(poesia visuAL / "A Tática: Futebol" / Série "Futebol em Movimento")

( poesia visual / "Copa do Mundo" / Série "Futebol em Movimento" )

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ACG começa bem no Brasileirão de 2011

E muito bem!

Vou repetir o que costumo dizer quando se inicia o Brasileirão: em campeonato por pontos corridos, uma vitória na primeira rodada vale o mesmo que na trigésima oitava. Como não há decisão em “final”, são 38 partidas decisivas. O Atlético Goianiense já venceu uma das 38 decisões.

Não foi fácil. Na casa do adversário, que levou cerca de 17 mil torcedores para o estádio. E o adversário era nada menos que o Coritiba, que jogou com time completo (sem se poupar para a Copa do Brasil).

Ia ter pressão? Ia. E teve. Mas o time do ACG soube se defender, sem se desesperar. A propósito, o ótimo goleiro Márcio teve que ser substituído durante a partida. Problema? Entrou o estreante Roberto, que foi um “problemão” daqueles para os atacantes do Coritiba, pois Roberto “fechou” o gol.

Felipe Brisola, revelação do Goianão’2011 jogando pela Anapolina, foi outro que entrou no decorrer da partida e – apesar de jovem – não tremeu, fez uma ótima partida, confirmando a boa contratação feita pelo Atlético Goianiense.

E, lá na frente: Marcão!

Advinha quem marcou o gol da excelente vitória do ACG sobre o Coritiba?


AL-Braço
AL-©haer 

sábado, 21 de maio de 2011

A permanência de Artur Neto é boa para o Goiás?

(Quem pergunta é o Leitorcedor Fábio Almeida.)

Fábio, apes(ar de que o Campeonato Goiano não serve de base (pelo baixo nível técnico apresentado neste edição de 2011), o técnico Artur Neto conseguiu orientar bem a equipe com jogadores antigos e vários jogadores novos, da base. Levar o Goiás à Final do Goianão’2011 já foi resultado de um trabalho simples e equilibrado.

Mas, o problema do Goiás não é o técnico. É o elenco. Um grupo com vários jogadores em formação e um banco de reservas que não oferece opções.

Artur Neto mostra-se equilibrado e objetivo, quando arma o Goiás no esquema tático 3-5-2. Apesar de que nossos alas não são eficientes (Oziel é muito instável e Digão jogou apenas uma partida, sendo substituído no segundo tempo), fechar-se em um esquema defensivo é uma medida adequada: primeiro, não levar gols para, depois, tentar aproveitar as falhas do adversário.

Outra questão a se considerar é que o Goiás não está com uma situação financeira que permite a contratação de um técnico “mais caro”.

Enquanto o Goiás estiver no G4, mesmo com as deficiências do elenco, o trabalho de Artur Neto não será questionado.

Ouvi falar que Artur Neto teria recebido uma proposta irrecusável para trabalhar no exterior. Se confirmada, a saída de Artur Neto, neste momento, seria ruim para o nosso Goiás.

Caríssimo Fábio Almeida, é aquela máxima:

não tem tu, vai tu mesmo


AL-Braço
AL-©haer


Estreia do Goiás na Série B de 2011

Duas novidades na estreia do Goiás no Brasileirão – Série B – de 2011: o recém-chegado lateral esquerdo Digão e Marcelo Costa entraram de titular.

Ainda é cedo para avaliar melhor o desempenho do Digão. No geral, não complicou e, apesar de não ter sido brilhante, também não comprometeu. Já com relação a Marcelo Costa, sua atuação foi muito ruim, a ponto de ser vaiado pela torcida esmeraldina.

No mais, a defesa do Goiás esteve bem, mas o meio de campo e os atacantes não foram nem criativos, nem decisivos.

A nossa sorte é que o Rafael Tolói leva perigo para o gol adversário, especialmente nas bolas altas. Numa delas, ganhou da defesa pelo alto e marcou o único gol da partida.

Resumindo, foi uma partida fraca em que as defesas superaram os ataques, com destaque para ambos os goleiros.

Não esperava um jogo “bonito” do Meu Goiás, nem do Grêmio-de-volta-a-Barueri.

Mas o resultado foi ótimo para o Goiás.

Ë preferível jogar feio e vencer. Foi o que o Goiás fez na estreia.

Apesar do magro placar (Goiás 1 x 0 Grêmio Barueri), o que interessa é que o Meu Goiás venceu na primeira rodada. E já somou 3 pontos ganhos, o que – convenhamos – é um ótimo resultado de estreia.

Pelo que se viu, o Meu Goiás terá muitas dificuldades nesta Série B do Brsileirão’2011.  

Estatísticamente falando, manter-se na Série A é mais fácil do que “subir” para a Série A, no ano seguinte.

Ou seja, haja sofrimento para os esmeraldinos, neste ano de 2011.


AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Final do Goianão’2011 – última partida

Resumindo: o melhor time de todo o Campeonato, que se manteve na primeira colocação por todas as rodadas, foi o Campeão. Deu a lógica! Parabéns ao Atlético Goianiense. Bi-Campeão! Merecido!

Para esta segunda partida, eu imaginava que o ACG sentiria as ausências de Agenor e Pituca (suspensos, pelas expulsões) e de Juninho, por contusão. Também imaginava que o técnico Artur Neto seria “mais corajoso”: esperava que ele entrasse com o Goiás num 4-4-2, desde o início da partida.

Nada disto aconteceu. Para minha surpresa, o time do ACG da segunda partida foi bem melhor que o da primeira. E, para minha decepção, o garoto Felipe Amorim pouco produziu nesta segunda partida e, sua atuação discreta pouco contribuiu para os objetivos do Goiás, que tinha que vencer a partida.

Passávamos dos 20 minutos do segundo tempo, quando eu me perguntei: “será que o Felipe Amorim amarelou?

Sei que é injusto debitar isto na conta do Felipe Amorim, este jovem que já ultrapassou a condição de “promessa”, que é uma bela revelação das bases do Goiás, chegando a figurar entre os melhores do Goiás no campeonato. Mas, viu-se que “pesou” demais nos ombros (e nos pés) de Felipe Amorim, de uma hora para outra, tornar-se a esperança de toda uma equipe. Foi muito para o menino.

Mas, vejamos pelo outro lado, que assim justifica-se melhor e minimiza o “apagão” de Felipe Amorim. Todos os méritos devem ir para as atuações de Rômulo e Ramalho, que conseguiram anular o melhor jogador do Goiás, na bola, sem jogadas violentas.

É bem verdade que, na única vez que a defesa do Atlético se descuidou da marcação de Felipe Amorim, este colocou o Guto na cara do gol, para empatar a partida. Mas já era tarde. Já nos descontos, este gol saiu faltando apenas 1 minuto para o encerramento da partida. Esta foi a única jogada boa que Felipe Amorim conseguiu realizar durante toda a partida. É muito pouco para um jogador que é considerado o melhor da equipe.

Se o Atlético Goianiense tinha dado mostras de um desequilíbrio na primeira partida, contudo, nesta segunda, toda a equipe se manteve equilibrada. Taticamente, o sistema defensivo do ACG não permitia que o Goiás realizasse jogadas pelo meio. Restava ao time do Goiás levantar as bolas para a área adversária, mas a defesa do Atlético esteve bem postada – também – nas bolas altas.

Comparando os dois elencos, viu-se que o do Atlético é bem mais homogêneo – titulares e banco de reservas –, o que não acontece com o time do Goiás.

Se olharmos apenas um dos números das estatísticas desta última partida – escolho aqui o item “bolas levantadas para a área” – o Goiás cruzou 37 bolas contra 5 do Atlético. Das 37 bolas alçadas, Oziel cruzou 17 delas. Isto significa que Oziel deve ter sido um dos jogadores que mais tocou na bola. E, estatísticamente, foi – sem dúvida – o jogador mais atuante da equipe do Goiás. Ora, para um jogador mediano como o Oziel se destacar tanto, é porque o Goiás está mesmo sem opção. E, como falamos em “pôsti” anterior, falta atacantes no time do Goiás, porque nas raras vezes que o Goiás foi perigoso em bolas altas, estas foram cabeceadas pelos zagueiros, em especial o Rafael Tolói que é nosso melhor zagueiro, nosso melhor volante, foi hoje o nosso melhor armador e tem sido nosso principal atacante. 

Caríssima Leitorcedora Esmeraldina, caríssimo Leitorcedor Esmeraldino, basta marcar bem o Felipe Amorim e ficar atento com as subidas do Tolói, para complicar a vida do Goiás.

Os números enganam. Foi o Atlético que jogou bem. Tão bem que foi Campeão.

AL-Braço
AL-©haer 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Final do Goianão’2011 – primeira partida

Terminou 1 x 1 a primeira partida entre Goiás e Atlético Goianiense, pela Final do Goianão’2011. O ACG joga por dois resultados “iguais”, de modo que basta o empate para o Atlético se sagrar Campeão, no próximo Domingo.

É difícil prever o que acontecerá na próxima partida. Enquanto isto, é mais fácil comentar o primeiro jogo da decisão.

De um lado, o Atlético. Um time mais “experiente”, cujos jogadores jogam há mais tempo juntos. Do outro lado, o Goiás com um time que está se reestruturando, com vários jogadores jovens mesclando o elenco.

No parágrafo acima, entende-se o primeiro motivo pelo qual o Atlético não conseguiu vencer este jogo. Mesmo tendo um time mais ajustado em campo, mesmo tendo jogadores mais acostumados uns aos outros, o time do ACG “morre” no segundo tempo. Ou seja, na etapa final, o time do Atlético passou os 45 minutos correndo atrás do time do Goiás, sem dar trabalho ao goleiro Pedro Henrique.

Por falar em Pedro Henrique, é injusto debitar na sua conta o gol do Marcão (que foi o gol de empate do ACG). Pedro Henrique fez o certo (aliás, tinha a intenção de fazer o certo) na jogada. Uma bola na “fogueira”, que ele teve que sair do gol para tirar com os pés. Mas, Pedro Henrique deu azar. Azar duplo. Primeiro azar: quem disputava a bola com ele era o Marcão. Segundo azar: o chute de Pedro Henrique tinha 359 graus para seguir, mas o “Sobrenatural de Almeida” quis que a bola seguisse na direção do único grau que não servia. A bola bateu no corpo de Marcão, o gol ficou aberto e Marcão provou porque é o melhor jogador do Atlético e do campeonato. Marcão correu e evitou que a bola saísse pela linha de fundo; num toque rápido, girou (quase escorregando) e ajeitou um pouquinho para trás, o suficiente (apesar de que quase sem ângulo), para chutar para dentro. Um gol de artilheiro “matador”. Com este gol, Marcão se isolou na artilharia do Goianão’2011.

(“ – Chupa, Roni !!!”...he he he...não resisti...)

Sobre o duelo tático, o técnico Artur Neto manteve a formação 3-5-2, com a qual o Goiás inicia seus jogos. Pelo lado do ACG, PC Gusmão manteve o seu esquema preferido, o 4-4-2. Isto significava que o Goiás “esperaria” as investidas do Atlético, tentando surpreender nos contra-ataques. Contudo, no primeiro tempo o ACG não arriscava, até porque o empate lhe favorecia, ou seja, os “espaços” para contra-ataques não apareciam para o Goiás. E, como as defesas não falhavam, pensei – já pela metade do primeiro tempo – que seria difícil esta primeira partida sair do 0 a 0. Anaílson e Marcão estavam bem marcados pelo sistema defensivo do Goiás. Enquanto que o Goiás, por não ter centro-avante “de ofício”, também não conseguia chegar ao gol do goleiro Márcio.

O parágrafo anterior aponta dois alertas para Atlético e Goiás, que em breve estarão disputando as Séries A e B do Brasileiro, respectivamente. O ACG não pode ficar dependendo apenas da criatividade do Anaílson e da força do Marcão. Eles são “meio time” do Atlético e, se bem marcados, foi assim que o Goiás anulou as melhores opções do Atlético. Quanto ao Goiás, é urgente a contratação de – pelo menos – um centro-avante, para jogar junto com o Felipe Amorim. Hugo? Guto? Muito fracos. Assuério? Este é uma promessa. Muito jovem ainda. Tem habilidade e disposição, mas a pouca idade faz com que ele corra muito sem objetividade. Precisa ainda de muitas “horas de voo”, para começar a se posicionar melhor – principalmente – sem a bola, o que é uma qualidade que qualquer atacante deve ter. Assuério tem muita vontade, mas ainda está longe de ser “o” atacante do Goiás.

(em tempo: para as leitorcedoras e leitorcedores, não pensem que eu escrevi errado o nome do garoto; é assim mesmo: AS-SU-É-RIO; aproveitando o Dia das Mães: eu juro pela Minha Mãe que o nome do rapaz é Assuério!)

Uma decisão se ganha ou se perde no campo e – também – no banco de reservas. Numa decisão de 180 minutos, os primeiros 90 são importantíssimos, pois o segundo jogo é consequência do primeiro. E, apesar de que os primeiros 90 minutos terminaram em empate, tivemos um “perdedor” nesta primeira partida. Foi o técnico PC Gusmão.

Seu estilo de falar muito à beira do gramado pode ser prejuducial à sua equipe. É claro que um técnico tem que alertar seus comandados (afinal de contas está ali para isto), tem que incentivá-los, orientá-los. Mas quando um técnico insiste em reclamar da arbitragem, parece que está querendo tirar o foco da sua responsabilidade e da responsabilidade de seus comandados. Nesta partida, a gritaria que o PC Gusmão aprontou à beira do gramado acabou atrapalhando a concentração dos jogadores do ACG, concentração que já estava prejudicada pela “falta de pernas” do time no segundo tempo.

Do outro lado, Artur Neto – calmo e “lendo” bem a partida – comandou para que as bolas passassem sempre pelos pés do Felipe Amorim, este jovem que é – fácil! – o melhor jogador do Goiás, atualmente (e, na minha opinião, o segundo melhor do Goianão’2011). Era o segundo tempo e o time do ACG já não acompanhava a “correria” dos meninos do Goiás. A única alternativa dos jogadores do Atlético eram as faltas. Só assim para parar o Felipe Amorim. Sucessivos cartões amarelos foram aplicados e uma expulsão era questão de tempo.

O saldo foram três expulsões: Agenor, Pituca e o próprio PC.

O Goiás foi incompetente, porque, nos últimos 15 minutos, com dois jogadores a mais, não conseguiu fazer valer o melhor condicionamento físico de seus atletas, não foi capaz de reverter em gol a superioridade numérica e territorial. Repito, faltam atacantes no Goiás. É inadmissível que o nosso melhor atacante (?!) seja o Carlos Alberto, um volante.

Fica difícil apontar o resultado dos próximos 90 minutos. Mas uma coisa é certa: o ACG sentirá muito as ausências de Agenor e Pituca e terá que jogar sem o seu técnico no banco de reservas. Pode estar aí uma “vantagem” para o ACG: sem o PC Gusmão berrando, eles podem jogar mais tranqüilos. Outra coisa certa é que o Goiás deve “repensar” sua maneira de jogar “esperando” o adversário. Taí um desafio para o Artur Neto: colocar o Goiás jogando para cima do Atlético. E tem que ser a partir do primeiro minuto, porque, na segunda partida, o décimo segundo adversário do Goiás será o relógio. Para o Goiás, só a vitória interessa. O que significa que – talvez – o melhor esquema para o Goiás não seja o 3-5-2. O esquema 3-5-2 requer dois alas rápidos e habilidosos. O Goiás tem, para esta função, Oziel pela direita e Marcão, pela esquerda. Contudo, o que sobre em um, falta no outro. Marcão é experiente, ajuda muito orientando seus companheiros dentro de campo, sabe distribuir bem a bola, mas a idade não permite uma boa performance como ala. Já Oziel, tem fôlego e disposição, mas você não sabe o que vai acontecer quando ele está com a bola. Tem hora que parece que ele e a bola são inimigos mortais.

Se eu estivesse no lugar do Artur Neto, escalaria o Goiás, para a próxima partida, no esquema 4-4-2, assim: Pedro Henrique; Oziel (infelizmente, não temos outro), Ernando, Marcão (na zaga) e Robert (é isto mesmo, na lateral esquerda); Amaral, Rafael Tolói (meu sonho é ver o Tolói de volante, como era nas categorias de base!), Carlos Alberto e Marcelo Costa (ficou no banco na primeira partida da final e, se escalado, pode dar tudo para mostrar que tem lugar na equipe); Felipe Amorim e (quem? quem?)...ah! coloca o Guto mesmo, quem sabe ele marca em cobrança de falta?. Deixaria o Walmir Lucas como opção, no banco.

Enquanto estava escrevendo esta crônica, dei uma passadinha pela Internet e li a declaração do Presidente do Atlético condenando a atuação do árbitro nesta primeira partida e (prestem atenção!) dizendo que o ACG pode não entrar em campo no próximo Domingo.

Eu disse que ficaria difícil apontar o resultado da próxima partida, mas depois desta declaração do Presidente do Atlético eu digo que só um milagre tira o título do Goiás. E este milagre tem dois nomes: Márcio, lá atrás e Marcão, lá na frente. Que fique bem claro: se o time do Atlético entrar em campo.

Vamos aguardar.

AL-Braço
AL-©haer

segunda-feira, 2 de maio de 2011

“- CHEGA !!!” (tô começando a cansar...)

Eu gostaria de comentar sobre o jogo entre Meu Goiás e “eles” pela partida de volta das semi-finais do Goianão’2011. Apenas sobre o jogo. Apesar de que o Goianão’2011 foi de um nível técnico sofrível, esta partida – certamente – está entre os (raros) confrontos que valeram a pena (que fique bem claro, se considerarmos exclusivamente os 90 minutos). Mas, infelizmente, este confronto entre Goiás e “eles” não se trata apenas de uma partida de futebol. Porque vários “atletas” - ditos “profissionais” – comportam-se como “aqueles” – ditos “torcedores” – que vão ao estádio para aprontar confusão e brigar.

Ora, arrumar confusão e brigar é “atentar contra a ordem”. E, para isto, a única solução é abertura de processo, indiciamento dos envolvidos, dar o direito de defesa (como prevê a nossa Constituição), mas – se provado o delito e os responsáveis – puni-los com o rigor da Lei.

Mas, se a Justiça Comum tem “seu tempo”, a Justiça Desportiva (evocando o Estatuto do Torcedor) deveria agir com eficiência e eficácia nestes casos de jogadores “brigões”, mesmo que a “selvageria” ocorra depois de terminada a partida. Porque, mesmo depois que o árbitro dá por encerrada a partida, ainda tem público no estádio e fora dele (e muita gente assistindo pela TV nos bares e nas casas), de modo que as consequências são – infelizmente – incontroláveis.

Chega!!! Já “deu no saco”!!!

Se este país fosse sério, todos (EU DISSE TODOS!!!) os jogadores e demais envolvidos neste episódio lamentável que foi o festival de pancadaria em campo (após a partida) deveriam estar sumariamente EXCLUÍDOS DO FUTEBOL. Não interessa “QUEM COMEÇOU”. “QUEM CONTINUOU” É DA MESMA LAIA.

CHEGA DE “CAMPANHA PELA PAZ NO TRÂNSITO”, “CAMPANHA PELA PAZ NOS ESTÁDIOS”. “CAMPANHA PELA PAZ NA PUTAQUIUPARIU!!!”

As leis nós já as temos. Precisamos é de cumpri-las!

CUMPRIR AS LEIS E PUNIR OS CONTRAVENTORES É QUE TRAZ PAZ PARA A POPULAÇÃO.

Vamos identificar estes “hooligans do Cerrado” e VAMOS BANÍ-LOS DOS ESTÁDIOS.

País em que a EDUCAÇÃO não consegue fazer a sua parte, tem mais é que construir PENITENCIÁRIAS. E detalhe: VISITA ÍNTIMA, SÓ DA MÃE!

E, quanto aos “jogadores-brigões-machões”, estes não estão contribuindo para o PIB nacional. Pelo contrário, estão denegrindo três patrimônios do Brasil: o Futebol, o Atleta Profissional e a Ordem da Nação.

Eu NÃO QUERO NEM SABER SE SÃO DO MEU TIME!

Estes DESEQUILIBRADOS e DELINQUENTES estão matando o Futebol aos poucos.

Antes que eles consigam, vamos “dar baixa” na carteira deles “por justa causa” e, que eles montem o curriculum vitae e procurem emprego na "casa do chapéu".

Caríssima Leitorcedora. Caríssimo Leitorcedor. Você deve estar se perguntando (e me perguntando) que, banindo os “jogadores-brigões”, estaríamos penalizando também os Clubes. E é isto mesmo a que eu estou me referindo. O Clube “tem que ser corresponsável pelo seu atleta” (e o “empresário”, também!). Veja bem: tanto o Meu Goiás, quanto o time d”eles” possuem um elenco que “não é lá essas coisas” e que, se algum dos dois subirem para a Série A de 2012 é porque a Série B de 2011 estará no nível do “Enganoião’2011” (= o “Goianão” que engana!). Imaginem que tanto Goiás quanto “eles” ficassem com o elenco reduzido sem os “brigões”? É...talvez não reunissem nem os 11 para entrar em campo. E, como não têm dinheiro para contratar, talvez amargassem uma Série C, para 2012.

Eu acho que é por aí...o pessoal “pensaria duas vezes” antes de partir para a briga.      

Ou será que esse pessoal não pensa?

AL-Braço
AL-©haer 

domingo, 24 de abril de 2011

Goiás inverte a vantagem

Numa partida em que tivemos dois tempos distintos, o primeiro dominado por “eles” e o segundo, dominado pelo Goiás, deu Goiás na primeira partida pelas semi-finais do Goianão’2011, invertendo a vantagem para a partida de volta. Agora, basta o empate para o Goiás seguir à Final.

O interessante é que, já na disposição tática das equipes, apresentavam-se dois esquemas táticos distintos: “eles”, num 4-4-2 e o Goiás num 3-5-2. A leitura que fiz antes da partida, foi que o técnico do Goiás, Artur Neto, entrou com seu time cauteloso, enquanto que Edmar Vasconcelos, colocou “eles” para jogar para cima do adversário.

E foi exatamente isto que aconteceu no primeiro tempo. Apesar de que a disposição tática indicava para uma maior posse de bola do Goiás, especialmente no meio de campo, ocorreu o contrário. Era o meio de campo d’”eles” que tomava conta da partida. Felipe Amorim era bem marcado, Marcelo Costa estava perdido em campo, a bola não chegava para o atacante(?!) Hugo. Contudo, com o paredão de 3 zagueiros, com destaque – mais uma vez – para Rafael Tolói, o Goiás sustentou o empate no primeiro tempo. Desta vez, o “São” Harlei não fez seus milagrinhos. A pontaria do ataque d’”eles” estava ruim e, quando os chutes eram ao gol, a bola era fraca e nas mãos do goleiro do Goiás. “Eles” quase marcaram, numa boa jogada pela direita, com um cruzamento perfeito para o atacante Betinho, que – de cabeça – deslocouo goleiro Harlei, mas Tolói, atento, cortou em cima da linha. Terminado o primeiro tempo, ficou parecendo que “eles” é que precisavam vencer.

Para o segundo tempo, Artur Neto fez uma substituição que mudou os rumos da partida: colocou o jovem Robert no lugar de Marcelo Costa. Já no início do segundo tempo, notou-se a eficiência desta alteração. Robert se aproximou de Felipe Amorim e eles passaram a realizar ótimas trocas de passes, o que foi minando a equipe d’”deles”. Outra surpresa foi ver, no segundo tempo, um cansaço maior por parte d’”eles”. Ora, quem jogou (e correu muito) no meio de semana foi o Goiás (partida de ida pela Copa do Brasil, contra o São Paulo), enquanto que “eles” ficaram a semana inteira esperando. Era para a equipe do Goiás se apresentar com mais desgaste físico, contudo foram “eles” que cansaram no segundo tempo. Mesmo quando “eles” recuperavam a bola, não conseguiam bons contra-ataques, que eram interceptados pela (hoje, bem consistente) defesa do Goiás. A equipe “deles” tem uma média de idade maior e isto pesou nesta partida. E, ao final, foi premiada a equipe que conseguiu “correr mais” no segundo tempo. Ironicamente, o goleiro d’”eles” já tinha feito dois milagres, mas, em mais uma boa jogada pela esquerda, que começou com Robert e Felipe Amorim, um cruzamento da linha de fundo fez a bola chegar para o volante-coringa Carlos Alberto, que “errou o chute”, a bola saiu mascada, “matando” a reação do goleiro Michel, indo entrar devagarinho no cantinho esquerdo. Resultado: Goiás 1 x 0 “eles”.

Agora, a coisa mudou de lado: é o Goiás que joga pelo empate, na partida de volta. Mas, antes, tem o confronto no meio de semana contra o São Paulo, lá, pela Copa do Brasil. Resta saber, o quanto que o Goiás se cansará nesta viagem e – especificamente – na partida.

Emoção, mesmo, ficou por conta da rivalidade, mas – se analisarmos friamente – os dois times apresentam uma série de deficiências técnicas (o Goiás, no primeiro tempo; “eles”, no segundo), o que nos faz temer pela “sorte” de nossos representantes goianos na Série B de 2011, se não houver contratações para reforçar as equipes.


“Torcedores” que vão ao estádio para brigar

E, para finalizar, mais uma vez alguns (os mesmos!) “torcedores” (arruaceiros disfarçados de torcedores) promoveram brigas na entrada e na saída do estádio, sem que o policiamento conseguisse evitar este tradicional e lamentável episódio que se repete a cada clássico entre Goiás e “eles”.

Se estes “torcedores” se engalfinhassem somente entre eles, mas não, inocentes sempre são atingidos no meio desta maneira imbecil e criminosa de “torcer”.

Precisamos – urgente! – mapear estes desequilibrados e bani-los de dentro e dos arredores dos estádios, nos dias de jogos.

AL-Braço
AL-©haer 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O fator Mourinho

Eu já falei aqui que o técnico Mourinho é um dos responsáveis por “matar” o Futebol Arte. Disse isto, quando ele montou o que eu chamei de “esquema-pebolim”, no ano passado (Mourinho era o técnico da Inter de Milão).

Na trajetória de Mourinho, ele coleciona um grande número de desafetos e isto é atribuído à sua arrogância. Mas, eu começo a desconfiar que o pessoal tem é inveja dele.

Porque, na verdade (e eu tenho que admitir), o técnico Mourinho SABE TUDO DE FUTEBOL!

Cena 1.

Recém chegado para treinar o Real Madrid, vem o primeiro clássico contra o Barcelona, pelo primeiro turno do Campeonato Espanhol desta temporada. O Barcelona, indiscutivelmente, o Melhor Time do Planeta, para não falar do Mundo (porque tem gente que discorda). Naquele dia, o Barcelona enfiou 5 (C-I-N-C-O), fora o “merengue com cobertura de chocolate”. Ainda não tinha dado tempo para o Mourinho conhecer o time que tinha nas mãos.


Cena 2.

Segundo turno do Espanhol. Novo confronto entre Real Madrid e Barcelona. Já deu tempo para o Mourinho “ensinar” até o Cristiano Ronaldo jogar na defesa. O Barcelona continua sendo o Melhor do Planeta, com Messi – O Melhor do Mundo – e um time que joga como se fosse uma equipe de Futebol de Salão jogando em campo gramado. Barcelona, favorito. Mourinho se deu ao luxo de “deixar” o time do Barcelona atingir – em determinado momento do primeiro tempo – a impressionante marca de 80% de posse de bola. E daí? Daí que o time do Real Madrid não tava nem aí e segurou todo o ímpeto do maravilhoso time Catalão. Resultado: empate. Uma grande evolução, desde o vexame dos 5 a 0.


Cena 3.

Final da “Copa do Rei”. Mais um clássico mundial: Barcelona x Real Madrid. Já não dá para apontar o Barcelona como favorito. Pelo menos contra o Real Madrid. Contra os demais times, sim. Mas, contra o Real Madrid, preste atenção, o “craque” do time está no banco de reservas. É o técnico Mourinho. Ele mesmo! Nesta partida, o Mourinho manteve seu “esquema-pebolim”, mas já se viu uns contra-ataques rápidos. E o Cristiano Ronaldo, além de estar entre os melhores do Mundo, é um dos atacantes mais fortes e corre que nem um corcel. A partida terminou empatada em 0 a 0. O time do Messi e Cia não conseguiu furar o bloqueio montado pelo Mourinho e quase perde a partida no tempo normal. Veio a prorrogação e, ao final do primeiro tempo, numa ótima troca de passes pela esquerda, com Marcelo e Di Maria (outro excelente jogador), este faz um cruzamento perfeito, na cabeça do Cristiano Ronaldo: 1 a 0 para o Real Madrid. Se Mourinho já tinha conseguido não levar gol do Barcelona, com vantagem no placar, as coisas ficaram mais difíceis para o time da Catalunha. Questão de tempo (pouco tempo) e a partida terminou com o Real Madrid levantando a Copa do Rei.


Cenas dos próximos capítulos

Copa dos Campeões (Champions League). Semi-final: Barcelona x Real Madrid. O Barcelona é o Melhor do Planeta, mas o favorito é o Mourinho.

Esse Mourinho é muito chato. Concordo.

Mas que ele entende de futebol, entende. E muito!


AL-Braço
AL-©haer


Enganos e Desenganos

Estive olhando meus textos anteriores e notei que não tinha escrito nada sobre a vitória do Goiás sobre a Ponte Preta, pela Copa do Brasil, o que classificou o Goiás “direto” para enfrentar o São Paulo, sem a necessidade do jogo de volta. Tudo bem que a Ponte está nas oitavas de final do Campeonato Paulista (o que não é pouco), mas a fácil vitória do Goiás falseou a realidade da equipe.

Veio a primeira partida contra o São Paulo, aqui no Serra Dourada. O resumo desta partida é que o Goiás “deu sorte” por não ter sido goleado. Analisando friamente, com o resultado de 1 a 0 para o São Paulo, o Goiás saiu lucrando.

É bem verdade que o São Harlei fez – como de hábito – seus milagrinhos básicos. Contudo, pela quantidade de chances de gol que o time do São Paulo criou, vimos que os atacantes do São Paulo finalizaram muito mal, na maioria das vezes. Esta que foi a “sorte” do Goiás: o time do São Paulo foi ineficiente nos arremates ao gol.

Debitar a derrota na conta da expulsão do Felipe Amorim seria uma desculpinha que não “cola”. Sabemos que jogar com um a menos contra qualquer equipe é uma desvantagem e tanto, especialmente num campo de dimensões máximas, como é o Serra Dourada. Sabemos que, ter um jogador expulso aos 22 minutos do primeiro tempo desorganiza qualquer esquema, principalmente quando este jogador expulso é a “estrela” do time. Em tempo: a expulsão foi correta e justa. O jovem Felipe Amorim levou o primeiro cartão amarelo, por ter matado uma bola com o braço. Não pode. Depois, matou uma jogada de ataque do São Paulo, com falta. Cartão amarelo, o segundo, portanto, expulsão. Simples assim.

Era esperado que o time do Goiás recuaria seus jogadores para fortalecer o sistema defensivo, após a expulsão do Felipe Amorim. Mas o que é inadmissível é ver uma equipe sem a mínima condição de manter a posse de bola, com enormes dificuldades de trocar passes. E não estou falando de passes longos, não. Falo de passes curtos, de 2 ou 3 metros.

O time do São Paulo é superior ao Goiás em todos os sentidos: dentro e fora de campo. É uma das forças do Futebol Brasileiro e uma equipe com tradição de títulos internacionais. Até aí tudo bem. É raro uma situação em que o São Paulo entra em campo, que não seja favorito, quer seja no Morumbi, ou jogando fora de casa. Então, uma vitória do São Paulo sobre o Goiás é um resultado perfeitamente normal.

O que não dá para aceitar é ver o Goiás dos 22 minutos do primeiro tempo até os 40 do segundo sem chutar ao gol do Rogério Ceni. E, se insistirem que o motivo foi ter perdido um jogador por expulsão (sendo este jogador o melhor da equipe, talvez o melhor do Goianão 2011), então eu diria que, com exceção do Harlei e do Rafael Tolói, os demais não servem para o Goiás.

É nestas horas que confirmamos o tanto que o Goianão 2011 engana. Vou passar a chamá-lo de Enganoião 2011.

É claro que Futebol é Futebol é Futebol é Futebol. E, por ser Futebol, pode acontecer de o Goiás ir ao Morumbi (na estréia do Luis Fabiano, com 50 mil torcedores) na partida de volta e vencer a partida e eliminar o São Paulo.

Se isto ocorrer, será A MAIOR ZEBRA DE 2011 !!!

Este time do Goiás está correndo um alto risco de ser goleado na partida de volta, contra o São Paulo.

PELAMORDIDEUS!!! Nós custamos a nos livrar do deficiente Wellington Saci, mas agora temos que ver um Oziel com a camisa do Goiás. E o tal de Zé Antônio? Tem que dar “lombrigueiro” para esses caras.

E o atacante(?!) Hugo, hein? É o artilheiro do Goiás no Enganoião 2011. Por aí, dá para avaliar as “beleza” que são as defesas dos times do Campeonato Goiano.

Quer saber? “Eles” são os favoritos para irem à Final do Enganoião. Se “eles” perderem esta oportunidade, é porque “eles” também são muito “ruim de serviço”.

Vai ser um sofrimento só essa Série B de 2011.

Ô timinho que tá fraco, esse Meu Goiás.

Às vezes eu me engano, mas Meu Goiás tá um desengano.


AL-Braço
AL-©haer 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Goianão’2011 segue às semi-finais

Terminada a Fase Classificatória do Goianão’2011, diferente do que eu ALpostava em “pôsti” anterior, teremos os seguintes confrontos nas semi-finais:

Atlético(1º) x Anapolina(4ª)

“eles”(2º) x Goiás(3º)

Ou seja, sem surpresas, até porque os quatro classificados mantiveram suas posições em grande parte do campeonato.

Contudo, há de se ressaltar duas situações: uma, que todos estão vendo; outra, que estou suspeitando.

Vamos à primeira situação. Há 5 rodadas seguidas pelo Goianão, que o Atlético Goianiense, quando não perde, perde. Isto sem falar as duas “tundas” que levou do Coritiba, pela Copa do Brasil. Trocaram de técnico, com o retorno do PC Gusmão e, até agora, nem um empatezinho, para espantar a crise. O ACG parou nos 36 pontos ganhos e permitiu que “eles” e o Goiás chegassem, ao final da fase classificatória, com a mesma contagem de pontos, com apenas uma vitória a menos. Está claro, para quem quiser ver, que o Atlético não chega às semi-finais na condição de favorito. Pelo contrário. E tem mais um agravante. Perder o Campeonato Goiano será péssimo para a auto-estima da equipe, que está prestes a iniciar a Série A do Brasileirão. E, se for eliminado já na semi-final, contra a Anapolina, a coisa (perdoem-me o trocadilho necessário) vai ficar “XATA” para o Dragão da Campininha.

Por falar em “XATA”, que é o apelido carinhoso da Anapolina, passemos a analisar a outra situação, que mencionei anteriormente. Muitos analistas têm apontado a Anapolina com sendo a equipe mais “equilibrada” dentre as quatro semi-finalistas, com condições reais de conquistar o título. A minha suspeita é que a Anapolina NÃO QUIS VENCER a Aparecidense na última rodada, para não correr o risco de enfrentar “eles” ou o Goiás na semi-final. Ora, é esquisito para uma equipe que está sendo considerada uma força para conquistar o título, perder para a Aparecidense por 4 a 2, quando a Aparecidense não almejava mais nada na competição. O que leva a crer que o pessoal da Anapolina NÃO ESTÁ ACREDITANDO no time do Atlético. E, procede, pois da última vez que enfrentou o Atlético no Serra Dourada, a “XATA” venceu por 3 a 2 e poderia ter aplicado uma goleada, pelo que fez no segundo tempo desta partida. Infelizmente, faz parte do Futebol (como recentemente fez parte – também – do Volei, quando o time do Bernardinho “perdeu para escolher o adversário”), ou seja, a “XATA” resolveu escolher um atalho para chegar à Final. Este “atalho” chama-se Atlético.

Particularmente, no confronto entre Atlético e Anapolina, eu aposto na Anapolina, porque o time do Atlético “morre” no segundo tempo, com exceção do Marcão, que fica correndo sozinho.

Já no confronto entre “eles” e o Meu Goiás, tudo vai depender de como será a performance do time do Goiás contra o São Paulo pela Copa do Brasil, confrontos que ocorrerão em paralelo com as semi-finais do Goianão. É óbvio que a equipe do Goiás chegará “mais cansada” contra “eles”. Isto aumenta as possibilidades de “eles” seguirem à Final, além da vantagem que “eles” têm de jogarem por dois resultados iguais.

E, convenhamos, caríssima leitorcedora esmeraldina, caríssimo leitorcedor esmeraldino, o que representaria mais para o Goiás, que tenta voltar ao cenário nacional? Ser Campeão Goiano ou eliminar o São Paulo, na próxima fase da Copa do Brasil? Eliminar o São Paulo seria um resultado tão importante, pois credenciaria o Goiás a seguir com reais chances de chegar bem longe na Copa do Brasil, assim como colocaria o Goiás como uma das forças para voltar à Série A em 2012. E é disto que o Goiás – realmente – está precisando.

Portanto, não fiquemos surpresos se tivermos uma Final Vermelha (argh!) no Goianão’2011.


AL-Braço
AL-©haer 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Definidos os Semi-finalistas do Goianão’2011


Eu estava apostando no CRAC, mas – a uma rodada do final da fase classificatória – definiram-se os semi-finalistas do Goianão’2011. Seguirão na disputa Atlético Goianiense, Goiás, “eles” e a Anapolina. Enquanto a Anapolina estava em queda, o CRAC não soube aproveitar o momento para ultrapassá-la. Depois, a Anapolina se firmou e, a cada rodada, ficava mais difícil para o CRAC reagir. Resumindo, a “gordura” que a Anapolina acumulou nas primeiras rodadas foi suficiente para sustentá-la no momento de instabilidade que a equipe passou. E, analisando time por time, realmente a Anapolina representará melhor o interior nas semi-finais.

Mas ainda teremos um restinho de emoção na última rodada. Definida está apenas a primeira colocação, que é do Atlético. Goiás, Anapolina e “eles” ainda brigam pela segunda colocação e todos têm suas chances.

Considerando que Goiás e “eles” jogarão sua última partida em casa, enquanto que a Anapolina jogará fora de seus domínios, as maiores possibilidades são mesmo para Goiás e “eles”. Mas é Futebol, né?

Futebol é Futebol é Futebol é Futebol.

O Goiás jogará muito desfalcado contra o Trindade. Contusões, suspensões por cartões amarelos e falam até que alguns jogadores podem ser poupados (para a partida de ida contra o São Paulo, aqui no Serra Dourada, pela Copa do Brasil). O time do Trindade está passando uma crise financeira e já cogitaram uma greve dos jogadores. Até disseram que o Trindade pode não comparecer para a partida. Contudo, ainda há uma chance remota de o Trindade não ser rebaixado. Se vencer o Goiás e se Santa Helena e Morrinhos não vencerem seus jogos, é o Trindade que se salvaria na última rodada.

“Eles” recebem em casa o Goianésia, que está na zona do “NEM”. Nem se classifica, nem se rebaixa. A equipe do Goianésia deve vir a Goiânia a passeio, apenas.

A Anapolina enfrenta a Aparecidense, outro que está – também – na zona do “NEM”. A Aparecidense é, notadamente, mais forte que Goianésia e Trindade, ou seja, a Anapolina terá pela frente o jogo mais difícil.

Estou com a impressão que o Goiás não vencerá o Trindade e que a Anapolina vence a Aparecidense. Estes dois resultados bastam para jogar o Goiás para a quarta colocação. E acredito que “eles” vencerão fácil o Goianésia.

Segundo este raciocínio de possibilidades, então eu espero pelos seguintes confrontos nas semi-finais:

Atlético x Goiás
“eles” x Anapolina

Domingo à noite, a gente volta para conferir os resultados.


AL-Braço
AL-©haer

pêésse: este “pôsti” é dedicado ao Prof. Engenheiro Civil Gerson Arantes, que hoje – lá na PUC Goiás – disse que já estava cansado de acessar este blog e ver o texto em que eu ainda apostava no CRAC de Catalão tomando a vaga da Anapolina...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Anapolina e CRAC brigam por uma vaga

Anapolina e CRAC brigam por uma vaga


Faltando uma partida para completar a 7ª Rodada do Segundo Turno do Goianão’2011 (Atlético x Anapolina), pode-se dizer que há uma vaga restando e que esta vaga continua sendo disputada por Anapolina e CRAC de Catalão.

Se formos considerar as possibilidades de combinação de resultados, podemos afirmar que ou o Goiás ou “eles” já estão nas semi-finais. Não há mais possibilidade de ambos ficarem fora. Considerando que o Atlético já está classificado, para as demais três vagas, temos apenas quatro times disputando.

Mas é Futebol e, enquanto a partida não termina, tudo pode acontecer.

Fazendo um exercício de possibilidades, vamos supor que:

1. Anapolina vença seus três últimos jogos: alcançaria 37 PG;

2. Goiás perca seus dois últimos jogos: manteria seus 32 PG;

3. “eles” percam seus dois últimos jogos: mantendo-se nos 32 PG;

4. O CRAC vence seus dois últimos jogos: iria a 32 PG.

Terminaríamos com três equipes empatadas no primeiro critério de desempate: Goiás, CRAC e “eles” chegariam com 10 vitórias. Considerando o segundo critério de desempate (Saldo de Gols), o CRAC teria que tirar 9 gols de saldo com relação ao Goiás e 10 gols de saldo com relação a “eles”. Ainda no campo das hipóteses, se Goiás e “eles” perderem seus dois últimos confrontos por diferença mínima, diminuiriam o saldo de gols, respectivamente, para 7 e 9. Ou seja, o CRAC teria que, no mínimo, vencer as suas duas últimas partidas com um saldo agregado de 8 gols, para superar, ao final, o saldo de gols do Goiás, segundo estes exemplos.

Também, continuando com a hipótese de que Goiás e “eles” venham a perder suas próximas duas partidas, há a possibilidade de que Goiás e “eles” troquem de posição, caso “eles” percam de mais gols de diferença, e fiquem com menor saldo de gols que o Goiás. Desta forma, considerando dois triunfos do CRAC, por goleada, seriam “eles” que perderiam a vaga para o CRAC.

Mas, convenhamos, seria um “desastre” se Goiás e “eles” não conseguirem pelo menos um empate nas duas últimas rodadas, o que garante – matematicamente – ambos nas semi-finais. E, mesmo que venham perder os dois últimos confrontos, será muito difícil para o CRAC golear nas duas últimas rodadas.

Em se tratando de Futebol, não se pode afirmar nada antes das partidas, mas eu vou arriscar em dizer que a última vaga está sendo disputada por Anapolina e CRAC.

E eu estou apostando no CRAC.

AL-Braço
AL-©haer

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cadê a defesa do Goiás?

Insisto com a tese de que o esquema 4-4-2 é péssimo para o Meu Goiás. O zagueiro-artilheiro Rafael Tolói está gostando de ir para o ataque marcar seus golzinhos. Mas o sistema defensivo fica sempre vulnerável.

Na partida contra o Atlético, os dois gols sofridos na derrota por 2 a 0 mostraram – claramente – que a nossa zaga está mal treinada. E os laterais não estão dando conta da marcação. E o goleiro Harlei não está conseguindo orientar o posicionamento da defesa, ou, a defesa não acompanha os avisos de alerta do goleiro.

A saída, por enquanto, seria um esquema 3-5-2, com Rafael Tolói de volante, com mais liberdade para subir ao ataque, sem comprometer o esquema defensivo.

Se o miolo de zaga está fraco, devemos colocar mais um zagueiro lá, para diminuir os espaços pelo meio e, melhorar o sistema de marcação, especialmente nos lances de bolas alçadas para a nossa área. Os dois gols do Atlético foram de jogadas pela linha de fundo: uma pelo alto, outra rasteira. Nossa defesa foi facilmente envolvida nestas jogadas.

Nossa defesa não está confiável.


AL-Braço
AL-©haer 

Parecia estar tudo definido

Mas não está.

Após a primeira rodada do segundo turno do Goianão’2011, ouvi alguns comentarem que já podíamos considerar que Atlético, Anapolina, “eles” e o Meu Goiás se classificariam para as Semi-finais.

Veio a segunda rodada do segundo turno e a boa vitória do Goiás sobre a Anapolina e a goleada d’eles sobre o CRAC engrossavam o coro dos que já definiam os quatro classificados.

Contudo, a terceira rodada nos fez esperar mais um pouquinho. E, este “pouquinho” é porque o CRAC ainda não está morto, o Goiás perdeu o clássico para o Atlético e não está com sua situação definida e a Anapolina está caindo de produção.

Vejo que a situação mais desconfortável é da Anapolina, que terá pela frente um caminho mais difícil: ainda terá que enfrentar fora de casa o CRAC e o Atlético e, depois, recebe “eles”, lá em Anápolis.

Quanto ao Goiás, o único jogo difícil que ainda lhe falta é exatamente o confronto direto contra o CRAC, lá em Catalão. Como esta partida ocorrerá na penúltima rodada do segundo turno, pode ser que, até lá, o CRAC já esteja sem chances. Mas, se o CRAC ainda tiver chances (e se estas chances sejam superar o Goiás na tabela de classificação), será o tal jogo de “seis pontos”. Se o Goiás chegar nesta partida precisando vencê-la, sabemos que – mesmo que o CRAC não tenha mais chances – a partida será muito disputada.

Há duas partidas importantíssimas nas próximas duas rodadas. São os próximos confrontos do CRAC. No próximo Domingo, o CRAC vai ao Serra Dourada enfrentar o Atlético e, na quarta-feira seguinte, recebe a Anapolina em Catalão.

O campeonato goiano passará a ter uma novidade interessante se o CRAC aprontar para cima do Atlético. E, podemos dizer que esta é a “última chance” de colocar o CRAC na disputa. Imagino que o pessoal lá de Catalão também deve estar pensando assim.

Eu, particularmente, estou torcendo para que o CRAC vença o Atlético e que, baseando-me na queda de produção da Anapolina, o CRAC embala e vence a Anapolina, na partida seguinte, o que colocará fogo no Goianão’2011.

Seria ruim – especialmente para o Goiás – uma classificação antecipada, porque isto mascararia a real condição do time, que poderia se acomodar. Este time do Goiás, que está em formação, precisa de desafios e de dificuldades, para que possamos testar – realmente – quais jogadores têm condição de compor o grupo que vai disputar a Série B de 2011.

E, cá pra nóis, há muito tempo não via um Campeonato Goiano com um nível tão baixo. Isto é ruim, também, para Atlético e para “eles”, pois uma boa performance no Goianão não significa êxito nas Séries A e B do Brasileiro, respectivamente.

Este Goianão “engana” muito. E, sinceramente, se o Goiás não ficar entre os quatro semi-finalistas, isto será um desastre para a torcida, mas – talvez – não nos enganaríamos em pensar que este time que está aí seja favorito para voltar para a Série A do Brasileirão de 2012.

E, como eu quero saber o quanto antes, torço para o CRAC voltar a disputar uma vaga para as semi-finais do Goianão’2011.

Mas, eu tô achando que a Anapolina vai ser o “cavalo paraguaio” da vez, para a sorte deste time do Goiás e para o nosso azar (dos torcedores) que vamos continuar achando que – por enquanto – este time está dando pro gasto.

Que fique bem claro: pro gasto no Goianão.


AL-Braço
AL-©haer

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mais uma para gozar "eles"

Mais uma partida contra “eles”. Na partida anterior, tinha sido empate, mas nesta, “eles” não conseguiram segurar o empate.

Mesmo com um time em reestruturação, com vários valores novos da base, mesmo com um esquema 4-4-2 ainda mal posicionado em campo, mesmo com a desconfiança da torcida (pelo o que pode fazer esta equipe na Copa do Brasil e na Série B do Brasileirão), o Goiás venceu mais uma.

Para as pretensões do Goiás, a vitória era necessária. Se perdesse, ficaria 6 pontos atrás deles. Com o triunfo, o Goiás iguala com o rival em número de pontos ganhos e volta ao G4.

Vencer “eles”, para mim, é melhor que conquistar o título. Rivalidade é tudo. Mas esta vitória só serve mesmo para alimentar a rivalidade.

A rigor, ambas as equipes fizeram um primeiro tempo muito ruim. No segundo tempo, as equipes só acordaram aos 23 minutos, quando o Goiás abriu o marcador. Logo em seguida, eles empataram, mas ainda deu tempo para o Goiás definir para 2 a 1. Até sair o primeiro gol, parecia que a partida terminaria em 0 a 0, repetindo o placar do primeiro turno do Goianão’2011.

Continuo a questionar uma coisa que está acontecendo com o Goiás.

O técnico Artur Neto insiste no esquema 4-4-2, mas o Rafael Tolói sobe ao ataque constantemente. Nesta partida contra “eles”, mais uma vez isto deu certo, pois foi Tolói que marcou o gol da vitória, posicionando-se na grande área em condições de receber a bola (livre), com o jovem Felipe Amorim antevendo a jogada e realizando um passe na medida. Tolói teve tempo e calma para dominar e chutar no canto.  

Deu certo e o Rafael Tolói está “gostando” disto. Mas é preciso reavaliar o esquema 4-4-2, com Tolói de zagueiro. Ou se coloca o Tolói de volante, ou voltamos ao esquema 3-5-2, para que as subidas de Tolói ao ataque não abram espaços na defesa, o que poderia ser aproveitado pelos adversários, em contra-ataques.

Esta vitória serve para a gente gozar eles. Só isto.

Futebol mesmo, fraco. O do Goiás está ruim, mas “dá para o gasto”, que é vencer eles, que estão piores ainda.
  
AL-Braço
AL-©haer

pêésse: aquela camisa deles é feia demais...ÉCA !!!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Goiás se classifica para a 2ª. Fase da Copa do Brasil 2011

E nem precisou da partida de volta contra o Vitória-ES. O Goiás foi lá e venceu por 4 a 1.

Estádio pequeno. Campo ruim. Fazia não sei quanto tempo que o Goiás não marcava tanto gol em uma partida.

A partida foi truncada até o momento em que o Vitória-ES teve um jogador expulso, quando a partida estava empatada em 1 a 1, já no segundo tempo. Antes, no primeiro tempo, o Goiás já estava com um a menos, pela expulsão do atacante Hugo, por reclamação, logo após ter aberto o marcador.

Dois fatores contribuíram para o triunfo do Goiás:

1. A partir do momento em que ambas as equipes estavam com 9 jogadores de linha, os espaços se abriram; o Vitória partiu para cima, tentando ela própria (a vitória, he he he) e o Goiás aproveitava bem os contra-ataques, nas “avenidas” deixadas pelos avanços do time capixaba.

2. Com a correria, o time do Vitória sentiu a falta de preparo físico e não conseguiu acompanhar a melhor preparação física dos goianos.

O resultado foi ótimo para o Meu Goiás, mas não dá para tirar conclusões animadoras, pois o adversário era bem fraco.

Outra questão que assusta é que o Rafael Tolói tem sido um “elemento-surpresa” indo ao ataque. Nesta partida, deu certo e até marcou um gol numa situação em que atuava como um verdadeiro centro-avante, sozinho lá na área. Ora, isto seria bom se o esquema fosse 3-5-2, mas no 4-4-2, as subidas do Tolói rumo ao ataque desorganizam o sistema defensivo.

Dizem que o zagueiro Tolói poderia ser experimentado na posição de volante. Imagino que pode dar certo. Seria uma ótima solução, uma vez que Tolói poderia ficar mais livre para seguir ao ataque, sem deixar a zaga vulnerável. Daí, o sistema 4-4-2, com Tolói sendo um dos volantes, não se desestabilizaria, taticamente. E, considerando que o Tolói é jovem e tem ótimo preparo físico, quando o Goiás for atacado, o Tolói pode se posicionar à frente da zaga, como se fosse um terceiro zagueiro. Com a posse de bola, Tolói já se mostrou habilidoso e rápido, o que seria mais uma opção forte de ataque. Queria ver isto!

Uma vitória importante. De goleada.

Mas sem empolgar.


AL-Braço
AL-©haer 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Fenômeno e o menino Ronaldinho

Quis o destino que Ronaldinho (prefiro chamá-lo assim, como era nos tempos de Cruzeiro) anunciasse sua retirada dos campos de futebol justamente no dia em que o Mundo (com exceção do Brasil) comemora o Valentine’s Day, que é como um “Dia dos Namorados” estendido também aos amigos.

Hoje é dia de dar presente à quem se quer bem e a bola foi pega de surpresa, pois um de seus maiores amantes passará a não tocar mais nela, da maneira com que ela gosta de ser movida.

O saudoso Ênio Andrade, então técnico do Cruzeiro, quando lhe perguntaram o que ele achava do Ronaldinho (que já no início de sua carreira tinha marcado 49 gols em 50 jogos, marca esta somente superada pelo Rei) disse, com aquela tranquilidade:

“- A bola gosta dele.”

Ênio Andrade confirmava nesta frase o que seria uma profecia: a bola já tinha escolhido o Ronaldinho, como escolhera – para ficar apenas com alguns exemplos brasileiros – Garrincha, Tostão, Rivelino, Gerson, Zico, Romário e, mais recentemente, Paulo Henrique Ganso. Deixei o Rei Pelé de fora desta lista, porque – como diz o Pepe – Pelé é extraterrestre.

Um jogador que foi a quatro Copas do Mundo, Campeão em duas, escolhido em três temporadas o Melhor do Mundo e detentor do título de Maior Artilheiro de Todas as Copas não poderia mesmo ter tido outra denominação, senão O Fenômeno. Isto sem falar nas duas contusões gravíssimas (primeiro na Inter, depois no Milan), que ele superou com uma força de vontade que eu só tinha visto antes com o Zico. São casos de amor (verdadeiro) com a bola.

Por tudo que Ronaldinho representou, simbolizou e iconizou (existe este verbo?) não somente para o Brasil e os brasileiros, mas para o Mundo todo, esta História poderia ter sido diferente. Falo da Final da Copa de 98 e da convocação para a Copa de 2006. Não. Ronaldinho não merecia aquilo. Para o bem do Futebol e do próprio Ronaldinho, ele não deveria ter sido escalado para aquela final contra a França, nem deveria ter sido convocado para a Seleção com mais de 10 quilos (falam que eram 14!) acima do peso. Eu sei que – lá no fundo – todo jogador brasileiro é aquele menino peladeiro que não quer ficar de fora, nem machucado. Mas, o Ronaldinho de 98 e de 2006 não era somente aquele menino que ele (até hoje) tentou trazer dentro dele. Alí era O Fenômeno e os interesses financeiros (que passam longe da alma do menino) não poderiam jogar o nosso Ronaldinho aos leões, para os fins de marketing e imagem. Não se faz isto com um jogador da categoria e da importância do Ronaldinho. Nestes dois episódios, começaram a matar um pouco da alma do menino, que está – também – dentro de nós, torcedores. Quem ama o Futebol e acompanhou o Ronaldinho desde o Cruzeiro, vibrou com O Fenômeno, sabendo que – no fundo – estava lá o Ronaldinho, levando para o Mundo o menino que todos nós temos aqui dentro.

Quem me conhece, quem é mais próximo de mim, sabe que desde 1990 eu deixei de torcer para a Seleção Brasileira. Sinceramente, apesar de que o Romário ganhou aquela Copa de 94 “sozinho” (tudo bem, tivemos ainda aquele passe do Bebeto), aquele título foi um desserviço ao Futebol, pois elevou um Parreira a um patamar em que ele nunca pertenceu, trouxe de volta o Gagallo para 98 (que nós tivemos que engolir) e, se já era pouco, a “sem-noçãozisse” (esta eu inventei, agora!) chegou a tanto que “rendeu” – na última Copa de 2010 – o posto de técnico (?) ao Dunga, aquele mesmo da “Era Dunga”. Pois bem, naquela Copa de 94, a única vez que me levantei da poltrona, foi na prorrogação da Final, quando eu pensava que o Ronaldinho iria entrar e marcar o gol da vitória. Naquela época eu já torcia para o Ronaldinho. Frustração: colocaram o Viola.

Quando Ronaldinho jogava pelo Barcelona e pela Inter, meus Domingos eram na casa de meus pais, junto com Meu Pai assistindo o Ronaldinho jogar. Minha Mãe vinha para a sala de TV trazer uns aperitivos, para a gente não ficar com a barriga vazia, pois o almoço ficava sempre para “depois do Ronaldinho”.

E, em 2002, também não torci para a Seleção Brasileira, mas quando a bola ia na direção do Ronaldinho, eu já estava de pé. Aquela taça que o Cafu levantou, para mim, era só Ronaldinho.

Eis que, quando todos davam a carreira de Ronaldinho encerrada, o Corinthians fez a Maior Contratação da História do Futebol Brasileiro. Era 2008. Foi o ano em que se juntaram dois Fenômenos: Ele e “o bando de loucos”. Foi o único ano em que a Série B foi mais importante que a Série A. Naquele ano, o Corinthians foi Campeão da Série B; em 2009, Campeão Paulista (com direito aquele “gol de placa” dele contra o Santos lá na Vila Belmiro) e Campeão da Copa do Brasil; em 2010, terceiro lugar na Serie A.

Ronaldinho ainda queria ser Campeão da Libertadores, para retribuir ao “bando de loucos”. Não deu. Faz parte do Futebol.

Ronaldinho disse, ao justificar sua retirada:

“- Perdi para o meu corpo.”

“- Sinto dor até para subir uma escada, e minha casa não tem elevador.”

Então, o dia tinha que ser mesmo este. Ironicamente, a bola recebeu um presente amargo, exatamente no dia de São Valentim.

Fico com os dizeres nas costas da camisa que ele recebeu do Presidente do Corinthians:

“#PARA SEMPRE 9 FENÔMENO”

É exatamente isto: quem parou foi o Sr. Ronaldo Luís Nazário de Lima.




E aquele menino Ronaldinho não para nunca aqui dentro das minhas quatro linhas, que demarcam, no meu peito e na minha memória, a minha paixão pelo Futebol.


AL-Braços
AL-Chaer

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Para esquecer e para lembrar

Para esquecer que ontem o Meu Goiás, pelo Goianão’2011, fez sua estréia em seus domínios (?!) e, em pleno Estádio da Serrinha, perdeu de 5 a 1 para o CRAC de Catalão.

Caríssima leitorcedora esmeraldina e caríssimo leitorcedor esmeraldino, lembremos – paradoxalmente – o que é para esquecer: foi 5 a 1 para o CRAC!!! 5 a 1!!! (por extenso, para não pairarem dúvidas: cinco a um!!!).

a)surpresa?
b)desastre?
c)arbitragem?
d)elenco?

Escolho o famoso NDA (nenhuma das anteriores). Desta vez deu a lógica! O atual time do Goiás está totalmente perdido na defesa, meio campo e ataque. Mesmo com aquela vitória (injusta!) na primeira partida contra o Trindade, já se revelavam as fragilidades do time, o que foram comprovadas (CQD, lembram? “como queríamos demonstrar”) na segunda rodada, com esta goleada sofrida em casa para o CRAC.

Desfalcado de dois jogadores, o time do CRAC foi superior em tudo, nos dois tempos, em qualquer comparação que se faça, desde jogadores, esquema tático, preparação física e aplicação em campo. Detalhe: o time do Goiás estava “completo”, com direito a “repetir” o time titular que entrou contra o Trindade.

Não ocorreram falhas da arbitragem, que pudessem ter interferido no desenvolvimento da partida. Não ocorreram entradas violentas e/ou desleais por parte do time do CRAC (também, não foram necessárias, em virtude da facilidade com que se tirava a bola e se interceptavam os passes dos jogadores do Goiás).

O que vimos foram duas equipes em campo jogando seu jogo. O CRAC jogando com a bola e o Goiás correndo atrás da bola.

E, neste jogo, a maior posse de bola do time do CRAC, aliada à superioridade de seus jogadores em campo e uma melhor postura tática resultou no placar de 5 a 1, uma goleada que só não foi maior, porque a partida terminou.

Então, TODOS OS MÉRITOS PARA O CRAC DE CATALÃO !!!

Não posso deixar de sinalizar alguns momentos do time do Goiás, após ter acompanhado esta partida, senão vejamos:

1. O esquema 4-4-2 está uma bela bostaria; o miolo de zaga não se entende e o lateral(?) Marcão se mete na área como se fosse um terceiro zagueiro atrapalhando mais ainda o posicionamento da defesa, pois a sua presença na nossa área desobriga um volante de estar aí, bem como um dos zagueiros; como Marcão está totalmente fora de forma e sem ritmo de jogo, os adversários estão fazendo a feira através dele.

2. Ainda no primeiro tempo, o nosso atacante prata-da-casa Tardelly se contundiu e teve que sair. Artur Neto olhou para o banco e chamou o Rithely (volante) para seu lugar. Um volante no lugar de um atacante, quando o time perdia por 1 a 0 e tinha que buscar o empate. Vai entender...

3. Se você entendeu (eu não!), mas tem mais: no segundo tempo, Artur Neto tirou o outro atacante, Diogo Galvão (o “Diogol”, artilheiro do Goianão do ano passado e ainda virgem neste ano) e colocou o Valmir Lucas (ZA-GUEI-RO!!!) para jogar lá na frente. Depois, nas entrevistas, o técnico Artur Neto falou que Valmir Lucas tem o costume de jogar na frente nos treinos recreativos e que até tem marcado uns golzinhos, por isto era uma opção já testada para a função.

Parei.

E quer saber?

O que será melhor para o time do Goiás:

Vencer “eles” ou Perder para “eles” no próximo sábado?

(esta pergunta é endereçada ao time, não à nossa torcida)


AL-Braço
AL-©haer