(poesia visuAL / "A Tática: Futebol" / Série "Futebol em Movimento")
( poesia visual / "Copa do Mundo" / Série "Futebol em Movimento" )
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Biorritmos – parte I
Desde a primeira vez que ouvi falar sobre Biorritmo, passei a observar – empiricamente - que a teoria tem uma certa lógica. Na época, ainda não tínhamos Internet, nem Brasileirão por pontos corridos. Hoje, temos os dois.
.
Da Internet, com paciência, pode-se ler muito sobre Biorritmos. Fiz uma busca rápida no gúGOL, para melhorar a introdução do tema:
.
Os primeiros estudos sobre ritmos (rhythmos) ou cilcos de vida (bios) datam do Século XIX (Berlim, 1890) e são creditados ao Doutor Whilhelm Fliess. Segundo as conclusões do Dr. Fliess, pode-se medir três fundamentais ciclos do gênero humano: o ciclo físico, o ciclo emocional e o ciclo intelectual.
.
A grande contribuição do Dr. Fliess foram dois Teoremas sobre os biorritmos:
1. A Natureza concede ao Homem os chamados “relógios internos”, que medem o “tempo” em “ciclos” ao longo de toda a vida.
2. Um destes “relógios” em ciclos de 23 dias influencia a parte física; outro, em um ciclo maior de 28 dias, está relacionado à parte emocional.
A introdução técnico-histórico-científica para por aí.
.
Demos agora um salto de 1890 até 2009 e vamos falar sobre o atual Brasileirão por pontos corridos. Por motivos passionais e doentios, vou tentar explicar a Campanha do Meu Goiás através da teoria dos Biorritmos.
.
Tendo como base de dados os 23 jogos já realizados, distrbuiremos em cada “ciclo” os resultados do Goiás em Vitórias-Empates-Derrotas.
- CICLO FÍSICO (a cada 23 dias)
10/05 – 01/06: 1V-2E-1D
01/06 – 24/06: 0V-3E-0D
24/06 – 17/07: 2V-0E-2D
17/07 – 09/08: 6V-0E-0D
09/08 – 01/09: 2V-0E-3D
01/09 – HOJE : 0V-1E-0D
Descartando o último ciclo físico (ainda incompleto, pois apenas tivemos uma partida), pode-se concluir que:
. a curva das vitórias passou pelo ponto de máximo naquele período em que tivemos uma sequência de jogos nos meios e finais de semana;
.
. a curva das vitórias está com inclinação na descendente;
.
. o EMPATE é o resultado que ocorreu em menor número;
.
. por se tratar de uma distribuição “gaussiana” e, considerando que, quando o Goiás não vence, a probabilidade de uma derrota é maior que um empate, era de se esperar que, juntamente com a atual descendente de vitórias, está ocorrendo uma ascendente de derrotas.
Considerando o aspecto físico (que é a particularidade deste ciclo), conclui-se, claramente, que o time do Goiás correu muito para conseguir aquelas 6 vitórias seguidas (no quarto ciclo físico) e que, agora, começa a apresentar sinais (e resultados) do cansaço. Os jogadores do Goiás já não conseguem “chegar junto” em todas as bolas. Prova disto é que o número de faltas que a equipe do Goiás comete tem diminuído a cada partida. Também tem diminuído a quantidade de bolas roubadas. Ou seja, no último ciclo físico (válido) das séries acima mencionadas, os adversários têm conseguido mais posse de bola e, consequentemente, foi o período em que o Goiás mais derrotas sofreu.
.
Apesar de que a última partida (no Serra Dourada, contra o Coritiba) está em um ciclo ainda incompleto, notamos que o time do Goiás esteve muito lento em campo. Normalmente, os jogos do Goiás, aos Domingos, têm sido marcados para as 18h30min. Este contra o Coritiba foi às 16h00. Muito sol e muito calor. Era esperado que os paranaenses sentissem mais o clima. Mas, quem esteve em “câmera lenta” foi o Goiás. O time do Coritiba correu mais, principalmente da metade do segundo tempo para o final. Ou seja, quem “morreu” em campo fomos nós. E o empate acabou sendo um resultado que o Coritiba buscou e mereceu. Apesar da lambança dupla de Amaral e Harlei na grande área, o atacante Ariel marcou um golaço. Era o empate em 2 a 2.
.
Há, portanto um alerta e uma confirmação. O alerta é que a equipe do Goiás tem que redobrar os cuidados com a preparação física para tentar retomar o estágio atingido entre 17/07 e 09/08. O que não parece uma tarefa fácil. A confirmação é que, sem o Rafael Tolói em campo, nossos 3 zagueiros não têm a mesma eficiência. Como eu já disse aqui antes, nossos zagueiros são o Tolói + qualquer outros dois.
.
Passemos a analisar outro ciclo.
- CICLO EMOCIONAL (a cada 28 dias)
10/05 – 06/06: 1V-2E-1D
06/06 – 04/07: 1V-3E-0D
04/07 – 01/08: 5V-0E-2D
01/08 – 29/08: 4V-0E-2D
29/08 – HOJE : 0V-1E-1D
Da mesma forma, descartando o último ciclo emocional (ainda incompleto, pois apenas tivemos duas partidas), pode-se concluir que:
. analisando a distribuição dos resultados (Vitórias, Empates, Derrotas), emocionalmente falando (não estou considerando a pontuação obtida), nos dois primeiros ciclos desta série, a equipe do Goiás esteve mais equilibrada;
.
. analisando esta mesma distribuição nos dois últimos ciclos (válidos), apesar que foram nestes ciclos que o Goiás conseguiu maior número de pontos, emocionalmente há um viés de desequilíbrio.
Caríssima Leitorcedora. Caríssimo Leitorcedor. Vocês devem estar pensando que a análise deveria ser o contrário. Mas não. Estatisticamente falando e, considerando o aspecto emocional, a linha de pensamento deve ser aquela que escrevi acima.
.
Explico.
.
Em 2007, quase rebaixamos para a Série B. No ano passado, fizemos uma campanha irregular. Neste ano, depois de uma decisão de um campeonato Goiano, em que o Goiás teve dificuldades para vencer o Atlético Goianiense, o que se esperava do Goiás era realizar uma campanha neste Brasileirão que não tivesse o sofrimento de 2007, nem a irregularidade de 2008. Mas ninguém (eu disse N-I-N-G-U-É-M) sequer apostava no Goiás disputando vaga para a Libertadores.
.
Começou o Brasileirão e o Goiás demorou 57 dias (9 rodadas) para vencer a primeira partida no Serra Dourada, contra um Cruzeiro com time misto, por um magro 1 a 0 (gol de Felipe, de falta, contando com a falha do goleiro). Paradoxalmente, neste mesmo período, o Goiás ainda não tinha sido derrotado fora de casa, obtendo duas boas vitórias contra um também Coritiba misto e um desorganizado Botafogo.
.
Se o Goiás não empolgava, também não beirava a zona de rebaixamento e, tudo indicava que passaríamos o campeonato naquela região N.E.M. (nem no rebaixamento, nem na sulamericana).
.
Eis que entra em campo o “emocional silencioso” do fator Hélio dos Anjos. Hélio dos Anjos não abriu mão do esquema tático 3-6-1 (com variações para 3-5-2) e o Goiás disparou a vencer, com uma estratégia sólida de jogar “fechadinho” e, nos contra-ataques, “soltar a onda verde”.
.
O resultado disto o Brasil inteiro ficou sabendo: o Goiás foi a sensação do Primeiro Turno. Mais do que o Avaí, pois o Goiás, por duas rodadas, teve chances de chegar ao topo da tabela, mas não conseguiu.
.
Se antes, ninguém falava nem em G4, quando “acordamos”, estávamos de frente a uma possibilidade de brigar pelo Título. Para o Hélio dos Anjos é mais fácil dizer que “Podemos Sonhar”. O Hélio dos Anjos deu equilíbrio tático à equipe. Mas, o que é necessário é o equilíbrio emocional, que deve vir de quem está em campo, os jogadores.
.
O que se nota é que os jogadores do Goiás não estavam preparados emocionalmente nem para o G4, muito menos para decidirem o Título. Pelo menos até o momento.
.
Foi só chegarmos na segunda colocação, com possibilidade de atingir até a primeira posição, que o time começou a “desandar”.
.
Finalizando, vamos concluir, juntando as análises do CICLO FÍSICO e do CICLO EMOCIONAL.
.
A equipe do Goiás não pode ficar se cobrando pela conquista deste título. O que se cobrava era uma boa campanha, sem sustos. Até o momento, a campanha é excelente, acima das expectativas.
.
O Goiás deve se preocupar em reencontrar o equilíbrio físico, para voltar a ter a eficiência daquele período em que venceu 6 partidas seguidas.
.
Taticamente falando, não se pode mexer na estrutura da equipe. O que tem garantido o equilíbrio emocional do time do Goiás é a manutenção da disciplina do esquema 3-6-1, com raras variações para 3-5-2. É por isto que disse em crônica anterior que, para o Fernandão entrar, quem deve sair é o Felipe, para não desorganizar o esquema.
.
Se o Goiás não tinha maiores pretensões no início do campeonato, agora que deixaram a gente “gostar do G4”, passamos a ter o objetivo de voltar a participar da Libertadores. Agora sim, há o que esperar. Mas sem atropelos.
.
Por enquanto, não quero pensar em título. Precisamos recuperar as “pernas” e, consequentemente, a “inteligência tático-emocional”.
.
O que não vai ser fácil, principalmente a parte física, que é mais exigida no segundo turno, pois a maioria das partidas está decidindo posições lá em cima e lá em baixo da tabela.
.
No próximo pôsti (a Parte II), vou fazer as projeções (segundo a teoria dos Biorritmos) para os resultados do Goiás nos ciclos que estão por vir.
AL-Braço
AL-©haer
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
CHAMEM o C.R.M. !!!
Também sei que errar é humano. E, depois das recentes evoluções tecnológicas, da quantidade de câmeras que filmam uma partida e – especialmente – dos recursos da computação gráfica, os erros da arbitragem não passam mais despercebidos.
Mas, parece que os erros estão aumentando. Tem partida que o trio de arbitragem erra para os dois lados. Tem partida que os dois times saem reclamando do árbitro. Reclama-se dos árbitros até quando se vence uma partida. A coisa tá assim.
Convenhamos, há situações que são – mesmo – muito cruéis. Foi? Não foi? Aí a gente vê no replay e acha que foi. Depois, vê mais tarde, em câmera lenta, com a imagem indo e voltando e a gente convence que o que a gente achava que tinha sido, não foi. Ou que foi, apesar de que a gente achava que não tinha sido.
A gente tem mais é que fazer como as Mães deles. Rezar para que Deus os ilumine e que não aconteça lances polêmicos. Mas os Santos não estão dando conta de tanta lambança. E o Sobrenatural de Almeida deve estar rindo muito disto tudo.
Não tenho o costume de falar da arbitragem. Até porque – as estatísticas provam – meu Goiás tem sido mais beneficiado do que prejudicado pelos erros de arbitragem, nesta temporada. Mas o nível da arbitragem brasileira está começando a complicar o esporte.
O meu amigo Carlão (torcedor do Atlético Goianiense e do Vasco) já tinha me alertado para isto e passei a acompanhar melhor os acontecimentos. Mesmo vibrando com a campanha do seu Atlético, o Carlão me disse que estava torcendo para o Vasco alcançar logo a posição de primeiro colocado, para os árbitros “esquecerem” o Atlético. Enquanto o Vasco não chegava à primeira colocação, a arbitragem estava “minando” o Atlético. O Carlão dizia que, quando o Vasco atingisse o topo da tabela, “eles” deixariam o Atlético seguir “em paz”.
Mas, mesmo depois que o Vasco assumiu a liderança da Série B, o que continua acontecendo com o Atlético Goianiense já chegou nos limites do aceitável.
Nesta partida contra o Vasco, aqui no Serra Dourada, o árbitro literalmente OPEROU o ACG.
Chamem o Conselho Regional de Medicina, que o pessoal tá operando sem diploma!!!
A Mãe sonhou um dia que seu filho seria Médico e o cara resolve ser árbitro de Futebol e se mete a cirurgião?!
A Senhora tá vendo...
...e não adianta ficar olhando para mim com essa cara, não!
Foi a Senhora que o pariu!
AL-Braço
AL-©haer
"Aquelas" camisas do Dunga
Copa das Confederações.
Agora, a classificação para a Copa da África. A Seleção Brasileira continua sendo a única a participar de todas as Copas (e, lembremos, já tem presença garantida para a de Copa de 2014, como País-Sede).
Eu fui um dos que criticaram a escolha do Dunga para o comando da Seleção. Pudera, Dunga não tinha sido treinador até aquele momento e, começar logo pela Seleção?! Já que não precisava ter sido técnico de nada, eu também queria ter sido chamado para treinador da Seleção. Achei injusto. Não a escolha do Dunga. Achei injusto eu ter ficado de fora.
Imaginei que a passagem de Dunga pela seleção estaria com um prazo de validade pré-estabelecido. Pensei que ele ficaria ali até passar a ressaca da figuração turbulenta e desastrada da Copa de 2006. Cheguei até a engendrar na minha mente que o “fator Dunga” era uma estratégia para desviar a discussão sobre os “bastidores” da Copa da Alemanha. E, parece que a idéia deu certo, pois até sobre a camisa do Dunga se discutiu em vários programas de TV e de rádio e nas rodas de buteco.
É bem verdade que a Seleção é “utilizada” como “atalhos” para a transação de alguns jogadores para o exterior e a mais recente tentativa foi a do Diego Tardelli, convocado para aquele amistoso contra a Estônia. Mas isto não é “privilégio” do Dunga. Outros treinadores que passaram por lá fizeram o mesmo. E outros o farão.
A Copa do Mundo (a sua “fase final”, como a FIFA gosta de chamar) é o campeonato mais fácil de se vencer. Na primeira fase, pode-se classificar até com 3 empates (vide a Itália em 1982, que depois acabou sendo a Campeã). Na copa de 82 precisavam-se jogar 6 partidas para ser Campeão. Depois, com o aumento de vagas, uma partida a mais, ou seja, agora são 7 confrontos. E, pode-se vencer a finalíssima através de uma disputa de “tiros livres da marca do pênalti”, depois de um empate sem gols após tempo regulamentar e prorrogação (vide o Brasil em 94). Até o Parreira já foi Campeão do Mundo.
Objetivamente falando, o Dunga está a 7 partidas de levar o Brasil ao título de Campeão do Mundo. O “Hexa” !!!
A “Era Dunga” pode ter mais um capítulo. Confesso que, por este capítulo eu não esperava. Mas ele pode ser escrito. De verde e amarelo.
Se eu fosse o Dunga, eu voltaria a usar aquelas camisas.
Só de sacanagem. Só de gozação com a cara de todos que o criticaram (inclusive eu).
O Dunga tá podendo.
E eu, que pensava que já “tinha engolido tudo”...tenho que começar a admitir que aquelas camisas do Dunga até que são “fashion”...
Lá na NBA, o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, do Cleveland, é homenageado uma vez por ano, pela torcida. O evento chama-se “Varejão Day”. Os torcedores lotam o The Quicken Loans Arena e se vestem com uma peruca alusiva à vasta cabeleira do Varejão. Uma festa que já entrou para o Guinness Book, como a “Noite das Perucas”.
Se a moda pega, já pensou? A Seleção do Dunga Campeã do Mundo...e nós aqui vestindo as camisas do Dunga, pra comemorar?
Eu, hein?!
AL-Braço
AL-©haer
domingo, 30 de agosto de 2009
"Um Goiás" e "Outro Goiás"
Um desafio!
O desafio é o seguinte e vamos colocá-lo utilizando-nos dos princípios da Metodologia Científica:
1. Revisão Bibliográfica
Há “um Goiás” sem o Fernandão.
2. O Problema a ser resolvido
Ainda não temos “um Goiás” com o Fernandão.
3. Hipótese
Conseguirá o Hélio dos Anjos montar uma equipe competitiva com Fernandão? Como seria este “outro Goiás”?
4. Tese
Considerando que o esquema 3-6-1, com variações para 3-5-2, tem sido eficiente e eficaz, o talento e a experiência de Fernandão deve servir para a manutenção deste esquema tático.
5. Antítese
Esse “outro Goiás” seria uma equipe num esquema 4-4-2?
6. Corolário
Não há tempo hábil para se montar “outro Goiás”, com um novo esquema tático, que contemple as características do Fernandão.
7. Antecendentes:
Voltando à partida contra o Santos, vimos que o Hélio dos Anjos colocou o Fernandão, no segundo tempo, no lugar do Leo Lima. O Goiás vencia por 2 a 1, mas o Santos cresceu após a entrada de Fernandão. Sem mistério: Fernandão, ainda fora de ritmo de jogo e um campo muito pesado, pela chuva.
A surpresa foi a entrada de Fernandão no lugar de Leo Lima. E a conclusão era de que Hélio dos Anjos não abriria mão dos dois volantes de ofício, para a entrada de Fernandão.
Veio a partida contra o Atlético-MG, pela Sulamericana e, um susto: Fernandão viajou com a equipe, mas não ficou nem no banco de reservas. Era uma partida para o Fernandão ganhar mais ritmo de jogo. Mas depois veio a explicação: Fernandão teria sido poupado, em função de dores musculares. Normal. Todo jogador está sujeito a isto, quando retorna depois de um tempo sem jogar.
Então, Hélio dos Anjos escala o Fernandão de titular contra o Internacional. Até aí, tudo bem. Mas, a surpresa foi que Leo Lima também entraria de titular. Ou seja, Hélio dos Anjos – inesperadamente – abriu mão de “seus dois volantes-xerifes” e entrou somente com o Ramalho.
Há de se considerar que só tivemos 13 minutos para avaliar este “outro Goiás” com o Fernandão de titular. É pouco tempo, convenhamos.
Mas da maneira (e com a rapidez) que o Inter fez seu primeiro gol, revelaram-se falhas na proteção do sistema defensivo. Pode ser uma coincidência. Pode ser uma situação normal de jogo, pois até as defesas melhor treinadas falham. Mas, uma equipe que tem sua força na postura de seus volantes e sua zaga não costuma falhar no início de uma partida. Não pelo meio. A partida estava apenas no início e o primeiro gol do Inter pareceu uma jogada de contra-ataque. Não. Não podíamos perder a disputa da bola no meio de campo. Não naquele momento da partida. Também não podíamos permitir um lançamento em profundidade para o atacante. E nem era um contra-ataque.
Nos 13 minutos que o Fernandão esteve em campo, pode-se fazer a seguinte conclusão:
8. Conclusão Parcial
O Goiás não pode abrir mão de dois volantes natos e se o Fernandão for colocado no meio de campo, Leo Lima deve ir para o banco.
Mas, considerando o esquema que tem conduzido o Goiás a esta esplêndida campanha e, comparando apenas (atenção: eu disse A-PE-NAS) a função tática a ser desempenhada e as condições físicas, no meio de campo o Leo Lima é melhor para o Goiás que o Fernandão.
Então, temos uma nova conclusão, a partir da anterior:
9. Conclusão Final
O Leo Lima não pode sair e o Fernandão tem que entrar no ataque.
Mas, no lugar de quem? Do Iarley? Não. O Iarley é o nosso melhor jogador de linha. Técnica e taticamente.
Então, caríssima Leitorcedora, caríssimo Leitorcedor, em especiAL caríssimas Esmeraldinas e caríssimos Esmeraldinos, para que não tenhamos “outro Goiás”, se for colocar o Fernandão para jogar, quem tem que ser “sacrificado” é – pasmem!!! – o nosso artilheiro Felipe.
10. Sugestão para trabalhos futuros
A escalação: Harlei; os três zagueiros (o Rafael Tolói + 2), Vítor (prefiro o Douglas, mas deixa prá lá...), Amaral, Ramalho, Leo Lima e Júlio César; Fernandão e Iarley.
Fernandão, mais recuado, exerceria uma função tática para ajudar a defesa. Nas situações de contra-ataque, subiria junto com a “onda verde”. De boa estatura, Fernandão é uma ótima opção nas bolas altas, na defesa e no ataque. Uma substituição necessária no decorrer da partida seria o Felipe no lugar do Fernandão (que, obviamente, será quem mais vai se cansar), recuando o Iarley, com o Felipe fazendo sua função habitual lá na frente.
PessoAL, tem “um Goiás” (o do 3-6-1 / 3-5-2) que tá dando certo.
Se vai entrar com o Fernandão, quem deve sair é o Felipe.
Pra quê inventar agora “outro Goiás”?
AL-Braço
AL-©haer
Avisa lá que não era o Atlético-MG !!!
Aos 13, Fernandão disputa uma bola com o Magrão. Fernandão, de costas, abre os braços, como de hábito – protegendo a chegada do marcador. Um movimento, talvez com excesso de força...o árbitro interpreta como se fosse uma cotovelada: Fernandão expulso.
Dois minutos depois: Inter 2 a 0.
Então, o Hélio dos Anjos retira o Leo Lima e coloca Everton, o que melhorou a postura da equipe. O Goiás conseguia tomar a bola e conter o ímpeto inicial do Inter.
Cheguei a me animar, pensando que – apesar de que o time se cansaria muito, com um a menos – o Goiás poderia descontar, ainda no primeiro tempo. Imaginei que pudéssemos repetir a atuação da quarta-feira – contra o Atlético-MG, pela Sulamericana – quando jogamos melhor, com um jogador a menos por quase toda a partida. Naquele momento, minha conta era diminuir no primeiro tempo, empatar no segundo e fechar lá atrás, tentando sair do Beira Rio com um empate.
Mas do outro lado não era um Atlético-MG. Era o Internacional de Porto Alegre que, mesmo desfalcado de Taisson, Alecsandro e D’Alessandro, tem um ótimo elenco.
No início do segundo tempo, o Inter já abria 3 a 0.
Final: Inter 4 a 0.
E poderia ter sido mais.
AL-Braço
AL-©haer
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
ALgumas observações
Está comprovado, técnica e taticamente, que o principal jogador de linha do Goiás é o Iarley.
Considerando apenas a dupla de ataque do Goiás (Iarley e Felipe), vemos claramente que, sem o Felipe, o Iarley dá conta do recado, mas sem o Iarley, o Felipe fica meio perdido com tanta exigência tática.
A conclusão é que, estando ambos em condições de jogar (sem contusões e sem suspensão), não há como deixar de escalá-los. O futebol do Felipe aparece muito mais com o Iarley em campo.
A formação de três zagueiros do Goiás não perde em eficiência, quaisquer que sejam os escalados. Várias têm sido as alterações (suspensão pelos cartões amarelos e vermelhos) e chega a ser impressionante o nível de entrosamento. Parece que todos são titulares. E o mais interessante é a personalidade dos jovens Ernando e Valmir Lucas (ambos com 20 anos) e de Rafael Tolói (com apenas 18 anos).
Estou fazendo estas observações, porque o “problema” agora é imaginar como o Hélio dos Anjos vai colocar o Fernandão para jogar.
Ficou claro no jogo contra o Santos, que o Hélio dos Anjos não vai abrir mão dos três zagueiros, nem vai deixar de escalar o Goiás com dois volantes. Nesta partida, jogaram Ramalho e Amaral. O primeiro foi substituído, somente no final da partida (talvez por cansaço), por outro volante de ofício, o Everton.
Também, nesta partida contra o Santos, o Hélio dos Anjos não entrou com o Felipe Menezes de titular. Preferiu manter o Leo Lima e o esquema foi um 3-5-2.
Até aí, tudo bem, pois o Felipe Menezes tem mais características de um meia-armador, à moda antiga. E, na minha opinião, sem considerar o Fernandão, a melhor contratação do Goiás nesta temporada foi o Leo Lima, que é um jogador experiente que sabe executar múltiplas funções: combate, ajuda a defesa, conduz bem a bola, tem um bom índice de passes certos e chuta bem de fora da área. Entre o Felipe Menezes e o Leo Lima, eu também entraria com o Leo Lima e deixaria o Felipe Menezes como opção.
A novidade, nesta partida contra o Santos, foi a presença de Fernandão no banco de reservas. Ou seja, o Fernandão entraria no decorrer da partida.
Quando o Fernandão foi contratado, eu pensava que o Fernandão entraria no lugar do Felipe Menezes. Mas, nesta partida contra o Santos, o Felipe Menezes estava no banco. Então, eu imaginei que o Fernandão entraria no lugar de um dos volantes, ou no lugar do Ramalho, ou no lugar do Amaral.
Mas a minha surpresa não foi a entrada do Fernandão. Foi ele ter entrado no lugar do Leo Lima.
Esta substituição aponta para que tiremos a conclusão de que, quando o Fernandão entrar de titular, o Hélio dos Anjos vai tirar o Leo Lima. E que o Fernandão jogará mais recuado. Será mais um meia-armador e voltará para ajudar o sistema defensivo.
A chuva que caiu sobre Goiânia neste Domingo foi uma chuva incomum. É raro chover aqui no mês de agosto. E, sinceramente, achei precipitada (já que o assunto é precipitação) a entrada do Fernandão, que ainda não readquiriu sua forma física na plenitude, numa partida em que o campo estava muito pesado. Não discuto a qualidade técnica do Fernandão, nem o que ele significa pela sua trajetória vitoriosa no Futebol, nem o que ele representa para a torcida do Goiás, nem o respeito que ele impõe aos adversários, nem a sua experiência. Tudo isto já é sabido, mas não havia necessidade de se colocar o Fernandão nesta partida contra o Santos. Nesta partida, ficou claro que o Fernandão entrou apenas para ganhar um pouco de ritmo de jogo (que é totalmente diferente dos treinos).
Mas que foi uma substituição arriscada, foi. Porque o campo pesado exigiu muito do Fernandão, há um bom tempo sem jogar e, coincidentemente, o time do Santos cresceu após a saída do Leo Lima.
Vamos aguardar para ver que Goiás será este com o Fernandão de titular.
AL-Braço
AL-©haer
ouvi dos meus amigos Vascaínos
.
.
"O Vasco vai subir e serão rebaixados Fluminense, Botafogo e Flamengo!!!"
.
.
.
E, convenhamos, não será surpresa se, ao final deste ano, tudo isto acontecer ao mesmo tempo.
.
.
.
AL-Braço
AL-©haer
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Ainda não foi desta vez
O Goiás jogou bem, mas o Náutico foi melhor e mereceu a vitória.
Mereceu a vitória não somente porque marcou os gols, mas – principalmente – porque não se intimidou. No primeiro tempo, partiu para cima, buscando o gol, dando um trabalhão para a defesa do Goiás e exigindo muito do São Harlei. O esforço foi recompensado com o 1 a 0. No segundo tempo, soube segurar a pressão do Goiás (que avançou em busca do empate) e, nos contra-ataques, mostrava que poderia ampliar o marcador, o que aconteceu, a poucos minutos do final.
Ficar ALqui lamentando, seria perder o jogo pela segunda vez. Não. Quero esquecer os gols que o Náutico marcou.
Ainda não foi desta vez que chegamos à primeira colocação.
Estamos em terceiro lugar, a apenas dois pontinhos do líder.
O que não é pouco.
É importante reconhecer que temos ainda pela frente 18 partidas.
Não custa nada sonhar em chegar na primeira colocação.
Mas na hora certa. Depois de se manter no G4 com boa folga para o quinto colocado, de modo a poder arriscar mais e, mesmo perdendo, ainda se manter ali.
ALgora vou dormir, ALchando que não era mesmo para ser desta vez...Fatalismo? Determinismo? É muita filosofia para um Engenheiro e
“- Uai, gente! Eu preciso dormir!”
“- Posso?”
“- Com licença.”
AL-Braço
AL-©haer
.
pêésse: o primeiro gol do Náutico foi contra: o Tolói deu uma “furada” daquelas protagonistas dos “piores momentos”, o Leandro Eusébio se assustou e tocou pra dentro...o segundo foi quase-contra, pois a bola bateu na perna do Tolói e encobriu o Harlei, que saía para uma defesa que parecia certa...o jeito é tomar um café, antes de dormir...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A importância da partida de logo mais contra o Náutico
Todas as vitórias são saborosas. Algumas mais que outras, especialmente aquelas do “jogo da TV”, geralmente sobre uma equipe tradicional do Futebol Brasileiro.
Há também aquelas em que o gol da vitória sai no finalzinho da partida. Estas são inesquecíveis.
Mas há algumas vitórias que são necessárias.
O jogo de logo mais do Goiás contra o Náutico lá em Recife se configura especial, porque esta é uma partida em que a vitória é necessária tanto para Náutico, quanto para o Goiás. E não estou falando que é necessária porque o Goiás pode atingir a primeira colocação. Não. Eu já tinha pensado nisso mesmo antes da derrota do Palmeiras para Coritiba. O Goiás precisa vencer o Náutico lá em Recife, para mostrar que não vai ser fácil tirar o Goiás do G4. É isto que representa uma vitória hoje à noite. Mais do que figurar na primeira posição, pois a hora de ficar na primeira posição não é agora. A hora de buscar a primeira posição é quando faltar umas 5 ou 6 rodadas para terminar o campeonato.
O Goiás precisa vencer o Náutico lá no caldeirão deles, porque – a princípio - vai ser uma partida dificílima, em função da posição incômoda que o Náutico ocupa na tabela. Depois que o Geninho chegou para comandar o Náutico, o time melhorou. Apesar de que ainda não saiu da ZB (zona de classificação para a Série B), olhando as atuais equipes que estão lá, hoje eu apostaria no Náutico com mais chances de fugir do rebaixamento. E, considerando que o Goiás é a “sensação deste Brasileirão”, vencer o Goiás é um resultado excelente para qualquer equipe.
Então, considerando que o Náutico, junto à sua torcida, não pode perder (para o Goiás e para nenhuma outra equipe) e considerando que, atualmente, vencer o Goiás é certeza de destaque em mídia nacional, é por isto que nesta partida o Goiás tem que vencer.
É óbvio que o Goiás não vai vencer todas. Mas, especificamente nesta partida de logo mais contra o Náutico lá em Recife, uma vitória do Goiás sedimentará mais ainda o ótimo momento que está na competição.
O Hélio dos Anjos tem falado que “podemos sonhar mais alto”. E ele tem direito de falar isto para os jogadores do Goiás.
Mas este “sonhar mais alto” deve ser com os pés no chão. Enquanto o Fernandão não estréia, o Goiás não deve abandonar o seu eficiente 3-6-1. Quando o Fernandão entrar no time, aí sim, um 3-5-2 será necessário, em um determinado período das partidas.
O Goiás tem que ganhar do Náutico, mas da mesma maneira que tem conseguido a maioria de suas vitórias neste Brasileirão. Fechadinho lá atrás e partindo nos contra-ataques. O campo lá nos Aflitos tem as dimensões menores, ou seja, vai ser um jogo truncado e muito congestionado no meio de campo, pois o Geninho também é adepto de um 3-5-2 e sabe treinar bem uma defesa.
Meu pALpite é 1 a 0 para o Goiás.
Gol de cabeça do Rafael Tolói.
AL-Braço
AL-©haer
7
É a maior sequencia ininterrupta de vitórias neste Brasileirão.
.
E é do São Paulo esta marca.
.
É.
.
E a sua torcida canta: "O CAMPEÃO VOLTOU"
.
E o Rogério Ceni também voltou.
.
É.
.
.
.
AL-Braço
AL-©haer
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Só no Futebol
Sabemos que o Futebol é o único esporte coletivo que permite que uma equipe inferior consiga vencer uma equipe melhor. Foi o que aconteceu, neste 2 a 1 para o Bahia.
Não vi nada que o técnico Mauro Fernandes pudesse fazer diferente, para evitar a derrota. As substituições foram corretas. O time procurou o gol o tempo todo.
O esquema 4-4-2 é muito bem executado pela equipe do Dragão. O time não “rifa” a bola, com jogadores experientes e habilidosos, tanto os titulares, quanto os reservas.
Antes mesmo do golaço do Robston (era o empate), imaginava que o ACG viraria a partida, pela superioridade em campo.
Mas dois fatores contribuíram para o revés: a sorte da bola espirrada que foi parar nos pés do lateral Rubens Cardoso do Bahia, que fez 2 a 1; e o preciosismo do Juninho, que se excedeu nas jogadas individuais, prendendo muito a bola e deixando de marcar um gol, na jogada anterior ao segundo gol do Bahia, o que seria um gol de uma virada até então muito merecida.
Nos quinze minutos finais o ACG empurrou o Bahia para o seu campo, mas não conseguiu empatar. Era o Atlético jogando Futebol e o Bahia chutando a bola pra longe, quando conseguia tocar na bola.
O time do Bahia tá mais para Série C.
O time do Atlético Goianiense tá mais para Série A.
Mas o Bahia venceu.
Acontece. Só no Futebol.
Porque é Futebol.
AL-Braço
AL-©haer
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Eles estão reagindo
Eles precisavam vencer as duas partidas recentes, no Serra Dourada. E venceram. Venceram dois concorrentes diretos, pois provocaram mais uma queda do América-RN e ultrapassaram o também em declínio Bahia.
Logo em seguida, viajaram meio Brasil e foram ao Ceará, enfrentar o Fortaleza. Empataram. Empataram no finalzinho. Dava para eles terem vencido o Fortaleza, mas o empate – da maneira como foi conseguido – foi um bom resultado. Digo mais, foi um ótimo resultado, pois, mesmo perdendo uma posição nesta última rodada, eles não deixaram o Fortaleza subir e, na atual situação, rondando a zona do rebaixamento, o Fortaleza está numa condição de concorrente direto.
A próxima partida é contra o Paraná, que está uma posição atrás deles. Lá. Outra partida difícil, pois o Paraná está com a mesma pontuação do Bahia, que é o primeiro acima da “ZC” (Zona de Classificação para a Série C).
Mas eu estou ALpostando que, se eles mantiverem a calma, podem voltar de lá com um empate. Quem tá no desespero é o Paraná. Com redobrada atenção e, depois da excelente atuação do atacante Gil contra o Fortaleza, eles podem até conseguir uma vitória contra o Paraná.
Estava observando a tabela de classificação da Série B e há duas maneiras de seus torcedores analisarem a posição deles: uma pessimista, outra otimista. A pessimista analisaria com ansiedade, pois eles estão na incômoda posição 14 (apenas 3 pontos a frente do Fortaleza, que é o primeiro da “ZC”). Já a otimista analisaria com esperança, pois mais duas vitórias seguidas os colocaria em uma posição intermediária e, dependendo da combinação dos demais confrontos do grupo lá de cima, eles podem se aproximar mais da “ZA” (Zona de Acesso à Série A, conhecida como G4).
É isso.
Logo o Alex Dias fará sua estréia. E vai fazer uma boa dupla com o Gil.
Se eles não perderem nenhum dos próximos dois confrontos, também serão bons resultados.
Vamos ver.
Nas duas últimas partidas eles fizeram o “dever de casa”. E, depois da partida contra o Paraná, voltam ao Serra para receber o Brasiliense. Eu estou ALpostando em um empate e uma vitória. Mas não há como arriscar qual será a vitória.
AL-Braço
AL-©haer
domingo, 9 de agosto de 2009
Perdemos do São Paulo, e daí?
Isto dá uma certa serenidade, quando olhamos do outro lado e vemos que quem nos venceu foi o São Paulo.
Este São Paulo que, se enumerarmos um a um de seus titulares, praticamente o time todo tem vaga de titular nas demais equipes do Futebol Brasileiro. Além do que o Rogério Ceni voltará nas próximas partidas, para fortalecer mais ainda esta equipe, que certamente brigará pelo Título deste Brasileirão.
Não vou ficar ALqui falando que gostei da derrota. Óbvio que não. Mas não ALchei que o Goiás jogou mal. Comparando com a partida anterior contra o Flamengo, nesta partida contra o São Paulo, o Goiás foi mais constante, pois manteve-se regular na sua postura tática, sem apresentar aquele “branco” do segundo tempo enfrentando o Flamengo.
Caríssima Leitorcedora, caríssimo Leitorcedor, pergunte a qualquer goleiro qual é a bola mais difícil de defender. A resposta (unânime): bolas cabeceadas na entrada da pequena área. Os dois primeiros gols do São Paulo foram de cabeça. Ou seja, não é todo dia que é Santo. Nem para o São Harlei. Méritos para Washington e Jorge Wagner, que anteciparam aos zagueiros do Goiás, com eficiência.
Outro ponto positivo foi a substituição realizada pelo Hélio dos Anjos. Perdendo por 1 a 0, o Goiás voltou do intervalo com mais um atacante – Bruno Meneghel – no lugar do volante Fernando. O Goiás mudou seu 3-6-1 para um 3-5-2 e passou a ter mais posse de bola, na tentativa clara de empatar a partida. O Goiás melhorou com relação ao primeiro tempo. Isto mostra que o time joga bem em outro esquema que não seja o 3-6-1.
Mas o mais importante foi ver que o Goiás, após a expulsão do Rafael Tolói e a marcação do segundo gol do São Paulo, logo em seguida, mesmo assim continuou buscando o gol. Mesmo perdendo por 2 a 0 e a partida caminhando para os 15 minutos finais, o Goiás continuou partindo para cima, o que revela que o Goiás não se abateu em campo. Isto é fundamental. O Goiás tem tido uma postura que – guardadas as devidas proporções – parece com os times europeus, que buscam o gol o tempo todo.
E o Goiás descontou faltando 4 minutos para o término do segundo tempo. E a equipe parece que tava acreditando no empate, pois avançou a marcação e disputava as bolas no meio de campo com disposição que não teve naquele segundo tempo contra a equipe do Flamengo.
Com um jogador a menos e avançando o time, o terceiro gol do São Paulo veio num contra-ataque, numa jogada em que o atacante Borges se colocou bem, foi rápido e preciso ao desviar a bola do Harlei, que saía para tentar a defesa.
Perdemos. Melhor dizendo, o São Paulo venceu. Convenhamos, era o São Paulo, lá no Morumbi.
Há de se dar descontos para o time do Goiás. Apesar de que, desta vez, os “descontos” foram cruéis para o Meu Goiás: dos três gols do São Paulo, dois foram nos acréscimos: o primeiro e o terceiro.
Desconto por desconto, amanhã vou descontar um cheque e trocá-lo por mais yenes.
Compro yenes de um japonês lá na feira. Ele vende laranjas. Mas, amanhã, não vou comprar nem laranja da ilha.
Amanhã, até laranja da ilha estará amarga.
AL-Braço
AL-©haer
sábado, 8 de agosto de 2009
ALgo me diz...
.
.
...que eles vencem o Bahia, hoje no Serra Dourada...
.
(1 a 0)
.
(gol de cabeça, em impedimento)
.
.
.
AL-Braço
AL-©haer
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Quase que foi mais branco do que verde
Se olharmos apenas o placar da partida, pela festa que já começou na parte da manhã com a chegada do Fernandão, desfile em carro aberto, entrevista coletiva, com direito a estacionar o helicóptero no centro do gramado do Serra Dourada e volta olímpica, considerando que o estádio estava lotado (mais de 40 mil presentes, as cores divididas meio-a-meio), foi mais um excelente resultado do Meu Goiás.
Mas, nesta trajetória de seis vitórias consecutivas, esta partida revelou instabilidades na equipe do Goiás. Foram dois tempos distintos: no primeiro, só deu Goiás; no segundo, só deu Flamengo. No primeiro tempo, o Goiás poderia ter aberto 4 gols de vantagem, tamanha era a facilidade que encontrava, mas só fez 2 a 0. O Flamengo chegou a chutar duas bolas no gol do Harlei, difíceis de defender, mas o São Harlei estava lá (básico: dois milagrinhos para manter as estatísticas). Já no segundo tempo, o Flamengo só não virou para 3 a 2, porque os três zagueiros do Goiás cumpriram bem a missão e a equipe do Flamengo errou muitos passes.
Sabemos que nas equipes brasileiras, a maioria dos jogadores joga mais com o esforço físico do que com o talento. Ou seja, a preparação física tem sido um fator determinante para o sucesso de uma equipe. Estou dizendo isto, porque achei que o Goiás cansou no segundo tempo.
E, tentando explicar o fato, aliado à maratona das nove partidas (meio de semana e final de semana, nestes 30 dias nos meses de julho e agosto, o que é esperado uma queda de rendimento), aconteceu uma situação interessante no primeiro tempo desta partida contra o Flamengo, que não tinha ocorrido nas cinco vitórias anteriores: o Flamengo parecia que não tinha entrado no jogo e a bola ficava somente nos pés dos jogadores do Goiás; empurrado pela sua torcida, os jogadores do Goiás empreenderam um ritmo fora dos padrões, pois o normal não é o Goiás sufocar o adversário, o normal é o Goiás partir em contra-ataques. Ou seja, no primeiro tempo os jogadores do Goiás mantiveram a posse de bola, os volantes e até os zagueiros participaram ativamente da pressão que o Flamengo permitiu ao Goiás fazer. Resumindo, o Goiás correu mais do que normalmente corre e a equipe voltou cansada para o segundo tempo.
O Andrade foi muito feliz nas substituições, especificamente ao iniciar o segundo tempo com o Petkovic. Taticamente, Andrade também acertou ao reforçar a marcação sobre o Iarley, ao avançar seu time pelo meio e dificultar as ações do meio de campo do Goiás, ao manter uma marcação direta nos alas do Goiás, não permitindo que o Goiás se utilizasse dos mesmos para sair em contra-ataques. O resultado disto foi a inversão do panorama da partida. Se no primeiro tempo, o jogo ficou praticamente no campo de ataque do Goiás, já no segundo, foi um jogo também de um campo só, mas era o do ataque do Flamengo. O Goiás não conseguia mais realizar três passes seguidos e a posse de bola era só do Flamengo.
Há algum tempo, temos visto que o Leo Moura não tem realizado boas partidas, que ele tem rendido abaixo do que costuma render. Mas Adriano e Petkovic são talentos acima da média. Petkovic teve uma passagem conturbada, rápida e sem brilhantismo quando jogou pelo Goiás, mas é inegável sua rara habilidade com a bola. Adriano, já divide a artilharia do Brasileirão e dispensa apresentação.
O cansaço do time do Goiás, dando liberdade para o Flamengo crescer em campo, permitiu que a bola passasse muito pelos pés de Petkovic enquanto que Adriano empurrava mais o Goiás para o seu campo de defesa.
Então, o Flamengo, que quase é goleado na primeira etapa, consegue um empate na etapa complementar, com jogadas decisivas com assinatura de Adriano e Petkovic.
No segundo tempo deu um branco no Meu Verdão, que quase permite a virada do Flamengo.
Mas, quando a fase está boa (e era noite de lua), os Deuses do Futebol conspiram a favor e, no finalzinho da partida, Leo Lima e Iarley fizeram uma “Pelé-Coutinho” na entrada da área e o Iarley marcou mais um, fechando o placar.
No final, tudo ficou verde. Mas quase que passamos em branco.
Quase.
AL-Braço
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
MERCHANDISING
Se eu fosse a agência de propaganda que atende as Loterias da CEF, colocaria as imagens dos gols do Goiás contra o Flamengo para promover a:
.
AL-©haer
terça-feira, 4 de agosto de 2009
F E R N A N D Ã O
Tava faltando craque na linha do Meu Goiás?
.
Tava.
.
Agora, não falta mais.
.
.
.
AL-©haer
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
As jogadas "manjadas" do Goiás
Ele disse que se eu não fizesse isto, estaria “escondendo” informação. Este meu amigo é Flamenguista. Joga tênis lá na Gávea. Tô achando que ele quer dar “umas dicas” para o Andrade. Tem problema não. As jogadas são mesmo tão previsíveis, que basta ver um “tape” de uma das últimas 5 partidas que o Goiás venceu, que tá tudo ali, bem treinado e bem repetido.
Vamos lá.
1. Quando o Goiás está bem postado na defesa, com o adversário vindo para cima.
Até o Iarley dá combate. Se o adversário evolui (passando pelo Felipe Menezes), os volantes tentam parar a jogada, normalmente com obstruções, que “matam” a jogada sem “quebrar” o jogador. Se o adversário tenta jogar pelas pontas, o ala dá o combate, com um dos três zagueiros na sobra. Se o ala não comete a falta, o zagueiro cerca. Neste momento, um dos volantes já cobre a posição do zagueiro que saiu na cobertura do ala (até o Felipe Menezes volta para congestionar de verde o nosso sistema defensivo). Se o adversário consegue cruzar a bola, a defesa – geralmente - tira de cabeça. Tanto os zagueiros, quanto os volantes têm tido uma ótima performance em antecipar bolas alçadas para a área. Com tanto jogador na defesa, normalmente a “segunda bola” cai nos pés de um jogador do Goiás, iniciando um contra-ataque.
2. Quando o Goiás é pego – raramente – de surpresa em um contra-ataque.
O Rafael Tolói sai na direção da bola e só para se a recupera, se dá um chute para a lateral para a equipe se recompor, ou se faz a falta. Se a bola chega nas mãos do Harlei, aí entra uma das melhores reposições de bola que temos presenciado. Rapidamente, o Harlei identifica o ala que tem mais campo pela frente e lança com as mãos, perfeito! Se os alas estiverem marcados, o Harley dá um balão na direção do Iarley. O Iarley disputa todas as bolas. Quando domina a bola, aí já tem 6 jogadores que vem subindo rumo ao ataque, para dar o passe. Normalmente há três desdobramentos desta jogada: ou o Iarley sofre falta, ou o Iarley dá um bom passe, ou o Iarley faz falta.
3. Quando o Goiás tá levando “sufoco” do adversário.
Todo mundo dá chutão para onde o bico da chuteira apontar.
4. Quando o Goiás recupera a “segunda bola”, iniciando um contra-ataque com um dos volantes.
A jogada é sempre a mesma. O Iarley se desloca para um dos lados do campo, levando consigo um marcador e deslocando os demais defensores para este lado do campo. O volante lança para o Iarley. O Iarley recebe, faz “o pião” e já tem duas opções de passe: ou o ala que está chegando, ou um volante ou o Felipe Menezes que está passando pelo meio. Qualquer que seja o passe, constrói-se uma inversão de jogada, pois a bola vai passar por, no máximo, dois jogadores e chegar ao outro ala, que já está numa região mais livre para fazer uma jogada de linha de fundo e cruzar, ou uma tabelinha com o companheiro mais próximo.
5. Quando o Harlei está com a posse de bola, mas não tem como opção a jogada de lançamento nem para o ala, nem para o Iarley.
Se os alas estão marcados, o Harlei solta a bola com as mãos para um zagueiro. Este zagueiro conduz a bola e vai passar para um dos volantes mais à frente, ou para o ala que subiu ao ataque. Se a bola vai para o volante, geralmente este volante busca a jogada com o outro volante, pelo meio (esta é uma jogada um pouco perigosa, se for mal executada). Se a bola vai para o Felipe Menezes, este parte para cima, tentando uma jogada individual. Quando o primeiro drible do Felipe Menezes tem êxito, a próxima jogada será um passe para o Iarley, ou para o ala que já está lá na frente como um ponta. A próxima jogada é um “um-dois”, a partir do Iarley, ou a partir do ala. Se tá tudo congestionado, a bola é recuada para o zagueiro que está mais próximo e tudo recomeça: ou o passe vai para o volante mais próximo, ou vai para um ala, ou ligação-direta na direção do Iarley, mesmo que este esteja bem marcado.
6. Quando há uma falta na intermediária a favor do Goiás.
A bola é lançada para a meia-lua da grande área, ou no “segundo pau”, sempre buscando a cabeça do Rafael Tolói ou do Amaral, que são aqueles que têm maior impulsão. O desdobramento da jogada, quando estes jogadores alcançam a bola, sempre causa problemas para o adversário.
7. Quando os alas do Goiás conduzem a bola em contra-ataque, em condição de fazer o cruzamento.
Como os nossos atacantes são de baixa estatura, o cruzamento sempre é forte e a meia altura, em curva, por trás da zaga adversária, esperando um oportunismo de um Iarley ou de um Felipe, para desviar a bola para a rede do adversário. Geralmente, os goleiros não saem nestas bolas. Quando tentam pegar estas bolas cruzadas a meia altura, normalmente a bola é parcialmente defendida, oferecendo boas condições para um segundo arremate, com o goleiro ainda no chão.
8. Quando o adversário fica frente a frente com o Harlei.
Aí é o São Harlei!!!
Estas jogadas do Goiás têm tido cada vez mais êxito, porque a defesa está bem aplicada e os passes errados estão diminuindo a cada partida.
A coisa só tem complicado, quando se abusa do individualismo, o que só acontece com o Felipe Menezes e com o Vitor. Foi só o Vitor ficar afastado por contusão, que diminuíram os contra-ataques dos adversários.
É com essas jogadas “manjadas” de um esquema 3-6-1 que o Goiás já chegou à terceira posição neste difícil e longo Brasileirão.
AL-Braço
AL-©haer
Qual o segredo desse Goiás?
Não é a maneira do Goiás se posicionar em campo, pois o time do Goiás deixa o adversário vir com a bola, para recuperá-la e partir em contra-ataque.
Não é o rodízio que os volantes e os zagueiros fazem para “matar” as jogadas dos adversários com faltas na faixa de campo entre as duas intermediárias.
Não são as subidas dos alas, ora o ala direito, ora o ala esquerdo, pois raramente os dois vão juntos ao ataque.
Não é o “serviço de peão” que o Iarley faz, de forma competente, deslocando-se de um lado para o outro, protegendo e conduzindo bem a bola, trazendo para si a atenção de dois marcadores, distribuindo bem as jogadas e abrindo espaço para quem vem de trás. Todo o Brasil sabe que o Iarley joga assim.
Não é o posicionamento da zaga, pois os três zagueiros se entendem (qualquer que seja a formação, sai um, entra outro e a eficiência se mantém, nas bolas rasteiras e nas bolas altas) e estão bem treinados e atentos.
Não é o São Harlei, com suas defesas, sua experiência, sua liderança e sua impressionante marca de mais de 600 jogos pelo Goiás, que o Brasil inteiro reconhece.
Com exceção do Harlei, este sim é um “craque”, o Goiás não tem nenhum outro “craque” na acepção da palavra. O Iarley tem sido um destaque, pela sua experiência, pela sua capacidade de se posicionar em campo, pela sua obediência tática, pelos gols importantes e decisivos que tem marcado, mas – convenhamos – tá longe de ser considerado um “craque”.
Caríssima Esmeraldina e Caríssimo Esmeraldino (doentes como eu), quando eu falo em “craque” - considerando apenas a História do Goiás que eu acompanho desde 1973 - eu estou lembrando de jogadores e citarei ALguns como Lincoln, Tuíra, Pastoril (esse era meio “custoso”, mas era um Mário Sérgio negro), Carlos Alberto Santos, Péricles, Luvanor (O MAIOR!), Zé Teodoro, Cacau (o “Diabo Loiro”), Uidemar, Túlio, Josué (em todos os anos que jogou no Goiás, jogou um Futebol melhor do que aquele que ele jogou no São Paulo, muito melhor do que este que está jogando agora, que o mantém na Seleção), Fernandão e Paulo Baier.
Não. Não estou exagerando, não. Também não estou sendo exigente. Alguém poderia perguntar: e o Araújo? Esse era muito habilidoso, mas me passou mais raiva do que trouxe alegria. É verdade que driblava muito e tinha muita velocidade, mas seus arremates a gol eram muito ruins (só marcava gol de pertinho) e seus cruzamentos não tinham uma constância, uma hora eram perfeitos, outra hora eram sofríveis.
Vamos fazer justiça: esse menino, o Rafael Tolói, este sim, em breve vai ser mais outro “craque” na minha caderneta de anotação. Por enquanto é um ótimo zagueiro com muitas qualidades (que poucos zagueiros as têm), técnico e raçudo, é exemplo para os demais seguirem, contagia com sua dedicação e garra dentro de campo. Nem atingiu 20 anos e já é Capitão da Seleção Sub-20 e parece um “veterano”, pois não treme em campo. Mas, ainda não é um “craque”. Será. Em breve.
Assisti com atenção redobrada à partida em que o Goiás venceu o Santo André, anotando no notebook as variações de jogadas do Goiás e o que impressiona é que as jogadas do Goiás são extremamente previsíveis. O mais impressionante ainda é que os adversários “caem” nestas jogadas.
Especificamente nesta partida contra o Santo André, o que notei é que em nenhum momento da partida o time do Goiás abandonou a orientação tática. O Goiás jogou o tempo todo obedecendo o esquema tático, inclusive os jogadores que entraram no decorrer da partida não desmontaram a estratégia da equipe.
Então, cara Leitorcedora, caro Leitorcedor, com exceção do São Harlei, o segredo desse Goiás é que o “craque” está no banco de reservas, comandando a equipe.
O “craque” é o Hélio dos Anjos.
Já disse e repito: o Hélio dos Anjos está “tirando leite de pedra”.
E o Hélio dos Anjos acredita neste esquema tático. E insiste. E convence. E comanda. E os jogadores executam.
Esse esquema 3-6-1 é defensivo somente no nome, pois o Goiás é o terceiro ataque mais positivo da competição com 30 gols marcados, um a menos que o Atlético-MG, três a menos que o Grêmio Barueri.
O segredo desse Goiás é que não há “craque” na linha. Todos fazem o simples e o básico. Sem inventar.
O segredo é que o time do Goiás não joga para a Torcida. Nem para a Diretoria. Nem para a Imprensa.
O time do Goiás joga para o Hélio dos Anjos.
AL-Braço
AL-©haer
domingo, 2 de agosto de 2009
Já são 5 vitórias seguidas do Meu Goiás !!!
."Adversário, retire sua senha e aguarde sua vez."
"- Próximo, por favor!"
AL-Braço
AL-©haer
sábado, 1 de agosto de 2009
Essa é para o Thiago José
Thiago José, um dos meus amigos Vascaínos, passando férias lá nos EUA, escreve perguntando se eu não vou falar do VASCÃO (sic) dele.
.
(na verdade ele não perguntou...ele me xingou de tudo quanto é nome bonito, exigindo um texto sobre a vitória do Vasco sobre o Juventude...)
.
Então vai.
.
Depois de amargar aqueles 5 empates que o tiraram do G4, o Vasco retorna - em grande estilo - saltando da 5a. para a 2a. colocação, com a difícil vitória sobre o Juventude.
.
As combinações dos demais resultados, as derrotas de Guarani, Portuguesa e Figueirense, vieram em ótima hora para a equipe do Vasco da Gama.
.
O pessoal do Juventude está reclamando do pênalti que resultou no primeiro gol do Vasco, bem no início do jogo.
.
Mas não adianta ficar reclamando dos árbitros. Em terra em que os árbitros erram para os dois lados (a nossa arbitragem, em geral, é sofrível), tem que marcar gol e a equipe do Juventude não tem um ataque eficiente, o saldo de gols é negativo. O Juventude não conseguiu sequer empatar e caiu 4 posições, entrando na Zona de Rebaixamento.
.
No segundo tempo, o Vasco soube segurar o resultado construído no primeiro tempo.
.
Por falar nisto, a equipe do Vasco, quando não vence, é difícil de ser batida. Vejam os números: apenas 2 derrotas; apenas 8 gols sofridos. A equipe que sofreu menos gols, depois do Vasco, é o Ceará, com 14 gols. O Vasco é o único time da Série B, cujos gols sofridos não atingiram 2 dígitos. Também, considerando o Saldo de Gols, o Vasco só perde para o Atlético Goianiense (que é o Dragão-Papão da Série B). Somente o ACG e o Vasco têm Saldo de Gols com dois dígitos. Ou seja, esse Fernando Prass tá jogando muito, juntamente com a sua zaga.
.
Agora, resta ao Vasco uma boa sequência de vitórias para sedimentar sua posição no G4. Ou, no mínimo, não tropeçar jogando em São Januário.
.
Se o Vasco alternar vitória e derrota, vai ser aquela história de bem-me-quer-mal-me-quer: uma rodada no G4, outra rodada fora, outra dentro...ou, seja, o meu amigo Thiago José vai sofrer um pouquinho mais...
.
...mas eu ALcho que o Vasco engrenará de vez e deve ficar um bom tempo no G4.
.
AL-Braço
AL-©haer
.
pêésse: Thiago, fique tranquilo que você Sara desta gripe...com carinho, Sara. (trocadilhozinho fraquinho e básico para homenagear a Sara, que "toma conta" desse menino querido pra nós...)
eles respiram...
...eles venceram o América-RN, no Serra Dourada...
...e dormirão um sono tranquilo, pois passarão mais uma rodada fora do Grupo "mais para C do que para B".
É a série B, com perfume de Série C.
AL-Braço
AL-©haer
Como explicar essa do Elias?
Foi o seguinte.
Num determinado momento da partida, o técnico Mauro Fernandes do Atlético Goianiense resolve substituir o jogador Elias.
Até aí, tudo normal.
Mas o Elias sai praguejando e, na leitura labial, vê-se algo entre um “vá te fuder” e um “vá se fuder”. Não há como precisar em qual pessoa ele conjuga o verbo, mas resumindo, ele não gostou nada da substituição.
Normalmente, os boleiros e os peladeiros não gostam de serem substituídos. Já os atletas, estes sabem que existe um comando lá no banco de reservas, comando este que escala e decide as substituições.
É normal um jogador ficar insatisfeito ao ser substituído. O que não pode acontecer é jogador xingar o técnico.
Só que o Elias não se deu por satisfeito. Não parou por aí. Eis que Elias resolve “peitar” o técnico Mauro Fernandes, tendo que ser contido por uns cinco companheiros que estavam no banco de reservas.
Agora, o ACG, que não tinha tido nenhum problema grande até o momento na competição, passa a ter, em função deste comportamento (desclassificável!) do Elias, um problemão.
Problemão que eu, se fosse da Diretoria do ACG, resolveria aplicando uma multa alta e afastando o Elias do grupo.
Tecnicamente seria um grande desfalque para o grupo, porque Elias é um bom jogador e tem contribuído decisivamente para esta excelente campanha do ACG.
Mas, tecnicamente também “um pêssego podre, se não for removido, apodrece toda uma caixa”, já dizia Confúcio nos idos de 477 a.C., dois anos antes de morrer.
O quê que esse Elias tem na cabeça? Cabeça não é apenas a parte de fora, com a qual ele fez um gol, o primeiro na vitória do ACG sobre o Guarani. Como explicar, Sr. Elias?
Um jogador não pode desestabilizar um trabalho que tem tido êxito e a atitude do Elias revelou, no mínimo, um despreparo e um desequilíbrio que não tem lugar neste projeto do Atlético Clube Goianiense.
Eu fiquei imaginando se o técnico do ACG fosse o Leão...o Leão iria fazer o Elias chorar nos vestiários, depois de lhe dar umas boas e merecidas palmadas.
AL-Braço
AL-©haer
A Locomotiva movida ao Fogo do Dragão
Os números falam tudo:
LÍDER ISOLADO
71% DE APROVEITAMENTO
10 VITÓRIAS EM 15 PARTIDAS
INVICTO NO SERRA DOURADA
MELHOR ATAQUE DA COMPETIÇÃO
MELHOR SALDO DE GOLS
É o Atlético Clube Goianiense!!!
A Locomotiva movida ao Fogo do Dragão!!!
Embalada e atropelando.
AL-Braço
AL-©haer
Marcão: Matador!!!
Se tem um jogador do Atlético Goianiense que eu gosto de ver jogar, é o Marcão.
Parece que o Marcão não quer nem saber se a partida é dentro ou fora de casa. Ele joga da mesma maneira. Simples. E, o que é mais importante, não treme.
Nesta partida contra o Guarani, lá em Campinas, Marcão fez mais dois, na excelente vitória do ACG por 3 a 1.
O impressionante foi a tranquilidade e frieza do Marcão. Coisa de quem sabe o que fazer dentro da área.
No primeiro gol que marcou (que colocaria o ACG mais uma vez em vantagem, era o 2 a 1), Marcão recebe um cruzamento da linha de fundo e, com extrema calma, controla a bola, troca de pé e, na saída do goleiro, bate rasteiro, no contra-pé do goleiro.
Já o seu segundo gol nesta partida (que fecharia o placar em 3 a 1), Marcão me lembrou de um Ademir da Guia, de um Falcão e de um Romário, ou melhor, lembrou-me destes três craques ao mesmo tempo, colocando-se na posição certa para receber o cruzamento de André Leonel, matou no peito com categoria, desceu a bola na grama com muita tranquilidade e chutou firme e rasteirinho, o bastante para tirar a bola do alcance do goleiro. Um golaço.
Artilheiro do time com 8 gols, Marcão é um dos grandes nomes do ACG.
UH!!! TERROR!!! O MARCÃO É MATADOR!!!
AL-Braço
AL-©haer
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Mais uma vitória do Meu Goiás
Das 7 vitórias, esta sobre o Atlético-PR é a quarta seguida, ou seja, o Goiás desembestou a vencer.
Toda vitória vale 3 pontos. Mas há diferença entre uma vitória e outra.
Explico.
Jogando contra o então líder Atlético-MG, lá no Mineirão, com quase 51 mil torcedores, vencemos com um golzinho no final da partida, não dando tempo para a reação do time mineiro. Se foi uma vitória inesperada? Foi sim, até porque o Atlético-MG ainda estava invicto lá no Mineirão. Falar depois da partida jogada é mais fácil, mas antes da partida, sabíamos que o Goiás iria jogar “fechadinho” (no esquema 3-6-1) e que um empate já seria um ótimo resultado. O Goiás não se afobou, não cometeu erros na defesa e o Iarley, rápido e bem posicionado, antecipou ao zagueiro, tocando no cantinho, com a bola indo morrer nas teias do goleiro Aranha. Até aquele momento, a partida caminhava para um empate em 0 a 0. Qualquer time que conseguisse um gol, venceria a partida, pois as defesas superavam os ataques, em ambos os lados. Os Deuses do Futebol quiseram que o Goiás marcasse o gol. Acontece. A torcida do Atlético-MG não gostou do resultado (óbvio!), mas, reconhecendo o esforço e a boa situação de sua equipe na tabela de classificação, aplaudiu o time após a partida, numa clara demonstração de que a derrota para o Goiás, em pleno Mineirão, foi para eles um “acidente de percurso”. E, cá pra nós, se o Goiás voltasse com um empate lá do Mineirão, estaríamos satisfeitos. Esta vitória do Goiás, portanto, foi – vamos dizer assim – uma “vitória achada” fora de casa.
Vamos agora comentar a vitória do Goiás sobre o Atlético-PR. O Goiás não fez mais do que sua obrigação. É isto mesmo! Jogando no Serra Dourada, com o clima seco que “mata” os adversários nestes meses de julho e agosto, tendo uma equipe melhor e mais bem estruturada, vindo de três vitórias em ascendente beliscando o G4, enquanto que o adversário não vencia há várias rodadas, na Zona do rebaixamento, pensei, só falta o Sobrenatural de Almeida resolver entrar em campo para complicar. Mas o Goiás venceu. E venceu repetindo o esquema 3-6-1 da partida contra o Atlético-MG. Então, a diferença entre aquela vitória sobre o Atlético-MG e esta sobre o Atlético-PR é que esta foi mais “saborosa” do que aquela, porque quando uma equipe é superior, jogando em casa, tem que vencer e vencer bem. Isto traz tranquilidade à equipe e, equilíbrio emocional é o que faz a diferença em um campeonato longo, onde há um equilíbrio entre a maioria das equipes (poucos craques, poucos elencos que se sobressaem e raríssimas contribuições táticas dos técnicos).
Nesta partida contra o Atlético-PR, convenhamos, caríssima esmeraldina e caríssimo esmeraldino, deu tudo certo para o Goiás. Aos 4min, Rafael Tolói solta uma bomba, numa cobrança de falta (Gente, além de bom na defesa, bom na condução de bola, bom de cabeça, o menino também bate falta!!!) e o goleiro Galatto faz um milagre. Aos 6min, Iarley recebe de Júlio César e, com calma, dá um corte no zagueiro e bate de esquerda tirando do goleiro. 1 a 0. Aos 11min, Léo Lima cobra uma falta para dentro da área e Amaral antecipa de cabeça, colocando a bola no ângulo, sem chances para o Galatto, que não foi na bola, nem para sair na foto. 2 a 0. Teve torcedor que chegou atrasado no estádio e nem viu esses dois gols.
A gente ainda vê viradas em partidas de Futebol, mas está cada vez mais raro, porque, geralmente, os esquemas táticos são “mais fechados”. De maneira geral, joga-se “para não perder” e, nos contra-ataques, “tentar surpreender” o adversário. Quando uma equipe abre o marcador, regra geral, o adversário avança tentando o empate, o que deixa sua defesa mais vulnerável a sofrer mais gols. Tudo bem...o Goiás já venceu duas de virada: uma contra o fraco Fluminense e outra contra o Palmeiras. Terça-feira passada, pela série B, a partida entre Portuguesa e Guarani teve duas viradas (a Portuguesa fez 1 a 0 e permitiu a virada do Guarani, para 3 a 1, no primeiro tempo; no segundo tempo, a Portuguesa virou para 4 a 3). São coisas do Futebol, mas este artigo “virada” está cada vez mais raro de acontecer.
Então, seria um desastre se o Goiás permitisse a virada do Atlético-PR. Depois da partida, eu afirmo que seria uma ZEBRA se o Atlético-PR, sequer, empatasse.
O Goiás ainda marcaria o terceiro, com Léo Lima, num belo chute de fora da área. Poderia ter marcado mais, mas já eram 20min do segundo tempo e até os jogadores sentiam que o Atlético-PR não iria incomodar, pois não chutou nenhuma bola no gol do São Harlei, que hoje, surpreendentemente, não fez nenhum milagre. Já estava 3 a 0 para o Goiás e o time do Atlético-PR tocava a bola na defesa, como se eles estivessem vencendo a partida.
O Goiás está MUITO DE PARABÉNS, pois enfrentou um time “ridículo”, confirmou sua superioridade diante de sua torcida e venceu mais uma.
O Hélio dos Anjos parece que encontrou a melhor distribuição tática para o Goiás: esse 3-6-1. Dentro e fora do Serra Dourada. Quando o artilheiro Felipe estiver em condições de retornar à equipe, o Iarley deverá ser recuado e quem deve deixar a equipe é o Felipe Menezes, pois o Léo Lima entrou bem na equipe. O retorno de Fernando, também foi bom para o Goiás. Desde o afastamento do Éverton e, em função das suspensões e – recentemente – da contusão do Ramalho, precisávamos de um jogador com as características de forte marcação no meio de campo e capacidade de proteger a zaga. O jovem Rafael Tolói retornou da Seleção e este menino tem muita técnica, tem muita raça, sobe bem de cabeça (tanto na defesa, quanto no ataque) e chuta bem para o gol. Normalmente, a maioria dos zagueiros tem apenas uma de suas qualidades. Daqui a alguns anos, será um líder em qualquer equipe que estiver jogando. Na Seleção já é o Capitão.
Sem desmerecer a excelente vitória do Goiás sobre o Atlético-PR, eu não posso deixar de falar que esse time do Atlético-PR é o pior time que o Goiás enfrentou até o momento. O time conseguiu ser pior que o Botafogo. Pior até que o Fluminense.
Imagino a tristeza dos torcedores do Náutico e do Fluminense, ao verem a Tabela de Classificação e se depararem com seus times ATRÁS do Atlético-PR.
Conforme informado aqui em crônica anterior, vou comprar mais um punhado de yenes.
No próximo Domingo é lá contra o Santo André. E na quarta-feira da semana que vem, contra o Flamengo, aqui, com o Serra Dourada lotado.
METE O BURRÁI, VERDÃO !!!
AL-Braço
AL-©haer
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Seleção de empresários
Vai ter um amistoso aí contra a Estônia.
Tudo bem que o Diego Tardelli do Atlético-MG está realizando um bom campeonato, contribuindo para levar e manter o seu time na liderança. Mas daí a ser convocado...isto é coisa de empresário. Claro que é.
É por estas e outras que, quando eu digo que não torço mais para a Seleção Brasileira de Futebol, o pessoal fala que é falta de patriotismo. Insisto em dizer que desde 1990 (o técnico era o Lazaroni) que o meu sentimento de patriotismo pela Seleção Brasileira de Futebol foi perdendo forças, forças estas que continuam presentes nos outros esportes, que têm sido motivo de emoção e orgulho ao ouvir o Hino Nacional e a Nossa Bandeira lá no alto.
A Copa de 2010 está bem aí. Um ano passa logo. Eu DU-VI-DO que o Diego Tardelli estará no grupo que disputará a Copa na África.
É evidente que esta convocação é para acelerar uma transferência já anunciada. Jogador “de Seleção” é negociado melhor e mais rapidamente.
Será que, na próxima convocação, o Dunga vai chamar o Val Baiano?
É por isto que, em Copa do Mundo, eu torço para a Holanda, para qualquer equipe Africana e para a Suécia do Ibra. E, quando eu viajo para o Exterior, a camisa que eu levo é a do Goiás.
AL-Braço
AL-©haer
eles estão se enrolando
Olha só a situação.
Das próximas três partidas deles, são duas seguidas aqui no Serra Dourada (contra América-RN e Bahia) e, depois, contra o Fortaleza, lá.
Nas duas partidas em casa, qualquer resultado que não seja vitória complicará mais a situação. O América-RN chegou a beliscar o G4, mas não se manteve. Vai dar trabalho. Já o Bahia, depois de uns tropeços, voltou a subir e vai endurecer jogando aqui no Serra. O Fortaleza, que está na mesma situação deles (um pouco pior, pois está na ZR) vai querer vencer de qualquer jeito.
É.
Lembrando a Kelly Key:
tô neim aí
tô neim aí
AL-Braço
AL-©haer
Atlético-GO: Líder e não está prosa!
É o seguinte, pra refrescar a memória: o Mauro Fernandes está com um “projeto” que divide a tabela em sequencia de 6 partidas; para cada grupo de 6 confrontos, o objetivo é somar 12 pontos. Repito este assunto aqui, porque achei esta maneira de encarar um campeonato longo uma estratégia perfeita de manter o time atento, em foco e com equilíbrio emocional.
No primeiro bloco de 6 partidas, o ACG alcançou 10 pontos. Já no segundo, fez 13. Na média, 11.5, meio ponto a menos que o objetivo. Convenhamos, o resultado é excelente, 95.83% da meta a ser atingida.
No terceiro bloco, já realizou 2 partidas, obtendo duas vitórias, uma fora de casa (1 a 0 contra o Brasiliense) e outra, no Serra (3 a 0 contra o Duque de Caxias). Ou seja, o longo caminho está sendo percorrido, pouco a pouco, com êxito.
Tanto é que o Atlético Clube Goianiense alcançou a liderança isolada, acumulando 29PG. Mas, o mais importante é que ninguém lá no ACG está pensando em Título da Série B. O objetivo, desde o começo, era (e é) realizar uma boa campanha, neste ano em que o ACG retornou à Série B e, como consequencia, tentar uma das quatro vagas para a Série A de 2010.
Desde o início do campeonato, eu tenho escrito aqui que a equipe do ACG veio para disputar o acesso à Série A. E, particularmente, estou torcendo para que o ACG consiga esta vaga. Mesmo que seja a quarta vaga, pelos critérios de desempate.
Mas não vai ser fácil. Sabemos disso e o pessoal que comanda o ACG deve sabe melhor que todos nós. Espero.
O ACG está invicto no Serra Dourada e tem conseguido excelentes resultados fora. Há várias rodadas o ACG se mantém no G4, independente do resultado. Se vence uma partida, aproxima-se do topo. Se perde, cai – no máximo - para a quarta posição. Foi só vencer duas consecutivas e, com a combinação dos demais resultados, chegou à liderança.
Mas tá tudo bem embolado na parte de cima da tabela, acompanhemos os números:
1-Atlético-GO, 29PG, 9V
2-Guarani, 28PG, 8V
3-Portuguesa, 27PG, 8V
4-Figueirense, 26PG, 8V
5-Vasco, 26PG, 7V
6-Ceará, 25PG, 7V
7-Ponte Preta, 24PG, 7V
Já fiz o exercício de possibilidades e, mesmo que o ACG seja derrotado pelo Guarani, lá em Campinas-SP na próxima rodada, o ACG permanece no G4, mesmo que aconteçam os seguintes resultados:
Campinense x Figueirense: vitória do Figueirense
ABC x Portuguesa: vitória da Portuguesa
Juventude x Vasco: vitória do Vasco
Convenhamos, tanto Figueirense e Portuguesa têm condições de vencer estes confrontos, apenas a vitória do Vasco seria menos provável, mas não seria uma zebra.
Analisando as próximas partidas de Ceará e Ponte Preta:
Bragantino x Ceará
Brasiliense x Ponte Preta
Duas partidas dificílimas para Ceará e Ponte Preta. A equipe do Bragantino vem subindo a cada rodada e o Brasiliense tá precisando de uma vitória, para parar de descer. Mas, imaginemos que Ceará e Ponte Preta “aprontem” e consigam vencer estas partidas.
Então, se – na próxima rodada – acontecerem estes resultados, a classificação passaria a ser:
1-Guarani, 31PG, 9V
2-Portuguesa, 30PG, 9V
3-Atlético-GO, 29PG, 9V
4-Figueirense, 29PG, 9V
5-Vasco, 29PG, 8V
6-Ceará, 28PG, 8V
7-Ponte Preta, 27PG, 8V
Viram? O ACG continuaria no G4. Mas – atenção! - uma derrota em seguida, que seria contra o Ceará, lá em Fortaleza (o que não é um resultado anormal, considerando que o Ceará estaria embalado), tiraria o ACG do G4. É isso mesmo!!!
Gente, essa Série B é muito mais complicada que a Série A. O ACG ”ta matando um leão por dia” e, segundo o exercício de possibilidades que fizemos acima, em duas rodadas (entre duas sextas-feiras), pode ficar – momentaneamente – de fora do G4.
É preciso ter comando, elenco, dedicação e, principalmente, controle emocional.
O melhor mesmo é pensar como ensina o Mauro Fernandes. A cada 24 pontos disputados, fazer 12 pontos. Assim fica mais fácil controlar o emocional da equipe.
E, não podemos nos esquecer de que, no segundo turno, o ACG recebe o Vasco, a Portuguesa e o Guarani aqui no Serra Dourada. E, no Serra Dourada, “é ruim” vencer o Atlético Clube Goianiense.
Tá bonito ACG !!!
AL-Braço
AL-©haer
domingo, 26 de julho de 2009
Goiás surpreendendo
Depois, veio a partida contra o Avaí, aqui no Serra. Na ocasião, o Avaí era o último colocado. Antes de iniciar a partida, ALchava que o Goiás venceria, sem maiores problemas. O técnico do Avaí, Silas, armou um esquema ousado, com dois atacantes abertos. O Goiás não jogou nada no primeiro tempo. Já o Avaí se mantinha na sua proposta tática: recuperava a bola na defesa e mantinha a posse de bola até no ataque, sendo – apesar de que poucas vezes – mais objetivo do que o Goiás. Veio o segundo tempo e foi aquele desastre que vimos. O Avaí marcou logo no início. Dava tempo para tentar a virada, mas o Silas marcou muito bem o ataque do Goiás. O Goiás não conseguia chegar e arrematava pouco, sem direção. O Avaí não se sentiu intimidado e, em mais um contra-ataque, marcou o segundo, fechando o placar. Fiquei decepcionado. Muito. Mas depois que vi a sequencia de mais três vitórias do Avaí (contra Sport, Grêmio e Atlético-PR), passei a aceitar aquela derrota do Goiás para o Avaí, considerando que o Avaí teve seus méritos.
É impressionante o que o Hélio dos Anjos faz no comando do Goiás: o Hélio “tira leite de pedra”. E, na beira do gramado, “joga mais” que alguns jogadores que estão em campo. E sabe cobrar.
Na sequencia, vieram três partidas delicadas, contra o combalido Fluminense (lá no Maracanã), contra o então líder Palmeiras (aqui no Serra) e contra o também líder Atlético-MG (no Mineirão com 50 mil pagantes). Vencemos todas as três. O Goiás se mostrou forte contra o fraquíssimo Fluminense, vencendo de virada por goleada. Contra o Palmeiras, venceu – também de virada – por 2 a 1. Contra o Atlético-MG, marcou no final da partida, não dando tempo de uma reação ao adversário. Nestas três partidas, convenhamos, não dava para perder para aquele timinho do Fluminense. E, tanto contra Palmeiras, quanto contra o Atlético-MG, jogamos um futebol “simples”, que não dá para empolgar, né?
O que surpreende é que o Goiás não tem uma miolo de defesa experiente, mas tanto titulares quanto reservas não têm comprometido. Os volantes não são brilhantes, mas protegem bem a zaga. Lá no ataque, Iarley com sua experiência e Felipe com sua força dão trabalho às defesas adversárias, mas possuem baixa estatura, ou seja, jogam bem com a bola nos pés e pouco fazem com a cabeça. Os alas, tanto Vitor quanto Julio César, não têm demonstrado uma regularidade. No caso do Vitor, já é a segunda vez, neste ano, que fica afastado por lesão. O Harlei, continua sendo o São Harlei, apesar de sua mania de jogar adiantado (vide o gol do Diego Souza do Palmeiras) e, nas bolas cruzadas, gosta de ficar plantado na pequena área, debaixo das traves. Por fim, o nosso “10”, o Felipe Menezes, é um jovem que “morre” antes dos 15 minutos do segundo tempo, o que não é normal para um atleta, muito menos para um jogador na idade dele.
É esse time que, com o rodízio de alguns reservas, já está beliscando uma posição no G4.
O Hélio dos Anjos fala que o objetivo do Goiás é uma classificação para a Libertadores.
Surpreendente.
Surpreendente, porque o que está parecendo é que esta equipe “simples” do Goiás está caminhando mesmo para brigar por uma posição entre os classificados para a Libertadores.
Já ia me esquecendo do Rafael Tolói. Quando voltar da Seleção Brasileira, aumentarão as chances de marcarmos gols de cabeça, apesar de que, ele é tão “raçudo”, que chega em algumas jogadas com a força mal calibrada e comete algumas faltas desnecessárias. Coisa da juventude.
Prá ALproveitar o câmbio, ALcho que vou comprar ALguns yenes, amanhã. Mas não vou comprar muitos, não. Se o Goiás vencer o Atlético-PR, na próxima quarta, aqui no Serra, na quinta compro mais.
AL-Braço
AL-©haer
terça-feira, 14 de julho de 2009
pALpite
.
.
...tô ALchando que eles vão vencer o vASCO hoje à noite...
.
.
.
(1 a 0)
.
.
.
(de pênalti)
.
.
.
(duvidoso)
quinta-feira, 9 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
9 rodadas que definirão parte do Brasileirão
Num campeonato longo como o nosso Brasileirão, em dois turnos, o ideal seria que as partidas fossem todas nos finais de semana. São 38 partidas, portanto – continha básica - o campeonato deveria ser disputado em 38 finais de semana. O ano tem 52 semanas. Então, descontados os quatro finais de semana das merecidas férias dos jogadores, sobrariam 10 finais de semana para os campeonatos regionais, ou seja, dois meses e duas semanas para brincar de rivalidade regional e o restante para o Brasileirão. Quem fosse participar das outras copas, teria o preminho de jogar nas quartas-feiras, ou nas quintas-feiras. E a Seleção Brasileira deveria – também – mandar seus jogos no Brasil no meio de semana.
Mas, sabemos, a coisa não funciona assim. Sabemos.
Então, já que a coisa não funciona assim, temos que encarar a coisa de frente, como ela funciona.
E a coisa tá entrando na sua fase mais delicada e perigosa.
É o seguinte: se observarmos a tabela do Brasileirão, a partir da 10ª Rodada (11 e 12/07, próximo final de semana), teremos 9 rodadas com partidas no meio de semana e nos finais de semana. Vai ser aquele sambinha, ou melhor, aquele HIP-HOP do criôlo doido: concentra, joga, faz mala, viaja, concentra, joga, faz mala, viaja, descansa, concentra, joga, faz mala, viaja...isto sem falar as dimensões continentais deste Brasilzão e a malha aeroviária de nosso país, com escalas e conexões habituais.
Nestas próximas 9 rodadas (de 12/07 à 09/08), menos de um mês, é o período em que saberemos, com raríssimas exceções, quais os times realmente estarão brigando pelo título e quais os times que realmente estarão brigando contra o rebaixamento. Estatisticamente falando essas 9 partidas representam cerca de 25% do campeonato, ou seja quase um quarto. São 27 pontos em disputa para cada equipe.
Portanto, cara Leitorcedora, caro Leitorcedor, vai pesar muito, nessas próximas 9 rodadas, a equipe que tiver um bom elenco (titulares e reservas), a equipe que tiver mais disposição, preparo físico (e raça!), a equipe que fizer valer a vantagem de jogar em sua casa e a torcida que for ao estádio para apoiar sua equipe. Mais do que nunca, nas próximas 9 partidas, as equipes que não vencerem suas partidas em casa (que serão 4 ou 5, dependendo da tabela) vão encontrar sérios problemas para suas pretensões futuras na sequência da competição.
Vamos falar no que me interessa, que são os jogos do Goiás, cuja sequência destas 9 partidas será:
12/07 – domingo – Sport (F)
(segunda: retorna a Goiânia; terça: treino leve e concentração)
15/07 – quarta – Avaí (C)
(quinta: descansa; sexta: viaja para o Rio)
18/07 – sábado – Fluminense (F)
(domingo: retorna a Goiânia; segunda: descansa; terça: treino leve e concentração)
22/07 – quarta – Palmeiras (C)
(quinta: descansa; sexta: viaja para Belo Horizonte; sábado: movimentação e concentração)
26/07 – domingo – Atlético-MG (F)
(segunda: retorna a Goiânia; terça: treino leve e concentração)
29/07 – quarta – Atlético-PR (C)
(quinta: descansa; sexta: viaja para São Paulo; sábado: movimentação e concentração)
02/08 – domingo – Santo André (F)
(segunda: retorna a Goiânia; terça: treino leve e concentração)
05/08 – quarta – Flamengo (C)
(quinta: descansa; sexta: viaja para São Paulo; sábado: movimentação e concentração)
09/08 – domingo – São Paulo (F)
Vemos, claramente, que não há tempo para treino tático. Não há tempo para preparar mais nada, taticamente falando. Tecnicamente, também não há muito o que fazer. Fisicamente, então, o tempo que tiver deve ser dedicado à recuperação e descanso para o próximo confronto. E dá-lhe aeroporto!
Ainda, neste período, a tabela nos premiou com 5 partidas fora de casa e 4 no Serra Dourada. Ou seja, já estamos em desvantagem em uma partida com relação à varias outras equipes que terão 5 destes 9 jogos dentro de casa. A nossa obrigação é de somar os 12 pontos a serem disputados no Serra Dourada.
Vamos, primeiramente, analisar os confrontos fora de casa, contra Sport, Fluminense, Atlético-MG, Santo André e São Paulo. Sinceramente, só vejo chances de vitória contra o Sport, que pode mergulhar em uma crise maior (mais uma!) se não vencer o Goiás. O Goiás deverá, portanto, jogar com muita atenção lá na Bombonera tupiniquim. Se o Goiás não cometer erros grosseiros na defesa, quem sabe? Talvez, contra o Santo André, podemos vencer. Mas não vejo vitórias contra os demais, não.
E, quanto aos jogos aqui no Serra Dourada, no mínimo (é o que eu espero) que o Goiás vença o Avaí e o Atlético-PR. Vencer o Palmeiras, não vai ser fácil. E, contra o Flamengo aqui no Serra Dourada, sempre é um jogo complicado, pois, quando não temos mais torcedores do Flamengo aqui, fica meio-a-meio. A nossa “sorte” é que o jogo será na quarta-feira, o que vai diminuir a quantidade de mineiros e brasilienses que vêm a Goiânia nos jogos do Flamengo. Mas não devemos esquecer que eles tiram a camisa do Flamengo do armário e enchem o Serra Dourada, para torcer contra o Goiás.
Se o Goiás mantiver seu aproveitamento geral, que atualmente é de 52%, ou seja, se o Goiás não melhorar, mas – também – não piorar, nos próximos 27 pontos a serem disputados, somaremos 14 pontos ganhos aos atuais 14.
Se repetirmos, nas próximas 9 partidas, a performance das 9 já disputadas (3V, 5E, 1D), sendo que das três vitórias, apenas uma foi em casa e a única derrota foi no Serra Dourada (estamos invictos fora de casa) poderíamos pensar nos seguintes resultados:
12/07 – domingo – Sport (F) - Empate
15/07 – quarta – Avaí (C) - Vitória
18/07 – sábado – Fluminense (F) - Empate
22/07 – quarta – Palmeiras (C) - Derrota
26/07 – domingo – Atlético-MG (F) - Empate
29/07 – quarta – Atlético-PR (C) - Vitória
02/08 – domingo – Santo André (F) - Vitória
05/08 – quarta – Flamengo (C)- Empate
09/08 – domingo – São Paulo (F) - Empate
Pensando bem, qualquer pontuação superior a 14 pontos nestes próximos 9 jogos será lucro. Até que os prognósticos acima não estão muito fora da realidade não.
Mas, poderíamos dar uma ajudazinha ao Goiás. E esta ajudazinha deveria vir do pessoal que cuida do gramado do Serra Dourada. A grama deveria ser cortada mais alta, para que – juntamente com o clima seco desta época aqui no Centro Oeste – os adversários sentissem o que chamo de soroche do cerrado. Quem sabe, assim, a gente vence as quatro partidas aqui no Serra?
Vamos ver...e ainda tem as contusões, as suspensões por cartões...e, logo depois começa a tal da Sulamiranda, ôôôps, a Sulamericana, que o Goiás tem que participar e há a exigência de que os times entrem em campo com os titulares (time misto não vale).
É muito Futebol para pouco time, né?
AL-Braço
AL-©haer
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Porto Alegre - RS, Capital Mundial do Futebol
Raramente uma cidade recebe dois grandes jogos em dois dias consecutivos.
.
Raramente.
.
Os gaúchos foram presenteados, nesta semana, com duas partidas importantíssimas: a segunda partida da Final da Copa do Brasil entre Internacional e Corinthians e a segunda partida da semi-final da Libertadores entre Grêmio e Cruzeiro.
.
Não é exagero dizer que Porto Alegre é a Capital Mundial do Futebol, nesta semana. Outro dia, foi Roma, a Cidade Eterna, quando recebeu a Final da Liga dos Campeões da Europa.
.
Quatro equipes das mais tradicionais do Futebol Brasileiro, duas a duas, estarão no Beira-Rio e no Olímpico. São Campeões Regionais, Campeões Brasileiros, Campeões da Copa do Brasil, Campeões da Libertadores e Campeões Mundiais.
.
Quatro técnicos vencedores. E muitos craques.
.
É o Futebol pra ninguém botar defeito.
.
Corinthians e Cruzeiro estão em vantagem no marcador. Bastam a eles um empate e, até uma derrota (dependendo do placar) ainda lhes dá a vitória no placar agregado.
.
Meu pALpite é que Internacional e Grêmio vão vencer. Só não sei se vencerão por placar suficiente para ficar com o Título da Copa do Brasil, no caso do Inter e seguir à Final da Libertadores, no caso do Grêmio.
.
Vamu vê!
.
AL-Braço
AL-©haer
Comemoremos, mas com moderação
A frase acima é direcionada às Esmeraldinas e aos Esmeraldinos doentes como eu.
Caríssimos e Caríssimas parceiros de paixão (=doença) pelo Goiás. Claro que é para comemorar a goleada de 4 a 1 sobre o Botafogo lá dentro da casa deles. Eu também comemorei. O Goiás jogou bem: cometeu poucos erros na defesa, o ataque funcionou e o São Harlei fez três milagrinhos básicos, na média.
Mas daí a pensar que o Goiás segue “rumo a Tokyo”, também é demais.
(eu já estou começando a comprar yenes...mas desconsiderem o meu caso, que não tem base...)
Vamos colocar os pés no chão. Até o momento, a campanha do Goiás no Brasileirão é, no mínimo, incomum, pois estamos negando a tradição. A tradição sempre foi “fazer a lição de casa” (adoro essas frases feitas) e tentar um empatezinho fora e, se der, uma vitória fora de casa, de vez em quando. Após 8 rodadas, ainda não vencemos no Serra Dourada e foi no Serra Dourada a nossa única derrota até agora e, fora de casa, estamos invictos, tendo alcançado duas vitórias. Nosso aproveitamento no Serra é de 25%, enquanto que, fora de casa, atingimos a marca de 66,7%. Ou seja, a situação está fora do normal. E minha preocupação é que a situação fique “fora do controle”, pois – sabemos – que a maioria dos jogadores de futebol não está preparada psicologicamente para o esporte. São bem preparados técnica e taticamente, mas falta o controle emocional. E me preocupa muito o grau de ansiedade dos jogadores do Goiás na expectativa da primeira vitória no Serra Dourada, junto à sua torcida. E, falando em torcida, em geral, a paciência do torcedor que vai ao estádio é muito curta. Temo por esta situação, que pode agravar se a tal primeira vitória em casa (a do “tirei do dedo”) demore mais algumas rodadas.
Vamos relembrar nossos jogos até o momento: enfrentamos Inter, Coritiba, Corinthians e Grêmio, todos com times mistos (em função das competições paralelas que eles ora disputavam) e somente conseguimos vencer o Coritiba.
A partida contra o Santos foi um festival de lambanças das duas defesas. O placar moral (placar moral...isso quem inventou foram os militares na Copa de 78) daquela partida deveria ser uns 9 a 9.
Contra o Náutico e contra o Barueri, não saímos derrotados do Serra Dourada, por sorte.
E, contra o Botafogo, convenhamos, vencemos um time que “dá pena” e, por falar em pena, no jargão do Futebol diríamos que vencemos uma “galinha morta”.
Muita gente achava que o Goiás não faria mais que a obrigação se vencesse o Grêmio Barueri. Se tomarmos como base a tabela de classificação, vemos o Barueri com 13PG, na quarta colocação. Ou seja, aquele time do Barueri era mesmo difícil de ser vencido. Na minha opinião, de todos os times que vieram jogar aqui no Serra Dourada, o Barueri foi a equipe que mais me impressionou, pela maneira corajosa que a equipe parte para cima, com velocidade. Eles alternam jogadas pela direita e esquerda, com a mesma eficiência e os jogadores têm ótimo preparo físico. Eles correram demais aqui no Serra Dourada e também correram demais lá no Mineirão, quando tiraram a invencibilidade do Cruzeiro.
Aí vem aquela frasezinha “manjada”: “o campeonato ainda está começando...muita coisa ainda pode mudar”. Pode.
Analisando a tabela, vemos que poucos pontos separam as equipes. O primeiro da faixa de rebaixamento é o Náutico, com 8PG. Nós estamos apenas 3 pontinhos (uma vitória) à frente do Náutico.
Olhando melhor a tabela, vemos que Cruzeiro, São Paulo e Grêmio estão atrás de nós. A pergunta é: vocês acham que Cruzeiro, São Paulo e Grêmio vão permanecer nesta faixa, por todo o campeonato? Eu acho que não. Conclusão: esses times vão trocar de posição com outros três times que estão, atualmente, na frente deles. Quem se habilita?
Mas há de se pensar o contrário: será que Atlético-MG, Vitória e Grêmio Barueri terão cacife para se manterem lá em cima?
Resumindo, a tendência é que as equipes melhorem com os jogos. Então, quem aproveitou bem o início do campeonato, tem “gordura para queimar” (olha outra frase aí), o que dá tranqüilidade. Com a tranqüilidade, vêm os bons resultados. E um tropeço, quando se está lá em cima, não traz desconforto, quanto um tropeço lá na faixa intermediária, que coloca o time próximo (ou até dentro) da zona de rebaixamento. A outra pergunta que eu me faço é: “- Como/quanto que o Goiás pode melhorar daqui pra frente?”
Tudo isto para dizer: no próximo Domingo, o Goiás joga no Serra Dourada, contra o Cruzeiro e, para utilizar uma expressão importada da novela das 8, não será “auspicioso” um resultado que seja diferente de uma vitória. Se o Cruzeiro virá cansado, depois da partida contra o Grêmio pela Libertadores, se o Cruzeiro virá classificado, ou desclassificado, com time misto, de camisa azul, ou de camisa branca, não interessa, o time do Goiás precisa vencer o Cruzeiro, Domingo, aqui no Serra Dourada.
Tomara. Para a gente comemorar, mesmo!
AL-Braço
AL-©haer
terça-feira, 30 de junho de 2009
coisas do Futebol...
... ALgo me diz que eles vão vencer o Guarani na próxima sexta-feira...
... ALgo também me disse o placar: 2 x 1.
AL-©haer
domingo, 28 de junho de 2009
Bafana! Bafana! Yes, nós temos banana!
E o Brasil partiu para cima. Como era de se esperar. E ficou vulnerável para os possíveis contra-ataques. O que era de se esperar. E veio um contra-ataque, dois contra dois, os atacantes dos EUA – Davies e Donovan - foram perfeitos na condução da bola, no deslocamento e nos passes, com direito a corte seco de Donovan no Ramires e chute certeiro no canto. EUA 2 a 0.
Aí eu me lembrei da célebre frase da campanha presidencial do Barack Obama: “Yes, we can!” E pensei: será?
E a partida passou a ficar mais interessante ainda, com o Brasil tentando diminuir, ainda no primeiro tempo. E os valores individuais da defesa norte-americana, em especial o seu goleiro Howard, defendiam bem a surpreendente vitória parcial.
Veio o segundo tempo e, na primeira bola que foi para o Luís Fabiano, brilhou sua estrela e uma de suas habilidades, sua marca-registrada: recebeu a bola de costas para o zagueiro, protegeu-se com os braços e, num giro rápido, chutou a bola por entre as pernas do zagueiro, a bola foi no canto do goleiro, que não conseguiu repetir os milagres que fez no primeiro tempo.
Daí para o final da partida, só deu Brasil. Os EUA se defendiam, mas não conseguiam manter a posse de bola. Os jogadores brasileiros, especialmente Kaká e Robinho, não brilhavam com suas jogadas de habilidade, mas faziam o feijão-com-arroz e empurravam os norte-americanos para a sua cozinha.
Vamos desconsiderar o erro da arbitragem não validando o gol de Kaká. Tudo foi muito rápido. A bola entrou (a gente viu no replay), mas quem deveria ter visto – o bandeirinha – não assinalou e o jogo seguiu com a vitória parcial dos EUA, por 2 a 1.
O interessante foi que o Brasil não diminuiu o ritmo, nem se deixou abalar pelo gol não assinalado. Continuou em cima, tentando o empate. Às vezes os EUA iam ao ataque, mas não tinham mais aquela situação de dois contra dois, ou seja, o Dunga conseguiu arrumar uma maneira de fazer o Brasil atacar, sem deixar a defesa desprotegida.
Numa jogada pela esquerda, Kaká fez o básico: rápido, cruzou uma bola para a entrada de Robinho, que chutou no travessão e, no rebote – quem estava lá? – Luis Fabiano, que deu um “chute” de cabeça, empatando a partida.
Eis que entra em campo outra estrela: a estrela de Dunga. Dunga coloca Daniel Alves (imaginando outra falta daquelas) e Elano. Elano foi o responsável direto pela virada. Na primeira bola, fez um lançamento a La Gerson, a La Alex. Na segunda bola que pegou, virou uma bola da direita para a esquerda, que o Daniel Alves não dominou, pois ainda estava frio. E, na terceira bola, bateu o escanteio na cabeça de Lúcio que selou a vitória, de virada, para o Brasil conquistar, merecidamente e incontestável essa Copa das Confederações.
Neste momento, eu me lembrei da seleção da Espanha. Realmente, o time da Espanha é mesmo um dos melhores, atualmente. Sem dúvida, é a melhor seleção espanhola já formada. Vendo o time da Espanha jogar, parece que eles trouxeram o Futebol de Salão para o Futebol de Campo, pois é impressionante como eles tocam bem a bola e como sempre aparece um espanhol onde a bola vai.
Mas eu imaginei o que estariam pensando os espanhóis depois desta aula de virar o jogo que a seleção brasileira deu, contra a mesma equipe dos EUA, que também abriu 2 a 0 contra a Espanha.
A Espanha é a “Fúria”, mas touro por touro, o Brasil tem o Luís Fabiano e o Dunga não chamou o Ronaldinho Gaúcho (lembram-se dele?!). E acertou! A Seleção Brasileira não precisa do Ronaldinho Gaúcho.
E, claro que a comparação é inevitável. A diferença entre Brasil e Espanha está na camisa. E os EUA provaram hoje do sabor amarelo, quando esta camisa está do outro lado.
Essa legendária camisa canarinho...
...da cor da banana.
“ - IÉSSS !!! ”
AL-Braço
AL-©haer
pêésse:
deixa eu fazer uma confidência: Fiquei muito satisfeito com esta crônica, por vários motivos: não aprovei o Dunga como técnico, não tenho nenhum apreço pelo Luis Fabiano como jogador e, desde 1990 não torço mais para o Brasil, depois de entender melhor os bastidores da seleCão Brasileira de Futebol...quem me conhece sabe que eu torço só para o Goiás, dando-me o direito de – em Copa do Mundo – torcer para a Holanda e para qualquer time Africano...é verdade que ”meus times” não têm conquistado nada nestes últimos 20 anos, mas eu tô cada vez mais gostando do Futebol e, para 2010, espero torcer também para a equipe da Suécia do “Ibra”. Mas, cá pra nós, tenho que dar o braço a torcer: essa Seleção do Dunga está começando a empolgar!