(poesia visuAL / "A Tática: Futebol" / Série "Futebol em Movimento")

( poesia visual / "Copa do Mundo" / Série "Futebol em Movimento" )

domingo, 4 de julho de 2010

Melhores momentos: da Holanda

"Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me esgota, me bota na mesa
Que a tua holandesa
Não pode esperar"

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(Não existe pecado ao sul do Equador
Chico Buarque - Ruy Guerra/1972-1973
Para a peça Calabar de Chico Buarque e Ruy Guerra)
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ela é holandesa e seu nome é Doutzen Kroes:
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AL-Braço
AL-©haer

sábado, 3 de julho de 2010

Brigando com um do seu tamanho

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A rigor, a Holanda foi o primeiro adversário de verdade que o time de Dunga enfrentou nesta Copa de 2010.

Apesar de que muitos não admitem que pode haver no mundo seleções melhores que a nossa, nos dias anteriores à partida, já ouvíamos falar que a Holanda é “um time do tamanho do Brasil”. Maior, nunca!

Pois então, depois de bater no time da Coréia do Norte e no time da Costa do Marfim, depois de tropeçar num conveniente empate contra Portugal, depois de bater no time do Chile, chegava a hora “dos guerreiros de Dunga e da propaganda de cerveja” brigarem com um time do seu tamanho.

Ora, quando os brigões são do mesmo tamanho, não dá para falar quem vai bater mais.

Toda responsabilidade de vencer estava do lado da Holanda, porque, nas duas últimas vezes que Holanda enfrentou o Brasil numa Copa, foi eliminada.

Comparando as duas seleções atuais, a Holanda é maior que o Brasil. Ou seja, o Brasil iria brigar com um maior que ele.

Tivemos dois tempos distintos: no primeiro, a Holanda começou fazendo muitas faltas, talvez tentando desestabilizar os brasileiros, mas via-se claramente que a Holanda estava ansiosa. A ansiedade era grande e sua consequência era a desatenção de sua defesa, um dos pontos fortes da Holanda. A desatenção era tanta, que em 10 minutos, o Brasil já tinha marcado dois gols (o primeiro, irregular, em impedimento bem assinalado).

O segundo gol, o que valeu, foi de uma belíssima jogada: Felipe Melo, lá do meio do campo, viu uma avenida pelo meio dos holandeses e fez um lançamento a La Gerson, indo encontrar Robinho, rápido, que bateu sem olhar para o gol, sem olhar para o goleiro; Robinho já sabia o que fazer, bateu de primeira, tirando do alcance do goleiro.

Nem todo dia é dia de Davi. O Brasil bateu primeiro. Até que bateu bem, mas o azar é que ainda tinha muito tempo de briga e o cara era grande.

O primeiro tempo terminou com a vitória parcial do time do Dunga, mas a Holanda já mostrava poder de reação. Veio o segundo tempo e aí aconteceram duas coisas que não tinham acontecido antes:

- Júlio César falhou no primeiro gol da Holanda;

- Numa jogadinha manjada de escanteio cobrado no primeiro pau, o atacante holandês dá uma raspadinha na bola, o suficiente para deixar a defesa brasileira sem ação: Sneijder, sem marcação e sem precisar saltar, cabeceou para o gol; era a primeira vez que o time do Dunga estava com o marcador desfavorável.
O que se viu foi que o time do Dunga não estava preparado para situações adversas. E a principal situação adversa foi enfrentar uma equipe melhor preparada taticamente, melhor preparada fisicamente e tecnicamente melhor.

O resultado disto foi um descontrole emocional inesperado e um abatimento de uma equipe em campo, que – quase em estado letárgico – assistia a Holanda seguir à semi-final. Uma exceção: Felipe Melo. Fez o que habitualmente faz: não se abateu, pelo contrário, bateu! E feio. Foi corretamente expulso (e nem precisou do árbitro ficar explicando: o juiz já saiu com o cartão levantado em direção ao jogador brasileiro). Se a Holanda já era melhor, com um jogador a menos, somente um “milagre à brasileira” mudaria o panorama da partida.

E, para mim, o pior de tudo foi que se confirmou o verdadeiro tamanho do Dunga na condição de técnico: ele tinha três substituições a fazer, mas só conseguiu encontrar no seu banco de reservas dois jogadores para entrar em campo.

Será que não tinha mais nenhum outro jogador em condição de entrar na partida, na tentativa de – pelo menos – ter mais movimentação em busca de um empate?

Dunga “assinou” que na sua lista faltou jogador entre os 23 convocados.

Paciência.

O time do Dunga apanhou de um grandão.


AL-Braço
AL-©haer

sexta-feira, 2 de julho de 2010

filhos e suas perguntas


Educar filhos não é fácil. Os pais precisam convencê-los. E, o princípio é a verdade. E, a verdade - às vezes - é incompreendida. E a verdade - muitas vezes - dói. 

Após o jogo Brasil x Chile, liguei para a Laura (quem me conhece e quem lê meus textos sabe que moro em Goiânia e que tenho uma filha, Laura, que mora em Brasília). Laura estava em um bar com os amigos, comemorando a boa vitória do Brasil. 

Atualmente, Laura divide suas atenções entre a UnB (faz Jornalismo), Balé, Jazz, namorado, amgos, mas, para a surpresa do "papai querido do ano", nesta Copa de 2010, Laura resolveu assitir ao maior número de jogos possíveis e está vibrando muito (e cada ves mais) com a sequência do time do Dunga. Nos dias dos jogos do Brasil, Laura se veste com a camisa da Seleção, pinta o rosto de verde e amarelo e as unhas com os motivos da Bandeira do Brasil. 

Outro dia, no twitter, assistindo à partida Alemanha x Inglaterra, Laura vaticinou: 

geeeente tá mto bão esse jogo. tadinho do brasil, não chega nem aos pés... :/



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Não se pode partir para cima

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O técnico do Chile, o argentino Marcelo Bielsa, tinha duas opções: jogar fechadinho e contar com a sorte e a falta de sorte do ataque brasileiro, ou partir para cima, entusiasmado pelas declarações de Cruyiff, que afirmou que o time do Chile tem a melhor “troca de bola” da Copa de 2010, superior ao time da Holanda.

O que me fez observar melhor esta partida entre Brasil e Chile foi exatamente esta declaração de Cruyiff. Realmente, a equipe do Chile toca bem a bola e sabe manter a sua posse. Nesta partida as estatísticas apresentaram um empate técnico no fundamento posse de bola. Quem sou eu para contestar Cruyiff? Contudo, não é apenas posse de bola que garante as vitórias.

Bielsa optou por partir para cima do Brasil, uma equipe que tem um esquema defensivo muito bem postado, cujo miolo de zaga (Lúcio e Juan) parece ser o melhor de todas as equipes, isto sem falar no goleiro Júlio César, que está entre os três melhores do mundo, há um bom tempo (muitos afirmam que ele é o melhor do Mundo). Mas o Brasil não tem apenas uma defesa sólida. Com Kaká e Robinho em campo, os contra-ataques rendem ótimas jogadas, mesmo que Kaká jogue sentindo dores e mesmo que Robinho não tenha apresentado aquele brilho que tem jogando pelo Santos. Se a bola chega redondinha nos pés de Luís Fabiano, aí fica fácil. E se Kaká e Robinho sabem fazer uma coisa boa, essa coisa é tocar a bola redondinha.

Outra deficiência do time Chile: os jogadores chilenos têm uma estatura média inferior à maioria das equipes.

Foi assim que o time do Chile perdeu para o Brasil. No primeiro gol, escanteio cobrado (e muito bem cobrado pelo Maicon), Juan subiu mais que todo mundo e cabeceou forte: 1 a 0 para a maior estatura e a melhor impulsão.

Em desvantagem no placar, se antes o time do Chile já partia para cima do Brasil, então passou a buscar mais ainda seu gol. Ora, está mais que provado que, nesta Copa do Mundo, quem marca primeiro, dificilmente perde a partida. Também, partir para cima do adversário é quase se auto-decretar uma derrota honrosa. Foi assim, na partida entre Alemanha e Inglaterra. A Inglaterra partiu para cima no segundo tempo e levou dois gols de contra-ataque. Nesta partida entre Brasil e Chile, repetiu-se o filme: os chilenos levaram dois gols da mesma forma.

Se nós, brasileiros, reclamamos pelo futebol brilhante de Robinho (e temos direito, pois sabemos de suas qualidades técnicas), no entanto, nesta partida contra o Chile, Robinho foi o nosso jogador mais decisivo, porque soube executar com precisão duas jogadas de contra-ataque, esta jogada mortal que Alemanha, Holanda e Brasil sabem fazer com perfeição. No segundo gol do Brasil, Robinho arrancou pela esquerda, rápido, viu Kaká vindo voando do meio de campo e colocou a bola exatamente onde Kaká chegaria para, em apenas um toque, colocar Luís Fabiano frente a frente com o gol: Luís Fabiano driblou o goleiro e tocou para o gol vazio. Este gol “matou” as últimas esperanças de Bielsa, Cruyiff, Alliende, Neruda e de todos os chilenos. Já no terceiro gol do Brasil, numa ótima jogada individual de Ramires, Robinho acompanha a jogada e se posiciona na entrada da grande área, entre dois zagueiros; Ramires toca para Robinho, que já esperava pelo passe e já sabia o que fazer: bateu de primeira, de “chapa” no cantinho, sem chances para o goleiro. Pareceu fácil, mas a verdade é que precisa ser muito bom e ter muita tranquilidade e categoria para fazer o gol que Robinho marcou. Então, Robinho foi mesmo digno de ter sido escolhido como “the player of the match”.

Não custa lembrar que também foi de Robinho o passe em diagonal para Elano marcar o segundo gol contra a Coréia do Norte.

O time do Dunga é assim: não dá espetáculo, a defesa está bem firme e basta que Kaká e Robinho entrem em campo, para as boas jogadas serem construídas. Lá na frente, Luís Fabiano não perdoa. Se os próximos adversários vierem jogar a La Bielsa, podem preparar o caminhão do Corpo de Bombeiros, para o desfile em carro aberto, na volta.

Hoje entendi o porquê do apelido de “El loco” Bielsa.

AL-Braço
AL-©haer

Erros e Acertos

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Mais um dia de Futebol na Copa do Mundo. Mais um dia de oitavas: Alemanha x Inglaterra e Argentina x México. Mais um dia de erros e acertos. Futebol é assim: feito de erros e acertos. Jogadores são seres humanos e os seres humanos acertam e erram. Vence quem acerta mais, ou quem erra menos.

Os árbitros e os auxiliares, também. São seres humanos. Mas são seres humanos especiais. Cada um deles têm duas mães: uma fica em casa e a outra eles levam para o estádio. A do estádio é aquela que xingamos.

A torcida inglesa xingou muito o árbitro. A torcida mexicana, mais ainda. Os árbitros cometeram erros grosseiros, mas comuns: uma bola que entrou e saiu, mas o gol não foi validado; um gol em impedimento, que foi validado.

Depois da “câmera lenta” e, mais recentemente, com o “tira-teima”, passamos a contabilizar a quantidade de gols irregulares (em impedimento) e a quantidade de impedimentos mal marcados, que sempre aconteceram no Futebol. As faltas (as marcadas e as não marcadas), os pênaltis (que aconteceram e os simulados) marcados ou não marcados, depois do “replay”, passamos a ver o quanto se erra na arbitragem. E a quantidade de gols com o auxílio da mão? Maradona, Túlio, Henri, Luís Fabiano (duas vezes na mesma jogada)...o Futebol é assim...o Mundo é assim...a Vida é assim.

Dos dois erros que aconteceram hoje, que são assunto em todo o Mundo, achei a não marcação do impedimento de Tévis pior do que a não validação do gol de Lampard.

No gol de Lampard, vamos dar um desconto e colocar na conta da Jabulani, que foi muito rápida. A minha conclusão é de que quem estava no estádio, sentado próximo do gol da Alemanha, deve ter visto que a bola entrou. Pela TV, o Mundo inteiro também viu. Mas quem deveria ter visto (o auxiliar e o árbitro), não viu. Não viu. É Futebol. Isto faz parte do “azar”. E não é de hoje não. Em 66, esse “azar” foi dos alemães. Agora, em 2010, o mesmo “azar” foi dos ingleses. Por falar em “azar”, esses ingleses são mesmo “azarados”, pois em 86 teve aquela “La Mano de Dios” e, na mesma partida, aquela pintura, aquele golaço, considerado o gol mais bonito da História das Copas.

Deixando os “azares” britânicos de lado, voltemos ao gol de Tévis em completo impedimento. O absurdo que vi, foi que o auxiliar não correu para o meio-de-campo, como recomenda a regra, quando um gol acontece. Ora, se ele ficou lá parado, era porque o gol foi irregular, portanto, não deveria ser validado. Então, o árbitro caminha ao encontro do auxiliar, para fazer a consulta. Após a “consulta”, o árbitro caminha para o centro e valida o gol. Não entendi qual foi a do auxiliar. Será que vai ter “leitura labial” da conversa deles dois?

- O quê que você está fazendo aí parado?
- É porque estou com cãimbras.
- Onde?
- No braço.
- A bola entrou?
- Entrou.
- Se entrou, foi gol. Não podemos repetir aquela cagada do jogo anterior.
- Mas o "filho de chupa-cabra” tava na banheira, com sabonete, bucha e patinho de borracha.
- Ele é feio, mas é asseado.
- Foi impedimento...
- Então, porque não levantou essa merda que você tem aí na mão?
- Já falei, tô com câimbras no braço.
- Perdeu. Vou dar o gol.
- No telão, o "filho de cruz-credo” está totalmente impedido. Olha lá...
- Vê se me respeita, seu bostinha. Eu sou árbitro de Futebol, não sou juiz de vídeo-game.

Vai render. “Se” o segundo tempo de Alemanha e Inglaterra começasse empatado em 2 a 2... “Se” o gol de Tévis fosse anulado, quando o time do México era melhor em campo... A verdade é que não tem “Se” que muda um placar de uma partida.

Por falar em erros e acertos, vimos que dois erros não podem acontecer nesta Copa de 2010:

-não se pode partir para cima do time da Alemanha, em hipótese nenhuma, porque os alemães sabem como acertar um contra-ataque;
 -não se pode perder a bola para o Higuain, na entrada da grande área, pois o artilheiro argentino sabe como acertar o caminho do gol.

Mas, voltando ao “azar”, o que muito se comenta é o tanto que o Mick Jagger é “pé-frio”. Torceu para os EUA, contra Gana. Torceu para Inglaterra, contra Alemanha. Estão falando que seus acessores solicitaram à CBF uma credencial para ele assistir ao jogo Brasil x Chile. A CBF está relutando em dar o ingresso...

Mas meu grande amigo Carlos Eduardo, o Carlão, já nos tranquilizou pelo twitter. O Mick Jagger não vai torcer para o Brasil...segundo o Carlão, o roqueiro “cold-foot-satisfaction” tem uns três filhos chilenos...
Fiquem tranquilos, Mick Jagger também deve ter uns 3 filhos no Chile. #satisfaction #Bra  sil!about 4 hours ago via web http://twitter.com/careduber )

vALeu, Carlão !!!

Por falar em Carlão, o Carlão é vascaíno e está adorando esta Copa de 2010. Ele não tem o que reclamar, porque faz mais de três semanas que o seu Vasco não perde.


AL-Braço
AL-©haer

domingo, 27 de junho de 2010

Úrsula Maff: vALe a LeiturA !!!

Caríssima Leitorcedora. Caríssimo Leitorcedor.

Segue uma dica de leitura: é o Blog da "Úrsula: um cão de opinião".

O nome dela é Úrsula Maff. Ela é alemã.
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Úrsula Maff, alemã de raça, mas com o Brasil no coração
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Seus textos são muito interessantes e neste aí, ela estabelece uma comparação muito bem sedimentada entre os técnicos Dunga e Maradona.

Segue o linque:

http://ursulamaff.blogspot.com/2010/06/dunga-e-maradona-duas-faces-da-mesma.html

Boa LeiturA!!!


AL-Braço
AL-©haer

pALpite

Anotaí:

Gana: semi-finalista!


AL-Braço
AL-©haer

Nas mãos dos goleiros

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Nesta Copa de 2010, temos visto que a maioria das equipes se defende bem. Ou melhor dizendo, defendem melhor do que atacam. Os defensores de uma equipe têm se saído melhor que os atacantes adversários. As estatísticas confirmam, pelo baixo número de gols marcados. E, em se tratando de estatísticas, a goleada que Alemanha aplicou no time da Austrália e a goleada de Portugal sobre a Coréia do Norte ficam de fora, por estarem longe do desvio-padrão.

Imagino que o sonho de consumo de todo técnico é conseguir armar um time a La Mourinho...

No primeiro dia das oitavas, as partidas foram bem movimentadas. Nos meus pALpites, eu disse que a Coréia do Sul iria complicar para o Uruguai e foi quase isto. Cheguei a sentir um cheiro de listras brancas e pretas (explico: é que eu também sou poeta visual e, com o tempo e o ofício, já aprendi a sentir o cheiro das cores). Após o gol de empate dos coreanos, eles tiveram uma ótima chance de virar a partida, mas o chute foi nas mãos do goleiro. Na outra partida, o time de Gana me surpreendeu, porque, pelo fato de o time dos EUA ser muito mais organizado taticamente e pela responsabilidade que está sobre os ombros dos ganenses (a única equipe africana a seguir na competição), imaginava que os EUA venceriam fácil.

Apesar de que tivemos mais movimentação, o resultado em termos de gols marcados ainda segue o padrão desta Copa: quem marca primeiro, dificilmente perde a partida; e só tivemos duas “viradas” até o momento e é raro uma equipe marcar 3 gols.

Uruguai e Gana não foram muito superiores à Coréia do Sul e aos EUA. Não. Então, o que é que fez a diferença a favor de Uruguai e Gana?

Fácil: os goleiros. O filósofo contemporâneo Nenem Prancha dizia que “posição de goleiro é tão ingrata, que onde ele joga nem grama nasce”. E, a maior verdade do Futebol é que todos podem falhar, menos o goleiro. Nesta Copa da África, se o atacante isola a bola, é culpa da Jabulani. Se o goleiro reclama da Jabulani, aí é desculpa de frangueiro.

Infelizmente, o que decidiu a favor de Uruguai e Gana foram duas falhas de goleiros. No primeiro gol do Uruguai, o goleiro sulcoreano não interceptou um cruzamento de Forlán, uma bola fácil, que passou do lado dele indo encontrar o atacante uruguaio Suárez, que marcou com o gol vazio. E o segundo gol de Gana, apesar de ter sido um chute muito forte, foi no rumo do goleiro norteamericano: se ele não estivesse com as pernas flexionadas, a bola explodiria no seu peito (antes que os observadores de plantão reclamem, tudo bem, a bola teria arrebentado a cara do goleiro, mas não entraria).

Esta Copa de 2010 está nas mãos dos goleiros. Literalmente. Quem tiver o goleiro que falhar menos, será o Campeão.

AL-Braço
AL-©haer

sábado, 26 de junho de 2010

Definido o restante dos emparelhamentos

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Encerrados os jogos dos Grupos E, F, G e H, seguem os pALpites para os confrontos definidos:

Holanda x Eslováquia
A Eslováquia jogou bem contra a Itália. Mas a Itália foi um fiasco nesta Copa de 2010. O time da Holanda foi 100% na fase de grupos. Aliás, a Holanda é 100% desde as eliminatórias. A Holanda manterá o 100%.

Brasil x Chile
Do Chile, o Brasil passa. Do Chile.

Paraguai x Japão
Japão. Explico: Zico é meu Ídolo. Dá-lhe "Dico" !!!

Espanha x Portugal
Este jogo vai ser uma Guerra Ibérica. Os portugueses vão bater a La Costa do Marfim. Este jogo tá com cara que vai para a prorrogação. A Espanha segue. Para onde? Para Johannesburgo ou para casa? Vai saber...


AL-Braço
AL-©haer

Melhores momentos na Copa 2010

verde e amarelo no céu de anil - I
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verde e amarelo no céu de anil - II
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Laura, torcedora
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Laura e o "papai querido do ano"
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não pode faltar café
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ALté a camisa tem poesia visuAL
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camisa em homenagem a meus alunos de Engenharia Civil
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o número 1 é uma viga em balanço com uma carga concentrada;
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o número 0 é um estribo, armadura de cisalhamento para concreto;
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(representam as disciplinas que ensino: 
análise de estruturas e concreto armado)

AL-Braço
AL-©haer

Os pontos fracos da Seleção do Dunga começam a aparecer

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É bem verdade que o empate classificaria tanto Brasil como Portugal, o que aconteceu.

Também é verdade que o time de Portugal é bem melhor que Coréia do Norte e Costa do Marfim, o que indicava que o Brasil teria mais dificuldades neste confronto, do que nas partidas anteriores, o que foi confirmado.

Dunga teria que substituir Kaká, por suspensão automática e Elano, que não se recuperou totalmente. Segundo sua coerência (ou, melhor dizendo, “de dentro de sua cabeça dura”), Dunga fez o previsível: o substituto de Kaká era o Júlio Baptista, enquanto que, para a saída de Elano, quem entraria seria o “curinga” Daniel Alves.

A surpresa ficou por conta da entrada de Nilmar como titular no lugar de Robinho.

Eu achava que Dunga recuaria Robinho para o meio de campo, fazendo a função de Kaká, e colocaria Nilmar lá na frente junto ao Luís Fabiano. Apesar de que Robinho não rendeu o que se esperava dele nas duas primeiras partidas, na impossibilidade de se escalar o Kaká, eu gostaria de ver a formação com Robinho, Nilmar e Luís Fabiano. Mas, o desmancha-prazeres Dunga, mais uma vez veio com a sua “coerência”.

Gostei de ver Nilmar em campo. Na minha opinião, os cinco jogadores desta Seleção do Dunga que se destacam por apresentar um Futebol “acima da média” são: Júlio César, Juan, Kaká, Robinho e Nilmar. O restante são “operários”, que fazem o básico, sem criatividade (muitos nem a tem), em função do esquema tático, cumprindo – à risca – as orientações defensivas do treinador.

Nilmar é habilidoso, rápido, posiciona-se muito bem em campo e, dentro da área é daqueles atacantes que “sabem onde a bola vai estar”. Contudo, Nilmar precisa de que os meias saibam enfiar a bola em diagonal nos espaços onde ele – rápido – sempre chega. No meio de campo não tinha nem Kaká, nem Robinho. Jogavam Daniel Alves e Julio Baptista. Daniel Alves não esteve num dia bom e Júlio Baptista esteve nos “seus melhores dias”, ou seja, o meio de campo praticamente não existiu com relação às jogadas de ataque.

Enquanto Brasil e Portugal tentavam marcar um golzinho, o Brasil teve muita dificuldade de realizar jogadas pelo meio da defesa de Portugal. O mesmo acontecia pelo lado de Portugal, que não tinha pela frente aquela defesa(?) da Coréia do Norte. Cristiano Ronaldo é muito bom, mas parece que está mais para Cristiano do que para Ronaldo.

É bem verdade que, após 10 minutos do segundo tempo, tanto os jogadores de Brasil, quanto de Portugal, entenderam o óbvio: que era melhor deixar de dar “trombada” e seguirem empatados até o final, o que seria bom para o Samba e para o Fado, para a Feijoada e para o Bacalhau.

Mas, enquanto houve disputa, a única novidade boa deste time do Dunga foi a presença de Nilmar em campo. Sem Kaká e Robinho, a bola passa muito pelos pés de outros jogadores, o que revela a falta de talento da maioria e expõe a fragilidade de alguns jogadores, por exemplo, Michel Bastos e Felipe Melo. Da maneira com que Gilberto Silva está jogando, a continuar assim, ele jogará até os 50 anos de idade, sem problemas. Não corre muito e só dá passe de segurança, para os lados, ou para trás, o que não leva a nada. Outro problema sério: tem hora que Lúcio pega a bola, abaixa a cabeça, abandona a defesa e tenta resolver tudo sozinho...sem noção! Realmente, esta seleção do Dunga é uma cópia piorada da Seleção de 94.

Nesta Copa de 2010, quem marca primeiro abre uma vantagem enorme. Contra Portugal, o Brasil não conseguiu marcar, já estava classificado e o empate o colocava em primeiro do grupo.

Agora vem os mata-mata. Fico imaginando como será o comportamento do Brasil se o adversário marcar primeiro...

...Kaká e Robinho vão ter que “jogar tudo que sabem” de agora para frente.  


AL-Braço
AL-©haer