(poesia visuAL / "A Tática: Futebol" / Série "Futebol em Movimento")

( poesia visual / "Copa do Mundo" / Série "Futebol em Movimento" )

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Copa começou para nós

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E, convenhamos, Caríssima Leitorcedora, Caríssimo Leitorcedor, começamos bem. E sem surpresas. Vencemos a Coréia do Norte. Era esperado. Ou não? Vencemos sem dar show. Isto também era esperado. Ou não? O time do Dunga não está em campo para dar show. E, se formos buscar dentre os jogadores convocados, aqueles que têm habilidade para apresentar um futebol com espetáculo, em todos os 23 convocados temos apenas Kaká e Robinho com estas características. Mas é sabido que Kaká vem de uma recuperação parcial de uma contusão séria e estaria sem ritmo de jogo para esta partida de estréia. Também, no caso do Robinho, quando ele olha para os lados, não vê o time do Santos. O time do Santos é muito mais “leve” que a Seleção Brasileira. Por vários aspectos. Um deles é que a cobrança na Seleção é incomparavelmente maior, o que deixa os jogadores muito mais tensos. Outro é que Copa do Mundo é um torneio curto: são apenas 6 partidas para se chegar à disputa da Final. Ora, isto reflete – também – no Robinho, o que o deixa “meio preso”. É preferível tocar uma bola de lado, acertando o passe, do que tentar uma pedalada, um drible, perder a bola e provocar um contra-ataque.
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Os números da Copa 2010 até o momento confirmam que as equipes estão cada vez melhores no quesito “não tomar gol”. Está tão difícil marcar gols, que – com exceção da vitória da Alemanha por 4 a 0 sobre a Austrália, depois de 14 partidas realizadas, esta entre Brasil e Coréia do Sul foi a única que teve 3 gols marcados.
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Concordo que nós, Brasileiros, somos muito exigentes. E temos razão, pois temos uma história de muitos craques, de jogadores geniais, de Futebol-Arte, de muitas conquistas. Mas, infelizmente, temos que aceitar que a tendência é as equipes se apresentarem cada vez mais preparadas para se defenderem. Especialmente para as equipes com menor quantidade de jogadores habilidosos, a única saída é se armarem bem defensivamente e tentar surpreender nos contra-ataques. Esta “praga” tá pegando tanto, que até o Brasil tem aberto mão de jogadores habilidosos para colocar em campo jogadores que não possuem esta característica de armação, mas que conseguem desarmar as jogadas adversárias. O time do Parreira, de 94, era assim. O time do Felipão também era assim. O time do Dunga é assim.
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Já ouvi e li muito sobre a estréia do Brasil. A maioria não gostou da estréia do Brasil. Parece que, apesar da vitória, há mais defeitos do que qualidades. E o time não inspira confiança.
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Conversei com Minha Mãe e com a Minha Filha, Laura, e elas também não gostaram muito do que viram.
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Minha Mãe achou que o coreano “foi entrando muito fácil” e os brasileiros foram "muito moles", pois ninguém tirou a bola no gol deles. Mas, como o Brasil tinha vencido e Minha Mãe estava mais preocupada com a minha sinusite (que atacou desde Domingo), ela preferiu saber se o "turquinho caçulinha" dela tinha melhorado e se esqueceu do gol dos coreanos.
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A Laura foi um pouco mais exigente, pois me perguntou: “- Paaaaai, se foi difícil contra essa Coréia, como vai ser quando tivermos que enfrentar uma Alemanha?” Não respondi a esta pergunta da Laura. Mudei logo de assunto, perguntando sobre o seu tema predileto (sua apresentação de Balé e Jazz, agora no final de junho) e ela se esqueceu de que o “papai querido do ano” a deixou sem resposta.
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Sinceramente, não estou me queixando, pois o que vi nesta estréia do Brasil não foi nada de surpreendente. Eu já imaginava que o Kaká não estaria 100%. Também era de se imaginar que o time da Coréia do Norte viria bem fechado lá atrás. A gente fica neste saudosismo, indignando-se com o fato de uma Coréia do Norte dar trabalho para a temida, histórica e tradicional Seleção Canarinho. Mas, convenhamos, o time do Dunga – dentro de campo – não é lá essa maravilha da natureza comparado com o time da Coréia do Norte. Individualmente, os jogadores brasleiros são infinitamente melhores, com vasta experiência dentro e fora do Brasil, mas – sabemos – dentro de campo não basta apenas isto. Pelo menos é o que temos notado, também, com outras seleções favoritas.
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Gostei muito das jogadas dos dois gols do Brasil. Foram duas jogadas muito bem trabalhadas e, nas duas, Elano participou decisivamente. No primeiro gol, Elano executou com extrema precisão aquela jogada que o Professor Cláudio Coutinho ensinou aqui no Brasil pela primeira vez em 1978, que tem o nome de overlapping, e que foi apelidada de “ponto futuro”: Maicon vinha de trás, voando baixo pela direita, Elano lançou para onde Maicon chegaria, sem marcação, em condições de fazer o cruzamento para a área. Maicon resolveu chutar sem ângulo: um golaço. No segundo gol, Robinho fez um lançamento da intermediária, em diagonal, a bola passou por entre quatro adversários, indo alcançar Elano que entrava na área, para – com calma – bater de primeira, rasteirinho, no canto, sem chances para o goleiro. Com exceção dos quatro gols da Alemanha contra a Austrália, eu posso até estar enganado, mas – se minha memória visual não estiver falhando – ainda não tinha visto nenhum gol nesta Copa tão bem construído como foram estes dois gols do Brasil contra a Coréia do Norte.
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E, sejamos justos. Se tem uma coisa consistente neste esquema do Dunga é a defesa. Tanto é que a Coréia do Norte só conseguiu furar esta defesa aos 44 minutos do segundo tempo. Não vai ser fácil marcar gols nesta defesa do Dunga.
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Pensando bem...era a Coréia do Norte...
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Pergunta difícil aquela da Laura, hein?
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Laura, preocupada com a Alemanha
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AL-Braço
AL-©haer 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O segredo é marcar primeiro




Hoje foi o dia das estréias de duas outras candidatas ao título: Holanda e Itália.

Durante o jogo da Holanda contra Dinamarca, estava na PUC Goiás ensinando Análise de Estruturas para meus alunos de Engenharia Civil. No intervalo entre esta aula e a outra – Concreto Armado – corri para a TV mais próxima, na Associação de Professores, quando pude matar a minha vontade e vi os 15 minutos finais do primeiro tempo. Voltei para a sala de aula um pouco preocupado, porque a Holanda tinha mais posse de bola, mas as jogadas mais perigosas vinham dos pés dos dinamarqueses. A minha sorte foi que um dos alunos ligou o celular no modo TV (recepção digital) e, quando eu soube disto, eu o autorizei a ficar com a TV ligada, desde que torcesse para a Holanda, enquanto eu desenvolvia um exemplo de detalhamento de armadura de vigas de seção retangular de concreto armado submetida ao esforço cortante. O aluno era “pé-quente”. Logo a Holanda fez 1 a 0, o que me tranqüilizou, porque, nesta Copa, até agora, quem marcou primeiro, se não venceu, empatou, mas não perdeu. No finalzinho da partida, veio o segundo gol da Holanda, o que significava vitória mais que garantida, porque, com exceção dos 4 a 0 da Alemanha para cima da Austrália, nesta Copa, o placar de 2 a 0 pode ser considerado goleada.

Às 11h, já estava em casa, trabalhando com um olho no computador e outro na TV, para ver Japão x Camarões. Mais um jogo fraco. Quando a gente vê o time do Japão jogar, sabendo que há uma grande evolução do Futebol Japonês após a “era Zico”, não dá nem para imaginar o que era esse Futebol antes do Zico passar por lá. Mesmo com a nítida evolução, o Futebol Japonês ainda está em um nível de coadjuvante, numa Copa do Mundo. A minha expectativa era ver o que o time de Camarões tinha para mostrar, além de Eto’o. Mais uma decepção. Vi um Eto’o perdido em campo e o restante do time mais perdido ainda. A defesa do time de Camarões cometeu um erro semelhante ao da defesa da África do Sul (no gol de empate do México): a bola veio cruzada para a área, a zaga não conseguiu interceptar, facilitando para o adversário que entrava no segundo pau finalizar para fazer 1 a 0. E, como quem marca primeiro não tem perdido as partidas, a partida transcorreu sem que Camarões conseguisse o empate. Resultado: Japão venceu por 1 a 0.

Parei para o almoço. Voltei a trabalhar até as 15h30min, quando começou a partida entre Itália e Paraguai. Sempre é interessante um confronto entre uma equipe européia e uma sulamericana. Foi um jogo bem disputado. A Itália, que é conhecida pela sua forte defesa, deixava esta preocupação de lado e atacava mais e vi muita movimentação da equipe italiana do meio de campo para frente, muito parecido com o que Holanda mostrou contra a Dinamarca. O time do Paraguai se segurava bem lá atrás e quando recuperava a bola, também dava trabalho, nos contra-ataques. Num deles, uma cobrança de falta na intermediária. O cruzamento foi em diagonal rumo à pequena área. Um zagueiro paraguaio, o grandalhão Alcaraz  subiu mais que Cannavaro, e cabeceou sem chances para Buffon: 1 a 0 para o Paraguai. Veio o segundo tempo e a Itália ferveu para cima do Paraguai. O empate não demorou muito, mas veio de uma falha dupla do goleiro Villar e de um zagueiro, que tiveram a oportunidade cortar a bola, erraram feio e De Rossi apenas empurrou para o gol. Depois, a Itália até que tentou virar a partida, mas, nesta Copa, virar uma partida parece que é artigo raro. Mais uma vez, quem marcou primeiro, não perdeu. O empate foi um ótimo resultado para o time do Paraguai.

Realmente, podemos considerar que Holanda e Itália (mesmo empatando na estréia) apresentaram, juntamente com a Alemanha, o que de melhor vimos até o momento em termos de movimentação.

E, por falar em Holanda, seguem alguns movimentos da Torcida Holandesa (fotos da agência EFE): 


(ALgora vocês acreditam quando eu falo que torço para a Holanda...)



(tem até anjo nesta torcida)

Caríssimo Leitorcedor, por falar em Itália, seguem os movimentos da mulher do goleiro Buffon, a modelo Tcheca Alena Seredova (recomendo digitar as palavras mágicas Alena Seredova buscando por imagens no Google...mas reserve um pouco de seu precioso tempo, para você entender o que seja o verdadeiro significado de “navegar na internet”): 

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AL-Braço
AL-©haer 

Amor em tempos de Copa

ubuntu


jabulani
gostozela

para ela
canto e danço
toco até uma
vuvuzela


AL-Chaer


domingo, 13 de junho de 2010

A diferença entre África do Sul, Nigéria e Gana

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Por enquanto, a diferença entre os times da África do Sul, Nigéria e Gana foi que Gana venceu sua partida de estréia, contra a Sérvia. A vitória de Gana não foi uma zebra, mas foi uma surpresa. Uma boa surpresa esta primeira vitória africana na Copa.

Os jogadores de Nigéria e Gana parecem ser mais fortes, fisicamente falando, do que os da África do Sul. Parece que os jogadores da Nigéria e de Gana estão usando uma camisa um número menor, só para impressionar. No biotipo, estão mais para jogadores de Futebol Americano, ou de Rugby.

Resta-nos esperar pelas estréias de Camarões e Costa do Marfim, para saber quem será a "Coréia do Sul (2002) africana", nesta Copa de 2010.


AL-Braço
AL-©haer 

Argélia 0 x 1 Eslovênia



Pior partida da Copa, até agora. A Eslovênia treinava em dois toques, sem chutar a gol. Chutaram de longe. Frango do goleiro argelino. E só.

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(o comentário acima tem exatos 140 toques...o jogo foi tão ruim, que a resenha caberia no twitter)
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AL-Braço
AL-©haer

Até que enfim, o “Futebol” entrou em campo

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Alemanha, claro!!!

Mesmo desfalcado de seu principal jogador (Ballack), o time da Alemanha fez o que deveria ter sido feito ao enfrentar a Austrália (um país de pouca tradição em futebol): a Alemanha desconheceu o adversário e aplicou uma goleada, já na estréia. 4 a 0. No jargão do Futebol, eu diria uma “sonora goleada”, mas, por ser na Copa das Vuvuzelas, a sonoridade desta goleada só foi superada pelo barulho daquelas, insistentes e incansáveis.

Se a gente fosse enumerar aqui o que o povo Alemão contribuiu (e contribui) para o Mundo, teríamos que passar pela Literatura, pela Filosofia, pela Música, pelo Teatro, pela Engenharia, pela Química (só para citar algumas áreas) e concluiríamos que o legado do povo Alemão é a importância da “disciplina” em qualquer atividade. Você pode até ser talentoso, ter o dom, mas sem disciplina, você não os desenvolve, podendo até perdê-los, pela má utilização. E os alemães têm usado bastante o talento que têm, com extrema disciplina.

Mas o assunto é futebol e os números estão aí: na História das Copas, a Alemanha já decidiu 7 finais, somente igualada pelo Brasil, neste quesito. Já teve época em que o jeito do Alemão jogar o futebol chegava a ser irritante, principalmente para nós, brasileiros, que inventamos o Futebol Arte. Os alemães nunca praticaram um futebol que fosse parecido com arte. E foi exatamente por isto que já decidiram tantas finais de Copa do Mundo.

(Só para ajustar o pensamento com a História, antes da queda do muro de Berlim, futebol alemão significa o time da antiga Alemanha Ocidental. Depois, leia-se Alemanha Unificada, ou simplesmente Alemanha.)

Há vários momentos momentos significativos na história do Futebol, mas gostaria de salientar três, especificamente.

Um deles foi em 1974, na Copa do Mundo. O surpreendente, inigualável, e incopiável Futebol Total da Holanda de Cruyiff e Cia foi superado pela disciplina, objetividade e eficiência alemã, na final. E de virada.

O outro, foi em 1994, também em uma Copa do Mundo. O Parreira monta um time bem fechado na defesa, num esquema 4-4-2, que jogava nos erros dos adversários e atacava somente nos contra-ataques, sem se preocupar com o gol, que segundo o próprio Parreira, “no futebol, o gol é apenas um detalhe”. Deu certo. Foram dois “detalhes” que nos deram o título: um deles se chama Romário e o outro se chama Baggio.

O terceiro momento, este é bem recente, foi na semi-final da Champions League deste ano entre Barcelona e Inter de Milão. O então técnico da Inter, Mourinho, na partida de volta em pleno Camp Nou, na capital Catalã, tendo a vantagem do empate, armou a maior retranca da História do Futebol. Simples: a Inter não precisava marcar gols; só necessitava não levar nenhum gol. O resultado foi 0 a 0, classificando a equipe italiana para a final contra o Bayern. Achei que o Bayern iria acabar com a Inter, na final em Madrid. Não. Tourinho armou a Inter à La Brasil de 94. A defesa não cometeu erros e, guardadas as devidas proporções, Milito foi o Romário deles.

Citei estes três momentos, porque a cada quatro anos, a Copa do Mundo passa a ser cada vez mais chata, em termos técnicos. Joga-se com a preocupação de não cometer erros, ao invés de buscar os acertos. Em Copa do Mundo, acertar é não cometer erros. É compreensível. Não é tão difícil para os países com mais tradição no Futebol passarem da fase de grupos. Depois, é mata-mata, quatro jogos apenas. Infelizmente, não há lugar para se jogar bonito. Há que se jogar de forma eficiente, sem inventar.

É aí que entra a Alemanha. Desde os primórdios da História das Copas, que a Alemanha continua jogando da mesma maneira, independente de ter vencido ou perdidos as 7 finais que já disputou (venceu três). Independente de ter voltado para casa antes da final. Independente de qualquer coisa, os Alemães têm dado o mesmo recado para o Futebol Mundial: manter a calma, tocar a bola, errar poucos passes e se posicionar para receber. Sem firulas. Sem excessos. Só com os fundamentos básicos do Futebol: posse de bola e passes certos nos lugares certos, rasteirinho e chuveirinho.

Na história das Copas só há um país que tem esta regularidade: em todas as copas que participou, a Alemanha sempre se apresenta com um Futebol disciplinado e eficiente. Nem o Brasil, que é o maior reprodutor de craques do mundo (e para o mundo) consegue se apresentar em Copas do Mundo com este grau de regularidade. Nem o Brasil. Ou vocês se esqueceram das Seleções de 74 e de 90?

Então, fica fácil concluir: com o empobrecimento técnico das equipes (em função da necessidade de se cumprir esquemas táticos), em que a disciplina vale mais que o talento, é maior a probabilidade de uma equipe disciplinada ir mais longe num campeonato curto como é a Copa do Mundo. Tradicionalmente, quem sabe fazer isto muito bem são os Alemães.

Eu sei que está cedo para sentenciar que esta Alemanha que entrou em campo hoje será a Campeã de 2010. Ainda não tivemos as estréias nem da Itália, nem da Espanha, nem da Holanda e nem do Brasil. Sei, também, que a Austrália não é parâmetro para comparação. Sei.

Mas, a sensação que tive, hoje, é de que todo treinador em uma Copa do Mundo sonha em ver seu time jogando à La Alemanha.

E, por falar em contribuição da Alemanha para o Mundo, ilustramos com alguns momentos da mulher do meio campista alemão Bastian Schweinsteiger, Sarah Brandner (sem legenda; qualquer uma seria totalmente desnecessária...):











AL-Braço
AL-©haer 

sábado, 12 de junho de 2010

Grécia, Argentina e Inglaterra ficaram devendo

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É grande a dívida do time da Grécia para com sua torcida, em Copa do Mundo. Na única Copa que havia participado, a Grécia não marcou nenhum gol, perdeu as três. Era 1994, quando a Copa era disputada por 24 países. Ficou em 23º lugar, a frente apenas de Marrocos. Esta Copa de 2010 é a segunda participação da Grécia e, pelo que vi na partida contra a Coréia do Sul, parece que o time da Grécia veio, novamente, disputar as últimas posições (lá pelo 32º lugar), correndo o risco de voltar para casa sem marcar nenhum golzinho.

Por falar em correr, o time da Coréia do Sul continua naquela correria louca. E, considerando que eles têm três Lee, dois Park, três Jung e dois Yong, além do fato de serem muito parecidos, convenhamos, fica meio difícil marcar os coreanos. Resumindo, a vitória da Coréia do Sul sobre a Grécia por 2 a 0 foi uma questão de tempo e foi justa.

Mas este jogo foi apenas uma preliminar do dia, para aquecimento. Todas as expectativas estavam nas estréias de Argentina e Inglaterra, que sempre estão entre os favoritos para vencer uma Copa do Mundo.

Ontem ouvi uma coisa que não sabia. Que o Futebol é originário da China e que foram os Ingleses que o descobriram e o espalharam para o Mundo. Eu já desconfiava que não foram os Ingleses que inventaram o Futebol. Quem inventou o Futebol foi Pelé, em 1958. E foi Garrincha que, também em 58, reinventou o Futebol, na forma do drible. E, em 74, a Holanda faria uma coisa, que ninguém conseguiria reeditar (nem a própria Holanda em 78), que foi o Futebol Total, apresentando ao Mundo o esquema “Carrossel Holandês” de Cruyiff e Cia.  

Caríssima Leitorcedora. Caríssimo Leitorcedor. Confesso que fiquei decepcionado com as seleções da Argentina e da Inglaterra. Da Argentina espero muito mais do que vi. Da Inglaterra, nem tanto. Argentina e Inglaterra abriram o marcador, nas partidas contra Nigéria e EUA. Achei que venceriam fácil. Os EUA empataram, naquele peru digno de um Thanksgiven Day. Aquilo assustou o time da Inglaterra, os EUA equilibraram a partida a ponto de, no segundo tempo, a equipe que marcasse um gol, venceria a partida. Foram ineficientes e o jogo terminou 1 a 1. Os Ingleses ficaram devendo um futebol de time favorito.

Apesar de que a Jabulani é muito bem tratada pela canhotinha do Messi, nos seus passes de primeira e nas suas arrancadas, a desenvoltura de Messi na seleção Argentina é mesmo diferente do que ele rende no time do Barcelona. Parece que a alma de Messi é mais Catalã do que Portenha. O time da Argentina teve mais posse de bola que a equipe da Nigéria, chutou mais a gol, mas a Nigéria também teve ótimas chances de empatar, o que revela que esta tão falada seleção da Argentina, na prática, não é esse bicho-papão. Ainda. Vamos dar um desconto, por ser a partida de estréia, porque, como dizia Balzac, “toda estréia é difícil” (e se não foi Balzac quem disse isto, deveria ter dito!). A Argentina, também, ficou devendo um maior poder ofensivo e de finalização, pelos craques que tem no meio de campo e, principalmente, no ataque.

Agora, uma fofoca, já que Futebol que é bom, ainda não vimos nesta Copa. Semanas antes de iniciar a Copa do Mundo, surgiu uma conversa de que Messi – La Pulga – teria convidado a ex do lateral inglês Ashley Cole para umas, digamos, “puladinhas”. Messi, imediatamente veio à imprensa, desmentir. Verdade ou não, convenhamos, Ashley Cole e Messi têm bom gosto:


Cheryl Cole
(melhores momentos) 
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Cheryl Cole
(há outros vários momentos espalhados pela internet)
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Cheryl Cole
(e ela ainda canta...)

AL-Braço
AL-©haer 

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Começou a Copa 2010

Apesar de que a FIFA insiste em dizer que a Copa do Mundo começa desde as eliminatórias, até que enfim, a Copa 2010 começou prá valer. Eu já estava cansado de ficar ouvindo as chamadas “faltam tantos dias para a Copa” e de ver os cronômetros regressivos nas páginas pela internet.

Duas partidas. Quer dizer, uma e “quase” outra, porque o jogo entre França e Uruguai foi de dar sono e, para piorar, o resultado não poderia ser outro: um 0 a 0.

A partida de estréia entre África do Sul e México também não foi lá estas coisas. Dois tempos distintos: no primeiro, o México poderia ter definido a vitória, porque a equipe da África do Sul entrou muito nervosa em campo e não conseguia dominar a bola; no segundo tempo, ocorreu o inverso, pois foram os africanos que perderam ótimas chances de vencer a partida.

Em grande parte do segundo tempo, o time da África do Sul jogava de forma muito parecida com o time do Brasil de 94. Bem fechada na defesa e saindo nos contra-ataques. Claro, é o Parreira o técnico da África do Sul e só sabe treinar um time daquele jeito.

O primeiro gol da Copa foi da África do Sul. Não, não foi só um golaço o que Tshabalala marcou. Tshabalala marcou um belo encontro com a Jabulani. Um encontro que fez milhões de pessoas no mundo inteiro ecoar junto às vuvuzelas do Soccer City.

Esta alegria durou pouco, porque o futebol africano ainda comete alguns erros infantis especialmente na defesa. Um cruzamento para a área, uma “linha burra” mal feita e o gol de empate do México.

Além do gol da África do Sul, o que mais gostei desta partida foi a maneira com que o time da África do Sul entra em campo: todos dançando e cantando dentro do túnel, o que prova que a dança e música é a autêntica expressão do povo africano. Também gostei quando eles correram para a beira do gramado para comemorar o gol. Vários jogadores se juntaram ao Tshabalala, mas não era para se abraçarem. Era para mais uma dancinha, previamente ensaiada e coreografada por Tshabalala, que parecia estar mais interessado em acertar os passos, do que aproveitar a comemoração do gol.

Naquela hora, não tinha como não me lembrar das dancinhas do time do Santos...e pensei:

“como é que o Robinho vai fazer? vai dançar sozinho? será que o Elano gosta de dançar? precisa de pelo menos três, para uma boa coreografia...é...tá faltando um dançarino na nossa Seleção e não precisa ter a leveza de uma garça, não; um Ganso bastaria...”

Sobre o outro “quase” jogo entre França e Uruguai, vi uma equipe da França envelhecida e sem nenhuma criatividade e um Uruguai que só tem um jogador, que é o filho do Pablo, também Forlán, o Diego. Dormi no meio do segundo tempo. Quando acordei, a partida já tinha terminado. Vi os lances que tinha perdido, aliás, que não tinha perdido, pois não perdi nada, quando estava dormindo.

Caríssimo Leitorcedor, realmente o Diego Forlán bate um bolão: 
       

 Zaira Nara (la novia de Diego Forlán)

foto encontrada em http://www.larepublica.pe/node/223121/01?page=6
mas se você digitar Zaira Nara buscando por imagens no Google, 
vai encontrar esta foto repetidas vezes em vários endereços,
 juntamente com outras fotos de mesmo teor.

AL-Braço
AL-©haer 

domingo, 6 de junho de 2010

Sem pressa, mas correndo

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Caríssima Leitorcedora esmeraldina. Caríssimo Leitorcedor esmeraldino. Depois daquelas três primeiras derrotas, nosso Goiás não perdeu mais. Estamos invictos há quatro rodadas. São três vitórias seguidas. Nesta primeira parte do Brasileirão, que agora dá uma parada para a Copa do Mundo, o Goiás conseguiu ficar fora da zona de rebaixamento e temos que comemorar. Para um elenco que está se reestruturando dentro da competição, convenhamos, estou surpreso com os resultados alcançados.

Vencemos o Flamengo lá no Maracanã. Apesar de que o Flamengo estava desfalcado de Adriano, Wagner Love e Petcovic, ganhar do Flamengo em pleno Maracanã aumenta muito a auto-estima de qualquer time. E, considerando a qualidade técnica, sendo o Goiás um time carente de jogadores acima da média, a auto-estima é um valor fundamental para esta equipe que já esboça um conjunto. Acreditar na força do conjunto é uma força e tanto quando se fala em esporte coletivo.

Nesta partida contra o Flamengo, observamos três fatores significativos:

- pela primeira vez na competição, o técnico Leão colocou em campo a mesma equipe que entrou de titular na partida anterior, com a mesma distribuição tática;

- a equipe se comportou da mesma maneira com relação ao jogo anterior.

O terceiro fator, eu comento mais abaixo.

Sobre estes dois primeiros fatores, nota-se que aquilo que era um conjunto desorganizado de jogadores em campo já começa a se revelar sob a forma de uma equipe. O Goiás não é esta maravilha toda, mas já é “um time”. Com a repetição da escalação dos mesmos titulares, os jogadores começam a ganhar a confiança do treinador e, mais importante, passam a confiar mais no próprio desempenho. A insistência (pela repetição) faz com que os jogadores se conheçam dentro de campo e realizem com eficiência as orientações do treinador.

Já temos um sistema defensivo que está mais organizado, especialmente com três volantes - Jonílson, Amaral e Wellington Monteiro – dando o primeiro combate, protegendo a zaga e fazendo a cobertura das laterais. Na parte ofensiva, ainda há muito que se melhorar, mas – sabemos – não há como arrumar tudo de uma hora para outra. Romerito é uma referência de experiência e garra para a equipe. Bernardo e Éverton se movimentam bastante e ajudam na marcação. Mas se o Goiás já consegue neutralizar as investidas adversárias, ainda não conseguiu uma eficiência melhor no setor ofensivo. Com o tempo e a sequência de partidas, certamente, este setor também irá evoluir, até porque novos jogadores estão sendo contratados, como opção no ataque.

Ainda estamos errando muitos passes e os cruzamentos para a área adversária ainda estão pouco producentes. Mas foi muito bom ver que o Goiás pode jogar da mesma forma, tanto no Serra Dourada, quando fora de casa. Foi assim, nas duas partidas contra São Paulo (em casa) e Flamengo (fora). Isto mostra que, a despeito das deficiências técnicas, os jogadores do Goiás já conseguem se organizar taticamente em campo. Isto se chama disciplina. Méritos do técnico Leão e dos esforços dos jogadores.

O terceiro fator, que reputo ser o mais importante, é que os jogadores do Goiás estão entendendo que o esforço de cada um, visando o coletivo, é o responsável pelo êxito do time e, consequentemente, todos ganharão com isto. Neste time do Goiás, sob o comando do técnico Leão, não cabe individualismo.

É importante salientar que todos os jogadores estão vibrando juntos com os gols. Fiz questão de observar, depois, nos vídeos pela internet (quando podemos pausar a reprodução) que, no segundo gol do Goiás (o da virada) cerca de 7 jogadores correram para comemorar com o estreante Otacílio Netto, que marcara o gol. Otacílio Neto correu para o banco de reservas e foi abraçar Bernardo, que vibrava junto com os demais, fora de campo. Bernardo tinha acabado de deixar o campo, sendo substituído pelo próprio Otacílio. Ou seja, todos estão unidos. E a união, em esporte coletivo, é a base para tudo.

Leão “tem estrela”. Novamente teve que substituir o Romerito, que cansou no segundo tempo (o que é esperado, pois Romerito já não é mais um menino e se dedica ao máximo, em campo). De uma só vez, Leão colocou o Otacílio Neto no lugar de Romerito e tirou Bernardo para a entrada de Hugo. Hugo, descansado, ajudou o Goiás a melhorar a posse de bola e envolver a defesa do adversário. Habilidoso, bateu uma falta “a La Zico”, no ângulo, sem defesa para o goleiro Bruno. Um golaço. Era o empate aos 39 minutos do segundo tempo. Três minutos depois, Douglas entra na área e, numa jogada que fez lembrar seus bons tempos de Seleção Sub-20, dribla dois adversários num espaço exíguo e chuta para o gol. Bruno tem dificuldade em defender a bola, dando o rebote, que cai exatamente nos pés do atacante Otacílio Netto, que marca o gol da vitória. Leão colocou em campo os jogadores que marcariam os gols da vitória do Goiás. 

Não precisamos ter pressa. Mas o que não falta neste time do Goiás é disposição e correria, o que tem ajudado muito a parte defensiva e perturbado muito as defesas adversárias, mesmo que lá na frente, o Goiás pouco tem finalizado.  

Hoje não vou falar mal do Wellington Saci. Hoje, não.


AL-Braço
AL-©haer 

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Caminhando

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O Goiás venceu o São Paulo, aqui no Serra Dourada. Foi mais um passo importante nesta caminhada longa e difícil, que vai ser este Brasileirão para o Meu Goiás.

Apesar de que o time do São Paulo não veio com a sua defesa titular, era o São Paulo e vencer o time do São Paulo não é fácil. Aliás, fazia um tempão que a equipe do São Paulo não sofria gols.

Não foi um jogo bonito. A equipe do São Paulo não estava em uma noite inspirada (adoro estas expressões do jargão do futebol), enquanto que o Goiás não se aproveitava da posse de bola, não trabalhava a bola no meio de campo e, nas tentativas de lançar a bola para o ataque, as jogadas eram desarmadas pela defesa sãopaulina.

Nota-se que os jogadores do Goiás estão se empenhando dentro de campo. Quando há carência técnica, a superação pode ser conseguida com dedicação. E, pelo menos, os jogadores do Goiás estão correndo muito. Falta jogador, sim. Mas, mesmo com o elenco que tem, o Goiás precisa de mais tempo para acertar o melhor posicionamento da equipe dentro de campo. E isto está se refletindo nas jogadas de ataque. Pelo fato de não termos um goleador, um atacante de área e, pelo fato de que o Leão está tendo que colocar o time para jogar no 4-5-1, mesmo dentro do Serra Dourada, o time do Goiás fica trocando passes em frente da área adversária, sem conseguir finalizar em gol.

O primeiro tempo desta partida revelou o que foi o desempenho de Goiás e São Paulo. Muitos passes errados, poucos chutes a gol. Os dois gols, um para cada lado, tinham que vir de bola parada. O São Paulo abriu o marcador com um gol de falta, enquanto que o Goiás empatou, de pênalti.

O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro, apesar de que o Goiás procurou mais o gol no início. A equipe do São Paulo esperava por um erro da defesa do Goiás, o que não aconteceu. E a partida caminhou com os repetidos erros de passes das duas equipes. Quando parecia que a partida terminaria empatada, Jonílson chutou de fora da área (com a perna esquerda, que não é a boa) e Rogério Ceni não conseguiu defender a bola que entrou no cantinho. Finalzinho do jogo, já não havia mais tempo para o São Paulo reagir.  

Foi uma vitória significativa para o Goiás, por vários motivos, o principal deles é que o Goiás, pela primeira vez, não está na zona do rebaixamento.

O que podemos tirar de conclusão é que o técnico Leão já está conseguindo alguns progressos. Por exemplo, com a escalação do volante Wellington Monteiro (no lugar de Hugo) para jogar junto do Amaral, a zaga ficou mais protegida e os erros cometidos anteriormente (os espaços deixados na defesa), desta vez aconteceram em menor número.

Outra conclusão (que já alertamos em pôsti anterior) é que o Romerito não vai conseguir manter o ritmo que imprimiu naquela vitória sobre o Atlético Goianiense. A experiência e a garra do Romerito é fundamental para a equipe, mas é impossível que Romerito defenda, conduza e distribua a bola, vá ao ataque e finalize as jogadas o tempo todo em todos os jogos. Nesta partida contra o São Paulo, o Romerito se cansou já na metade do segundo tempo. Foi corretamente substituído (e na hora certa), mas o time perdeu muito na criação, especialmente na posse de bola. O garoto Johnathan, que o substituiu, é mais um jogador jovem e bem disposto, mas pouco acrescentou para a criação de jogadas no meio de campo. Johnathan é um jogador que rende mais quando joga no ataque, recebendo as bolas. Precisamos de jogadores que possam fazer a função do Romerito.

É impressionante como está sendo difícil para o lateral Douglas reencontrar aquele futebol que o levou para a Seleção Sub-20. Nas duas últimas partidas, Douglas foi muito acionado e continuará sendo, portanto, espera-se mais qualidade de Douglas, especialmente nos passes e nos cruzamentos para a área.

O técnico Leão sabe “ler” uma partida. Substituiu o Romerito na hora certa. Tirou o Bernardo (bom jogador!) e colocou Rafael Moura lá entre os zagueiros, para prender a defesa do São Paulo e não deixá-los subir em bloco. E, para que o Douglas não levasse o segundo cartão amarelo, colocou o Wendell, que se não fez muita coisa, foi dele o passe para trás, para Jonílson, que vinha da intermediária, no lance do segundo gol.

Por falar em Bernardo, a cada jogo que passa, este jovem se firma como um jogador que vai produzir muito para o Goiás. Bernardo, além de habilidoso, chuta bem, chuta forte e faz o que poucos fazem: chuta de fora da área, dando trabalho para o goleiro adversário. E tem personalidade. Pênalti marcado para o Goiás, todo mundo pensava que seria o Romerito quem iria bater. Bernardo pegou a bola, assumiu a responsabilidade e bateu firme, como deve ser batido um pênalti: bola forte, rasteira, goleiro num canto, bola no outro.     

Gostei.

Gostei tanto, que nem falei mal do Wellington Saci. Então vai: esse Wellington Saci é muito ruim. E, por falar em jogador ruim, o Éverton Santos vai aprender muito aqui no Goiás, por exemplo, para começar, vai aprender a jogar futebol, pois lá no Palmeras, ele deve ter “matado muita aula”.

E vamos caminhando.

AL-Braço
AL-©haer 

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Longa é a caminhada

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Como diriam os chineses: “uma longa caminhada começa com o primeiro passo”. O primeiro passo da caminhada do Goiás neste Brasileirão de 2010 foi o empate contra o Ceará. Hoje, a vitória sobre o Atlético Goianiense foi apenas o segundo passo. Confesso que não espero muito desta caminhada, neste ano. Espero que o Goiás se livre do rebaixamento e, para isto, a caminhada será longa.

Qual foi a novidade do Goiás, nesta vitória contra o ACG?

Não foram as alterações na equipe titular. E não era para ser diferente, pois o técnico Leão ainda busca o que tem de melhor, ou, em outras palavras, o que tem de “menos pior” (e ele ainda não tem muita certeza disto; nem nós temos). O técnico Leão escalou o Goiás no esquema 4-4-2, como fora na partida anterior, sem surpresas.

A “novidade” foi ausência de atacantes “de ofício”, o que seria – a princípio – um paradoxo, para uma equipe que ainda não tinha vencido uma partida, após quatro rodadas.

Sem um atacante tradicional (Felipe está se recuperando de contusão e Rafael Moura foi barrado, por estar numa fase ruim), esperava-se que os jogadores de frente do Goiás aprontariam uma “correria doida” para cima da defesa do Atlético e voltariam para ajudar o meio de campo. E foi o que aconteceu. De forma ainda desorganizada, pois os jogadores recém-chegados ainda estão se conhecendo dentro de campo, a movimentação dos jogadores Hugo, Bernardo e Éverton Santos foi minando a capacidade física do meio de campo e defesa do Atlético Goianiense. E, com o passar do tempo, esta movimentação, mesmo que atabalhoada em alguns momentos (tem hora que vemos os três correndo em direção a bola) ia abrindo espaços para boas jogadas nos pés de Romerito e Douglas.

Douglas ainda não recuperou aquela performance que o levou à Seleção SUB-20, mas hoje correu mais, errou menos passes e foi a partir de uma ótima arrancada dele a jogada para o terceiro gol do Goiás. Já Romerito, este foi o MONSTRO do jogo. Correu o campo todo, dividiu, armou jogadas, foi à linha de fundo cruzar bolas para a área, chutou várias bolas ao gol e marcou duas vezes. O segundo gol foi um golaço em jogada individual, depois de driblar, em um só toque, dois adversários dentro da área, para chutar com a perna direita (que não é a boa) colocado, tirando do alcance do goleiro adversário.

Definitivamente, estamos sem um lateral esquerdo. Nem Jadilson, que hoje entrou de titular, nem Wellignton Saci, que entrou no segundo tempo estão apresentando um futebol que seja produtivo para a equipe. Na minha opinião, o Jadilson perdeu aquela confiança que mostrou na primeira vez que passou pelo Goiás. Na partida de hoje contra o ACG, até que Jadilson se esforçou, mas se mostra instável, errando muitos passes e buscando o pior caminho com a bola nos pés. Quanto a Wellington Saci, este é sofrível.

Voltando a falar dos “corredores” Hugo, Bernardo e Éverton Santos, o melhorzinho deles é o Bernardo. Bernardo é mais o mais habilidoso e o mais objetivo e tem um chute forte. Hugo e Éverton Santos ainda vão correr muito. A sorte deles é que são novos e têm fôlego. Afoitos (mal da juventude) alternam bons e maus momentos. Hoje, por exemplo, Hugo foi substituído por Wellington Monteiro, o que foi uma substituição acertada, principalmente depois que o Goiás virou o marcador para 2 a 1, quando Wellington Monteiro protegia a zaga, juntamente com Jonílson, cadenciando as jogadas (sem rifar a bola) e dando tranquilidade para a defesa.

Por falar em Jonílson, este volante foi uma ótima contratação. Atento, antecipa bem as bolas do adversário, joga firme, sem cometer faltas violentas e sabe guardar posição, seguindo as orientações do treinador.

É interessante como nesta fase de reestruturação, com a carência atual de jogadores, a gente se empolga e se engana com os jogadores. No caso do Augusto, parecia que ele faria dupla de zaga com Rafael Tolói. Na partida contra o ACG, Augusto perdeu a condição de titular, para o retorno do Ernando. E Ernando não comprometeu. Acho que Augusto deve mesmo ficar no banco de reservas, ou talvez, se o técnico optar pelo esquema 3-5-2, pode compor a linha de três zagueiros.

Nossa zaga (qualquer que seja a formação, com 3 ou 2 zagueiros) ainda precisa treinar muito o posicionamento. Há muitos buracos na nossa defesa e os atacantes adversários estão entrando facilmente por meio destes espaços. Mais uma vez, o goleiro Rodrigo Calaça fez ótimas e difíceis defesas.

Falta muita coisa para acertar neste time do Goiás. E faltam jogadores. Ter o Romerito como única referência de jogadas de ataque é arriscado, pois o campeonato é longo, Romerito já não é mais um menino e tem um histórico de contusões e cirurgias.

O atacante Felipe tem que voltar logo e fala-se em novas contratações. Vamos aguardar.

Vencemos o Atlético Goianiense. Mas não podemos nos iludir, porque enfrentamos um adversário que ficou “sem pernas” no segundo tempo. Até o momento, das 20 equipes que participam deste Brasileirão, o ACG está entre as mais desgastadas fisicamente, em virtude da disputa da Copa do Brasil.

Devemos comemorar a nossa primeira vitória, mas com moderação. Já deixamos a “lanterna”, mas a caminhada – repito – vai ser longa.

E sofrida.


AL-Braço
AL-©haer