. Ainda acho que o Santos vai “aprontar” para os times de cima da tabela. Contra o Fluminense, lá no Rio? Difícil. Sobraram Atlético-PR e Palmeiras, na casa deles. Empatar com o Palmeiras não é tão difícil assim. Mas enfrentar o Atlético-PR lá na “Bombonera tupiniquim” é complicado.

Se analisarmos friamente, um time que entra com o Wellington Saci com a “10” só pode estar de sacanagem com a minha paciência. Mas é Futebol. E, se não temos jogadores, pelo menos resta a esperança de que o Sobrenatural de Almeida entre em campo, como entrou hoje naquela falta que Bernardo converteu e nos demais resultados que foram favoráveis ao Goiás.

Fiz uma simulação e, apesar de que a primeira conta de 45 Pontos Ganhos livra uma equipe do rebaixamento, sem depender de outros resultados, podemos ver uma equipe se salvar com apenas 42 Pontos Ganhos. Ou seja, ao invés de faltar 17 Pontos Ganhos, pode ser que faltem apenas 14, que seriam 4 vitórias e 2 empates para o Goiás conseguir o milagre.

Milagre.

Só um milagre mesmo!

AL-Braço
AL-©haer